Alípio sonhou
Alípio teve
mas o sonho era tão grande
e o mundo em Abravezes tão pequeno
que a dor logo chegou depois do amor
um amor que vestiu contos de fadas
tecidos suaves
brancura e lãs macias
cabelo doirado de anjo
em pedras rudes e contos inventados
de um coração totalmente oferecido e sem reservas
um amor que misturava a fantasia
de quem se dispunha a amar sem aprender
com uma realidade contida
de quem sabe o que faz quando se dá
o sonho aconteceu como acontece a cada português
a desilusão também
com o cair das primeiras chuvas
adivinhava-se outono em Abravezes
depois inverno rigoroso
porque quem dá tanto
em tamanho deslumbramento
vai pagar caro a falta do objecto que o causou
e pôr assim a vida em desatino
dar-se cem por cento
é exagero e pode causar dano
de tal forma
que só se for recuperável o erro
se poderá aprender com ele
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