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quinta-feira, dezembro 01, 2016

Os Filipes de Espanha e Passos Coelho


Nosso comentário:

Hoje é o dia 1.º de Dezembro de 2016.
Celebra-se em Portugal uma data importante, exatamente a comemoração da restauração da independência ocorrida neste mesmo dia 1 de Dezembro do ano de 1640.
Essa independência havia sido perdida para Espanha em 1580 por motivos de sucessão ao trono. Ficou no trono português gente espanhola, chamavam-se "Filipes" ( Flipe II, Filipe III e Filipe IV de Espanha) os reis espanhóis que os portugueses de então tiveram de aturar. 
Duraria sessenta longos anos a privação da independência nacional.
1 de Dezembro de 1640, um dia memorável!
Como bom português que sou, ainda estou para entender, qual a razão que o governo anterior chefiado por Passos Coelho, encontrou para acabar com o feriado deste tão importante e decisivo dia para Portugal e os portugueses!!!
Hoje felizmente é outra vez feriado e há festa e gratidão aos portugueses libertadores de 1640, fruto da nova governação que assumiu os destinos do país.
Ainda bem que assim é, que Portugal se cumpra com determinação como nação independente e democrática, no concerto das nações livres.

PS. Propositadamente e a condizer com o dia festivo, deixo uma notícia positiva premonitória de um futuro promissor para a CPLP(Comunidade de Países de Língua Portuguesa)

CPLP quer ser potência económica mundial em três décadas

Covilhã, Castelo Branco, 24 nov (Lusa) – O presidente da União de Exportadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (UE-CPLP), Mário Costa, disse hoje que a CPLP deverá tornar-se uma potência económica mundial em três décadas, superando mesmo os Estados Unidos.
“É aquilo em que acreditamos e aquilo para onde corremos. Estamos fazer um trabalho estruturado, temos esse objetivo muito firme e queremos que a CPLP seja em três décadas uma potencia económica a nível mundial”, afirmou.
Mário Costa falava na inauguração da delegação das Beiras e Alto Alentejo da UE-CPLP, que ficará instalada no Parkurbis – Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã.
Lembrando a dimensão do conjunto dos países que integram a CPLP e o facto de estes representarem um potencial de negócio e comércio que ultrapassa os 86 países, Mário Costa sublinhou que a CPLP “tem tudo o que é necessário” para poder afirmar-se como uma potência económica a curto prazo.
“Tem a posição geoestratégica nos quatro cantos do mundo, tem um número populacional que representa 30% da população mundial, tem recursos naturais, tem recursos humanos, tem empresários com ‘know-how’ e tecnologia e outros com mercados virgens, por isso, temos tudo àquilo que é necessário para podermos ser líderes a nível planetário e num curto espaço de tempo”, reiterou.
Este responsável ressalvou, todavia, que o trabalho de ligação entre empresas tem de ser bem estruturado, uma vez, que se está a tratar com culturas muito diferentes e lembrou que é exatamente com o objetivo de estabelecer essas pontes que a UE-CPLP trabalha.
Mário Costa vincou ainda a “importância decisiva” que o mercado da CPLP pode ter no crescimento nacional: “Se Portugal para a Europa está na cauda, para a CPLP está na frente do pelotão do ‘know-how’ e da tecnologia”.
Relativamente à estrutura que a UE-CPLP passa a ter na Covilhã, distrito de Castelo Branco, este responsável explicou que esta aposta pretende tirar partido do potencial de tecnologia e conhecimento ali existente, o qual pode ser visto como uma mais-valia para outros países onde há défice nessas vertentes.
“Também se prende com o objetivo de estarmos próximo dos empresários. O interior é sempre muito esquecido e nós procuramos estar cá ao lado deles para podermos dar um apoio muito maior”, acrescentou.
Durante a cerimónia de hoje, foi ainda lembrando que o próximo “Fórum UE-CPLP” se realiza nos dias 16 e 17 de dezembro, em Santa Maria da Feira.

Fiquem bem

António Esperança Pereira


quinta-feira, dezembro 04, 2014

O sinal de trânsito mais antigo de Lisboa


Nosso comentário:

Nem a propósito, logo após as comemorações em Lisboa do 1.º de Dezembro, chega-nos via e-mail este texto bem curioso de um leitor do blog.
Digo "nem a propósito porquê"? 
Ora bem, como é sabido, o governo que legitimamente é mantido em funções, eliminou o feriado nacional do 1.º de Dezembro. 
O 1.º de Dezembro é o dia em que os portugueses comemoram a libertação do jugo espanhol em 1640 com a Restauração da Independência perdida.
Para os leitores que não sabem isto, Portugal perdeu a independência em 1580 por motivos de sucessão ao trono. Este (o trono de Portugal) foi parar às mãos dos espanhóis que por cá ficaram durante 60 anos. 
Viriam a ser escorraçados pelos portugueses em 1640.
Hoje em dia, em 2014 DC na opinião do governo actual, talvez por preferir baixar os braços em vez de os levantar, talvez por achar que a globalização pesa mais que a nacionalidade, decidiu abolir o feriado comemorativo de tão importante data. Assim, o dito governo mantido legitimamente em funções, não comemorou a Restauração da Independência de Portugal.
É mau!
Apesar destes ventos adversos que assolam o nosso querido país, em boa verdade vos digo que em breve o feriado em questão voltará a ser comemorado. 
Sobre isso não resta a mínima dúvida. 
Isto para que os corações lusos não deixem de pulsar e a nacionalidade não deixe de sobressair pela longevidade e audácia de um Povo Grande: Portugal.
Dito isto, permito-me dizer que o texto ora enviado aborda uma curiosidade que data de 1686, logo com cheirinho ainda a ocupação espanhola. Daí a minha prelecção sobre o 1.º de Dezembro e a Restauração da Independência de Portugal.

PS. Aos vizinhos espanhóis, de quem sou vizinho e amigo por opção e nascimento, e para que não paire qualquer laivo de exacerbado nacionalismo da minha parte, envio uma calorosa e fraterna saudação.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira



Lisboa - o sinal de trânsito mais antigo da cidade.


Uma curiosidade histórica.

Sabem onde fica em Lisboa o sinal de trânsito mais antigo da cidade?
Na Rua do Salvador, n.º 26, em Alfama. Junto segue uma foto, mas antes leiam esta descrição:

É uma placa que data de 1686 e foi mandada afixar por D. Pedro II para orientar os coches que passavam por esta rua estreita.
Diz assim: "Ano de 1686. Sua Majestade ordena que os coches, seges e liteiras que vierem da Portaria do Salvador recuem para a mesma parte". Ou seja, o coche que vem de cima perde prioridade em relação ao coche que vem de baixo.
Esta rua, que foi muito importante há 4 séculos, quando ligava as portas do Castelo de São Jorge à Baixa, é, hoje em dia, uma pequena travessa, infelizmente cheia de prédios arruinados (como tantas outras nas redondeza), entre a Rua das Escolas Gerais e a Rua de São Tomé.   A meio da pequena subida há um edifício, fora do alinhamento dos restantes, que a estrangula.
No tempo de D. Pedro II este estreitamento era causa de muitas discórdias entre os carroceiros que subiam ou desciam a rua.   Se dois se encontrassem a meio, nenhum cedia passagem, uma vez que era tarefa difícil fazer recuar os animais.   Houve mesmo lutas e duelos, com feridos e mortos.

Para evitar tais discórdias, foi publicado então um édito real e afixada esta placa no local, estabelecendo a prioridade a respeitar em tal situação.

domingo, dezembro 01, 2013

Nem sempre galinha nem sempre rainha!


Nosso comentário:

Hoje é o dia 1 de Dezembro de 2013, um dia que sempre foi feriado em Portugal até aos dias de hoje. Deixou de ser a mando desta governação atualmente em funções e prontos!
Nada mais a acrescentar porque o que esta governação diz e faz é dito e feito e prontos!
Quero todavia acrescentar que é uma data importante para os portugueses que reporta a 1640, data em que Portugal se libertou do jugo de Castela. 
Foram 60 anos debaixo do jugo castelhano por motivos conhecidos de sucessão ao trono.
É também uma data que nos faz recordar os tempos da Monarquia que durou até à instauração da República em 5 de Outubro de 1910.
Por nos fazer lembrar esses tempos idos da Monarquia, partilho com os estimados leitores, um mail que recebi que nos aviva a memória com a origem da expressão "nem sempre galinha nem sempre rainha", que remonta exatamente ao tempo do nosso rei D. João V.
Leiam e oxalá seja proveitoso o pequeno exercício de memória.
Pelo menos que faça com que todos continuem a sonhar com que o feriado um dia volte, a bem da Nação e a bem da memória coletiva dos portugueses.



Fiquem bem,

António Esperança Pereira





"Nem sempre galinha, nem sempre rainha"!...



D. João V

                                      

Quem não conhece a expressão “nem sempre galinha nem sempre rainha”? O que muitos não saberão é que a origem dessa expressão é atribuída ao rei D. João V, conhecido nos manuais da história pelo “Magnânimo” mas também conhecido pelo “Freirático” por causa da sua apetência sexual por freiras. 
Ficou célebre o seu tórrido romance com a Madre Paula, do mosteiro de S. Dinis em Odivelas, com quem teve vários filhos, os quais educou esmeradamente, ficando conhecidos pelos Meninos de Palhavã, porque residiam em Palhavã, no Palácio onde actualmente funciona a embaixada de Espanha em Lisboa.
A rainha era austríaca e muito feia, ao contrário do rei que era bem apessoado, talvez por isso o rei procurava outras companhias mais agradáveis. A rainha sentindo-se rejeitada ter-se-à queixado ao padre seu confessor.
Um dia o padre chamou o rei à razão, então o rei ordenou ao cozinheiro que a partir desse dia, o padre passaria a comer todos os dias galinha. Nos primeiros dias o padre até ficou satisfeito e deliciado com o menu. Mas passado três meses o homem andava agoniado e magro que nem um caniço, indo-se queixar ao rei, de que o cozinheiro só lhe dava galinha.
Foi quando o rei com ar de malícia lhe disse.
- Pois é senhor padre! Nem sempre galinha, nem sempre rainha! 

sábado, dezembro 01, 2012

Estatísticas do blog, países, mensagens e páginas


Breve nota do autor do blogue:


Aproveito o dia 1 de Dezembro de 2012, dia comemorativo da data da Restauração da Independência de Portugal neste mesmo dia do ano de 1640, para divulgar alguns dados do blogue referentes à última semana.
São dados que permitem ao leitor acompanhar os movimentos deste espaço de partilha informativa, em algumas das suas principais vertentes.
Espaço este que, diga-se em abono da verdade,  não justificaria tanto empenho da minha parte não fora o "feed back" de assiduidade de tantos leitores que me honram com a sua presença.
Um obrigado a todos e que este dia inspire algo de bom para o nosso país, Portugal, a passar por alguns dos piores momentos da sua história recente.
Deixo-lhes, pois, a página mais visitada da semana "livros de minha autoria", o "Top 10 das mensagens" mais vistas da semana, ainda o "Top 10 dos países" mais assíduos na semana finda.


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/





 



Estimado/a leitor/a:
 
 
Fique com algo da minha mensagem: um Livro, um Ebook, um Poema, um Texto... seja o que for, para si, com amizade, a minha gratidão pela sua presença, o meu sincero obrigado pela sua visita.
Até sempre!




http://lusito.bubok.pt/


Cordiais saudações,


António Esperança Pereira

Top 10 das mensagens mais vistas da semana




Top 10 desta semana, visualizações de páginas por país 

Gráfico dos países mais populares entre os visitantes do blogue
EntradaVisualizações de páginas
Portugal
1559
Estados Unidos
1502
Brasil
680
Alemanha
53
França
46
Angola
34
Finlândia
22
Rússia
18
Luxemburgo
12
Suíça
11

sexta-feira, novembro 30, 2012

O 1.º de Dezembro e a recuperação da soberania


Nosso comentário:


Em vésperas do 1.º de Dezembro, data que, como sabem, é comemorativa da libertação de Portugal do jugo estrangeiro no ano de 1640, é bom que todos, sem exceção, reflitamos.
Sei que estamos em 2012, século XXI, portanto algo longe da situação de 1640, século XVII.
Todavia, as conversas de então, nesse período de ocupação estrangeira entre 1580 e 1640,  não deveriam ir parar a outro assunto que não fosse o da perda de soberania e grave crise de então.
Tal como agora, o paralelismo parece evidente.
A perda de soberania hoje não é política como naquele tempo, é apenas financeira, apenas está diminuída pelo acesso negado aos mercados financeiros. Apesar disso, não há conversa entre cidadãos portugueses em que o assunto não seja a situação atual.
Fala-se disso, dessa perda de soberania, de um governo fraco ao serviço dos mandantes estrangeiros, conspira-se, tal como então, em encontrar formas de protesto, mais ou menos veementes, que alterem a situação atual. Os portugueses de 1640 intentaram sair da situação em que estavam e conseguiram.
Estamos todos indignados. Tristes. Podem atribuir-se responsabilidades a estes e aqueles, podemos chamar nomes uns aos outros. Aos políticos, à banca, aos senhores da Europa, à crise generalizada, etc etc. a uma pergunta, porém, temos que responder:
Que caminho?
Continuar este que vem sendo seguido, que está a dar os resultados que estão à vista?
Depois do roubo vergonhoso, imperdoável, dos subsídios de Natal e de Férias, aumentos brutais de impostos, seguem-se assaltos a outras fontes onde o dinheiro existe...saúde, educação, trabalho, venda de património nacional, etc etc. e mesmo assim chegamos a resultados catastróficos...
Desemprego aumenta, pobreza aumenta, recessão agrava-se, crescimento não há, emigração aumenta, dívida aumenta (consequentemente os juros da mesma também)
Cabe perguntar, este caminho a ser prosseguido, leva-nos aonde ? seremos nós masoquistas? vamos aguentar um barco que nos leva ao fundo? vamos seguir um timoneiro que só vê estreito e incerto?
E alternativa?
Pois bem, na minha modesta opinião, e sem ter de se ir, nesta fase, para soluções radicalmente diferentes da atual, que as há, teria pelo menos que mudar a gente que nos governa.
Mudar o discurso assustador da governação, na palavra e no modo.
Um discurso desajustado. Agressivo. Sem dó nem piedade. Não condiz com democracia.
Depois quem viesse, teria por missão mobilizar os portugueses de forma convincente com um plano credível e equitativo de como ir gerindo o pagamento da dívida.
A par disso, estabelecerem-se metas de desenvolvimento que levem a um crescimento económico e criação de postos de trabalho. Que se semeie a esperança, não a negação da esperança...
Exigem-se timoneiros com rumo, que tratem bem os concidadãos, que os respeitem mesmo quando lhes são pedidos sacrifícios. Especialmente quando lhes são pedidos sacrifícios desta monta.


PS. Deixo uma notícia que nos dá conta da subida do desemprego. Um susto!



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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Taxa de desemprego sobe para 16,3%


30 de Novembro, 2012

A taxa de desemprego em Portugal subiu para 16,3% em Outubro, acima dos 16,2% de Setembro, sendo a terceira mais alta entre os Estados-membros, segundo dados divulgados hoje pelo Eurostat.
Nos números divulgados hoje, o gabinete de estatísticas da União Europeia (UE) reviu em alta os dados divulgados a 31 de Outubro, que apontavam para uma taxa de desemprego de 15,7% em Portugal, em Setembro.
Em Agosto, a taxa de desemprego em Portugal também já tinha atingido os 16,3%.
Na zona euro, a taxa de desemprego subiu para 11,7% em Outubro, contra 11,6% em Setembro, enquanto na União a 27 aumentou para 10,7%, em comparação com os 10,6% observados no mês anterior.
Entre os Estados-membros, Portugal continua a ter a terceira taxa de desemprego mais elevada, apenas atrás de Espanha (26,2%) e da Grécia (25,4%, valor referente a Agosto), enquanto Áustria (4,3%), Luxemburgo (5,1%) e Alemanha (5,4%) apresentam as taxas mais baixas.
Na comparação com Outubro do ano passado, a taxa de desemprego em Portugal subiu de 13,7% para 16,3%, um dos maiores crescimentos entre os Estados-membros, a par dos registados na Grécia (de 18,4% para 25,4%, valores referentes a Agosto), em Chipre (de 9,2% para 12,9%) e em Espanha (de 22,7% para 26,2%).
No mesmo período, na zona euro, a taxa de desemprego subiu de 10,4% para 11,7%, enquanto na UE avançou de 9,9% para 10,7%.
Entre os jovens (com menos de 25 anos), Portugal registou um aumento, em termos mensais, com a taxa a passar de 39% em Setembro para 39,1% em Outubro, acima das taxas de 23,9% e 23,4% observadas na zona euro e na UE, resistivamente.
O aumento do desemprego jovem em Portugal é mais expressivo se recuarmos a Outubro de 2011, altura em que a taxa se situava nos 33,1%.
De acordo com as estimativas do Eurostat, em Outubro, existiam 25,913 milhões de pessoas desempregadas na União a 27, das quais 18,703 milhões na zona euro.
O Eurostat calcula mensalmente uma taxa harmonizada de desemprego para todos os países da UE. Esta taxa utiliza uma metodologia comum a todos os 27 para permitir comparações. Os resultados do Eurostat não são necessariamente iguais aos obtidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Lusa/SOL

sexta-feira, novembro 23, 2012

Mariana Avelãs, a liberdade e o 1.º de Dezembro


Nosso comentário:


Oxalá esta detenção de Mariana Avelãs não passe de um caso isolado apenas  a exigir explicações por parte das autoridades, pois há direitos fundamentais de todo e qualquer cidadão a respeitar, expressos na Constituição da República.
Dou hoje destaque a esta notícia porque as pessoas, designadamente nas redes sociais, mostram a sua veemente indignação com o acontecido a uma das organizadoras da manifestação do 15 de Setembro.
Se somarmos a esta detenção os ecos e notícias igualmente preocupantes sobre o eventual aproveitamento de imagens de manifestações por parte das polícias... poderemos estar perante uma tentativa de regresso à repressão e privação de liberdades e garantias de antigamente... 
Um Estado a emagrecer, a resignar-se, a curvar-se, sob a batuta da força e da brutalidade? 
Quero crer que não.
Quero crer que o povo português não deixará que tal volte a acontecer, especialmente depois de conhecer dias de liberdade, de prosperidade, de modernismo.
Os mais antigos conheceram dias tenebrosos de prisão, tortura, perseguição sistemática, por terem ideias diferentes do regime de então.
Os mais novos felizmente nem memória disso têm. Pois por isso mesmo, que reflitam nesse passado de história recente negro e feio como as celas de uma cadeia.
Que não cedam a perder esse bem supremo das sociedades evoluídas: A LIBERDADE.
Agora que se aproxima mais uma data plena de significado nacional, o 1.º de Dezembro, dia de libertação de Portugal do jugo invasor, que esse mesmo dia sirva a todos nós de reflecção sobre o valor da liberdade, o valor de sermos cidadãos evoluídos com direitos e deveres em sã convivência democrática.
É verdade que o atual governo quer apagar esta data. Retirou-lhe já a importância que deveria ter ao tirá-la dos feriados nacionais.
Tal facto pode aumentar as suspeitas descritas acima. Avolumar as nossas dúvidas sobre os verdadeiros desígnios desta governação.
Mas um feriado é só um feriado, tão depressa se tira como se põe.
A LIBERDADE não.
Há que estar atento, porque a prepotência de quem manda é mais que muita.
Cada um de nós, à sua maneira, vem sentindo bem a violência de uma prepotência pouco própria de uma sociedade "dita democrática".
 
 
PS. Transcrevo abaixo a notícia sobre a Mariana Avelãs.


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/

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Mariana Avelãs foi constituída arguida pelo “crime” de organização de manifestação não comunicada.




























Movimento alega que polícia garantiu que "não haveria consequências" Paulo Pimenta


Três dias antes da manifestação de 15 de Setembro, em que milhares de portugueses saíram às ruas, o movimento "Que se lixe a troika" realizou uma conferência de imprensa, em frente à Assembleia da República.
Segundo Mariana Avelãs, nesse dia, a PSP dirigiu-se aos 15 membros, que ergueram uma faixa do movimento, para pedir a identificação de uma pessoa, mas garantiram que “não haveria consequências”.
Em comunicado, o movimento salienta que “os agentes da PSP que se deslocaram ao local traziam consigo um mandado de notificação já preenchido, ao qual faltavam apenas os dados da pessoa a notificar”.
Contudo, Mariana Avelãs disse ao PÚBLICO que “duas ou três semanas depois” foi informada de que “estava a ser alvo de denúncia de um crime”. A activista social confirmou ter sido constituída arguida a 8 de Novembro pelo crime de organização de manifestação não comunicada.
Mariana contrapõe que “a iniciativa foi apenas uma conferência de imprensa”, que garante ter sido “pacífica”, já que “15 pessoas a falarem com jornalistas não são uma manifestação”. Por isso, reitera “não ter participado em qualquer manifestação” no dia em questão.
Mariana Avelãs descreve a acção da polícia como uma tentativa de “criminalizar os movimentos” para dar a ideia de que são “terroristas e revolucionários”. Neste momento, a activista e tradutora encontra-se com termo de identidade e residência e está à espera de saber “se o processo avança ou é arquivado”.
No comunicado, o movimento Que se lixe a troika considera a acção uma “estratégia, clara e previsível, de coacção por parte das forças policiais” e recusa “cair na armadilha de quem quer tornar as nossas ideias reféns de pedras e bastões”.
O movimento assegura que vai continuar a sair à rua: “Temos muito mais do que pedras como argumento e é por isso que não nos calam, nem com bastões nem com processos por crimes que não cometemos.”
 

 

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...