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domingo, julho 31, 2016

Dieta exemplar do Sec. XIV


Nosso comentário:

Muito interessante esta "Porta-pega gordo" do Mosteiro de Alcobaça.
Sobretudo, e olhando para a peça, bem podemos fazer uma séria reflexão. Pessoalmente o que se me apraz dizer assim em poucas e instantâneas palavras é isto:
Oxalá que a "bizarra atração turística de Alcobaça"   usada na Idade Média não venha a ser novamente usada amiúde à pala das crises ditas sistémicas, servindo quiçá de mais uma desculpa esfarrapada à tão propagada e impingida austeridade...
Partilho o historial e foto da "bizarra Porta" que simpaticamente me foram remetidos por um amigo.
Disfrutem a ideia caros leitores!

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


 
 
 A PORTA PEGA-GORDO

 - Os monges do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, eram submetidos
na Idade Média a um tratamento infalível contra a obesidade. Até hoje não foi superado por nenhuma dieta. Os monges que comiam no refeitório
​ ​
eram obrigados a buscar a própria comida na cozinha ao lado. Ninguém podia servi-los. O problema é que precisavam atravessar uma porta.

E daí? É que a porta media 2 metros de altura e apenas 32 centímetros de largura.

Quem não conseguisse ultrapassá-la ficava sem comer e, obviamente, emagrecia velozmente.
Os superiores dos monges recorreram à porta pega-gordo porque a gula é um dos sete pecados capitais e a obesidade tornava-os menos aptos aos trabalhos braçais.
Os religiosos pertenciam à extinta Ordem de Cister, cujos seguidores trabalhavam como agricultores e produziam tudo que consumiam.
Em 1834, foram obrigados a abandonar o mosteiro, pelo decreto governamental que suprimiu as ordens religiosas de Portugal.

Hoje, o Mosteiro de Alcobaça, considerado uma das sete maravilhas de Portugal, funciona como museu.
Uma de suas atrações é justamente a porta pega-gordo.
 

sábado, junho 22, 2013

Carapau de corrida, governo de fim de lota...


"Demissão/Demissão" e "Está na hora, está hora de o Governo ir embora"


Foi com este coro de protestos que, perto das 15:00, foi recebido em Alcobaça, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo  Portas, no meio de enorme vaia. Seguiu-se o primeiro-ministro,  Pedro Passos Coelho, oito minutos depois, igualmente recebido sob um coro  de protestos. 
À medida que chegavam os restantes ministros do governo, esperava-os a mesma dose, ou seja assobios e vaias.
Os manifestantes estão concentrados por trás de grades de proteção,  a alguma distância da entrada do Mosteiro de Alcobaça, onde reune o governo. 
Do lado de dentro do perímetro está a orquestra Típica e Coral de Alcobaça,  que executa peças musicais quando os ministros chegam ao local. 
Este é mais um retrato do Portugal atual, com uma governação emperrada que nem anda para a frente nem para trás.
Os governantes não conseguem dialogar com os parceiros sociais, encontrar consensos, falar para a população de forma perceptível, não conseguem movimentar-se seja para onde for sem que não lhes sejam movidas ações hostis, revelando total ruptura com as pessoas.
Há mesmo quem alvitre que governam contra a Nação.
A popularidade de quem manda está pelas ruas da amargura, quer dos partidos que integram a confusa coligação de direita, quer a do próprio Presidente da República, tido como padrinho e até chefe deste governo amarelo alaranjado.
Diariamente somos bombardeados com lavagens de cérebro televisivas, que todavia não parecem suficientes para evitar manifestações de índole social cada vez mais expressivas.
Não é que isto se deseje, claro que não, mas a situação vai ficando insustentável, piorando a cada dia que passa. 
Logo, as pessoas têm todo o direito de expressar a revolta que sentem ante as enormes dificuldades, atrocidades, angústias por que passam.
Para amenizar meu desabafo, deixo um pouco de cultura geral que amavelmente recebi via email. Oxalá gostem!

Fiquem bem,

António Esperança Pereira



Carapau de corrida - um pouco de cultura geral!
  

Origem e significado de «carapau de corrida»



Pergunta - Ouvi há pouco tempo uma explicação interessante, e não completamente descabida, sobre a origem da expressão «carapau de corrida», que sempre me intrigou!

O peixe é vendido pelos pescadores nas lotas, em leilões «invertidos», ou seja, com os preços a serem rapidamente anunciados por ordem decrescente, até que o comprador interessado o arremate com o tradicional «chiu!». Isto implica que o melhor peixe, e o mais caro, é o que é vendido primeiro, ficando para o fim o de menor qualidade. Em tempos anteriores ao transporte automóvel, as peixeiras menos escrupulosas compravam esse peixe no fim da lota, por um preço baixo, e corriam literalmente até à vila ou cidade, tentanto chegar ao mesmo tempo que as que tinham comprado peixe melhor e mais caro na lota (e tentando vendê-lo, evidentemente, ao mesmo preço que o de melhor qualidade). Nem sempre os fregueses se deixavam enganar, e percebiam que aquele carapau era «carapau de corrida», comprado barato no fim da lota e transportado a correr até à vila. Hoje ainda, o que se arma em carapau de corrida julga-se mais esperto que os outros, mas raramente os consegue enganar.

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...