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quinta-feira, dezembro 31, 2020

Pai de Boris Johnson opta Europa

Nota breve do autor do blog: Foi uma surpresa hoje ao chegar a casa e me disseram: sabes que o pai do Boris Johnson pediu a nacionalidade francesa? sério, disse eu. Essa é uma notícia interessante no dia de o RU cortar os laços com a UE. Sendo eu um simpatizante moderado dos ingleses tive pena da atitude britânica. Sei que os britânicos são um povo "sui generis", gostam de ser diferentes em montes de coisas. Agora, tratando-se de um dos países impulsionadores daquilo que viria a ser a União Europeia, foi com mágoa e estranheza que os vi tomar a decisão que tomaram. E quem não quer estar connosco, é porque não se sente bem connosco, certo? pois que sejam felizes e que a decisão os guinde ainda mais alto ao pico dos noticiários mundiais com as suas princesas e os seus príncipes. Também com os seus famosos futebóis. A Premier League não é?

Fiquem bem e tenham um Ano 2021 muito Feliz.

António E. Pereira

Pai do primeiro-ministro britânico Boris Johnson pediu nacionalidade francesa© TVI24 Pai do primeiro-ministro britânico Boris Johnson pediu nacionalidade francesa

O pai do primeiro-ministro britânico, Stanley Johnson, iniciou o procedimento para obter a nacionalidade francesa e assegurou à imprensa que se sente europeu.

Não é uma questão de me tornar francês. Se bem entendi, já o sou. A minha mãe nasceu em França, a sua mãe era francesa e o seu avô era francês. Para mim é uma questão de recuperar o que já sou e é por isso que estou feliz", disse Stanley Johnson à estação de rádio francesa RTL.

O escritor e antigo deputado conservador disse numa declaração em francês que "será sempre" europeu.

Não podemos dizer ao inglês: você não é europeu. A Europa será sempre mais do que o mercado comum e a União Europeia", defendeu Stanley Johnson a horas da formalização da saída do Reino Unido do bloco europeu, mas considerou que "ter uma ligação com a União Europeia é importante".

O primeiro-ministro, o eurocético Boris Johnson, que fez do Brexit o centro das suas políticas, mantém divergências com a sua própria família sobre a separação de Bruxelas.

O seu pai votou contra os Brexit e os seus irmãos, a jornalista Rachel Johnson e o também político Jo Johnson, manifestaram o desejo de que o Reino Unido continuasse a fazer parte da União Europeia.

O Reino Unido corta os laços com a União Europeia hoje às 23:00 (24:00 hora de Bruxelas), quase um ano depois de deixar oficialmente o bloco de 27 países na sequência de um referendo popular em 2016, deixando de ter acesso ao mercado único e de estar sujeito ao Tribunal Europeu de Justiça.

quinta-feira, dezembro 24, 2020

Escócia diz que é tempo de se tornar uma "nação europeia independente"

Nota breve do autor do blog: Agora que o acordo da saída do Reino Unido foi firmado, a Escócia põe os pontos nos "ii". Quer ser uma nação europeia independente. Pessoalmente, começo por dizer que tenho imensa pena que a Inglaterra saia do convívio europeu. Todavia, com esta posição da Escócia vejo que ainda há alguém que tenha "juízo" no conjunto das Ilhas Britânicas. Teremos de esperar por cenas dos próximos capítulos para ver no que a aventura britânica vai dando.

Fiquem bem, Boas Festas para todos.

António Esperança Pereira



A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, considerou hoje ser tempo de a província britânica se tornar uma "nação europeia independente", após a conclusão de um acordo comercial pós-'Brexit' entre o Reino Unido e a União Europeia.

"O 'Brexit' chega contra a vontade do povo da Escócia", a maioria do qual (62%) votou contra a saída do Reino Unido da UE, escreveu Nicola Sturgeon na rede social Twitter, sublinhando: "Nenhum acordo poderá compensar o que o 'Brexit' nos tira".

"É hora de traçar o nosso próprio futuro como nação europeia independente", disse. A Escócia precisa da autorização de Londres para realizar um novo referendo sobre a independência.

A uma semana do final do "período de transição" para a consumação do 'Brexit' e da saída do Reino Unido do mercado único, Londres e Bruxelas chegaram hoje a um acordo comercial pós-'Brexit'.

"Chegámos finalmente a um acordo. Foi um longo caminho, mas temos um bom acordo, que é justo e equilibrado", anunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen numa conferência de imprensa com o negociador-chefe da UE, Michel Barnier, na sede do executivo comunitário.

O bloco europeu e Londres evitaram assim um 'divórcio' desordenado, estabelecendo um acordo de comércio livre que regerá as relações futuras.

A presidência rotativa alemã do Conselho da UE já anunciou, entretanto, que convocou uma reunião dos embaixadores dos 27 junto da UE para sexta-feira de manhã (10:30 locais em Bruxelas, 09:30 de Lisboa).

Nessa reunião, o negociador-chefe do lado da UE, Michel Barnier, dará conta dos contornos do acordo aos embaixadores, que começarão então a analisar o texto de compromisso, de cerca de 2.000 páginas.

quinta-feira, dezembro 17, 2020

Será que o Brexit sobra para o Costa?

 A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse hoje persistirem "grandes diferenças" entre a União Europeia (UE) e o Reino Unido para um acordo comercial, falando num "grande desafio" a poucos dias do fim do prazo.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse hoje persistirem "grandes diferenças" entre a União Europeia (UE) e o Reino Unido para um acordo comercial, falando num "grande desafio" a poucos dias do fim do prazo.© Lusa A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse hoje persistirem "grandes diferenças" entre a União Europeia (UE) e o Reino Unido para um acordo comercial, falando num "grande desafio" a poucos dias do fim do prazo.

Numa declaração divulgada à imprensa em Bruxelas após uma chamada telefónica esta noite para fazer um balanço das negociações com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, Ursula von der Leyen vincou que "há ainda grandes diferenças por ultrapassar, em particular no que diz respeito às pescas".

"A superação [destas diferenças] será um grande desafio", acrescentou a líder do executivo comunitário, numa altura em que restam poucos dias para conseguir um acordo pós-'Brexit' entre Bruxelas e Londres.

Von der Leyen adiantou que "as negociações continuarão amanhã", sexta-feira, e apesar das posições severamente divergentes foram já feitos alguns "progressos substanciais em muitas questões".

A posição foi assumida no dia em que o Governo britânico disse que a probabilidade de um acordo de comércio com a União Europeia é inferior a 50%, apesar de questões como o transporte rodoviário de mercadorias e coordenação da segurança social já estarem definidas.

Também hoje, o Parlamento Europeu definiu o próximo domingo como a data limite para um acordo pós-'Brexit' entre o Reino Unido e a União Europeia, sob pena de não ratificar o entendimento antes do fim do período de transição.

Para que um eventual acordo comercial pós-'Brexit' possa ser implementado, é necessária a ratificação do Parlamento Europeu.

A conferência de presidentes do Parlamento Europeu esteve hoje reunida com o negociador chefe da UE para o futuro comercial de Londres e Bruxelas, Michel Barnier.

À saída da reunião, o negociador comunitário referiu que estão a registar-se "bons progressos" nas negociações com o Reino Unido, mas adiantou que "os últimos obstáculos persistem".

"Bons progressos, mas os últimos obstáculos persistem. Só iremos assinar um acordo que proteja os interesses e os princípios da UE", escreveu Michel Barnier na sua conta oficial na rede social Twitter.

O Reino Unido abandonou a UE a 31 de janeiro, tendo entrado em vigor medidas transitórias que caducam no próximo dia 31 de dezembro.

Na ausência de um acordo, as relações económicas e comerciais entre o Reino Unido e a UE passam a ser regidas pelas regras da Organização Mundial do Comércio e com a aplicação de taxas aduaneiras e quotas de importação, para além de mais controlos alfandegários e regulatórios.

As duas partes estão a preparar-se para o cenário de ausência de acordo ('no deal'), e tanto UE como o Reino Unido estão a acelerar os respetivos planos de contingência.

Nota do autor do Blog: Nunca esperei que o Reino Unido deixasse a malta. Creio que não foi boa ideia. Nem para eles nem para nós. Num tempo de globalização, a própria Turquia mortinha por entrar, e não só... Enfim, os ingleses lá sabem, sempre primaram por ser diferentes, certo?

Fiquem bem,

António Esperança Pereira



quarta-feira, setembro 09, 2020

Brexit: Evitar fracasso das negociações a todo o custo

 

Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

O Governo português defendeu esta terça-feira que um eventual fracasso das negociações sobre a futura parceria da União Europeia (UE) com o Reino Unido “deve ser evitado a todo o custo”, pelas consequências para a relação comercial pós-Brexit.

“Essa hipótese [de falta de acordo para futura parceria] seria um fracasso com consequências quer do ponto de vista económico, quer do ponto de vista institucional, e deve ser evitada a todo o custo”, declarou o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

Falando aos jornalistas em Bruxelas depois de uma série de encontros com membros do executivo comunitário sobre o plano nacional de recuperação e resiliência, o chefe da diplomacia portuguesa admitiu que Bruxelas e Londres estão num “momento difícil nas negociações”.

“Estamos num momento crítico [porque] estamos a aproximar-nos do fim do prazo e não progredimos ainda significativamente nos dossiês mais delicados”, apontou Augusto Santos Silva. Ainda assim, “é verdade que é próprio dos processos negociais mais complexos haver estes momentos, vamos lá ver se o momento é superado”, ressalvou o responsável.

“Anteriormente já foram superados outros momentos delicados”, destacou também o ministro dos Negócios Estrangeiros, garantindo ter “esperança e de estar confiante” no sucesso das negociações. Acresce que “perdemos todos bastante se não conseguimos chegar a acordo”, adiantou.

Também hoje, o Governo britânico admitiu que uma proposta de lei que vai apresentar na quarta-feira para retificar parte do acordo de saída do Reino Unido da UE representa uma violação do direito internacional. Augusto Santos Silva confessou que “os últimos anúncios em Londres causam estranheza”. “Mas vamos ver se é uma coisa mais grave do que estranheza”, concluiu.

Os dois lados estão a negociar o formato das futuras relações comerciais há seis meses, desde a saída formal do Reino Unido do bloco, a 31 de janeiro, mas o progresso tem sido mínimo e a recente troca de acusações arrisca acabar em colapso nas próximas semanas.

As duas partes continuam aparentemente distantes em várias questões, nomeadamente sobre regras para as empresas, até que ponto o Reino Unido pode apoiar certas indústrias e sobre o acesso da frota de pesca da UE às águas britânicas.

A tensão entre as duas partes aumentou na segunda-feira, após notícias de que o Governo britânico pretende introduzir legislação que poderá enfraquecer a parte do acordo de saída do Reino Unido relativamente à Irlanda do Norte, o que Bruxelas considera pôr em risco os compromissos feitos na altura.

O chamado “período de transição”, contemplado no Acordo de Saída negociado entre as partes e consumado em janeiro passado, termina em 31 de dezembro, mas, por questões processuais e jurídicas, as partes devem chegar a um acordo o mais tardar até final de outubro, cenário que se afigura cada vez menos provável à luz da evolução das negociações e das recriminações de parte a parte.

Se UE e Reino Unido não conseguirem chegar a um acordo atempadamente, apenas as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), nomeadamente os direitos aduaneiros, serão aplicáveis a partir de janeiro de 2021 às relações comerciais entre Londres e os 27.

Texto: Agência Lusa

Fiquem bem.

António Esperança Pereira


sábado, fevereiro 01, 2020

Com ironia e por Portugal


O jornal britânico The Guardian convidou uma série de ilustres — um por cada estado-membro da União Europeia — para se despedir do Reino Unido. No especial publicado esta sexta-feira, 31 de janeiro de 2020, dia do adeus, Lídia Jorge foi convidada escrever o texto de Portugal.
Com recurso à ironia, a escritora portuguesa lembrou ao Reino Unido que "nenhum homem é uma ilha".
Leia o texto na íntegra (tradução livre):
Ninguém deve menosprezar a vossa decisão de seguir sozinhos
Talvez o melhor que podemos desejar é que o Reino Unido, finalmente liberto do pesadelo europeu, rume para novas margens, parcerias e oportunidades — e aquilo que for bom para o Reino Unido não será mau para os seus ex-parceiros europeus.
Obviamente que ninguém deve menosprezar a decisão dos britânicos de seguir sozinhos. Isso foi longamente debatido. As nações têm o seu ego, como disse James Joyce. Se outros países europeus lidassem com crises como ilhas, talvez também eles ansiassem por recuperar a grandeza do passado. Portugal teve a sua próprio experiência nos anos 1950, quando o ditador "tin-pot" [expressão inglesa atribuída a ditadores de países pequenos que acham que são mais importantes do que são de facto] António Salazar proclamou que iríamos ficar orgulhosamente sós.
É suposto que o Reino Unido, de novo como uma ilha, siga à deriva no Atlântico em direção aos Estados Unidos. A América estará à espera, de braços abertos, com as suas boas maneiras e jogo limpo, personificados pelo atual presidente. Ele irá explicar a Boris Johnson que as alterações climáticas não existem, que é bom continuar a explorar minas de carvão e que a lei internacional foi ultrapassada pelo Twitter.
Mas as escolas na Europa vão continuar a ensinar a linha poética de John Donne que diz que "Nenhum homem é uma ilha"
É de referir que o The Guardian é contra a saída do Reino Unido da União Europeia, tendo tornado público o seu posicionamento.
O "casamento" de 47 anos entre o Reino Unido e a União Europeia chegou hoje ao fim, às 23h00 desta sexta-feira. Para que o "divórcio" não seja inteiramente litigioso, segue-se um período de transição que vigorará até 31 de dezembro.
Foi a 01 de janeiro de 1973 que o Reino Unido aderiu à então Comunidade Económica Europeia, mas num referendo realizado em junho de 2016, a maioria dos britânicos preferiu sair do bloco.
O período de transição começa a contar a partir de agora e vai até 31 de dezembro de 2020, durante o qual o Reino Unido continua a respeitar as normas europeias a fazer parte do mercado único europeu.
Designado oficialmente por Período de Implementação, mantém na prática o Reino Unido dentro do mercado único, estando obrigado a respeitar as regras europeias, mas sem estar representado nas instituições de Bruxelas nem participar nas decisões.
O objetivo é evitar uma mudança repentina, dando tempo a que empresas e cidadãos se adaptem.
As negociações, oficialmente, só deverão começar em março, e os termos ficaram definidos na declaração política que acompanha o Acordo de Saída negociado pelo primeiro-ministro, Boris Johnson.
Fiquem bem,






sábado, outubro 19, 2019

Um intestino saudável, e não só!


"O ser humano é o que come, mas é principalmente o que absorve, por isso é fundamental saber escolher bem os alimentos e ter, assim, um intestino saudável", explica Izabel de Paula, especialista de estética, beleza e saúde na clínica Body Shaper Expert, que partilhou com o Lifestyle ao Minuto um artigo de opinião sobre o tema



Um intestino saudável gera qualidade de vida, já que ele é o nosso segundo cérebro e qualquer alteração no intestino gera desconforto emocional. Devemos saber escolher alimentos, garantindo uma alimentação variada e equilibrada e preparar as refeições com dedicação e amor.
Aliado à escolha de alimentos está o exercício físico. É urgente deixar o sedentarismo e passar à ação, seja ela qual for. Uma caminhada de trinta minutos, todos os dias, é o suficiente para quebrar a preguiça. A atividade física promove não só a saúde física mas também a saúde mental e emocional. 
A falta de sono desequilibra o lado emocional, eleva o cortisol e promove a acumulação de gordura, sobretudo a visceral. Se acha que não dorme bem, consulte um médico, pois ter um sono reparador é muito importante.
Tenha pois em conta estes três princípios básicos na sua vida: boa alimentação, exercício físico regular e sono reparador.
Nota: Claro que é importante saber o que se passa pelo mundo fora, designadamente as questões mais badaladas do momento como o Brexit ou a situação explosiva da Catalunha, entre muitas outras. Todavia, na medida do possível caro leitor, não deixe também de cuidar de si.

Continuação de um ótimo fim de semana,

segunda-feira, abril 02, 2018

Catering afinal o que é?


Nosso comentário:

Vive-se um tempo em que os ingleses e o Reino Unido se confrontam com opiniões menos consensuais quanto às suas atitudes, opções e até possibilidades.
Basta lembrarmo-nos do Brexit, em que dão com a porta na cara aos "europeus", da velha mania das diferenças quanto a medidas de isto e daquilo, a própria teimosia de guiarem os seus automóveis ao contrário da maioria dos países, a convicção falsa de que os iraquianos tinham armas químicas, etc etc.
Não esquecer que neste preciso momento, o governo inglês trava uma guerra diplomática com a Rússia, estando, ao que parece, por provar as motivações de um tal ato.
Todavia, nem tudo é "diferente e esquisito" no Reino Unido. Têm as suas valências como povo, e são muitas.
Embora tratando-se de um pequeno texto sobre "Catering", que me foi endereçado , ele é indicativo do que acabo de afirmar. Uma palavra inglesa "Catering" com alguma história à mistura.
Ora façam o favor de ler.
António Esperança Pereira 


Catering

Catering é uma palavra inglesa que significa comprar provisões, comida preparada. 
É um serviço de fornecimento de refeições coletivas incluindo também: talheres, louças, toalhas etc...
Esses serviços estão vocacionados para: companhias de aviação, hospitais, festas, eventos desportivos...
Quem pede o serviço de catering define previamente o cardápio, o número de comensais, o local e a hora de entrega.
Um exemplo histórico de Catering foi o serviço prestado durante a Segunda Guerra Mundial, quando milhares de pessoas escondidas em abrigos do Metro de Londres foram alimentadas.

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...