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terça-feira, janeiro 06, 2015

Paula Fernandes e Ana Rayo


Nosso comentário:

Por cantar em português e bem, pela novidade que foi para mim mais esta descoberta que se chama Ana Rayo, divulgo hoje uma faceta do início da carreira de Paula Fernandes, que a maioria seguramente desconhecerá.
Como já se percebeu, Ana Rayo é nem mais nem menos um pseudónimo adoptado na juventude, pela actual diva da canção brasileira, a talentosa e popularíssima intérprete Paula Fernandes.
Porque assisti a um concerto da artista em Lisboa, porque escreve e bem poesia, porque é compositora e excelente intérprete de música, porque a admiro desde que a ouvi cantar, lhe dedico este post.
Mais abaixo, num texto que copiei sobre a matéria, é explicado o porquê da adopção do pseudónimo Ana Rayo.
Fica também um video da bonita e talentosa intérprete e compositora brasileira.

PS. Gostava muito que os jovens cantores portugueses privilegiassem a língua portuguesa pelo menos quando começam a cantar ou a lançar-se em uma carreira. Infelizmente, não é o caso.

Fiquem bem

António Esperança Pereira



Desde quando era bem pequena, Paula Fernandes já demonstrava seu talento na música. Seu primeiro trabalho foi gravado quando ela ainda era uma criança com apenas doze anos de idade, mas não teve repercussão nacional. Como muito artistas fazem, Paula chegou a usar um nome artístico diferente, para facilitar as coisas. Em 1996, a mineirinha lançou seu segundo disco, usando o nome Ana Rayo.
Procurando bem na internet, conseguimos encontrar um vídeo dessa época, no qual a cantora se apresenta no programa de TV “Canta Viola”. Paula Fernandes ou Ana Rayo era contratada da atração que chegava às TVs da região de Campinas (SP). A música de trabalho era “Voarei”, primeira grande aposta de Paula Fernandes, composição de Elias Muniz.
A inspiração para o nome artístico que Paula usou na adolescência surgiu da novela “A História de Ana Raio & Zé Trovão”. A trama se tornou um dos maiores sucessos da extinta TV Manchete e contava com Ingra Liberato e Almir Sater nos papéis principais. Essa foi a primeira novela a contar com a participação de Sandy & Junior.


sexta-feira, julho 05, 2013

Um barco sem rumo... valeu a pena?


Nosso comentário:

Apesar dos "progressos"(?) apregoados aos sete ventos pela governação e por quem a suporta, a verdade é que Portugal continua cotado 3 níveis abaixo de Lixo pelos sabichões sem rosto dos mercados financeiros.
Os juros cobrados a Portugal têm disparado para níveis semelhantes aos tempos do rebentar da crise oriunda em Wall Street, Nova Iorque.
Os portugueses estão muito mais empobrecidos. Carregados com impostos, saques de salários, despedimentos, convites à emigração, de nada tem servido tanta rapina, pois a dívida nacional, ao invés de diminuir, aumenta.
Segundo previsão do próprio FMI a mesma poderá atingir os 140% do PIB brevemente.
O mesmo acontecendo com o défice.
Demissões de ministros em curso. Brincadeiras de mau gosto para gente crescida (na aparência, claro) 
Um barco à deriva, este país de nome Portugal, que durante tantos séculos tem ousado ser independente.
Valeu a pena insistirmos nessa independência, num património invejável que chega aos quatro cantos do mundo? 
"...entre perigos e guerras esforçados mais do que permitia a força humana..." como cantava o poeta?
Caros leitores, é o culminar de dois anos de um governo disparatado, na aplicação de um programa imposto pelo exterior, por gente ligada ao lucro, gente que só ganha com estas coisas de "assistência financeira". Depois cá dentro, uma pura e simples aplicação submissa do dito programa, por parte do executivo, que não tem resultado em qualquer benfeitoria para as pessoas.
Nem mesmo aplicando o programa em dose cavalar e a dobrar, conforme o previsto no memorando assinado com a Troika. 
Estamos perante um Portugal estrangulado, sem soberania, sob ameaça permanente dos seus "amigos" de não lhe emprestarem dinheiro se...se...se...
Amigos da onça diria eu! não amigos do peito, amigos de verdade, companheiros de caminhada.
União? amigos? que União? que amigos?
Há que repensar Portugal, perder o medo, fazer valer os valores que nos assistem, recuperar a capacidade de diálogo com o mundo que sempre tivemos, cultivar amigos verdadeiros, fazer novos amigos, afirmarmo-nos enfim ao mundo como somos.
Só falta para isso visão e coragem de gente de valia para implementar um ideário sustentado e credível com a nossa verdade. 
Verdade potencial, verdade estratégica e verdade política.
Antes de tudo e para começar, há que fazer os possíveis e os impossíveis para sair desta armadilha em que nos deixámos cair, cada vez mais perceptível como tal aos olhos de todos.
Havemos de conseguir.


PS. Compenso meu desabafo mais tenso com um texto interessante que nos fala de como nasceu a expressão BICA para designar CAFÉ. Ora leiam...


Fiquem bem,

António Esperança Pereira




CAFÉ NA BRASILEIRA


A Brasileira do Chiado abriu em 19 de Novembro de 1905, vendendo o verdadeiro, genuíno, café do Brasil.
A novidade rapidamente agradou, e cada vez mais se vendia café a 720 reis o kg.
O negócio ia de "vento em popa", por isso em 1908 abriu a primeira Sala de Café.
Os Lisboetas deslumbraram-se com o luxo e novidade do estabelecimento. Em breve passou a ser ponto obrigatório de passagem da "elite" da cidade!
Também ali nasceu o termo BICA que hoje significa em todo o país "chávena de café".
Conta-se que um dia alguns clientes reclamaram da qualidade do  Café. Então o proprietário mandou um dos empregados tirar o Café directamente da BICA, ou seja do saco...
Outra versão para o termo BICA conta que as pessoas quando experimentavam pela primeira vez Café achavam-no tão amargo que "desanimavam". Então os donos dos cafés, como slogan de propaganda, distribuíam papeis juntamente com o Café que diziam :
Beba Isto Com Açúcar. 
Com o andar dos tempos ficaram só as iniciais dando origem assim

à palavra BICA ,que passou a ser um marco nos hábitos Lisboetas.

quinta-feira, janeiro 03, 2013

Pessoa, Balzac, Napoleão, gostavam de café...


Nosso comentário:


O café é uma bebida bem enraizada entre nós portugueses. 
Todavia, a história do café, que é hoje em dia a bebida de maior consumo mundial, é desconhecida pela maioria dos consumidores.
Por isso mesmo, divulgo hoje uma curta mas interessante história do café que me foi enviada por uma leitora de Lisboa.

Um pouco de cultura, ainda que de algo corriqueiro se trate, nunca fez mal a ninguém. E o saber não ocupa lugar. Isto pese embora os ventos contrários que sopram neste país, tendo em conta o conhecimento e a má vontade para com áreas ligadas ao saber, à educação e à cultura.

Quero relembrar que de momento temos uma Cultura Portuguesa sem direito a Ministério, sem direito a grandes atenções por parte da governação.
Parece-me por isso, pela marginalização da cultura, uma história oportuna, e também o é, tendo em conta que, se alguma coisa ainda une muitos portugueses nesta desunião nunca vista, fomentada pelo atual executivo, é exatamente o café.
Para essa bebida que acompanha muitos de nós desde que nos conhecemos como gente, vai o nosso destaque de hoje.
A quem me enviou a deliciosa síntese sobre a sua história, o meu sincero bem haja.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/





"O CAFÉ"-Breve História


Profundamente enraizado na nossa cultura, o hábito de beber café, deu origem, tal como no resto da Europa, ao aparecimento de casas especializadas, que com o tempo se tornaram famosas tais como o" Martinho da Arcada", o "Nicola"ou a" Brasileira", que ainda hoje existem, e onde nomes famosos como Fernando Pessoa, Bocage, Garrett, Herculano, Almada Negreiros, entre outros, se reuniam num misto de convivio e cultura.
A Inglaterra foi o primeiro país a cultivar o hábito dos Cafés Públicos.
A primeira casa de Café foi aberta em OXFORD em 1650; em Londres a moda chegou em 1652. As "Coffeehouses" eram ponto de encontro de comerciantes, banqueiros, políticos, intelectuais...
Foi contudo na França que pela primeira vez se adicionou açúcar ao café, no reinado de
Luís XIV.
Em 1688, Prócopio dei Coltelli fundou o Café Procope, que é considerado o mais antigo do Mundo, e em atividade.
Foi frequentado por La Fontaine, Napoleão, Balzac...
O compositor Bach era um grande apreciador de café. Em sua homenagem compôs em
1732 a "Cantata do Café".
Beethoven também era um grande apreciador. Contava sempre 60 grãos de café, cada
vez que preparava um.
Atualmente é considerada a bebida mais consumida no Mundo. Calcula-se que serão servidas cerca de 400 bilhões de chávenas por ano.
O invento da cafeteira em finais do séc.XVIII, pelo Conde Rumford deu um grande impulso
à proliferação do café.
Em 1822 surge em França a máquina de café Expresso. Em 1855 é apresentada em Paris, uma máquina mais desenvolvida, que os Italianos aperfeiçoaram.
Assim, coube aos Italianos, em 1905, comercializarem a primeira máquina de Café Expresso.
Em 1945, logo após o final da 2.ª Guerra Mundial, a Itália continua a melhorar as máquinas de café Expresso.
Termino com uma frase de  NAPOLEÃO BONAPARTE:
"O café,  forte e abundante, desperta-me. Dá-me calor, uma força invulgar, uma dor
não sem prazer. Prefiro sofrer a ser insensível."

Lisboa, ‎03-‎01-‎2013

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...