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quarta-feira, fevereiro 24, 2016

Internacionalismo português!



Nosso comentário:



É humor mas tem a sua piada. Por isso mesmo partilho esta análise "eloquente" do povo português. O seu caráter internacionalista fica mais que provado.
Desta vez, ao invés de se invocarem os descobrimentos, a sua facilidade de miscigenação com outros povos, invocam-se outras coisas.
Acho todavia partilhável esta visão humorística do nosso internacionalismo.
Oxalá achem piada.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


O carácter internacionalista do povo português:



 

Se tem um problema intrincado, vê-se grego; 

Se não compreende alguma coisa, aquilo é chinês; 

Se trabalha de manhã à noite, trabalha como um mouro; 

Se vê uma invenção moderna, é uma americanice; 

Se alguém fala muito depressa, fala como um espanhol; 

Se alguém vive com luxo, vive à grande e à francesa; 

Se alguém quer causar boa impressão, é só para inglês ver; 

Se alguém tenta regatear um preço, é pior que um cigano; 

Se alguém é agarrado ao dinheiro, é pior que um judeu; 

Se vê alguém a divertir-se, está a gozar que nem um preto; 

Se vê alguém com um fato claro vestido, parece um brasileiro; 

Se vê uma loura alta e bonita, parece uma autêntica sueca; 

Se quer um café curtinho, pede uma italiana; 

Se vê horários serem cumpridos, trata-se de pontualidade britânica; 

Se vê um militar bem fardado, parece um soldado alemão;

Se uma máquina funciona bem, é como um relógio suíço; 

Mas quando alguma coisa corre mal, é "à portuguesa".....

sexta-feira, junho 06, 2014

Judeu conversa com Deus por telemóvel


Nosso comentário:

Achei piada a isto, de forma que me apresso a partilhar.
Aproveito o ensejo para desejar a todos os estimados leitores, estejam em que parte do mundo estiverem, os meus sinceros votos de um bom fim de semana.
Ainda um obrigado pela presença com que honram o meu blogue.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira






JUDEU A CONVERSAR COM DEUS PELO TELEMÓVEL NO MURO DAS LAMENTAÇÕES




(A foto do  judeu é impagável e o texto também!)


Judeu: Deus?
Deus:
Sim!
Judeu:
Posso-lhe fazer uma pergunta?
Deus:
Claro, meu filho !
Judeu:
O que é um milhão de anos para si?
Deus:
Um segundo.
Judeu:
E um milhão de dólares?
Deus:
Um centavo.
Judeu:
Deus, pode-me dar um centavo?
Deus:
Sim, espere só um segundo...  

quinta-feira, julho 26, 2012

Moisés dá com forrobodó ao descer do Monte Sinai.

Nossa nota breve:

Deixo-vos hoje um texto de alguém que estuda temas ligados a assuntos religiosos. O texto narra peripécias ocorridas com os judeus em fuga, nas imediações do Monte Sinai. Uma maneira "sui generis" de observar e descrever os acontecimentos de antanho em terras do Médio Oriente. Honra-nos o prezado autor do texto por ter a paciência de também ir lendo o que escrevemos, na medida do possível.
Ilustramos o texto com uma foto do Monte Sinai tirada ao acaso da internet.
Deliciem-se pois, prezados leitores, com a narrativa um tanto longa, mas que vale a pena ler.


Fiquem bem, António Esperança Pereira



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Peripécias ocorridas com os judeus em fuga, nas imediações do Monte Sinai.



A longa e absurda caminhada do Povo pelo deserto, quase desde o início mereceu duras críticas por parte dos que digeriam mal o rumo da excursão (e eram muitos). Os mais audazes afirmavam estar muito pior que no Egipto e amaldiçoavam a hora em que se meteram naquela aventura. Mas Deus, atento, ia providenciando carne, pão e água. Mesmo assim, o Povo exigia uma alimentação mais variada, nem o maná (ementa básica durante os 40 anos…), com sabor a pão de mel (cópia do bolo madeirense), os convencia.

Diz o ditado: “Ninguém dá nada a ninguém”, ditado que considero algo malévolo, pois nem sempre quem dá espera obter qualquer recompensa (até existem beneméritos anónimos). 

Porém, aqui o ditado assenta que nem luva, já que Deus fez saber, através dos “self-services”, que “Ele era o Senhor seu Deus”. E não se quedou por aqui, “a Glória do Senhor aparecia numa nuvem”, outras vezes “envolto em poeira”, sinais que o pessoal já decifrava razoavelmente e lhes serviam de guia. O episódio do rochedo foi interessante, bastou que Moisés lhe desse uma bordoada com a tal “vara-cobra” para brotar água com fartura. Penso que isto será coisa que o Luís de Matos pode explicar (tentei, mas não consegui contatá-lo). De qualquer modo o assunto não passou em branco, aproveitando Moisés para perguntar às massas: “O Senhor está no meio de nós, ou não”? O narrador bíblico esqueceu-se de mencionar a resposta, talvez por ser mais que evidente!

Vamos então ao Monte Sinai, onde chegaram três meses após a partida do Egipto.

Montaram acampamento frente ao citado Monte, mas não se podiam aproximar, senão morriam! “Ordens do Senhor”, ou seja: Deus tomou o Monte só para Si, tornando-o Sagrado. Só Ele e quem Ele escolhesse podia pisar o Monte. Escolheu Moisés e combinou um encontro no topo, que havia assuntos importantes a tratar.

Como a gente nunca sabe tudo… imaginava eu que o Monte Sinai fosse uma espécie de morro, com umas dezenas de metros, mas assim não é; li algures que tem 2 288 m de altitude.

Moisés teve que subir até lá acima e levar duas pedras grandes, onde coubesse um texto que o Senhor iria introduzir nelas. Os incréus já estão imaginando o tamanho dos pedregulhos e a performance do indigitado. Temos de apreciar a narrativa no contexto da época: É que Moisés frequentava aulas, para se cultivar e as “pedras” eram aquelas “lousas” que alguns de nós ainda usámos na Escola Primária. Mas três dias antes de se fazer à estrada, se é que havia um trilho que fosse, avisou o povo: “Estai preparados para depois de amanhã e não tenhais relações sexuais com as vossas mulheres” (deixou em aberto a hipótese das amantes). Na data combinada houve trovões e relâmpagos, para intimidar a malta; era Deus a anunciar-Se. Uma nuvem espessa desceu sobre a Montanha, enquanto o toque da trombeta suava forte. O Zé-povinho tremia como varas verdes, pudera! Moisés distribuiu os judeus pelo sopé do Monte, fumegante e aos estremeções (tipo vulcão em atividade, mas sem labaredas). Deus respondia às perguntas de Moisés com trovões (espécie de morse que Moisés dominava perfeitamente).

Imaginem as dificuldades acrescidas que depois Moisés enfrentou: Para além da distância, o fogo na Montanha (não há fumo sem fogo). Bom, convém recordar o que se passou com a “sarça-ardente” (outra questão que tinha agendada para colocar ao Luís de Matos), a sarça ardia e não ardia. Moisés esteve 40 dias e 40 noites lá no alto da Montanha e aqui as coisas tornam-se um tanto confusas. Para abreviar, Deus conversou sobre muitos assuntos e escreveu os dez mandamentos nas pedras, começando modestamente: “Eu sou o Senhor teu Deus, não tenhas outros deuses diante de mim” (mais vale prevenir…); “Não pronuncies em vão o nome do Senhor teu Deus”; “santifica o sábado”; “honra os teus pais”; “não mates”; “Não cometas adultério”; “Não roubes”; Não apresentes falsos testemunhos contra o teu próximo”; “Não cobices a casa nem a mulher do teu próximo” (a não ser que valha a pena, digo eu). Ao tempo ainda se não cobiçava o automóvel…

Pelos vistos os israelitas, inativos e amedrontados, desinteressaram-se da subida à Serra e, face à demora do Chefe lá em cima, decidiram libertar os espíritos, dando corpo a uma grande farra, para a qual obtiveram a anuência de Aarão. Fabricaram um bezerro de ouro, com adornos que tinham roubado aos egípcios, passando a adorá-lo e a dançar à sua volta. Quando Moisés regressou com as pedras, ficou atónito com o forrobodó que presenciou e, após ter proferido impropérios à altura dos acontecimentos, atirou as pedras ao chão, partindo-as. Há quem afirme que as partiu antes (num tropeção, ao descer a encosta). A verdade é que as partiu! Voltou ao cimo do Monte e Deus, Benevolente, escreveu o mesmo, noutras pedras.

Moisés de novo regressado, irritado quanto nos é dado imaginar, mandou derreter o bezerro e misturou com água o pó assim obtido, mistela que obrigou o povo a beber. Vingativo, não? Fez melhor: Quis saber quem estava do lado do Senhor e esses deviam juntar-se a ele. Armados de espadas e, provavelmente com o assentimento de Javé (Ele andava por ali) ordenou que matassem a eito, sem pouparem irmão, amigo ou vizinho. Consta que pereceram cerca de três mil homens.

Aarão, que teve muitas culpas no cartório, só apanhou uma repreensão oral!

O Povo (pela força da razão, note-se) lá prosseguiu a sua marcha. Para os 40 anos ainda faltavam (conta arredondada), à volta de 39 anos e 7 meses.

Elevado número dos que saíram do Egipto, sucumbiram a caminho da Terra Prometida…



L. Pereira, 20-7-2012
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domingo, julho 08, 2012

Moisés bíblico:Judeu generoso dá-lhe a filha Séfora!

Nota do autor do blog/site:

Os limites para o conhecimento não existem.
Um leitor, muito especial aliás, brindou-nos com um exelente texto sobre o profeta Moisés "O Moisés bíblico". A cada um os seus talentos, pela nossa parte reconhecemos a nossa quase ignorância em temas deste calibre. Por esse facto e porque muitos sofrerão do nosso mal, divulgamos os ensinamentos do texto enviado, pretendendo que, pelo menos, possam assim ver aumentados os índices pessoais de cultura geral. Já que chegar a pormenores, como os descritos, só estudando mesmo...
O autor do texto, considera-se ele próprio, segundo palavras suas, "deveras apaixonado pela leitura de Livros Sagrados, pelo que vou deles extraindo passagens ou episódios que considero divertidos, transmitindo-os aos meus amigos".
Pela nossa parte tudo faremos para passar testemunho de tão relevantes episódios, sempre que nos cheguem às mãos.
O saber não ocupa lugar!
Fiquem bem,

António Esperança Pereira

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O Moisés bíblico



Moisés é um dos profetas mais relevantes da história do Povo Judeu; a ele estão associados acontecimentos como o Êxodo (a fuga dos judeus que viviam no Egipto), as peripécias vividas pelos judeus no Monte Sinai (assunto a que tenciono dedicar-me posteriormente) e outros.

Após a morte de José, também judeu e segunda figura na hierarquia do Poder no Egipto, subiu ao Trono um Faraó que deu em embirrar com os judeus, a ponto de ordenar às parteiras egípcias que matassem todos os bebés masculinos judeus, logo ao nascer, ordem que as parteiras não acataram, correndo graves riscos, por desobediência. Como esta medida não vingou, o Povo Judeu foi-se tornando numeroso, preocupação acrescida para o Faraó. Então o monarca voltou à receita anterior, mas desta vez extensiva a todo o Egipto: “Lançareis ao rio Nilo todo o menino que nascer e deixareis viver todas as meninas”. Não imagino como se desenrascaram os pais que moravam longe do grande rio…

Entretanto um casal de judeus teve um belo rapaz e esconderam-no durante três meses; quando já não conseguiam escondê-lo por mais tempo, a mãe embarcou-o num cestinho de papiro, à prova de água, e intencionalmente pô-lo na margem do Nilo, entre os juncos, numa zona onde a filha do Faraó costumava tomar banho. A menina viu o cestinho e mandou uma criada buscá-lo. Logo topou que a criança era hebraica! Além de inteligente, também devia ser muito boa, pois decidiu adotar o menino e arranjar de pronto uma ama que cuidasse dele, por acaso a mãe da criança. Já crescidinho foi devolvido à Faraozinha, que o batizou de Moisés (Salvo das águas). O rapaz passou uns anitos maravilhosos no Palácio do Faraó, mas a dada altura meteu-se em sarilhos, matando um egípcio. O caso tornou-se conhecido e teve de fugir. Um judeu generoso não só o aceitou em sua casa como lhe deu a filha Séfora. Moisés deixou de roer as unhas, mas começou a ter visões, que não entendia, até que numa dessas sessões Deus decidiu apresentar-se: “Não te aproximes e tira as sandálias, porque o lugar é sagrado; eu sou o Deus dos teus antepassados. Vi muito bem a miséria do meu povo que está no Egipto; tenho de o libertar e fazer sair desta terra. Envio-te ao Faraó, para tirares os filhos de Israel daqui.”

Moisés ficou acagaçado; não tinha esquecido o motivo por que fugira, além de se considerar incapaz de executar uma missão diplomática de tamanha envergadura. Argumentou que tinha dificuldade em se expressar e que se sentia inseguro mesmo junto dos seus, quando lhes dissesse que era um enviado de Deus; eles vão querer saber o Vosso nome, por exemplo.

Resposta: “Eu sou Aquele que sou”; “dirás ainda: O Senhor é que me enviou a vós.”

Moisés deve ter tido dificuldade em digerir o que escutara e quis mais garantias. Deus ficou irritado e lembrou-se de Aarão, mano de Moisés (mais um que escapou do rio), achando melhor que fosse este a falar às massas, pois não era tão bronco e tinha inclusive o dom da palavra. Porém não tirou Moisés do papel principal e ensinou-lhe vários truques: O da vara virar serpente; a lepra que desaparecia ou aparecia e a transformação da água em sangue. A chatice é que os Magos do Faraó conseguiram imitar todas aquelas habilidades! Posto o falhanço, mais um truque: Rãs em quantidades nunca antes vistas. Mas até este os Magos imitaram. Seguiram-se outros: O dos mosquitos, o das moscas, o da peste, o dos tumores, o do granizo, o dos gafanhotos e o anúncio da morte dos primogénitos egípcios.

Não há paciência que aguente; o Faraó cansou-se de os aturar e permitiu que saíssem do país.

Apesar de Moisés ser muito estimado pelos ministros e povo egípcio (algo que surpreende), liderou a fuga. Poucas horas volvidas, o Faraó arrependeu-se e enviou as suas tropas no encalço dos fugitivos. Foi quando Moisés abriu caminho por entre as águas, caminho que fechou logo que o último judeu atingiu a margem. Ora as tropas do Faraó, que de certeza não eram comandadas por um Oficial Ranger, meteram-se incautamente onde não deviam e foi aquela tragédia: Pereceram quase todos afogados.  

Os judeus não rumaram na direção da Terra Prometida, a terra dos cananeus, heteus, amorreus, heveus, jebuseus e piolhosteus, onde corria leite e mel; decidiram dar umas voltas pelo deserto durante 40 anos! A jornada podia realizar-se, segundo quem sabe, em três semanas, o máximo quatro.



Então até às peripécias ocorridas na zona da Montanha do Sinai.

L. Pereira, 7/7/12
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terça-feira, junho 26, 2012

Brincou com o isqueiro enquanto abastecia...Pum!

Brincou com o isqueiro enquanto abastecia e...deu asneira: É uma das regras básicas dos postos de abastecimento, mas parece que ainda não foi suficientemente divulgada: nada de fogo enquanto se abastece. Caso contrário pode acontecer precisamente o mesmo que a este jovem australiano, na cidade de Thomastown.

As câmaras de segurança captaram-no a acionar o isqueiro segundos antes de a zona do deposito incendiar. Estava mesmo a ver-se, não é?

O jovem fugiu de imediato do local e foi um dos funcionários a apagar o fogo, com um balde de água.

“Pensei que era do conhecimento comum que não se pode fazer fogo perto de uma bomba de gasolina e, sobretudo, quando se está a abastecer. O porquê de alguém fazer isso ultrapassa-me. Ele não se colocou em perigo só a ele. Colocou-nos a todos nós. Podia ter sido muito grave”, afirmou Suzy Eid, responsável pelo posto de abastecimento.

Tirado de Autoportal, 26/06/12
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Nota do autor do blog/site:

Se com a foto acima não ficou alertado para o perigo que é acender lume ou fazer qualquer tipo de chama quando abastece o seu carro de combustível, pode ver o video que reproduz o acontecimento em detalhe, clicando no link: http://youtu.be/cOBj2NhhlzI
A história do posto de abastecimento australiano, de um tal descuido, teve fim feliz ao que parece, mas é um perigo mesmo...
Cuidado!!!

Outra história, esta acabadinha de chegar de um dos nossos contatos, embora imprevisível até às últimas palavras do texto, teve igualmente fim feliz. 
Não se passa na Austrália como a do posto de combustível mas sim no Estado de Israel. É uma história de um divórcio judeu.
Leia que se vai deliciar com ela.
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Divórcio judeu/Lição de vida

Antevéspera do Ano Novo Judaico, Boris Sylberstein, patriarca judeu e a mulher, Sara, moradores num Kibutz perto de Telavive, visitam um dos seus filhos na capital de Israel:

- Jacobzinho, odeio ter que te estragar o dia, mas o Pai precisa de te dizer que a Mãe e eu nos vamos separar, depois destes 45 anos!

- O Pai enlouqueceu! O que é que está a dizer? ? grita Jacob.

- Já não conseguimos sequer olhar um para o outro. Vamos separar-nos e acabou-se! Liga à tua irmã Raquel a contar.

Apavorado, o rapaz liga para a irmã, que vive em Viena e conta-lhe a terrível notícia. Raquel fica em estado de choque, ao telefone:

- Os nossos pais não podem separar-se de maneira nenhuma! Chama já o Pai ao telefone!

O ancião atende e a filha balbucia na maior emoção:

- Não façam nada até nós chegarmos aí amanhã, ouviu? Vou telefonar também ao Moisés para São Paulo, ao Salomão para Buenos Aires e à Ester para Nova Iorque e amanhã à noite estaremos aí todos. Ouviu bem Pai?

Desliga, sem esperar pela resposta do Pai. O velho pousa o auscultador no descanso, vira-se para a mulher e, sem que Jacob ouça, diz-lhe em voz baixa:

- Pronto, Sara, vêm todos para a Ano Novo. Só que, desta vez, não temos de lhes pagar as passagens?!
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Fiquem bem,


terça-feira, abril 17, 2012

Sabia que Espinosa foi condenado em Português?

Espinosa foi condenado em português, pela Sinagoga de Amsterdão no dia 27 de Julho de 1656.
Sobre a nacionalidade deste filósofo, dizem M. L. R. Ferreira, D, P. Aurélio e O. Feron em "Spinoza. Ser e Agir" (edição do CFUL, 2011): "Sendo, como se sabe, o Alentejo o berço mais provável da família de Spinoza..." ("Apresentação", p. 9)
Bento de Espinoza (também Benedito Espinoza) foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz.
No verão de 1656, a Sinagoga Portuguesa de Amsterdão o puniu com o Chérem, equivalente à Excomunhão, pelos seus postulados a respeito de Deus em sua obra, defendendo que Deus é o mecanismo imanente da natureza, e a Bíblia, uma obra metafórico-alegórica que não pede leitura racional e que não exprime a verdade sobre Deus.

No verão de 1656, a Sinagoga Portuguesa de Amsterdão o puniu com o Chérem, equivalente à Excomunhão, pelos seus postulados a respeito de Deus em sua obra, defendendo que Deus é o mecanismo imanente da natureza, e a Bíblia, uma obra metafórico-alegórica que não pede leitura racional e que não exprime a verdade sobre Deus.
Conforme Will Durant, seu Chérem pelos judeus de Amsterdã, tal como ocorrera com as atitudes que levaram à retração e posterior suicídio de Uriel da Costa em 1647, fora como que um gesto de "gratidão" por parte dos judeus com o povo holandês.
Embora os pensamentos de da Costa não fossem totalmente estranhos ao judaísmo, vinham contra os pilares da crença cristã. Os judeus, perseguidos por toda Europa na época, especialmente pelos governos ibéricos e luteranos alemães, haviam recebido abrigo, proteção e tolerância dos protestantes de inspiração calvinista dos Países Baixos e, assim, não poderiam permitir no seio de sua comunidade um pensador tido como herege.


Reconhecimento
Estátua de Spinoza em Haia.
Suas obras o fizeram reconhecido em vida, recebeu cartas de figuras proeminentes como Henry Oldenburg da Royal Society of England, do jovem nobre alemão, o inventor Von Tschirnhaus, do cientista holandês Huygens, de Leibnitz, do médico Louis Meyer de Haia, do rico mercador De Vries de Amsterdã.
Luís XIV lhe ofereceu uma larga pensão para que Spinoza lhe dedicasse um livro. O filósofo recusou polidamente.
O príncipe de Condé, na chefia do exército da França que invadira a Holanda novamente convidou-o a aceitar uma pensão do rei da França e ser apresentado a vários admiradores. Spinoza desta vez aceitou a honraria, mas se viu em dificuldades ao retornar a Haia, por causa dessa suposta "traição". Porém, logo o povo, ao perceber que se tratava de um filósofo, um inofensivo, se acalmou.
O monumento feito em homenagem a Spinoza, em Haia foi assim comentado por Renan em 1882:
"Maldição sobre o passante que insultar essa suave cabeça pensativa. Será punido como todas as almas vulgares são punidas — pela sua própria vulgaridade e pela incapacidade de conceber o que é divino. Este homem, do seu pedestal de granito, apontará a todos o caminho da bem-aventurança por ele encontrado; e por todos os tempos o homem culto que por aqui passar dirá em seu coração: Foi quem teve a mais profunda visão de Deus"
O retrato de Spinoza foi impresso nas antigas notas de 1000 florins dos Países Baixos, até a introdução do euro, em 2002.
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Nosso comentário

Mais um ótimo tema retirado do sítio do OLP (Observatório da Língua Portuguesa) a que hoje resolvemos dar realce em nosso blog.
A Língua Portuguesa bem o merece. Os falantes da mesma, também.
Haver homens tão ilustres como Espinosa no seio desta enorme "Pátria da Língua Portuguesa" só pode deixar-nos a todos orgulhosos, com aquela pontinha de auto-estima a subir e a elevar o moral das gentes lusíadas.

Agradecemos não só ao OLP, http://observatorio-lp.sapo.pt/pt ,pela temática aí abordada, mas também à indispensável e incansável Wikipédia sempre com documentação utilíssima sobre tudo o que é assunto.
Para além de se ficar a saber que a origem mais provável de Espinosa é o portuguesíssimo Alentejo,  ficamos também a saber que "intolerância religiosa ou outra qualquer" são coisas abomináveis.
A palavra -intolerância- deverá cada vez mais ser "coisa feia" do passado.
O pensamento nasceu livre, há que lutar por que seja livre, seja em que parte do mundo for.

Fiquem, pois, na companhia de um grande vulto do pensamento do seu tempo, Bento de Espinosa, ao que se sabe, um alentejano de gema.
Fiquem igualmente com uma mensagem de tolerância. A propósito deste ilustre português, condenado por pensar diferente, "não façamos aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem a nós.
Procedendo assim, estaremos a prestar um grande serviço à Humanidade. Esta ficará decerto mais justa, mais fraterna, mais civilizada.
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Fiquem bem,

domingo, janeiro 08, 2012

Israel, que maçada!

Mais um naco de cultura ofertado pelos pacotinhos de açúcar que promovem os cafés "CHAVE D'OURO".
Domingo em Lisboa, uma bica quentinha bebida no café que se situa bem a jeito do passeio pedestre mais esticado que faço no dia consagrado ao Senhor pela religião Católica.

Em boa hora descobri aquele sítio das redondezas de minha morada, onde me delicio faz um tempo com os autenticos mini cursos de cultura geral que são os tais pacotinhos de açúcar.
Uma vez mais me surpreendi, constatando afinal de contas que todos os que dizemos, os que dizem, que sabemos, que sabem alguma coisa...
que tal afirmação não passa de pura aldrabice.

Tudo o que sabemos é pouco ou nada.

Este saber miúdo, pequeno, de coisas que parecem triviais, inúteis, é o melhor espelho de que de triviais, de inúteis não têm nada.
Mostram isso sim à saciedade de como de pouco nos serve uma postura de prosápia, de pseudo intelectualidade que mais não é do que um balãozito de aparência para soprar o EGO frágil, com necessidade de se defender impondo aos outros uma qualquer máscara.

Dito isto, vamos à explicação do mini curso constante do pacotinho de açúcar que hoje me caíu em rifa na toma do café, depois de almoço.
O título da expressão em análise era: QUE MAÇADA
Vamos pois ao texto de "cultura miúda", deslumbramento perante um conhecimento novo, escrito na nossa língua em que mais de 250 milhões nos entendemos: a língua portuguesa
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QUE MAÇADA:

Significado: Exclamação usada para referir uma tragédia ou contra-tempo.

Origem: É uma alusão à fortaleza de Masada na região do Mar Morto, Israel, reduto dos Zelotes, onde permaneceram anos resistindo às forças romanas após a destruição do Templo em 70 d.C., culminando com um suicídio coletivo para não se renderem.
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Você sabia isto?
Nós também não. Já que agora, tal como nós, passa a saber, quando fizer esta afirmação perante alguém, poderá brilhar com a explicação "da coisa". Quem a ouvir não deixará de o olhar surpreendido e com admiração...

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

Programa de Afiliados Cursos 24 Horas
http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao53361&url=afiliados

http://nucleo.netlucro.com/clique/13276/586/

terça-feira, janeiro 19, 2010

culturas e credos


Um é árabe outro judeu
um é índio
outro cigano
um é preto outro branco
um antárctico
outro árctico
um é outro
o outro eu

aquele é capitalista
aquele outro comunista

com a cultura muda o deus
uns Alá vê se me acodes
outros credo ai Jesus
outros Buda céu e paz
outros só na sua cruz

depois ninguém se entende
e zás!

que pena que faz
que a cultura
em vez de unir
trazer a paz
faça dividir
mate a esperança

que a fé sentida
muitas vezes pão da vida
seja desculpa de matança

olhando Deus assim
pondo guerra na gente
pela diferença de credo
por cultura diferente
apetece ser inculto
até descrente

e viver somente
como vivem
as árvores os outeiros
os regatos
os pirilampos
os gatos
as flores

natural e simplesmente!

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...