Título de poema que vai liderando as preferências dos leitores deste BLOGUE http://minhapoesia.net, em alternância com MENINA DO BALEAL.
Curiosamente não acontece o mesmo com a aquisição dos livros que integram estes poemas, respectivamente "DEUS A VIDA E NÓS" e "AMOR PLURAL (E)TERNO FEMININO".
Chamo a atenção para os apreciadores de tais poemas que poderão adquirir os livros em: http://lusito.bubok.pt já com ISBN e registos.
De resto, em altura de Natal um livro é sempre uma boa prenda para oferecer a alguém ou... porque não, a si próprio.
Qualquer esclarecimento é só contactar-me.
Hoje não vou maçar a audiência com a hipótese de um livro meu ser traduzido para espanhol, ficará para uma próxima oportunidade.
Este o pódio de vendas de minhas publicações na Bubok editora:
1. "PORTUGAL PERIFÉRICO OU...O CENTRO DO MUNDO?"
2. "TEXTOS DISPERSOS DO EU"
3. "DANÇA DA VIDA (Biodança)"
Sem mais assunto de momento, para além de que a Rússia ganhou o almejado MUNDIAL 2018, deixando a candidatura luso espanhola a 6 pontos (?!) desejo a todos um bom início de Dezembro.
Saudações afectuosas,
António E. Pereira
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quinta-feira, dezembro 02, 2010
quarta-feira, outubro 20, 2010
POBREZA E ABUNDÂNCIA
POBREZA E ABUNDÂNCIA é o título de um poema inserido no penúltimo livro publicado: "DEUS A VIDA E NÓS" que pode ser visto e adquirido no meu link da BUBOK
http://lusito.bubok.pt
Como está muito bem colocado nas preferências dos leitores do blogue, "TOP 10", e tem muito a ver com os tempos que correm, vai para ele o meu destaque de hoje:
POBREZA E ABUNDÂNCIA
Consumo desenfreado
luxo luxo
dinheiro ganho dinheiro por ganhar
a brotar por todo o lado
o que é espelho de um mundo abundante
que se agradece
mas também de tal forma alienado
que faz pensar
em três ou quatro quilómetros que faço
em cada semáforo
da minha cidade
me aparece o extremo oposto
pobreza farta bem à mostra
se somar ao que se vê
o que se não vê
a pobreza escondida
e também a envergonhada
combóio gente tanta carruagem
uns lá bem à frente
outros infelizmente
bem na retaguarda
o que conforta em termos de consciência
é que uns e outros
deixarão um dia esta experiência
vida desigual desequilibrada
combóio mundo com tanta falta de sentido
vida para tantos de extrema crueldade
para todos de ausência de respostas
e para tanto coração que se interroga
e pergunta porquê isto acontece
tanta desigualdade crueldade
tantas outras palavras terminadas em "ade"
ninguém responde porque ninguém sabe nada
_____________________________________
Obrigado pela atenção e apoio, sem os quais este projecto não seria viável,
António E. Pereira
http://lusito.bubok.pt
Como está muito bem colocado nas preferências dos leitores do blogue, "TOP 10", e tem muito a ver com os tempos que correm, vai para ele o meu destaque de hoje:
POBREZA E ABUNDÂNCIA
Consumo desenfreado
luxo luxo
dinheiro ganho dinheiro por ganhar
a brotar por todo o lado
o que é espelho de um mundo abundante
que se agradece
mas também de tal forma alienado
que faz pensar
em três ou quatro quilómetros que faço
em cada semáforo
da minha cidade
me aparece o extremo oposto
pobreza farta bem à mostra
se somar ao que se vê
o que se não vê
a pobreza escondida
e também a envergonhada
combóio gente tanta carruagem
uns lá bem à frente
outros infelizmente
bem na retaguarda
o que conforta em termos de consciência
é que uns e outros
deixarão um dia esta experiência
vida desigual desequilibrada
combóio mundo com tanta falta de sentido
vida para tantos de extrema crueldade
para todos de ausência de respostas
e para tanto coração que se interroga
e pergunta porquê isto acontece
tanta desigualdade crueldade
tantas outras palavras terminadas em "ade"
ninguém responde porque ninguém sabe nada
_____________________________________
Obrigado pela atenção e apoio, sem os quais este projecto não seria viável,
António E. Pereira
quarta-feira, abril 14, 2010
Crise

Crise crise crise
enchem-se folhas de jornais
dizem-no as línguas quotidianas
telejornais
grita-se nas ruas
há greves em escolas
hospitais
mais:
justifica nos políticos
de todos os quadrantes
intervenções especiais
crise crise crise
manda-se apertar o cinto
o crude aumenta
eu com um ponto de interrogação
em uma mão
outro de admiração
na outra
saio à rua
para ver se a sinto
amplas avenidas auto estradas
repletas
veículos nelas
de todas cilindradas
centros comercias
de todos os tamanhos
lojas restaurantes esplanadas
tudo cheio!
gente produzida
bem arreada…
estádios de futebol
espectáculos a granel
fãs chorando desmaiando
pelos “Tokio hotel”
tudo requerendo imenso carcanhol
crise crise crise
empréstimos baratos
inflação zero
mãos pequenas
para segurarem tanto “tenho”
e tanto “quero”
telemóveis internet
lcd’s consolas dvd’s
último grito da moda
ipad ipod
em fila de espera já se vê
produtos a sobrar
tudo a preceito
viagens caras a esgotar
crise crise crise
por este andar
se vier o dia
em que o tanto que há
de verdade mesmo
for faltar
se houver uma crise
daquelas reais como a realidade
que se ponha em mão cidade
uma charrua
uma enxada
pele calejada
um sobreviver soterrado
de mineiro
poeira de pedreira
cinzas de guerra
míngua de dinheiro…
esta gente que ora grita
“crise crise crise”
vai decerto se suicidar!
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