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quarta-feira, outubro 05, 2011

Duquesa de Alba casa pela terceira vez aos 85 anos

Depois de atirar bouquet de flores, a Duquesa de Alba foi para o meio da multidão dançar


Maria del Rosario Cayetana Alfonsa Victoria Eugenia Francisca Fitz-James Stuart y Silva, mais conhecida como duquesa de Alba, uma das aristocratas mais ricas da Europa, casou esta quarta-feira, pelo Registo Civil, em Sevilha, aos 85 anos, com Afonso Diez Carabantes, de 61 anos.

Este é o terceiro casamento da duquesa, uma das personalidades mais fotografadas em Espanha e detentora de uma ampla fortuna e de dezenas de títulos aristocráticos, tendo a cerimónia decorrido no Palácio de la Dueñas, no centro de Sevilha.

O noivado motivou rios de tinta na imprensa cor-de-rosa, e amplo debate em torno aos propósitos do noivo, devido à sua fortuna.

A própria duquesa admitiu que ninguém da sua família a apoiou directamente a avançar com a boda, tendo mudado de opinião apenas depois de conhecer melhor o noivo.

A noiva levou um vestido cor de salmão, com uma fina faixa em tons esverdeados em torno da cintura, da autoria dos designers Victorio & Lucchino.

Depois de atirar o bouquet de flores, a duquesa, conhecida pela sua paixão pelo flamenco e pelas touradas, foi para o meio dos convidados dançar.

Cayetana de Alba, que detém 51 títulos nobiliários casou-se pela primeira vez em outubro de 1947, na catedral de Sevilha, com Luis Martinez de Irujo y Artacoz, filho dos duques de Sotomayor, com quem teve seis filhos.

Depois da morte do marido, em 1972, casou-se pela segunda vez - seis anos depois, em Madrid - com o ex-jesuíta Jesus de Aguirre y Ortiz de Zárate, que morreu em 2001.

A relação entre a duquesa e Carabantes começou em 2008 e, no passado mês de Julho, entregou, em notário, a sua herança pessoal e histórica, avaliada em mil milhões de euros, que continuará a administrar com direito de usufruto.
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Nosso comentário

Apesar de ser hoje o dia 5 de Outubro de 2011, portanto o dia em que faz anos a implantação da República em Portugal, não me apetece falar disso.
Tenho sido um republicano convicto, aprecio os homens de ideais.
Liberdade, igualdade, fraternidade, são palavras queridas e fortes para não mais serem esquecidas.
Ouvi hoje o discurso "realista" do senhor Presidente da República actual, dr. Cavaco Silva.
Até concordo com Mário Soares que afirmou ter gostado do dito.

Todavia, tenho que acrescentar que são anos a mais no poder para tirar a água do capote.
São anos a mais sem uma ideia grande para Portugal vinda do senhor PR.
Há uma situação de crise mundial gerada pela alta finança em que o dr. Cavaco Silva tem que se inserir.
Portugal precisa de quem faça e que faça bem.
O tempo dos discursos bonitos pode e deve ser deixado para alturas mais convincentes de quem os ouve e de quem os profere.

Palavras tristes para quê? ainda por cima vindas de quem vêm, de quem vive em mar de mordomias e dinheiro?
para deprimir quem em si já está deprimido com as actuações de tão "esclarecidos economistas"?
Nesta fase precisamos de exemplos, de quem vá à frente com o leme. Não quem branqueie a corrupção, a ausência de justiça, a falta de ideias para um povo que mais que nunca precisa delas.
Um povo que precisa voltar a confiar, sentir que estes anos não foram anos de burla internacional generalizada, de uma classe média e de um povo a quem esticaram o anzol venenoso de fartura de plástico.

Cartões mais cartões dos bancos, das grandes empresas, prestações mais prestações, vendas a crédito de tudo... agora?
seus caloteiros, gastadores, povo teso, dai cá o pouco que vos resta.
Apagai as luzes de vossas casas que não tendes nem dinheiro para pagar a casa, quanto mais a luz?
Fechai o gás que não há dinheiro para luxos. Tomai banho em água fria, ide ao bosque apanhar lenha para fazer lume e cozinhardes.
Parai os carros que vos vendemos. Ou dai-os cá para irem a leilão. As casas, as motas, as bicicletas...
Por amor de S. Francisco de Assis, que era o protector dos animais...
Poupem-nos.

Por tudo o que disse, porque não vislumbro um gesto merecedor de admiração, de coragem por parte de quem manda bocas e des(governa)... desta vez não falo da República e do que ela, na altura em que foi implantada, representou em esperança, em ideais, em renovação.

Prefiro uma quase patética mas apesar de tudo mais divertida, menos deprimente, notícia sobre a Marquesa de Alba.
Espero que gostem.
Esta senhora com 85 anos, seguindo as pesadas da Madonna que com 53 irá casar com um jovem de 23, esta marquesa espanhola casa-se com um jovem de 61!!!
É obra.
Que sejam felizes.
Que, com seu acto, inspirem os infelizes, os deserdados, os apanhados da crise. Que os levem a acreditar no sonho, de que tudo pode acontecer.

Quem sabe, um qualquer "sem abrigo das ruas de Portugal" não encontrará a sua marquesa de Alba um dia destes, mesmo num 5 de Outubro, dia da implantação da República?
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

quinta-feira, março 10, 2011

DISCURSO PR-FESTIVAL DA CANÇÃO



Quer a tomada de posse de um Presidente da República, quer um festival da canção, qualquer dos eventos tem a sua importância na sociedade portuguesa.
Habituei-me a pouco quando o tempo ainda era de vacas magras, daí que o festival da canção era das poucas coisas com um cheirinho a modernidade que havia.
Depois a música da eurovisão era fresca numa altura em que Portugal nada tinha de fresco, bem pelo contrário.
Esquecia-se por instantes o país naufragado por dezenas de anos de salazarismo.

A tomada de posse do Presidente da República é um bom sinal, pelo menos que a República continua.
os eventos em si: assisti a ambos, ambos deprimentes.
Imagem para o exterior: péssima
Imagem para o interior: de divisão

Em relação à canção vencedora, tive saudades do Grande Zeca Afonso que era autêntico, não tinha nada de palhaço (no sentido pejorativo do termo) com suas canções e uma viola enfrentava com audácia um regime colonialista, ditatorial, militarista, policiado, vigiado, etc. deu imensa esperança a uma juventude sacrificada e sem futuro.
Canção vencedora: uma palhaçada

Quanto ao discurso do PR fiquei perplexo: propõe uma espécie de revolta, revolução, levantamento, não sei bem como, nem aonde, nem porquê, nem para quê, à sociedade civil.
Como se ele próprio não tivesse nada a ver com o estado desta economia liberal, ele, um ilustre Professor, que anda nos mais altos cargos políticos do país, há mais de 20 anos!
Quem será o "Che Guevara" da coisa, da tal indignação, revolta, revolução, interroguei-me?
Pelos aplausos das bancadas do Parlamento, ficou-se a saber que será uma revolução de direita e de extrema direita.
só pode...
só essa direita e extrema direita o aplaudiram.


Felizmente que acontecimentos destes não os há todos os dias, porque se os houvesse, o meu país sofocaria de depressão crónica.
Discursos presidenciais destes não ficam na memória, graças a Deus.
Vencedores de festivais, só os melhores deixam a sua marca.
Apesar disso, das defesas inatas que todos temos contra o que nos causa dano,
que Portugal se cuide...

Portugal merece melhores discursos e melhores canções.

Faço a pergunta na sequência do discurso presidencial: "a revolução será por mais fartura, ou por mais falta de dinheiro para os mais pobres?"

fica o poema,

GRANDE SUPERFÍCIE COMERCIAL

Produtor inventivo
investidor
comerciante pescador
tudo ali a despejar
armazém a abarrotar

a ideia é vender

ele é livros é cd’s
kitchnet wc
carne fresca congelados
luxos caros
mais baratos
consolas dvd’s
amplas ruas de produtos
ali praia artigos auto
além móveis louças finas

chicletes bicicletas
nabos couves hortaliças
lingerie
farinheiras e chouriças

prateleiras a abarrotar
arrumadas em secções
o dinheiro de quem compra
a faltar

empresa tem que produzir
quer crescer
vender
só que o comprador
sente o dinheiro a mingar

minga empresa
sem vender
seca o bolso no comprador
ciclo económico a falhar

muito fica por vender
muito fica por comprar

meus olhos partem já piscos
tanta a fartura arrumada
levam o carrinho vazio
nesta economia cansada


António Esperança Pereira, Bubok Editora

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...