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sábado, janeiro 23, 2016

Véspera de eleições em bicicleta...


Nosso comentário:


Dia de alguns quilómetros de bicicleta em boa companhia, já que de há uns tempos a esta parte não havia nesta cidade um dia tão primaveril num inverno que tem sido rigoroso.
A foto apresentada é de hoje, em terrenos da Cidade Universitária de Lisboa, e dá conta de um compasso de espera na nossa marcha em bicicleta a fim de que os atletas em número incalculável passassem.
É sempre bonito ver a população comungar estas boas práticas ao ar livre, misturando atletismo amador e profissional.
Parece-me a mim que se vivem, com as mudanças atualmente ocorridas na governação, manifestações de maior alegria e esperança nas populações.
A política de austeridade aplicada em dose forte nos anos anteriores, destruíra a harmonia do tecido social, colocando uns contra os outros. Velhos contra novos, ricos contra pobres, empregados contra desempregados, atividades privadas contra atividades públicas, e assim por diante. Uma política de direita dizimadora, sem qualquer sentido de Estado e sem cuidar dos interesses do povo português.
Não sabemos ainda o que irá acontecer a partir de agora, abriram-se brechas e feridas profundas neste país, e são mais que muitas as inseguranças e perigos que o mundo atualmente conhece.
Todavia, parece-nos que uma melhor harmonia, um clima de mais esperança e solidariedade, políticas mais viradas para as pessoas, favorecerão a retoma da confiança que o país precisa para enfrentar os embates do futuro.
Desejo muito que tais políticas "amigas das pessoas" possam ser a bandeira das civilizações mais evoluídas, nas quais Portugal se deve incluir.

PS. Amanhã, dia 24 de Janeiro/2016 é dia de eleições a fim de se eleger o novo Presidente da República. Lá estarei para votar. Não vou de bicicleta já que a secção de voto é muito perto de casa...

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


sexta-feira, outubro 23, 2015

Cavaco falou ameaçador e deprimido


Nosso comentário

Após a comunicação ao país do Sr. Presidente da República na noite de ontem (20 horas do dia 22/10 em Portugal Continental, não consigo ficar sem dizer meia dúzia de palavras aqui no blog, a respeito do evento.
Ora bem, no dia 4 de Outubro passado, como largamente se noticiou houve em Portugal eleições para a Assembleia Legislativa (Parlamento) a fim de serem eleitos 230 deputados.
Eu, como bom cidadão que sou, ciente do meu papel na vida política, social e económica do meu país, lá fui à mesa de voto que correspondia à minha morada, colocar a cruzinha no boletim de voto aí disponível.
Há que dizer que o Boletim de Voto impressionava. Estava bem recheado, com cerca de de 20 partidos e coligações prontas a receber a cruzinha do eleitor.
Disse de mim para mim, ante tal fartura, que a democracia em Portugal estava viva com uma pujança fantástica, já que as opções eram mais que muitas.
Apesar de continuarem a abster-se muitas pessoas, quase metade dos possíveis eleitores, não via razão para tal pois encontrariam decerto um partido ou coligação mais a contento da sua ideia ou até para expressarem a falta dela.
Bom, eram tantas as opções traduzidas em símbolos, que tive de confirmar bem o lugar onde se encontrava aquele em que me dispusera votar.
Concentrado, lá o descobri no meio de tantos outros. Lá depositei a minha cruz com cuidado no sítio que pareceu mais correto à convicção que me assiste como mais adequada à atualidade lusa.
Até aqui tudo normal.
Eis senão quando, ouvindo ontem o Senhor Presidente da República, num discurso de poucos minutos, fiquei como quase sempre fico quando o ouço, baralhado.
Pelos vistos, os símbolos colocados nos boletins de voto são para enfeitar mesmo. A democracia que eu dizia de mim para mim que estava pujante não passava de uma farsa.
Só podem governar os partidos X e Y. Os outros, mesmo os maiores, já nem falando nos pequeninos , são mesmo para enfeitar o "pluripartidarismo da treta". Esses não podem governar.
Fiquei mais uma vez estupefacto. 
O Sr Presidente da República ignorando o 5 de Outubro, ignorando o 25 de Abril, ignorando a nova constituição do Parlamento, ignorando ser ele o fiel representante de todos os portugueses...
nomeou o líder do seu partido (PSD) minoritário e que os portugueses rejeitaram nas urnas, como 1.º ministro do novo governo.
Uma pura perda de tempo, um custo escusado para o país, em tempo e em dinheiro.
O governo do Sr. PR tem os dias contados, é minoritário, não tem apoios, não passa no Parlamento.
Para quê então insistir? porquê tamanha obstinação e resistência à nova realidade nacional? 

Cavaco falou ameaçador e deprimido.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira

quarta-feira, outubro 07, 2015

Eleições para um só caminho?



Dá para perceber que os sistemas democráticos estão inquinados. Sim inquinados como os pântanos, charcos, que se formam nos campos quando chove.
A água fica lodo, imprópria para consumo do mais rude camponês ou pastor que por ali vegete.
Assim está a democracia. 
Um lamaçal.
Em vez de cair chuva como no caso dos charcos do campo, fazem-se eleições. Finge-se que há múltiplas escolhas.
Pingam cidadãos de todos os lados cuidando que se fará alguma luz nas suas vidas com o ato de votar.
As mesas de voto desempenham na perfeição essa ilusão de que se trata de algo muito especial. As eleições. 
Liberdade, democracia, participação.
É hoje!
Lá estão as escolhas, o boletim de voto. Hoje sim é dia de mudar o presente, de contribuir com algo para a mudança, para um futuro melhor.
Tudo vai mudar, pensa-se, a esperança renasce, trocam-se olhares.
Anseia-se pela decisão. 
Fecham as urnas pela tardinha. As televisões enchem as casas com o ato eleitoral. 
É desta. Oxalá que sim. Deus o ouça. Vamos ganhar. Há que correr com eles. Com esta vergonha.
Os resultados aparecem. É já noite.
Ganhámos. Corremos com eles. Ficaram em minoria. Que bom. É agora.
Entretanto, aparecem os mandantes, os comentadores de serviço, as mesas redondas. Tudo desmontam. O que parecia, não é.
Ganhámos, perdemos?
Tudo na mesma? outra vez? 
Tem que ser. Dizem os alemães. Diz o Presidente. Diz o vizinho eloquente. 
Mas... 
Achei melhor calar-me e fui para a cama cabisbaixo. 
Para que seria que fomos votar se só pode haver um caminho? 
Era apenas isto que me atormentava o sono.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...