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sábado, janeiro 18, 2025

Gastroenterologista alerta para sintoma que nunca deve ignorar


 Pode ser o início de um conjunto de problemas. O melhor é ter cuidado. Saiba tudo.


Pode achar que é só mais uma dor e que não é nada de preocupante. Contudo, existem sintomas que não devem ser ignorados. Um gastroenterologista alerta para um desses casos, que podem ser o início de problemas mais sérios.

À revista Parade, Qin Rao explica que nunca deve achar que uma dor abdominal é algo passageiro. Pode ser preocupante e o melhor é ter muita atenção.

"A dor abdominal tem muitas causas, algumas delas podem ser muito sérias e até fatais. Podem exigir o tratamento urgente", começa por dizer. 

Explica que entre 5% a 10% das pessoas acabam por ir ao médico devido a uma dor abdominal. Assim, é um dos motivos mais comuns das idas ao médico. A apendicite, por exemplo, é um dos problemas a ter em conta.

Deve ter atenção a uma dor no lado direito da parte inferior da barriga e à volta do umbigo. Uma úlcera é também uma das consequências. Azia e inchaço são outros dos sintomas associados.

Obstipação é mais um dos problemas que pode vir de uma dor abdominal, assim como cancro do estômago. Neste caso dificuldade em engolir, indigestão e cansaço são mais sinais com que deve preocupar-se.

Fiquem bem. 

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António Esperança Pereira - Livros deste autor - Bubok


segunda-feira, novembro 05, 2012

Umbigo individual: "não é nada comigo até ser"




Enorme atualidade a destas palavras de autoria de Bertold Brecht, falecido em 1956 em Berlim


Nosso comentário:


Para além desta introdução aqui ao lado, como que uma advertência de Brecht aos portugueses de agora, deixo abaixo uma boa adaptação de sábias palavras deste Bertold Brecht, adaptadas à situação portuguesa e que retirei da Internet.
Efetivamente assim é. 
Esta sociedade dita moderna e desenvolvida tipo ocidental em que vivemos, faz do umbigo individual o seu único centro.
É muito pouco, há que dizê-lo, ser-se só "umbigo meu", particularmente em tempos em que a solidariedade conta.
Ocorre-me um filme (zito) americano que vi "The elephant", que talvez passasse despercebido a muito boa gente, mas a mensagem que encerra o dito filme é forte, cerrada, silenciosa, assustadora.
Aconselho a quem não viu o filme/drama daquela Escola Secundária Americana, drama de uma solidão, um isolamento atroz logo apreendido e cultivado com muito tédio, vazio, inconsequência, pela juventude.
Mais tarde quem somos nós, ex- jovens solitários, egoístas, inconsequentes, como os que o filme citado mostra, volvidos gente crescida, com uma evolução que passou pela solidão, pelo isolamento, a quem toda a tecnologia e elevados padrões de consumo marcou?
"Para mim vai dando, os outros que se lixem", "para mim dá e sobra, que me importam os outros", "eu sou rico os pobres que se lixem", "tretas de solidariedade, trato é de mim", e assim por diante...
Pois é, mas chega a hora em que a inundação nos bate à porta, o furacão, o sismo assassino, a guerra, a desgraça, o infortúnio e só então nos damos conta da pouca importância que o umbigo inflado pela mente tinha. 
Somos PESSOAS, caros amigos, simples pessoas, que esta sociedade está a avariar, que quer fazer dessas pessoas, autómatos, números, verbos de encher, fotocópias, para darem os cifrões que tantos prazeres proporcionam aos insaciáveis vampiros escondidos na noite.
Eles aparecem, comem, bebem, gozam, levam tudo...
E nós deixamos. 
Deixamos caros leitores, exatamente porque andamos a colaborar num jogo perverso bem urdido pelas ditas sociedades de abundância. 
Sociedades de abundância com promessas de fortuna para todos, de um amanhã das mil e uma noites das Arábias, de um futuro dourado. Àmanhã esse, fortuna essa, futuro esse, que afinal de contas, para a maioria nunca chegam.
Termino o meu desabafo de hoje dizendo que as crises, se algum mérito têm, é fazer-nos entender coisas que em tempo de vacas gordas passam ao lado.
Designadamente este tema adaptado do Bertold Brecht que eu sintetizaria assim:
"NÃO É NADA COMIGO ATÉ SER".
Leiam e meditem!



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
http://lusito.bubok.pt/







terça-feira, agosto 31, 2010

Indiferença nórdica


Indiferença culto do umbigo
beleza fortuna de ser no topo do mundo
estatísticas números não faltam
a dizer que é assim
que tudo está certo perfeito
entre outros reinos
também no reino da Suécia

mas não é assim

paraíso frio gelado
onde falta o melhor
um galanteio um piropo um assobio
um convite em apetite

um beijo um abraço
que aqueça que arrebite
um ruído que desperte
azuis olhos de céu
mas tão gelados

apetece plantar trópicos ali
dar-lhes um ritmo
uma dança de quadris
que os aqueça que os abane
que os mexa
que desenrije a estrutura
que se eleva a quase dois metros
em altura

que lhes tire o sério rectangular
como consorte
ar de que tudo tem que ser assim
fleuma de morte
quando a cultura
índices elevados de compostura
são melhores

faz falta ali um pouco de Brasil
África Guiné
dentes a rir
o melhor de Portugal e seus areais
por seráfica que tal gente é

silêncio e sombra envoltos em luxúria

ondular geométrica insípida
loiras searas tão perfeitas
tão bonitas apetitosas

mas cada vez mais cegas
do quente do próximo do ruído
do riso
no que a gente simples
por espontânea descomprometida
“menos desenvolvida”
é bem melhor

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...