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quinta-feira, junho 16, 2022

Marta Temido anuncia alterações no pagamento de horas extra nas urgências e comissão para coordenação dos serviços de Obstetrícia

 


Ministra da Saúde anunciou medidas de curto e de médio prazo. Pagamento de horas extraordinárias vai ter alterações e Governo quer diminuir dependência de tarefeiros, mas admite recurso a privados e ao estrangeiro


A ministra da Saúde anunciou esta quarta-feira a criação de uma comissão de acompanhamento de resposta em urgência de ginecologia, obstetrícia e bloco de partos como forma de tentar dar resposta aos problemas que surgem um pouco por todo o país. Essa comissão deve ajudar a coordenar os serviços e meios existentes em cada hospital e em cada administração regional de saúde.

Marta Temido, em conferência de imprensa ao fim da tarde no Ministério da Saúde, também anunciou que haverá alterações no pagamento de horas extraordinárias nos serviços de urgência, de forma a colmatar as diferenças agora existentes. "O Governo empenhou-se em desenhar num prazo muito curto uma proposta de resolução que pensamos que responde às preocupações das principais estruturas dos profissionais de saúde", disse a ministra, que se escusou a dar pormenores sobre o plano que pretende apresentar esta quinta-feira aos representantes dos médicos.

Assumindo que há um "regime de prestação de serviços que concorre com o próprio Serviço Nacional de Saúde" e que os serviços de urgência dependem sobretudo do recurso a prestadores de serviços, a ministra disse que o plano que vai apresentar "visa responder ao que tem sido suscitado" pelos profissionais de saúde. E que passa, sobretudo, por pagamentos muito diferentes a médicos que prestam os mesmos serviços. Há um "sentimento que, no mesmo serviço de urgência, a dar a mesma resposta, se cruzam pessoas com vínculos distintos e valores/hora muito distintos", disse Marta Temido.

Fiquem bem,

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terça-feira, dezembro 28, 2021

Ministra avisa: máximos de infetados na primeira semana de janeiro

 Em declarações na SIC Notícias, a ministra da Saúde comentou a evolução da pandemia em Portugal, num dia em que se atingiu um novo máximo diário de novos casos. Marta Temido diz que está a ser preparado um reforço de call centers para o atendimento de utentes

© PEDRO NUNES

A ministra da Saúde admite que na primeira semana de janeiro Portugal ultrapasse a barreira dos 37 mil novos casos de covid-19 por dia. Em declarações à SIC Notícias esta terça-feira - dia em que se atingiu um recorde de 17 172 novas infeções -, Marta Temido assegurou que este é um número que “está em linha” com as estimativas das autoridades de Saúde, no entanto um pouco mais acelerado do que o previsto.

“O número dos 17 mil seria atingido, nas estimativas, apenas a 29 de dezembro. Atingimos antes. Vale a pena sublinhar que com os modelos que dispomos iremos atingir os 37 mil casos na primeira semana de janeiro”, disse a ministra.

Marta Temido sublinhou que a pressão neste momento está na “linha SNS24, no rastreio de contactos, na realização de testes e não tanto nos internamentos”. “Todos os sistemas de saúde estão sob uma pressão brutal e o nosso não é exceção. Deixo um apelo: paciência para quem precisa de usar o SNS24”, disse.

A grande dificuldade na linha de atendimento está na orientação das pessoas que tiveram contactos de risco e precisam de saber o que fazer a seguir, garantindo que no caso de pessoas positivas o SNS24 “tem demonstrado capacidade de resposta”.

“Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e o Ministério têm estado a trabalhar numa simplificação do algoritmo para permitir melhores automatismos”, referiu Marta Temido, que anunciou que está prevista a abertura de mais call centers e também um reforço dos já existentes.

A ministra apelou ainda à responsabilidade individual, recordando que “estamos perante uma variante cujas consequências ainda desconhecemos” e que o número de novos casos está a duplicar a cada oito dias.

“Tomámos as medidas na quinta-feira da semana passada e na altura muitas vozes consideram excessivas. É um equilíbrio difícil. A proteção da vacina permite-nos atenuar a letalidade, estamos protegidos; a responsabilidade está na mão de cada um, mais do que na atuação do Estado. Fomos ao limite da proporcionalidade das medidas impostas. É uma sociedade madura”, defendeu.

Esta terça-feira, o boletim epidemiológico da Direção-geral da Saúde dá conta de mais 17.172 infetados, 19 mortes e 8226 recuperados em Portugal nas últimas 24 horas. Trata-se de um novo máximo de casos positivos em toda a pandemia. O anterior pico remontava a 28 de janeiro, com 16.432 infeções em 24 horas.

Fiquem bem, Boas Festas!

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terça-feira, fevereiro 09, 2021

Mais confinamento precisa-se.


 

Especialistas foram unânimes na reunião no Infarmed desta terça-feira ao reconhecer a necessidade de prolongar o confinamento. Dois meses será o tempo previsto para atingir níveis mais baixos de infeções e de internamentos em cuidados intensivos. Mas será preciso também o reforço da testagem. António Costa e Marta Temido já confirmaram que será esse o plano do Governo - após críticas e avisos sobre a gestão da pandemia

Foi uma reunião à distância, por videoconferência, mas talvez nunca os políticos e os peritos estiveram tão próximos na visão sobre a pandemia. Se em dezembro o Governo ignorou os alertas dos especialistas em saúde pública – que receavam o início de uma terceira vaga – e optou por aliviar as restrições no Natal, desta vez o Executivo de António Costa parece seguir à risca os conselhos dos especialistas.

Vários foram os alertas ouvidos à distância pelo primeiro-ministro (só a ministra da Saúde esteve presente na sede do Infarmed): o primeiro é que será necessário prolongar o confinamento durante dois meses para atingir níveis mais baixos de infeções e de internamentos em cuidados intensivos. Quem o disse foi Baltazar Nunes, responsável pela Unidade de Investigação Epidemiológica do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Apesar de o pico de infeções já ter sido atingido a 29 de janeiro é preciso controlar a pandemia e aliviar a pressão sobre o SNS. Nesta altura, o índice de transmissibilidade (Rt) situa-se abaixo de 1 em todo o país, exceto na Madeira (1,13), o que indica uma trajetória decrescente. Mas é necessário manter o quadro de restrições durante pelo menos mais seis semanas.

"Precisamos de manter estas medidas por um período de dois meses para trazer o número de camas em cuidados intensivos abaixo dos 200 e a incidência a 14 dias abaixo dos 60 casos por 100 mil habitantes", defendeu Baltazar Nunes.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

sábado, maio 23, 2020

Cerimónias religiosas comunitárias e época balnear estão aí.


Os surtos de covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo são "um foco prioritário de atenção" das autoridades de saúde e têm origem provável em comportamentos individuais de maior relaxamento em momento de pausa no trabalho.
Os surtos de covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo são "um foco prioritário de atenção" das autoridades de saúde e têm origem provável em comportamentos individuais de maior relaxamento em momento de pausa no trabalho.© Global Imagens Os surtos de covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo são "um foco prioritário de atenção" das autoridades de saúde e têm origem provável em comportamentos individuais de maior relaxamento em momento de pausa no trabalho.
A explicação foi avançada hoje pela ministra da Saúde, Marta Temido, na conferência de imprensa diária conjunta com a Direção-Geral da Saúde (DGS), relativa ao balanço diário da covid-19 em Portugal.
"Tudo leva a indicar que não serão os incumprimentos das regras gerais pelas estruturas laborais que estarão a originar provavelmente estes focos, mas sim, algum relaxamento, alguma descontração, nos momentos que não são momentos de trabalho formal. Estou a referir-me às pausas para almoço, estou a referir-me às mudas de roupa, a um conjunto de outros aspetos, até à eventual circunstância de haver alguma utilização de meios de transporte que não são transportes públicos, mas são coletivos, onde há algum alívio ou alguma menor consideração das cautelas que têm que ser consideradas", disse.
Segundo Marta Temido, os surtos não decorrem das medidas de desconfinamento entretanto adotadas e estão concentrados em "determinados empreendimentos comerciais e industriais" e em obras de construção civil, que estão a levar a tutela e as autoridades de saúde a ponderar a necessidade de "medidas muito específicas".
"O que estamos a fazer é um trabalho de precisão ao nível das autoridades locais de saúde e da autoridade regional de saúde de Lisboa e Vale do Tejo e com quem é necessário articular, [e que] irão agora fazer um trabalho de mais detalhe, mais de rua, mais de informação para tentar uma vez mais conter estes focos", disse a ministra.
Marta Temido referiu ainda que há "indícios" de que os surtos estão associados a trabalhadores sem ligação formal às empresas em causa, sendo subcontratados ou estando ligados a empresas de trabalho temporário, pedindo atenção desses trabalhadores para "momentos em que as pessoas saem do seu posto de trabalho e relaxam um bocadinho", adotando "alguns comportamentos que não sejam tão compatíveis" com orientações gerais dadas pelas entidades empregadoras.
"Estamos muito atentos, queríamos também deixar alguma mensagem de tranquilidade. Estes focos preocupam-nos de alguma maneira, mas estamos atentos a eles e estamos a tomar medidas e temos medidas em curso para, uma vez mais, fazer aquilo que já fizemos noutros locais que nos preocuparam no passado, que é controlá-los e garantir que todas as pessoas podem continuar a fazer a sua atividade normal", disse.
Nos últimos dias foram reportados focos de infeção na zona da Azambuja, na região da grande Lisboa, tendo a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, referido, na conferência de imprensa de sexta-feira, 81 trabalhadores de três empresas com testes positivos para covid-19.
O centro logístico da Sonae tinha 76 casos positivos confirmados, adiantou Graça Freitas.
Hoje, a ministra da Saúde referiu que há uma tendência de decréscimo de casos a nível das regiões em Portugal, sendo Lisboa e Vale do Tejo a exceção.
Portugal contabiliza 1.302 mortos associados à covid-19 em 30.471 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.
Relativamente ao dia anterior, há mais 13 mortos (+1%) e mais 271 casos de infeção (+0,9%).
Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.
Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.
O Governo aprovou novas medidas que entraram em vigor na segunda-feira, entre as quais a retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos, a reabertura das creches, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.
O regresso das cerimónias religiosas comunitárias está previsto para 30 de maio e a abertura da época balnear para 06 de junho.
Fiquem bem, sigam as regras da Direção-Geral de Saúde

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...