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terça-feira, março 12, 2013

Tapar buracos num Buraco de Regime...


Nosso comentário:


Quando as políticas falham, quando os políticos põem o acento tónico da sua acção, no mercantilismo de pessoas e bens, não nos cuidados a ter com as populações, nos direitos que lhe são devidos, designadamente de assistência médica e medicamentosa, terão que ser os próprios cidadãos no todo ou em parte  a tomar conta uns dos outros.
Sabemos que já faltam medicamentos indispensáveis a certos tratamentos, sabemos que os governantes se estão nas tintas para a saúde das pessoas. 
Logo, mais cedo ou mais tarde teremos que ser nós a fazer um serviço público que cada vez é mais ostracizado por quem de direito. 
Para que servem então os governantes, para além de tachos e penachos, perguntará o leitor e muito bem.
Acredite que também começo a não saber responder a tal pergunta.
Talvez que por isso mesmo, por começarmos a não entender para que "eles servem", que um novo paradigma surja que nada tenha que ver com o atual. E que a boa figura dos senhores bem falantes e todo poderosos que no terreno nada fazem, dê lugar a quem saiba vestir o fato de macaco e saiba ser realmente um líder.
Até lá, até que algo de novo e mobilizador surja ao serviço da equidade e da justiça social, acredito que as associações como os "Médicos do Mundo" merecem ser apoiadas dentro das possibilidades de cada um.
Com esta vergonha de Estado, como ele se está pondo com as políticas que vem seguindo, receio que dentro em breve não haja tostões (cêntimos) nos bolsos dos portugueses capazes de colmatar tão grandes brechas que o empobrecimento e magreza da recessão de um país entristecido, destapam.
Se é desempregado caro leitor ou se se sente roubado por esta gente, tente fazer o contrário do que eles fazem: em vez de tirar, de roubar, dê... seja solidário, dê qualquer coisa aos "Médicos do Mundo".
Pelo menos mostra, ao contrário dos governantes, que tem consciência, que tem coração, que tem uma alma nobre.


PS. Deixo-os com uma apresentação da Associação bem como cópia da campanha de angariação de fundos, que poderá encontrar no próprio site da Associação.


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/




A Associação Médicos do Mundo é uma Organização Não-Governamental de ajuda humanitária e de cooperação para o desenvolvimento, sem filiação partidária ou religiosa.

O nosso trabalho assenta no direito fundamental de todos os seres humanos terem acesso a cuidados de saúde, independentemente da sua nacionalidade, religião, ideologia, raça ou possibilidades económicas.

O facto de esse direito fundamental não ser garantido a um assinalável número de pessoas, quer em Portugal como no estrangeiro, justifica a nossa acção.

A prestação de cuidados globais de saúde é o pilar da nossa acção. No entanto, não combatemos apenas a doença; lutamos por fazer chegar aos mais desprotegidos um conceito alargado de saúde, que inclui o bem-estar físico, psíquico e social, tal como foi definido pela Organização Mundial de Saúde, na conferência que decorreu em 1979, em Alma Ata, ex-URSS.

Esta concepção alarga o nosso campo de acção à denúncia das injustiças sociais junto da opinião pública, para que o aumento da consciência social de cada um seja a garantia da recusa das injustiças cometidas, todos os dias, um pouco por todo o mundo.

Como afirma o nosso lema: "Lutamos contra todas as doenças, até mesmo a injustiça...".



Caro (a) doador (a),

Esperamos que se encontre bem!

O apelo já foi lançado. “Ligue-nos Mais” é uma campanha de emergência graças à qual a Médicos do Mundo espera angariar fundos que lhe permitam continuar a prestar cuidados de saúde gratuitos às cerca de 13.500 pessoas em Portugal (crianças, idosos e pessoas sem-abrigo) que estão, neste momento, em risco de perder este apoio, devido à frágil situação financeira da associação.

A sua ajuda é necessária para continuarmos. Qualquer contribuição faz a diferença! Ligue, agora: 760 50 10 50! (€0.60 + IVA).

No âmbito desta campanha, queremos partilhar consigo a nossa participação no “Praça de Alegria (RTP1). Por favor aceder em:



Sem mais, subscrevemo-nos com os mais cordiais & solidários cumprimentos,

domingo, junho 10, 2012

Eis a lista, vê quem lá está, divulga!!!

Nota do autor do blog/site:
Hoje é o 10 de Junho. Neste dia feriado celebramos o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
 
O 10 de Junho nasceu com a República quando Lisboa escolheu para feriado municipal o 10 de Junho, em honra de Camões.
Camões representava o génio da pátria, representava Portugal na sua dimensão mais esplendorosa e mais genial e era este o significado que os republicanos atribuíam ao 10 de Junho.
 
O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas é pois um tributo à data do falecimento de Luís Vaz de Camões em 1580, é utilizada para relembrar os feitos passados do povo lusitano e também os milhões de Portugueses que vivem fora do seu país natal.

Tudo isto certinho, só que hoje na hora a que escrevo estas palavras, em 10 de Junho de 2012, temos um país irreconhecível, humilhado, fiscalizado por estrangeiros, confundido com a conjuntura que a Europa atravessa, com as condições de financiamento a que teve de se submeter de uma forma inglória e muito mal explicada. O futuro poderá trazer dados novos sobre a "verdade verdadinha" do que se está a passar: problemas de nacionalismos, hegemonias, poderes financeiros ocultos, etc etc.

Até lá, dão-nos futebol e outros entretimentos que nesta fase complicada que atravessamos soam a distrações profundamente alienantes patrocinadas pelos poderes que nos des(governam). Como alguém escrevia um dia destes com muita propriedade: ENQUANTO TE EXPLORAM...TU GRITAS GOLOOO!!!
Pois bem deixo um email tal como o recebi, que não me fique na consciência ter colaborado com algo que extravasa qualquer entendimento mediano, refiro-me claro está a tudo isto que se está a passar neste país, com contornos surrealistas, autoritários, darwinistas...
Aí vai:
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Passa este e-mail, fá-lo circular por Portugal
Um dos Motivos porque o Governo se tornou fiador de 20 mil milhões de euros de transacções intra bancárias......???
Os de hoje, vão estar como gestores de Banca amanhã, pois os de ontem, já estão por lá hoje.
Correcto???? Se pensa que não, vejamos:

EIS A LISTA:

Fernando Nogueira:

Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola

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Rui Machete: (AGORA NINGUÉM O OUVE)

Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; (o banco falido, é só gamanço) e Presidente do Conselho Executivo da FLAD

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Paulo Teixeira Pinto: (o tal que antes de trabalhar já estava reformado)

Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, depois Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho', Saiu com 10 milhões de indemnização!!! e mais 35.000EUR x 15 meses por ano até morrer...)
Agora ? Novo administrador da Comissão Executiva da EDP

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Celeste Cardona: (a tal que só aceitava o lugar na Biblioteca do Porto se tivesse carro e motorista às ordens - mas o vencimento era muito curto)

Antes - Ministra da Justiça, depois vogal do CA da CGD
Agora - Nova administradora da Comissão Executiva da EDP

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José Silveira Godinho:

Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES
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João de Deus Pinheiro: (aquele que agora nem se vê)

Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português (O TAL QUE DEU O BERRO).

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Elias da Costa:

Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação -
Agora - Vogal do CA do BES

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Ferreira do Amaral: (O ESPERTALHÃO, QUE PREPAROU O TERRENO)

Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato (POIS CLARO, À TRIPA FORRA).

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Eduardo Catroga:

Antes ? Foi Vice Presidente da Quimigal, Presidente do CA da SAPEC e Ministro das Finanças do 12.º Governo de Cavaco Silva
Agora ? Novo Chairman da EDP, que acumula com Administrador não Executivo da NUTRINVESTE e do BANCO FINANTIA (não prescinde de receber todas as reformas e pensões a que tem direito, pudera também eu!!!!!!)
etc etc etc...

O que é isto?
Cunha?
Gamanço?

É Portugal no seu esplendor.

...e depois até querem que se declarem as prendas de casamento e o seu valor.

Já é tempo de parar esta canalha nojenta !
Não te cales,DENUNCIA!

Passa este e-mail, fá-lo circular por Portugal.
(Eu faço a minha parte. Por mim estes sangue-sugas já os tinha posto a trabalhar na estiva...)

Sabes quem é que tem a culpa desta roubalheira?
És tu, sou eu, somos todos nós, que permitimos todas estas situações.
Como é que estes gatunos ainda nos pedem sacrifícios?
Será que continuamos a ser, como dizia um monarca português, um País de bananas governados por ladrões....Ops, desculpem eu não queria escrever ladrões mas sacanas.
"Em nome dos cortes salariais e do roubo, do subsídio de férias e Natal, vamos circular este apelo que ESTÁ CIRCULANDO EM TODA A ESPANHA!E PORQUE NÃO, EM PORTUGAL?
Exigimos:

Reduzir os salários de
TODOS os cargos políticos em 50%.

Retirar TODOS os subsídios, abonos ou subvenções. Apenas poderão auferir o salário.
Limitar o salário dos cargos políticos, ao valor de 5 salários mínimos (+/- 2.500 ¤ ?)
Apenas poderão auferir UM salário.
Reforma para os políticos aos 65 anos de idade, como todos os outros portugueses.
ESTÁ CIRCULANDO EM TODA A ESPANHA!
Vamos fazê-la circular em PORTUGAL....MUITAS VEZES, tantas quantas as necessárias...
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segunda-feira, abril 16, 2012

O que Portugal poupava se tivesse mar...

FENOMENAL!!!!! J J J

Da crónica "Paris - Telheiras", de João Quadros no Negócio On-Line:

"Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo Continente (do grupo Sonae) estão entre os maiores importadores portugueses."
Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de frescos dos supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco.
Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.
Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia, sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do Haiti... Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado que nós. Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio do Haiti ou um berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de 2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a água é quente, se tem irmãs, etc.
Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo. Não é saudável ter inveja de uma gamba. Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar junto do linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel em Havana e agora já nem a Badajoz vai. Não se faz. E é desagradável constatar que o tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar que os que vamos fazer durante todo o ano.
Há quem acabe por levar peixe-espada do Quénia só para ter alguém interessante e viajado lá em casa. Eu vi perca egípcia em Telheiras...
fica estranho. Perca egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A minha mãe olha para uma perca egípcia e esquece que está num supermercado e imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras.
Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.
Deixei para o fim o polvo marroquino. É complicado pedir polvo marroquino, assim às claras. Eu não consigo perguntar: "tem polvo marroquino?", sem olhar à volta a ver se vem lá polícia. "Queria quinhentos de polvo marroquino" - tem de ser dito em voz mais baixa e rouca. Acabei por optar por robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de robalo de Chernobyl.
Eu, às vezes penso: o que não poupávamos se Portugal tivesse mar.
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Nosso comentário:
 
 
Tal e qual como a recebemos, via email, assim publicamos uma intressante crónica Paris-Telheiras, sobre "coisas do mar", mais propriamente, frescos marinhos.
Gostámos da expressão: "uma ONU do ultra congelado" utilizada pelo autor, a quando da sua visita à zona de peixe congelado dos hipermercados da SONAE e da JERÓNIMO MARTINS.
Dá que pensar realmente, aqueles que tanto nos fazem crer que o problema de Portugal está nas importações, no tal despesismo, sejam os que tudo fazem para nada fazer para inverter a situação.
É caso para dizer em coro com o autor da crónica: "O que não poupávamos se tivéssemos mar"
 
Sem dúvida que um mar às moscas como o enorme Mar Atlântico com que a natureza brindou Portugal, sem ter que pagar nada a ninguém, sem intervenções externas, sem juros nem contrapartidas, mas "infelizmente", sem grandes tachos para boys, as coisas das pescas são sujas e cansativas, só atrapalha!!!
Não fora neste momento, segundo consta, ir por lá a passar um vaso de guerra de Paulo Portas, (desta vez o submarino não vai, deve estar por aí noutro sítio do mar...) rumando a República da Guiné-Bissau, para proceder à libertação de portugueses...
nós chamaríamos nesta fase a esse imenso mar português, com toda a propriedade, um "mar morto". Se preferirem "um não mar".
 
Finalmente deixamos as preferências da semana dos nossos leitores: mensagens que publicamos e nossas páginas. Boas leituras, boas pesquisas, boas escritas, boa semana!!!
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Fiquem bem,
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Ministra da justiça, amantes e favores

Recebemos de um dos nossos contactos, via email, a resposta dada à ministra da justiça pelo bastonário da ordem dos advogados.
Como é extensa e para poupar o leitor a delongas inúteis da nossa parte, aqui fica a resposta do bastonário da ordem dos advogados à ministra da justiça, sem mais comentários.
O leitor fará a leitura que bem entender, tirará as suas próprias conclusões.
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NÃO É CUNHADO... É O IRMÃO DO AMANTE DA MINISTRA DA JUSTIÇA, gaita...!

A Ministra desmentiu que tivesse nomeado familiares para o seu gabinete. aqui vai a resposta do Bastonário da Ordem dos Advogados.No jobs for the boys, friends or relatives???? Mais um embuste para enganar os Portugueses.
Ministra da justiça envergonha-se do amor...
Depois de andar a acusar-me de lhe dirigir ataques pessoais, a sra. ministra da Justiça veio agora responder à denúncia que eu fiz de ter usado o cargo para favorecer o seu cunhado, Dr. João Correia.
Diz ela que não tem cunhado nenhum e que isso até se pode demonstrar com uma certidão do registo civil. Já antes, com o mesmo fito, membros do seu gabinete haviam dito à imprensa que ela é divorciada.
Podia explicar as coisas recorrendo à explícita linguagem popular ou até à fria terminologia jurídica que têm termos bem rigorosos para caracterizar a situação. Vou fazê-lo, porém, com a linguagem própria dos meus princípios e convicções sem deslizar para os terrenos eticamente movediços em que a sra. ministra se refugia.
A base moral da família não está no casamento, seja enquanto sacramento ministrado por um sacerdote, seja enquanto contrato jurídico homologado por um funcionário público. A base moral da família está na força dos sentimentos que unem os seus membros. Está na intensidade dos afectos recíprocos que levam duas pessoas a darem as mãos para procurarem juntas a felicidade; que levam duas pessoas a estabelecerem entre si um pacto de vida comum, ou seja, uma comunhão de propósitos existenciais através da qual, juntos, se realizam como seres humanos. Através dessa comunhão elas buscam em conjunto a felicidade, partilhando os momentos mais marcantes das suas vidas, nomeadamente, as adversidades, as tristezas, as alegrias, os triunfos, os fracassos, os prazeres e, naturalmente, a sexualidade.
O casamento, quando existe, agrega tudo isso numa síntese institucional que, muitas vezes, já nada tem a ver com sentimentos, mas tão só com meras conveniências sociais, morais, económicas ou políticas. Por isso, para mim, cunhados são os irmãos das pessoas que, por força de afectos recíprocos, partilham entre si, de forma duradoura, dimensões relevantes das suas vidas.
É um gesto primário de oportunismo invocar a ausência do casamento para dissimular uma relação afectiva em que se partilham dimensões fundamentais da existência, unicamente porque não se tem coragem para assumir as consequências políticas de opções que permitiram que essa relação pessoal se misturasse com o exercício de funções de estado, chegando, inclusivamente, ao ponto de influenciar decisões de grande relevância política.
Tal como o crime de violência doméstica pode ocorrer entre não casados também não é necessário o casamento para haver nepotismo. Basta utilizarmos os cargos públicos para favorecermos as pessoas com quem temos relações afectivas ou os seus familiares. Aliás, é, justamente, aí que o nepotismo e o compadrio são mais perniciosos, quer porque são mais intensos os afectos que o podem propiciar (diminuindo as resistências morais do autor), quer porque pode ser mais facilmente dissimulado do que no casamento, pois raramente essas relações são conhecidas do público.
Aqui chegados reitero todas as acusações de nepotismo e favorecimento de familiares que fiz à Sra. Ministra da Justiça. Mas acuso-a também de tentar esconder uma relação afectiva, unicamente porque não tem coragem de assumir as consequências políticas de decisões que favoreceram o seu cunhado, ou seja o irmão da pessoa com quem ela estabeleceu essa relação.
Acuso publicamente a Sra. Ministra de tentar tapar o sol com a peneira, procurando dissimular uma situação de nepotismo com a invocação de inexistência de casamento, ou seja, refugiando-se nos estereótipos de uma moralidade retrógrada e decadente.
A sra. ministra da Justiça tem o dever republicano de explicar ao país por que é que nomeou o seu cunhado, dr. João Correia, para tarefas no seu ministério, bem como cerca de 15 pessoas mais, todas da confiança exclusiva dele, nomeadamente, amigos, antigos colaboradores e sócios da sua sociedade de advogados. Isso não é uma questão da vida pessoal da Sra. Ministra. É uma questão de estado.
Nota: Desorientada no labirinto das suas contradições, a sra. ministra da Justiça mandou o seu chefe de gabinete atacar-me publicamente, o que ele, obediente, logo fez, mas em termos, no mínimo, institucionalmente incorrectos. É óbvio que não respondo aos subalternos da sra. ministra, por muito que eles se ponham em bicos de pés.
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira


http://nucleo.netlucro.com/clique/13276/556/
Cursos na Área de Administração
http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao53361&id=53673&url=cursos/administracao

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...