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domingo, janeiro 16, 2022

Arranca a inscrição para o voto antecipado. Como vai funcionar


 

Quem não puder ou quiser deslocar-se às urnas a 30 de janeiro, já se pode inscrever para votar antecipadamente nas eleições legislativas, isto é, uma semana antes. O pedido pode ser feito a partir deste domingo e até à próxima quinta-feira, 20 de janeiro, sendo que, dado o contexto pandémico, o Governo decidiu mandar duplicar o número de mesas de voto em relação às Presidenciais realizadas no início de 2021.

Tendo em conta que “a pandemia está num momento de alguma recrudescência”, como destacou esta semana o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, o Executivo considera expectável que haja mais portugueses a optar por esta modalidade e ordenou esse reforço de capacidade face ao ato eleitoral em que Marcelo foi reeleito. A 23 de janeiro haverá, assim, um total de 2.606 mesas para o chamado voto antecipado em mobilidade.

Este reforço acontece numa altura em que o próprio Executivo tem vindo a apelar ao voto antecipado, já que as estimativas indicam que até 720 mil pessoas podem estar em isolamento no dia das eleições, em resultado do aumento das infeções por Covid-19. Fonte oficial do Ministério da Administração Interna indica ao ECO que “esse número é considerado neste momento (…) como o mais adequado a um aumento de cinco vezes do número das 246.922 inscrições registadas nas Presidenciais de 2021″.

Já quanto ao número de elementos que terão de estar presentes nas assembleias para garantir a realização do voto antecipado em mobilidade, o Executivo estima que ascenda a cerca de 13 mil pessoas, que “serão apoiadas por alguns milhares de funcionários autárquicos e elementos das forças de segurança”, adianta ainda a tutela liderada por Francisca Van Dunem. O objetivo é que possam votar 1,2 milhões de eleitores a 23 de janeiro, cerca de 20% a mais do que é habitual nas legislativas, calculou o secretário de Estado responsável pela organização eleitoral.

Mas afinal, o que têm de fazer os eleitores que queiram votar antecipadamente? Submeter o pedido durante os próximos cinco dias na plataforma Voto Antecipado ou então por via postal, podendo participar todos os recenseados em Portugal. Os interessados devem incluir o nome completo, data de nascimento, número de identificação civil, morada, município onde pretendem exercer o direito de voto antecipado em mobilidade, número de telefone e, sempre que possível, também o endereço de e-mail.

No dia 23 de janeiro, os eleitores que se inscrevam apenas têm de se dirigir à mesa de voto escolhida, apresentando o documento de identificação civil e indicando a freguesia de inscrição no recenseamento eleitoral. Nota importante: o pedido de submissão para votar em mobilidade não implica que tenha mesmo de ir votar nesse dia. Caso não queira ou não consiga votar a 23 de janeiro, pode sempre exercer o direito de voto no domingo seguinte, a 30 de janeiro.

O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, apelou este sábado para que os eleitores optem por esta modalidade, de forma a prevenir concentrações nas assembleias de voto e o impedimento de ir às urnas no dia das eleições por se estar em isolamento. “Seja em que modalidade for, reitero o meu apelo a todas as portuguesas e a todos os portugueses para que não deixem de participar no próximo ato eleitoral”, salientou.

António Costa deu o exemplo e, no primeiro dia do prazo, inscreveu-se já este domingo para poder votar antecipadamente no dia 23, no Pavilhão Rosa Mota (Porto), uma vez que estará em campanha eleitoral entre os distritos do Porto, Braga e Viana do Castelo. O secretário-geral do PS, que arranca a campanha com uma vantagem de dez pontos nas sondagens, pediu a mobilização dos eleitores para que se ultrapasse “uma das crises políticas mais perigosas da democracia” portuguesa.

Mesmo que no dia 23 opte por se deslocar às urnas numa outra zona do país, o voto é contabilizado no círculo eleitoral em que está recenseado. Um esclarecimento que se impõe depois de o presidente do PSD, Rui Rio, ter feito um tweet, a propósito do líder do PS se ter inscrito para votar antecipadamente no Porto, em que ironizava que Costa, candidato nas listas de Lisboa, tinha arranjado “uma forma airosa” de não ter de votar nele próprio. Entretanto, esta tarde, durante uma ação de campanha em Barcelos, o social-democrata frisou que a publicação nas redes sociais tinha sido apenas “uma brincadeira”.

via @RuiRioPSD

Segundo os números avançados à Lusa por fonte do Ministério da Administração Interna, que coordena o processo, até às 12h deste primeiro dia, o número de inscrições para o voto antecipado em mobilidade a 23 de janeiro ascendia a 19.287 pessoas. Compara com as 10.382 inscrições, no mesmo período de tempo, nas Presidenciais realizadas há um ano.

Fiquem bem,

Podem visitar-me aqui, clicando neste link:

...a ver o que sai...(poemas) | António Esperança Pereira - Bubok

segunda-feira, outubro 19, 2020

Campanha de Donald Trump com hino disco-sound e contra o comunismo

 


Um hino de "disco-sound", género musical que nasceu nos anos 1970 nos Estados Unidos como forma de revolta da comunidade homossexual, foi adotado como canção de campanha de apoio a Donald Trump, que se recandidata a Presidente do país.

O tema "Make America Great Again" com as iniciais "M.A.G.A" adotou a melodia da música "Y.M.C.A." dos Village People (1978) e foi cantado hoje pelos milhares de apoiantes de Donald Trump que percorreram a cidade de Miami, um dia antes da abertura do voto presidencial antecipado no estado da Florida.

A palavra de ordem do Partido Republicano "M.A.G.A." é amplificada através das colunas de som dos milhares de automóveis que às 18:00 (23:00 em Lisboa) ainda percorria a cidade de Miami com mensagens contra o "comunismo".

O desfile motorizado é encabeçado pelo veículo pesado de caixa aberta do grupo de extrema-direita 'Proud Boys' liderado por Enrique Tarrio, descendente de cubanos que se considera "um supremacista americano".

Os carros que participam no desfile levam bandeiras dos Estados Unidos e estandartes de campanha do candidato do Partido Republicano além de fotografias em tamanho real do presidente dos Estados Unidos, muitas coladas nos vidros dos automóveis.

"Eu vou votar em Donald Trump porque sou a favor do uso e porte de armas, porque precisamos de polícia e porque quero um país livre e não num país comunista que Biden quer trazer para cá. É por isso que eu gosto de Donald Trump", disse à Lusa, Anne Ortiz, uma jovem apoiante do Partido Republicano.

Uma grande parte dos veículos leva o cartaz "Latinos For Trump", bandeiras de Cuba ou da Venezuela, num estado em que a comunidade hispânica é considerada decisiva para o resultado das presidenciais de 03 de novembro.

Nos carros onde seguem famílias de origem cubana o "disco sound" é combinado com ritmos de salsa com letras de apoio ao candidato do Partido Republicano.

"Eu vou votar em Donald Trump. A minha gente vai sair à rua sem medo para votar. Por isso não me falhes. Meu deus, eu vou votar em Donald Trump", canta o vocalista de Los Tres de Havana, uma banda de salsa popular entre os apoiantes de Donald Trump, em Miami.

"Eu ainda não votei, talvez amanhã (segunda-feira) ainda não sei. Antes do dia 03 (de novembro) é preciso votar, porque eu quero liberdade e ele (Donald Trump) luta pela liberdade", disse à Lusa, Jaime C,. 30 anos, de origem cubano ao volante de um carro coberto de bandeiras dos Estados Unidos e de Cuba.

Na segunda-feira começa o voto antecipado na Florida, um estado considerado decisivo sobretudo por causa dos votos dos cidadãos de origem "latina".

A maioria dos "latinos" da Florida são originários de Cuba, Venezuela, Porto Rico e República Dominicana sendo um grupo de particular interesse político, devido ao crescimento da imigração nas últimas décadas.

Por outro lado, até ao momento, a votação por correio na Florida foi significativa, com 2,4 milhões de votos enviados pelo correio até sábado passado, de um total de 3,3 milhões boletins registados pelas autoridades eleitorais do estado.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

sexta-feira, outubro 04, 2019

É introvertido/a? mas nas eleições, vote ok?



5 Características de uma pessoa introvertida



Uma pessoa considerada introvertida é quem costuma ter mais necessidade de prestar atenção ao seu mundo interior. Em geral é alguém que costuma dar muita importância aos seus sentimentos e suas sensações.

Veja cinco características que são comuns na maioria das pessoas introvertidas:



1.São reflexivas

A pessoa introvertida costuma também ser muito reflexiva, ou seja, em geral é alguém que tem o hábito de refletir profundamente sobre os assuntos e as questões que lhe interessam.

A pessoa introvertida costuma fazer auto-análises, observar as suas reações diante de acontecimentos e repensar suas atitudes. Em geral são pessoas que dão muita atenção aos seus pensamentos e sentimentos e à maneira como se sentem diante das situações que vivem.

Uma outra característica que é uma consequência de ser reflexivo é que as pessoas introvertidas têm o hábito de pensar bastante antes de tomar uma decisão ou de se posicionar publicamente sobre um assunto. Elas costumam avaliar os prós e contras das decisões que pretendem tomar.

2. Valorizam mais as sensações e os sentimentos

Talvez essa seja a característica mais comum e que melhor representa a introversão de uma pessoa. A valorização de sentimentos é ligada à memória emocional.

Os introvertidos valorizam muito o que sentem, ou seja, levam em consideração todas as sensações e os sentimentos que são provocados quando vivem uma situação ou quando conhecem uma pessoa. Quase sempre as sensações geradas por uma situação vivida são mais valorizadas do que o acontecimento em si.

O introvertido, em geral, valoriza mais os sentimentos que são proporcionados e vividos, seja por um acontecimento, um objeto, uma pessoa ou qualquer outra experiência. Essa característica faz com elas tenhas muito da sua atenção voltada para si mesmas e para suas emoções.

3. São observadoras

Em geral as pessoas introvertidas costumam ser bastante observadoras. Inclusive é muito comum que elas tenham o hábito de observar o funcionamento dos ambientes ou de grupos de pessoas que não conhecem antes de se integrar a eles.

A partir dessa característica de observação as pessoas introvertidas podem desenvolver uma alta capacidade de concentração em uma tarefa que precisam fazer. Muitas vezes a observação faz com que elas tenham uma boa capacidade de análise e de planejamento para concluir um objetivo.

Essa capacidade de observação também pode se manifestar em outras situações e pode ter uma ligação bem próxima com a característica de ser uma pessoa reflexiva, porque a observação leva à reflexão.

4. Gostam de passar um tempo sozinhas

Para muitas pessoas introvertidas passar por períodos sem companhia ou mesmo fazer atividades sozinho não é problema. Ao contrário disso, muitas vezes pode ser uma necessidade ou mesmo um prazer.

A pessoa mais introvertida costuma ter prazer em estar na sua própria companhia e com as suas ideias. Ela valoriza o autoconhecimento que vem desses momentos.

É importante saber que isso não significa que as pessoas introvertidas não gostem de conviver com outras pessoas. Mas, para elas, passar um tempo sozinhas costuma ser um hábito comum, que não gera sentimentos de angústia ou de solidão.

Para os introvertidos estar sozinho significa um momento de descansar ou de "recarregar as energias", principalmente depois de estar em situações em que convivem com muitas pessoas.

5. Não gostam de ambientes tumultuados

Também é comum que as pessoas introvertidas não gostem de estar em ambientes com muitas pessoas ou tumultuados, como festas e shows.

Mas, mesmo que pareça, isso não é um desejo de isolamento ou falta de capacidade de conviver com outras pessoas.

O que acontece, muitas vezes, é que estes ambientes confusos podem provocar uma sensação de desconforto ou de desgaste de energia nas pessoas mais introvertidas.

Desejo um excelente fim de semana a todos,



segunda-feira, outubro 08, 2018

Bolsonaro? quo vadis Brasil?



Jair Bolsonaro foi o candidato mais votado nas eleições do passado domingo e vai disputar a segunda volta com Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores, no próximo dia 28 de outubro.
Ao longo dos anos, Bolsonaro tem pautado o seu discurso por declarações racistas, misóginas e homofóbicas, assim como tem demonstrado a sua simpatia pela ditadura militar.
Para que os eleitores (e o mundo) não esqueçam, o El País Brasil fez um vídeo onde agregou várias das declarações de Jair Bolsonaro ao longo dos anos.
Entre elas, o militar reformado disse que não violaria a deputada Maria do Rosário porque ela “não merece”. Relativamente à possibilidade de ter um filho homossexual, Bolsonaro disse que “prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí”. “Seria incapaz de amar um filho homossexual”, disse.
Veja, em baixo, um vídeo com frases controversas de Bolsonaro.


PS. Na minha terra, Beira Alta/Portugal, quando havia trovoada, o povo temeroso costumava dizer esta oração que cito abaixo. Nada mais oportuno como mensagem para o nosso amado Brasil.

Fiquem bem,
António Esperança Pereira
Oração a Santa Bárbara dos Trovões
Santa Bárbara bendita
Que no céu está escrita
Com papel e água benta
Nosso senhor nos livre desta tormenta

Santa Bárbara se vestiu e se calçou
Ao caminho se deitou
Jesus Cristo a encontrou e lhe perguntou:
- Onde vais Bárbara?
- Vou a Jerusalém, arrumar esta trovoada
Onde não haja pão nem vinho
Nem flor de rosmaninho





sábado, janeiro 23, 2016

Véspera de eleições em bicicleta...


Nosso comentário:


Dia de alguns quilómetros de bicicleta em boa companhia, já que de há uns tempos a esta parte não havia nesta cidade um dia tão primaveril num inverno que tem sido rigoroso.
A foto apresentada é de hoje, em terrenos da Cidade Universitária de Lisboa, e dá conta de um compasso de espera na nossa marcha em bicicleta a fim de que os atletas em número incalculável passassem.
É sempre bonito ver a população comungar estas boas práticas ao ar livre, misturando atletismo amador e profissional.
Parece-me a mim que se vivem, com as mudanças atualmente ocorridas na governação, manifestações de maior alegria e esperança nas populações.
A política de austeridade aplicada em dose forte nos anos anteriores, destruíra a harmonia do tecido social, colocando uns contra os outros. Velhos contra novos, ricos contra pobres, empregados contra desempregados, atividades privadas contra atividades públicas, e assim por diante. Uma política de direita dizimadora, sem qualquer sentido de Estado e sem cuidar dos interesses do povo português.
Não sabemos ainda o que irá acontecer a partir de agora, abriram-se brechas e feridas profundas neste país, e são mais que muitas as inseguranças e perigos que o mundo atualmente conhece.
Todavia, parece-nos que uma melhor harmonia, um clima de mais esperança e solidariedade, políticas mais viradas para as pessoas, favorecerão a retoma da confiança que o país precisa para enfrentar os embates do futuro.
Desejo muito que tais políticas "amigas das pessoas" possam ser a bandeira das civilizações mais evoluídas, nas quais Portugal se deve incluir.

PS. Amanhã, dia 24 de Janeiro/2016 é dia de eleições a fim de se eleger o novo Presidente da República. Lá estarei para votar. Não vou de bicicleta já que a secção de voto é muito perto de casa...

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


segunda-feira, novembro 16, 2015

Pressa nenhuma, vontade ainda menos


Numa altura em que o mundo parece louco, que tudo perdeu ou anda a perder a cabeça, há um homem sereno a passar uns dias na Ilha da Madeira: Cavaco Silva.
O país em que ele é o Presidente da República está à espera de uma decisão sua sobre a governação do país, mas até à data...
Nada.
A pressa não é nenhuma, a vontade ainda menos.
Eu digo que anda sereno mas também não sei sobre a veracidade da minha afirmação. Sabe-se que vai fugindo de confusões, o que não denota serenidade nenhuma.
Denota pelo contrário medo.
O desmaio em público e outras contrariedades, devem ter acicatado esta vertente da "miaúfa presidencial".
Depois, a simples ideia que lhe deve martelar a cabeça de ter que dar posse ao governo eleito pela maioria de deputados que, segundo ouço dizer, ele considera de 2.ª e de 3.ª, deve arrasar a sua visão pouco aberta e ampla de estadista.
Tais deputados de 2.ª e de 3.ª, já se vê, não são uns deputados quaisquer, uma vez que, tendo assento parlamentar, isso lhes confere uma representação popular efectiva.
E tal assento parlamentar, há que sublinhar isto, é maioritário em relação à ex-maioria da preferência ideológica de Cavaco Silva.
61%  versus 38%
Onde está a dúvida? 
Bom, as eleições havidas parecem não ter tido a mínima importância. Houve-as realmente mas haveria que repeti-las (opinião dos perdedores PáF) até à exaustão, até darem o resultado pretendido pelo regime ainda em exercício.
Infelizmente, pelas últimas afirmações que li do PR proferidas na Ribeira Brava (R.A. Madeira) até parece agora inclinar-se para a opção de governo que ele próprio (PR) alvitrara como sendo a pior de todas as opções possíveis: 
-Um governo de gestão.
Valha-nos Santo Ambrósio e que todos os santos nos protejam destas democracias dos mesmos.
Porque caros leitores uma democracia dos mesmos não é uma democracia. 
Quando muito será uma autocracia que diz tolerar "minorias políticas" apenas visando com tal tolerância o enfeite dos boletins de voto de partidos e partidecos que nunca poderão governar.
Poderão assim encher a boca de que são "democratas assumidos" mas com a hipócrita convicção de que "os outros" nunca poderão governar.
O mundo parece louco, Portugal não foge à regra.


Fiquem bem, 

António Esperança Pereira




quinta-feira, novembro 12, 2015

A Democracia venceu o medo


Tem andado bem acesa a luta política em Portugal. 
Há que dizer que já não era sem tempo que uma mexida séria acontecia no marasmo que se instalara de políticas de empobrecimento do país. Uma mexida num caminho feio, que nos queriam fazer querer que era obrigatório e único.
Num caminho que pusera uns contra os outros, num rumo sem qualquer aposta no crescimento, logo um caminho sem esperança.
Por isso mesmo, pelo marasmo, pela desesperança, cerca de meio milhão de portugueses, na sua maioria jovens, houvera que emigrar.
Com uma classe média destroçada, um aumento global da miséria dos mais miseráveis, a venda sistemática do património nacional, assistíamos a um Portugal que desaparecia.
Nas eleições legislativas que ocorreram a 4 de Outubro, apesar da máquina bem oleada da propaganda da governação em exercício, o povo votou.
Não acreditou na chantagem do medo. Não se intimidou com a verborreia da direita, castigou nas urnas com o seu voto esses que lhe metiam medo, os que queriam vergá-lo assustando-o com falsos papões, fantasmas e inverdades.
Resultou uma maioria nova, um novo quadro político. A austeridade e o fatalismo como "ideologia" tinham os dias contados.
O povo português pedia nas urnas mudança de política, virava à esquerda. Queria correr com os governantes da última legislatura. 
Queria correr com eles e conseguiu.
Findava enfim uma governação que durara 4 anos, 4 longos e penosos anos que a História se encarregará de narrar aos vindouros. 
Nascia uma nova maioria de deputados de partidos de esquerda, PS, PCP, BE e VERDES, uma maioria que se entendia, que convergia no novo quadro parlamentar, uma maioria que se uniu para dar corpo a um novo governo com novas políticas liderado pelo PS (Partido Socialista) 
Aguarda-se a todo o momento a tomada de posse desse governo.
A Democracia venceu o medo.  

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira

quarta-feira, novembro 04, 2015

Porquê tal apego à governação?


Nosso comentário:


Está muito difícil a Passos Coelho e seus pares deixarem a governação. Agora mesmo li que até a liderança de um mero governo de gestão lhes serve.
Das duas uma: ou para eles, "direita", manter o poder é um caso de "vida ou de morte", ou têm dificuldade em aceitar regras mínimas de democracia.
No caso vertente, uma simples alternância democrática de poder, posto que existe uma nova maioria parlamentar sustentada pelo voto dos portugueses nas últimas eleições legislativas.
Porque, em verdade se diga, qualquer dos dois procedimentos, "governar a todo o custo", ou "desrespeitar regras elementares da Democracia", não poderão ter qualquer espécie de desculpa ou contemplação da parte do povo português.
Um tal apego à governação do "custe o que custar" deve ser explicado, já que esse mesmo apego pode levar o cidadão comum (e já está a levar...) a desconfianças graves infundadas, pelo menos até prova em contrário.
Como "quem não deve não teme", se for o caso, aguarda-se que, de uma forma serena, o sr. 1.º Ministro ainda em funções, reconheça com respeito e dignidade o voto maioritário dos portugueses que elegeu outra governação que não a sua.

PS. Tal como diz a lenda abaixo, "Há que saber cozinhar os feijões para se ganhar"

Lenda:

Diz a lenda que um monge idoso queria encontrar um sucessor entre os seus discípulos.
Dois deles pareciam ser os mais aptos. Para decidir, o Mestre lançou um desafio para pôr à prova a sabedoria dos dois. 
Ambos receberam uns grãos de feijões que deveriam colocar dentro dos sapatos, para subirem a uma montanha. 
No dia e hora marcada começou a prova. 
Logo nos primeiros quilómetros um dos discípulos começa a coxear; a meio da subida tirou os sapatos, pois tinha bolhas nos pés, o que lhe causava dores...
Ficou pois para trás, observando o outro discípulo a subir a montanha com facilidade. No final da subida só um tinha completado a prova. 
O monge derrotado aproximou-se do vencedor e perguntou:
- como é que você conseguiu subir a montanha com os feijões nos sapatos?
-Antes de os calçar cozinhei os feijões...
Conclusão:
Há sempre uma forma mais fácil de levar a vida. 
Problemas são inevitáveis, a diferença é como vamos lidar com eles.
Então...aprenda a cozinhar os seus feijões.


Fiquem bem, 

António Esperança Pereira

terça-feira, outubro 13, 2015

António Costa fará história?


Nosso comentário:


Mais uma reunião importante havida hoje para encontrar entendimentos entre as forças políticas com assento parlamentar.
Uma reunião que juntou nem mais nem menos as duas forças políticas mais votadas nas últimas eleições: A coligação de direita, que tem governado o país nos últimos anos e o partido socialista. 
Parece que tal encontro terminou sem que as duas forças em diálogo se entendessem em pontos fundamentais para cada uma delas.
Numa imagem muito minha e em modo de flash diria que sobressai no partido socialista um discurso virado para as pessoas, pleno de sensibilidade social, já a coligação prefere a frieza da austeridade sobre austeridade passando para o comum dos cidadãos a imagem de uma insensibilidade social, uma incapacidade de olhar e sentir a vida das pessoas.
Talvez aqui a maior razão pela qual o líder socialista, António Costa, se incline cada vez mais para um diálogo construtivo e decisivo com os partidos à sua esquerda, parecendo afastar de vez a hipótese de um qualquer acordo de governação com a austeritária coligação de direita .
Dito isto e, seja qual for o desfecho das negociações desenvolvidas pelo líder socialista, uma coisa se pode desde já afirmar: 
António Costa ficará na história da política portuguesa caso venha a formar uma coligação com o partido comunista português e com o bloco de esquerda.
Se tal acontecer, António Costa provará a Portugal, à Europa e ao mundo que afinal neste país a democracia está viva e funciona.
Que a nova maioria de deputados representada no Parlamento e saída após as eleições é respeitada, logo o voto maioritário dos portugueses não foi em vão.
Provará ainda que "democracia" não significa caminho único e que os partidos que se apresentam legitimamente a eleições não servem apenas para decoro dos boletins de voto.
Finalmente, Costa fará história por dar enfim ao partido socialista a iniciativa de unir "esquerdas responsáveis" para assumirem responsabilidades governativas.
Se o conseguir ganhará a democracia, ganharão os partidos a quem se abrem novas responsabilidades, ganhará o prestígio democrático de Portugal.
Se tal não acontecer, será apenas mais do mesmo, uma sensaboria de "caminho único" sem chama, sem cidadania, sem respeito pela vontade popular expressa nas urnas.
Perder-se-há uma oportunidade de ouro.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira



domingo, outubro 11, 2015

Costa, o epicentro da política nacional


Costa é o epicentro da política nacional.
De repente, após as eleições legislativas, o ex-Presidente da Câmara de Lisboa tem muita coisa nas suas mãos. 
Isto apesar de a votação por ele conseguida nas eleições legislativas do passado dia 4 de Outubro ter ficado longe do desejado.
Mesmo assim, Costa pode fazer história. 
Pode, em teoria pelo menos, levar por diante algo que nunca foi intentado desde que há liberdade e democracia em Portugal.
Ou seja, fugir ao politicamente correto, "governo eu ou governas tu?". 
Costa pode fugir à chamada alternância democrática dos partidos vulgarmente designados como sendo os do arco da governação.
Pode provar que afinal a democracia existe, que o voto dos cidadãos é respeitado. 
Por vocação própria, pela imagem que transmite, o líder socialista sabe e gosta de dialogar. Parece ser uma homem com coragem suficiente para dar a si próprio e aos partidos escolhidos maioritariamente pelo povo português de uma forma inequívoca (PS, PCP e BE) uma oportunidade de serem uma alternativa válida de governação.
Costa pode assim quebrar o enguiço de existirem partidos que "podem ser governo" e "partidos que não podem ser governo". 
Costa está como peixe na água, pode quebrar o ciclo mais que gasto da governação cinzenta e previsível do arco da governação.
Se o fizer, se tiver essa coragem, ficará desde já na história da política portuguesa por trazer sem medo correntes de pensamento até agora consideradas "excluídas" das decisões a nível da governação de Portugal. 
Correntes de pensamento essas, que não deixarão de enriquecer com pinceladas inovadoras e próprias, este presente paralisante e cinzento que delas tanto carece.
Via há momentos na televisão os senhores governantes da Alemanha e da França, Sr.ª Merkel e sr. Hollande, muito preocupados com a Europa. Não aos nacionalismos diziam, sim a um caminho comum. Um caminho europeu, digamos.
Ainda bem que estão preocupados em prosseguir com a União Europeia. Em renová-la. Em torná-la mais eficiente, unida  e atuante. Só que ao apontarem um caminho, se for o seu próprio caminho, sem terem em conta os outros, podem suscitar dúvidas fundadas nesses países, que não se contentarão de forma pacífica e cordata com as sobras e os ditames de um qualquer Diretório.
Por isso, Portugal tem que estar atento. Atento e presente no momento que vive. Tem que pensar na Europa claro, mas não pode de forma alguma descurar as suas especificidades de País soberano.
Defender os pilares fundamentais da sua vida como nação de séculos, não deixar de forma alguma que ponham em risco setores estratégicos da sua sobrevivência, sem precisar para isso de recorrer à tentação de um qualquer isolamento suicida.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira



quarta-feira, outubro 07, 2015

Eleições para um só caminho?



Dá para perceber que os sistemas democráticos estão inquinados. Sim inquinados como os pântanos, charcos, que se formam nos campos quando chove.
A água fica lodo, imprópria para consumo do mais rude camponês ou pastor que por ali vegete.
Assim está a democracia. 
Um lamaçal.
Em vez de cair chuva como no caso dos charcos do campo, fazem-se eleições. Finge-se que há múltiplas escolhas.
Pingam cidadãos de todos os lados cuidando que se fará alguma luz nas suas vidas com o ato de votar.
As mesas de voto desempenham na perfeição essa ilusão de que se trata de algo muito especial. As eleições. 
Liberdade, democracia, participação.
É hoje!
Lá estão as escolhas, o boletim de voto. Hoje sim é dia de mudar o presente, de contribuir com algo para a mudança, para um futuro melhor.
Tudo vai mudar, pensa-se, a esperança renasce, trocam-se olhares.
Anseia-se pela decisão. 
Fecham as urnas pela tardinha. As televisões enchem as casas com o ato eleitoral. 
É desta. Oxalá que sim. Deus o ouça. Vamos ganhar. Há que correr com eles. Com esta vergonha.
Os resultados aparecem. É já noite.
Ganhámos. Corremos com eles. Ficaram em minoria. Que bom. É agora.
Entretanto, aparecem os mandantes, os comentadores de serviço, as mesas redondas. Tudo desmontam. O que parecia, não é.
Ganhámos, perdemos?
Tudo na mesma? outra vez? 
Tem que ser. Dizem os alemães. Diz o Presidente. Diz o vizinho eloquente. 
Mas... 
Achei melhor calar-me e fui para a cama cabisbaixo. 
Para que seria que fomos votar se só pode haver um caminho? 
Era apenas isto que me atormentava o sono.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


terça-feira, setembro 22, 2015

James Barry e as "sondagens por encomenda"


Nosso comentário:

Aproximam-se mais e mais as eleições para a Assembleia da República, ou seja, as eleições que, em Portugal irão definir a constituição do novo Parlamento através da eleição de deputados.
São eleições importantes, já que se seguem a um período negro da História de Portugal, em que um governo conseguiu fazer eleger-se para exercer funções no pós crise financeira, sob a vigilância de terceiros, ou seja, da TROIKA.
Diga-se que, desde os Filipes (reis de Espanha e de Portugal entre 1580 e 1640) que Portugal não era tão enxovalhado e perdia ingloriamente a soberania (pelo menos parcial)
Há muitas versões sobre a necessidade ou não da vinda da TROIKA, mas fiquemos por aqui pois a história se encarregará de contar o que falta contar.
Por hoje queria apenas chamar a atenção, e porque as eleições estão à porta (4 de Outubro) para o facto de as sondagens mais recentes apontarem para um "empate técnico" entre as supostas forças principais em confronto: A Coligação de Direita (PSD/CDS) e o Partido Socialista (PS) que se aproximarão nesta altura, segundo as ditas sondagens, dos 37/40%.
Sabe-se, vem sendo provado à saciedade de como as sondagens são enganosas e até manipuláveis, daí que será mais prudente esperar pelo dia 4 de Outubro. Aliás, não esquecer que outras forças políticas existem, e com força suficiente para poderem afirmar-se na conjuntura atual.
Portanto, olhando friamente a questão, só dia 4 de Outubro se verá como encararam os portugueses este doloroso período da sua história, estes últimos quatro anos de Coligação de Direita + TROIKA que mancharão para sempre a história de Portugal: pela perda de soberania, pelos ataques à Constituição da República, pelo saque ao bolso dos portugueses, pelo desprezo generalizado dos direitos das Pessoas, pelo empobrecimento da Nação.

PS. As "sondagens de encomenda" podem não ser o que parecem, aliás, tal como o ilustre cirurgião Britânico James Barry não era o que parecia.

Fiquem bem,
António Esperança Pereira


James Barry ‏ 



Belfast-9 de Novembro de 1795-Londres, 25 de Julho de 1865



Foi um cirurgião Britânico que se destacou na Batalha de Waterloo em 1815.

Quando morreu , ao fazerem a autópsia, descobriram com pasmo que era afinal uma
Mulher. Tinha feito toda a sua vida como "HOMEM", fingindo, para assim poder
dedicar-se à medicina, que era na época proibida às Mulheres.
O seu verdadeiro nome era: Margaret  Ann Bulkley. 

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...