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terça-feira, agosto 25, 2020

Reguengos de Monsaraz e alguns mal-entendidos

 


António Costa e Miguel Guimarães reuniram-se na manhã desta terça-feira a pedido do bastonário da Ordem dos Médicos com o objetivo de sanar o "mal-estar" entre o Governo e a classe motivado pelo surto de Covid-19 no lar de Reguengos de Monsaraz.

"O senhor primeiro ministro transmitiu-me de forma clara aquilo que é o respeito e a confiança que tem pelos médicos portugueses, aquilo que espera dos médicos nesta época e sempre, e deixou uma palavra também aos representantes da Ordem dos Médicos daquilo que é a valorização do trabalho destes profissionais", começou por dizer Miguel Guimarães à saída da reunião com António Costa que durou cerca de três horas. 

"Conversa muito franca e útil"

António Costa, por seu turno, agradeceu a "conversa muito franca" e "útil" que teve com o bastonário, quer sobre "o contributo que a Ordem tem dado, quer também para trocarmos informações sobre aquilo que tem sido a atuação do Estado do SNS para responder à pandemia". "Mereceu natural atenção a situação que diz respeito aos lares", frisou o chefe do Executivo, sublinhando que esta é uma realidade "que não é nova na sociedade portuguesa".

"Como é sabido, uma das prioridades da reforma do nosso sistema passa pelo desenvolvimento da rede de cuidados continuados integrados, pelo desenvolvimento dos programas de assistência domiciliária (para reduzir o grau de institucionalização), e este é um problema que temos que olhar coletivamente", no trabalho de parceria com IPSS, Misericórdias, onde "a colaboração da OM é absolutamente essencial", referiu, destacando que este é um debate "tão mais urgente quanto útil fazer" no país.  

"Claro que não podemos nunca confundir as árvores com as florestas", prosseguiu António Costa, referindo quer em relação à atuação dos médicos, quer dos lares, quer do Estado. "Sobre casos concretos, as instituições apurarão a informação que já está disponível". 

Fiquem bem, cumprindo as regras da Direção Geral de Saúde

https://www.bubok.pt/livros/12610/Poemas-deste-mundo-e-de-outro

terça-feira, novembro 04, 2014

Corrupção em modo de brincadeira...


Nosso comentário:

A corrupção é sem sombra de dúvida um dos aspectos mais revoltantes que minam as sociedades actuais, pondo em risco a própria sobrevivência dos regimes "ditos democráticos".
Usa-se a abusa-se da dita corrupção faltando uma justiça capaz de responder-lhe com determinação e eficácia.
Os cidadãos perdem a confiança nas instituições, degradando-se assim a relação entre os poderes, político, financeiro, económico por um lado e...o POVO, por outro.
Olho vivo neste problema será o mínimo que se pode pedir às democracias. Em particular àquelas que querem continuar a sê-lo.
Que se fortaleçam, pois, ao invés de se deteriorarem dando mais atenção a ideais básicos que as nortearam: ideais de liberdade, fraternidade, igualdade.
Deixo-lhes a propósito e em jeito de brincadeira este texto que recebi via e-mail. Muito engraçado!


 Fiquem bem,

António Esperança Pereira




Foi assim que começou a nossa história


Nos tempos em que os reis mandavam, numa noite escura, à entrada de Dezembro, o rei veio à varanda do seu iluminado palácio e reparou que toda a cidade estava escura como breu.

Chamou o seu primeiro-ministro e ordenou-lhe:

- Antes do Natal quero ver a cidade toda iluminada. Toma lá 500 cruzados e trata já de resolver o problema.

O primeiro-ministro chamou o presidente da câmara e ordenou-lhe:

- O nosso rei quer a cidade toda iluminada ainda antes do Natal. Toma lá 250 cruzados e trata imediatamente de resolver o problema.

O presidente da câmara chamou o chefe da polícia e disse-lhe:

- O nosso rei ordenou que puséssemos a cidade toda iluminada para o Natal.
Toma lá 100 cruzados e trata imediatamente de resolver o problema.

O chefe da polícia emitiu um edital a dizer:

“Por ordem do rei em todas as ruas e em todas as casas deve imediatamente ser colocada iluminação de Natal.  Quem não cumprir esta ordem será enforcado”.



Uns dias depois o rei veio à varanda e, ao ver a cidade profusamente iluminada, exclamou:

- "Que lindo! Abençoado o dinheiro que gastei. Valeu a pena".

… E foi assim que Portugal começou a funcionar, até aos dias de hoje…

sexta-feira, maio 16, 2014

Poema a Passos Coelho, "O Cortador"


Nosso comentário:

Recebi via e-mail este poema que não resisto a divulgar pelos estimados leitores.
Não tem nada de ofensivo, por isso o divulgo. É um poema de índole popular com as verdades que só o POVO, esse grande mestre anónimo, sabe apontar com "olho de lince".
Neste caso trata-se de alguns dos "talentos" do atual primeiro ministro postos em poema de forma clara e escorreita.
Parabéns ao poeta que os escreveu, obrigado a quem me enviou o poema.
Oxalá gostem.


Fiquem bem

António Esperança Pereira


 
                                        GRANDE  POETA  É  O  POVO .    LEIAM  E  APRECIEM


Chamo-me Passos Coelho
Cortador de profissão
Corto ao jovem, corto ao velho,
Corto salário e pensão
Corto subsídios, reformas
Corto na Saúde e na Educação
Corto regras, leis e normas
E "lixo-me" para a Constituição
Corto ao escorreito e ao torto
Fecho Repartições, Tribunais
Corto bem-estar e conforto,
Corto aos filhos, corto aos pais
 Corto ao público e ao privado
Aos independentes e liberais
Mas é aos agentes do Estado
Que gosto de cortar mais
 Corto regalias, corto segurança
Corto direitos conquistados
Corto expectativas, esperança
Dias Santos e feriados
Corto ao polícia, ao bombeiro
Ao professor, ao soldado
Corto ao médico, ao enfermeiro
Corto ao desempregado
 No corte sou viciado
A cortar sou campeão
Mas na gordura do Estado
Descansem, não corto, não.

 
Eu corto
a Bem da Nação 

terça-feira, março 25, 2014

Governados por um bando de loucos!


Nosso comentário:


A governação que vem comandando os destinos  de Portugal de há uns três anos a esta parte, tem tido por vocação e ideal um presente e um futuro de pobreza para os portugueses.

Fraca vocação, estranho ideal!
Ouço quando posso o comentário de Constança Cunha e Sá na TVI. Ouvi-a neste comentário e gostei. Pela coragem, pela verdade, com que aponta o claudicar de um primeiro ministro vergado, apoucado, ante os estrangeiros, humilhando assim o seu povo.
Há até quem diga que ele, primeiro ministro, respeita mais os "ditos estrangeiros" que os nativos do país que governa, Portugal.
Há quem diga também, que fala mais verdade para os da estranja, do que para os de cá.
Di-lo Constança Cunha e Sá neste comentário.
Ora, dizer-se que isto é triste é pouco. Dizer-se que não há memória de tamanha falta de respeito de um governante para com os seus, é a pura das verdades.
Consigo afirmar neste momento, após o que vejo fazer e dizer por aí, após ouvir a indignação e acutilância do comentário de Constança Cunha e Sá, que neste pormenor de desamor e desprezo pelos seus, nem o ditador Salazar faria pior...
Portugal está à deriva, "entregue a um bando de loucos", parafraseando a comentarista da TVI.
E, digo eu, todos sabemos que os loucos podem ser muito, mesmo muito perigosos...


PS. Deixo abaixo dois link's onde poderão visionar as declarações de Constança Cunha e Sá, aliás largamente divulgadas já pelas redes sociais, blogues e sites da Internet em geral.
Basta copiar um dos link e colar no navegador.

Fiquem bem

António Esperança Pereira


http://video.pt.msn.com/?mkt=pt-pt&vid=1873601f-437f-4ea6-b3d1-9a9c2fad46cf&src=v5:share:sharepermalink:&from=sharepermalink

http://www.tvi24.iol.pt/videos/video/14112961/1

terça-feira, março 04, 2014

Ucrânia, Estónia, e...Portugal?


Nosso comentário:

Eis que chegam de Leste dois exemplos bem fresquinhos de prática política, com os quais os portugueses podem aprender algo.
Um, o mais mediático, tem que ver com a pressão popular nas ruas exercida pelos ucranianos, que, por meios violentos, fizeram tombar um governo eleito democraticamente.
Não vou debruçar-me sobre as valências de governo e oposições, porque ambas as partes têm muita farpa a apontar... nem sei mesmo qual das partes terá mais nódoas a apontar no seu comportamento.
Todavia, como nos ensinam aqui, um governo legitimado em eleições não pode ser derrubado pelo assalto ao poder assim de qualquer maneira...
As imagens repetidamente fracassadas junto à nossa Assembleia da República tentando fazê-lo, prontamente reprimidas, são disso bom exemplo.
Por isso me espanta ver o ocidente democrático, achar normal que se derrube pela força um governo eleito em eleições como o ucraniano, mesmo considerando as eventuais maldades do líder.
Estranho... 
São as novas revoluções, amigas umas, inimigas, outras, dependendo pura e simplesmente dos interesses em confronto na luta pelo poder e na divisão do bolo em disputa.
Os portugueses são um povo cordato e calmo, apesar de ter gente no poder que tem feito trinta por uma linha, de nos fazer comer o pão que o diabo amassou, sempre se manifestou pacificamente nas ruas, sem molestar tão pérfida gente que governa.
Fica agora um exemplo aplaudido pelos de cá, "os nossos", os do "ocidente" que poderá servir de modelo a situações atuais e futuras de governos odiados pelos seus povos. 
Esse exemplo, tão na ordem do dia, chama-se: 
UCRÂNIA
Também o Primeiro-ministro da Estónia, de que apresentamos foto e notícia abaixo, em queda de popularidade, resolveu demitir-se das suas altas funções.
Sem conhecermos em pormenor as causas reais da sua demissão, merece o nosso aplauso.
Outro bom exemplo para os que se agarram ao poder, mesmo exercendo esse poder permanentemente debaixo de apupos e contra a vontade cerrada dos seus povos. 

PS. Faço votos para que a Ucrânia, esse grande país europeu, se recomponha da presente crise sem "ajudas hipócritas" e, claro, sem guerras fratricidas sempre dispensáveis.


Fiquem bem, 

António Esperança Pereira



Primeiro-ministro da Estónia demitiu-se do cargo


O primeiro-ministro da Estónia, Andrus Ansip, demitiu-se hoje do cargo, tal como tinha anunciado no passado dia 23 de fevereiro.
Ansip, de 57 anos, que exercia há nove as funções de chefe do governo, apresentou a demissão ao presidente Toomas Hendrik “por sua vontade”, informou o serviço de imprensa do Conselho de Ministros.
O chefe do executivo anunciou em várias ocasiões que não se apresentaria como candidato às eleições legislativas previstas para março de 2015.
Embora Ansip tenha assegurado que não responde a quaisquer pressões, analistas consideram que a demissão poderá ser motivada por uma baixa de popularidade da sua coligação.

sábado, janeiro 25, 2014

Trocar seis por meia dúzia?


Nosso comentário:


Assim de repente e sem que nada o justificasse, começou a ouvir-se falar em eleições. Não de uma possível marcação de eleições legislativas antecipadas por parte do Presidente da República, tão necessárias há tanto tempo, mas das "Presidenciais" veja-se só.
Isto quando ainda faltam anos para que as mesmas tenham lugar.
Apesar da distância a que se encontram, o senhor Primeiro Ministro apressou-se a descrever o perfil do futuro Presidente da República.
Vá-se lá a saber porquê...
De entre os possíveis eleitos a candidatos pela direita ficámos a saber que poucos serão os que reúnem os pré-requisitos definidos pelo líder do PSD: um por isto, outro por aquilo, será difícil encontrar de entre os mais badalados, algum que reúna as condições necessárias exigidas pelo atual Primeiro Ministro.
Comentaristas adiantaram até que só alguém com as caraterísticas de Américo Tomás (Presidente no tempo de Salazar) satisfaria tais pré-requisitos.
Assim sendo, não parece tarefa fácil encontrar PR para o atual PM, caso ele volte a ganhar as eleições.
Esperemos que a dificuldade nem sequer se coloque e que o atual PM saia de cena no mínimo com o rabo entre as pernas e chamuscado pelo fogo interno que lavra no coração e na alma dos portugueses.
Dito isto, passo a divulgar uma frase que chegou ao meu conhecimento e que tem tudo a ver com a atualidade política.
A ela dou o devido realce, porque a sua interpretação, apesar de óbvia, tem muita água no bico...

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira



quarta-feira, dezembro 18, 2013

José Sócrates e a "pedra no sapato"


Nosso comentário:

Mais um naco de "cultura", que se prende com um tema que até está na moda, dada a publicação do livro de José Sócrates "tortura nos estados democráticos" - o tema da tese de filosofia política com que o ex-primeiro ministro de Portugal concluiu o mestrado em Paris, na prestigiada Science Po.
No caso vertente do texto que se apresenta abaixo, trata-se de um texto simples, que apenas faz alguma luz histórica sobre uma expressão popular muito utilizada hoje em dia: "Pedra no sapato".
Curioso constatar a evolução através dos tempos do sentido das coisas, designadamente das palavras. 
Elas, tal como as pessoas e tudo o resto, dependem em muito do contexto de cada tempo que lhes é dado existirem.
Daí poder chamar-se evolução à diferença entre o que era e o que é.
No caso das pessoas, cada um de nós é em muito o produto de uma soma de contextos nos quais a sua vida foi inserida.
Assim acontece com as palavras, neste caso, a expressão "pedra no sapato".

Fiquem bem,

António Esperança Pereira




PEDRA NO SAPATO


ORIGEM : A história não é precisa mas estima-se que esta prática tiranica e de tortura tenha começado no séc. IX na Europa Medieval. 
Os presos eram condenados a andar 10 km com uma pedra dentro dos dois sapatos, para que se lembrassem ,a cada passada, que o correcto era seguir sempre os "passos certos." 
Esta prática foi adoptada mais tarde no Brasil no séc. XIX quando era comum o tráfico de escravos. 
A Europa também teve este procedimento nos campos de concentração na segunda Guerra Mundial. 
Era pois uma forma de tortura. Este ditado popular é conhecido em todo o Mundo.

Nos dias de hoje esta expressão é utilizada na vida social, nos constrangimentos, dentro da Família, no Trabalho, na Religião.


sábado, outubro 19, 2013

Anedota ao líder do desgoverno português


Nosso comentário:

Por ser fim de semana e, apesar da indignação que os portugueses sentem por muita coisa, designadamente a ingerência dos estrangeiros nas decisões de um Órgão de Soberania Português, o Tribunal Constitucional, é preciso falta de vergonha e muita lata...
Decidi não aprofundar esses sentimentos negativos que nos trespassam a alma.
Deixo-lhes apenas uma anedota que me foi enviada e que tem a sua piada.
Os meus agradecimentos a quem ma endereçou via email, partilho-a com muito gosto com os melhores leitores do mundo, os leitores do meu blogue.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira



Anedota:


“O  Primeiro Ministro Passos Coelho foi a uma festa de um empresário importante mas, ao chegar à enorme mansão, foi barrado pelo segurança.

- Desculpe, senhor, mas sem convite não posso deixá-lo entrar.

- Mas, eu sou o Passos, o Primeiro Ministro!

- Então, mostre-me os seus documentos.

- É que também não tenho os documentos, esqueci-me da carteira.

- Desculpe-me, mas não vou poder deixá-lo entrar!

- O quê? O senhor nunca me viu na TV? Olhe bem para a minha cara!

- De facto, o senhor é muito parecido com o Primeiro Ministro, mas sabe como é... existem muitos sósias do Passos por aí... 
O senhor vai ter de provar que é realmente o Passos Coelho.

- Mas o que quer que eu faça?

- O Senhor é que sabe! O Cristiano Ronaldo também se esqueceu dos documentos, eu dei-lhe uma bola de futebol e ele fez uma demonstração que logo me convenceu.

A Mariza também se esqueceu dos documentos e fez uma demonstração a cantar fado que provou ser quem dizia ser.

- Porra, mas eu não sei fazer nada!

- Desculpe-me pelo inconveniente causado, Sr. Primeiro Ministro: Faça o favor de entrar.”

segunda-feira, março 04, 2013

Irmão de Marcelo Caetano fala sobre a roubalheira


Nosso comentário:


Imagino que um testemunho do irmão de Marcelo Caetano, António Alves Caetano, por ser quem é, já tenha sido lido por bastantes pessoas.
Eu por acaso desconhecia este depoimento de António Alves Caetano, bem pertinente por sinal. Por isso mesmo, por ser pertinente e ser mais uma personalidade a por o dedo na maior entre as maiores feridas, crimes mesmo, deste governo, divulgo tal como me foi enviado.
Certamente que há entre os meus leitores alguns ainda que, tal como eu, não tiveram  acesso ao documento.
É bom que constem estes roubos de um Estado Português que todos cuidámos ser pessoa de bem quando lhe entregámos nosso dinheiro (qual seguro de vida) para nos ser devolvido na altura própria.
Mês após mês, ano após ano, tal como bem explica o texto de A. Alves Caetano.
Azar dos azares, os dirigentes desse Estado Português, supostamente "Pessoa de Bem" abotoaram-se com ele, ou seja roubaram o que era nosso.
Estão a roubar o que é nosso.
Uma vilanagem nunca antes vista, ainda por cima tratando-se de um roubo que visa aqueles que não podem procurar uma vida nova em outras paragens, por força da idade avançada.
Não podem emigrar como o governo manda fazer despudoradamente aos mais jovens.
Ou arranjar um novo emprego por não terem idade para o fazer.
É caso para se reflectir bem no que está a acontecer, toda esta roubalheira que felizmente está ficando registada, divulgada por tudo quanto é sítio.
Ainda bem que assim é. 
Pode ser que alguém, "com eles no sítio", apareça e seja capaz de fazer justiça.
Leiam, pois, o texto de António Alves Caetano.


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/





Estimados Amigos,

Como os jornais não publicam as cartas que lhes remeto e preciso de desabafar, recorro aos meus correspondentes "Internéticos", todos os amigos que constam da minha lista de endereços.  Ainda que alguns não liguem ao que escrevo.
Não sei a que se refere o Senhor Primeiro-Ministro quando afirma ser a penalização fiscal dos pensionistas resultante de todos aqueles que, em Portugal, "descontaram para ter reformas, mas não para terem estas reformas".
Pela fala do Senhor Primeiro-Ministro fica-se a saber da existência de pensões de aposentadoria que estão acima daquilo que resultaria da correta aplicação do Cálculo Actuarial aos descontos que fizeram.

Sendo assim - e não há razões para admitir que o Senhor Primeiro-Ministro não sabe o que diz - estamos perante situações de corrupção. Porque o Centro Nacional de Pensões e a Caixa Geral de Aposentações só podem atribuir pensões que resultem da estrita aplicação daqueles princípios actuariais aos descontos feitos por cada cidadão, em conformidade com as normas legais.

Portanto, o Estado tem condições de identificar cada uma dessas situações e de sancioná-las, em conformidade com a legislação de um Estado de Direito, como tem de sancionar os agentes prevaricadores, que atribuíram pensões excessivas.

Mas, é completamente diferente a situação face aos cidadãos que celebraram contratos com o Estado. Esse contrato consistia em que, ano após ano, e por catorze vezes em cada ano, o cidadão entregava ao Estado uma quota das suas poupanças, para que o mesmo Estado, ao fim dos quarenta anos de desconto lhe devolvesse essa massa de poupança em parcelas mensais, havendo dois meses em que era a dobrar, como acontecera com os descontos.

E tem de ser assim durante o tempo em que o cidadão estiver vivo e, em parte mais reduzida, mas tirada, ainda, da mesma massa de poupança individual, enquanto houver cônjuge sobrevivo.

E esta pensão tem o valor que o Estado, em determinado momento, comunicou ao cidadão que passava a receber. Não tem o valor que o cidadão tivesse querido atribuir-lhe.

Portanto, o Estado Português, pessoa de bem, que sempre foi tido como modelo de virtudes, exemplar no comportamento, tem de continuar a honrar esse estatuto.

Para agradar a quem quer que seja que lhe emprestou dinheiro para fazer despesas faraónicas, que permitiram fazer inumeráveis fortunas e deram aos políticos que assim se comportaram votos que os aconchegaram no poder, o Estado Português não pode deixar de honrar os compromissos assumidos com esses cidadãos que, na mais completa confiança, lhe confiaram as suas poupanças e orientaram a sua vida para viver com a pensão que o Estado calculou ser a devida.

As pensões que correspondem aos descontos que cada qual fez durante a vida cativa nunca poderão ser consideradas excessivas. Esses Pensionistas têm de merecer o maior respeito do Estado. Têm as pensões 
que podem ter, não aquelas que resultariam do seu arbítrio.

E é este o raciocínio de pessoas honestas. Esperam que o Estado sempre lhes entregue aquilo que corresponde à pensão que em determinado momento esse mesmo Estado, sem ser coagido, lhes comunicou passariam a receber na sua nova condição de desligados do serviço activo. Ou seja, a partir do momento em que era suposto não mais poderem angariar outro meio de sustento que não fosse a devolução, em fatias mensais, do que haviam confiado ao Estado para esse efeito.

Os prevaricadores têm de ser punidos, onde quer que se situem todos quantos permitiram que, quem quer que seja, auferisse pensão desproporcionada aos descontos feitos, ou mesmo, quem sabe, sem descontos. Sem esquecer, claro está, os beneficiários da falcatrua.

Mas, é impensável num Estado de Direito que, a pretexto dessas situações de extrema irregularidade, vão ser atingidos, a eito, todos aqueles que, do que tiraram do seu bolso durante a vida ativa, recebem do Estado a pensão que esse mesmo Estado declarou ser-lhes devida.

Como é inadmissível que políticos a receberem ordenado de função, acrescido de benesses de vária ordem proporcionadas por essa mesma função, considerem que pensões obtidas regularmente, com valores mensais da ordem de 1.350 Euros proporcionam vida de luxo que tem de ser tributada, extraordinariamente.


António Alves Caetano

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...