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quinta-feira, novembro 14, 2013

Luís Aguilé cantou, "eles" não gostaram...


Nosso comentário:

Fim de uma sexta-feira aqui em Lisboa, fresquinha mas soalheira. 
Sexta-feira esta em que o mote principal das notícias tem ido direitinho para os "êxitos" da governação em exercício.
Na verdade, entre todos os maus indicadores conhecidos para o nosso país a saque, um houve que encheu as bocas dos noticiários oficiais:
A saída oficial de Portugal do mais longo período recessivo da sua história. E assim porque segundo nos informam, se conseguiram dois trimestres seguidos com o PIB (Produto Interno Bruto) a subir. 
Esta parece ser a razão técnica para se considerar uma tal saída de recessão.
Seja como for, bem podem as más línguas dizer que se rouba aqui e acolá, que se descem os salários e as pensões, que o turismo sazonal e os emigrantes saídos aos montes ajudam nas décimas do êxito, que um país que já bateu no fundo, só poderia mesmo crescer alguma coisita...
Mas o certo, digam as más línguas o que disserem,  é que na nossa democracia de um só sentido e de um só ideal, se vive uma quase euforia de números com base nas tais 2 décimas (0,2) de crescimento do PIB.
De todo o lado parecem surgir Amálias e Eusébios*, quiçá erguer-se a maior bandeira nacional de sempre montada no Estádio Nacional (perdão, Estádio da Luz) amanhã, dia do jogo de futebol Portugal-Suécia. 
Há que mostrar ao mundo que Portugal vai de vento em popa.
Estamos bem, prósperos, o entusiasmo sente-se em cada português e a acreditar nas bocas dos senhores que mandam, o futuro sorri, eu diria mesmo que há que comprar foguetes, participar em um foguetório de dimensões faraónicas à medida dos êxitos que enxergamos nos noticiários oficiais.


*Nota: Para separar as águas devo dizer o seguinte: sou um admirador da Amália Rodrigues e da sua inconfundível voz; sou um fã incondicional do enorme futebolista Eusébio. Não fui fã do aproveitamento fascizante dos mesmos pelo regime anterior ao 25 de Abril de 1974.

Muito a propósito e bem atual, partilho abaixo um mail com a voz de Luís Aguilé, tal como me foi enviado.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira



"Eles" não gostaram da canção de Luís Aguilé.

Aplicável a quase todos os presidentes de todos os países do mundo.

Não deixem de escutar. Não tem desperdício. ¿
Quem diria que Luís Aguilé escreviria esta canção? 
A letra e música foi escrita no ano 2007, 2 anos antes da sua morte.
Embora a cantasse em Buenos Aires, creio que *pode servir para muitos países*.
*Por algo, não o velaram*
Não permitiram velar o cadáver de Luis Aguilé na Sede da Sociedade de Autores de España 
-*SGAE*
Há várias semanas que esta canção de Luis Aguilé circula na net que, 
apesar de ser conhecida há muito tempo, a sua difusão é negada pelas rádios nacionais.
*O motivo:*
O governo ameaçou as rádios que, se passarem este tema, a publicidade oficial seria reduzida. É por isso que não há difusão deste tema e só circula em cadeias de E-mails e foros on-line.


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sábado, março 16, 2013

Contas congeladas em Chipre, 7.ª avaliação por cá...


Nosso comentário:


Apresento apenas um quadro com números oficiais sobre a evolução do país.
Peço aos caros leitores que o leiam por favor, para o que apenas perderão um minutinho do vosso tempo.
Talvez não aprendam nada de novo com a sua leitura sobre o agravar da crise semana após semana, mês após mês.
Talvez ele só confirme o rumo errado para que estas políticas da governação arrastam o país o que já é do conhecimento da maioria de vós.
Agora, perante erros atrás de erros, mentiras atrás de mentiras, um problema de desemprego a agravar-se a cada dia que passa, a minha pergunta é simples:
Porque esperar para que qualquer coisa mude?
Somos masoquistas e queremos continuar num beco sem saída, a encaminhar-nos para piores dias sem tentarmos fazer as coisas de outra maneira?
Porquê?
Quem lucra com uma Europa de desempregados?
Quem lucra com uma Europa empobrecida?
Quem lucra com uma Europa sem um Estado Social que seja apanágio de um continente solidário e pacífico?
Quem lucra com uma Europa outra vez dividida em pequenos Estados de costas voltadas, quiçá beligerando entre si?
Quem lucra com a roubalheira a que assistimos sem que ninguém se insurja contra tal estado de coisas?
Quem ousa continuar a chamar democracias a países onde tudo o que se faz é anti-democrático?

Leiam os números da evolução de Portugal (ainda assim se chama) reflitam neles, reflitam no que se está a passar na Europa, reflitam no que se está a passar com enorme gravidade, desta feita em Chipre.
É tempo de agir.


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/





sexta-feira, novembro 30, 2012

O 1.º de Dezembro e a recuperação da soberania


Nosso comentário:


Em vésperas do 1.º de Dezembro, data que, como sabem, é comemorativa da libertação de Portugal do jugo estrangeiro no ano de 1640, é bom que todos, sem exceção, reflitamos.
Sei que estamos em 2012, século XXI, portanto algo longe da situação de 1640, século XVII.
Todavia, as conversas de então, nesse período de ocupação estrangeira entre 1580 e 1640,  não deveriam ir parar a outro assunto que não fosse o da perda de soberania e grave crise de então.
Tal como agora, o paralelismo parece evidente.
A perda de soberania hoje não é política como naquele tempo, é apenas financeira, apenas está diminuída pelo acesso negado aos mercados financeiros. Apesar disso, não há conversa entre cidadãos portugueses em que o assunto não seja a situação atual.
Fala-se disso, dessa perda de soberania, de um governo fraco ao serviço dos mandantes estrangeiros, conspira-se, tal como então, em encontrar formas de protesto, mais ou menos veementes, que alterem a situação atual. Os portugueses de 1640 intentaram sair da situação em que estavam e conseguiram.
Estamos todos indignados. Tristes. Podem atribuir-se responsabilidades a estes e aqueles, podemos chamar nomes uns aos outros. Aos políticos, à banca, aos senhores da Europa, à crise generalizada, etc etc. a uma pergunta, porém, temos que responder:
Que caminho?
Continuar este que vem sendo seguido, que está a dar os resultados que estão à vista?
Depois do roubo vergonhoso, imperdoável, dos subsídios de Natal e de Férias, aumentos brutais de impostos, seguem-se assaltos a outras fontes onde o dinheiro existe...saúde, educação, trabalho, venda de património nacional, etc etc. e mesmo assim chegamos a resultados catastróficos...
Desemprego aumenta, pobreza aumenta, recessão agrava-se, crescimento não há, emigração aumenta, dívida aumenta (consequentemente os juros da mesma também)
Cabe perguntar, este caminho a ser prosseguido, leva-nos aonde ? seremos nós masoquistas? vamos aguentar um barco que nos leva ao fundo? vamos seguir um timoneiro que só vê estreito e incerto?
E alternativa?
Pois bem, na minha modesta opinião, e sem ter de se ir, nesta fase, para soluções radicalmente diferentes da atual, que as há, teria pelo menos que mudar a gente que nos governa.
Mudar o discurso assustador da governação, na palavra e no modo.
Um discurso desajustado. Agressivo. Sem dó nem piedade. Não condiz com democracia.
Depois quem viesse, teria por missão mobilizar os portugueses de forma convincente com um plano credível e equitativo de como ir gerindo o pagamento da dívida.
A par disso, estabelecerem-se metas de desenvolvimento que levem a um crescimento económico e criação de postos de trabalho. Que se semeie a esperança, não a negação da esperança...
Exigem-se timoneiros com rumo, que tratem bem os concidadãos, que os respeitem mesmo quando lhes são pedidos sacrifícios. Especialmente quando lhes são pedidos sacrifícios desta monta.


PS. Deixo uma notícia que nos dá conta da subida do desemprego. Um susto!



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/


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Taxa de desemprego sobe para 16,3%


30 de Novembro, 2012

A taxa de desemprego em Portugal subiu para 16,3% em Outubro, acima dos 16,2% de Setembro, sendo a terceira mais alta entre os Estados-membros, segundo dados divulgados hoje pelo Eurostat.
Nos números divulgados hoje, o gabinete de estatísticas da União Europeia (UE) reviu em alta os dados divulgados a 31 de Outubro, que apontavam para uma taxa de desemprego de 15,7% em Portugal, em Setembro.
Em Agosto, a taxa de desemprego em Portugal também já tinha atingido os 16,3%.
Na zona euro, a taxa de desemprego subiu para 11,7% em Outubro, contra 11,6% em Setembro, enquanto na União a 27 aumentou para 10,7%, em comparação com os 10,6% observados no mês anterior.
Entre os Estados-membros, Portugal continua a ter a terceira taxa de desemprego mais elevada, apenas atrás de Espanha (26,2%) e da Grécia (25,4%, valor referente a Agosto), enquanto Áustria (4,3%), Luxemburgo (5,1%) e Alemanha (5,4%) apresentam as taxas mais baixas.
Na comparação com Outubro do ano passado, a taxa de desemprego em Portugal subiu de 13,7% para 16,3%, um dos maiores crescimentos entre os Estados-membros, a par dos registados na Grécia (de 18,4% para 25,4%, valores referentes a Agosto), em Chipre (de 9,2% para 12,9%) e em Espanha (de 22,7% para 26,2%).
No mesmo período, na zona euro, a taxa de desemprego subiu de 10,4% para 11,7%, enquanto na UE avançou de 9,9% para 10,7%.
Entre os jovens (com menos de 25 anos), Portugal registou um aumento, em termos mensais, com a taxa a passar de 39% em Setembro para 39,1% em Outubro, acima das taxas de 23,9% e 23,4% observadas na zona euro e na UE, resistivamente.
O aumento do desemprego jovem em Portugal é mais expressivo se recuarmos a Outubro de 2011, altura em que a taxa se situava nos 33,1%.
De acordo com as estimativas do Eurostat, em Outubro, existiam 25,913 milhões de pessoas desempregadas na União a 27, das quais 18,703 milhões na zona euro.
O Eurostat calcula mensalmente uma taxa harmonizada de desemprego para todos os países da UE. Esta taxa utiliza uma metodologia comum a todos os 27 para permitir comparações. Os resultados do Eurostat não são necessariamente iguais aos obtidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Lusa/SOL

terça-feira, novembro 13, 2012

Portugal em greve geral, Grécia sem "tranche"...


Nosso comentário:


Nem deixou rasto a sr.ª Merkel. 
Não trouxe nada de novo, se austeridade semeara antes de aparecer, austeridade espalhou depois da sua partida.
Tudo na mesma.
Os portugueses parecem conformados em ter de seguir os ditames da Alemanha, já que as "tranches" são o chamado pão dos pobres na era atual da Europa de "dona Alemanha".
Zeca Afonso, um português que fez a diferença no seu tempo, através da balada e da canção, num período de ditadura, de falta de tudo, também de liberdade...cantava assim:
"E não há quem nos queira valer".
Pois é, em 13 de Novembro de 2012, um dia após a visita da alemã Merkel, faz todo o sentido aquele verso de uma bonita canção do Zeca Afonso:
"E não há quem nos queira valer".
Valeu à Alemanha no período pós-guerra um plano Marshall. Muitos foram os países contribuintes para ajudar o país de Hitler a erguer-se dos escombros por si semeados.
Portugal 2012, sem ter semeado escombros nem o seu povo ter qualquer culpa da crise financeira em curso, é um país em queda livre via medidas impostas e implementadas erradamente por agentes estrangeiros.
Ainda hoje se soube que o défice não vai ser cumprido como prometera o primeiro ministro. 
Ainda hoje se soube que a recessão em 2013, por causa da austeridade cáustica da economia, será bem mais acentuada que o previsto. 
Ainda hoje se soube que as exportações estão em queda. 
Ainda hoje se soube que continuamos a ser o 3.º  país da OCDE com maior taxa de desemprego.
Por seu lado, o reitor da Universidade de Lisboa apelou em discurso grave e sério de intenso realismo e preocupação perante toda a academia, que "ou é hoje ou amanhã será tarde demais". 
Referia-se à possibilidade que o país enfrenta de regredir umas décadas. Podendo consequentemente, por falta de verba, vir a desperdiçar os avanços e elevado brilhantismo atingidos nos domínios da investigação, da ciência e do ensino nos últimos anos.
"E não há quem nos queira valer".
A boa notícia caros leitores chega para as forças de segurança. 
O Ministério da Administração Interna irá ter, segundo anunciou o ministro da tutela, uns largos milhões de euros destinados ao enquadramento de militares, às respectivas promoções e outras rubricas.
Digam lá se não vale a pena pregar sustos à tutela? lembram-se da manifestação dos polícias?
Pois é...
Amanhã é dia de greve geral anunciada em Portugal.
É o próximo capítulo desta telenovela de muito mau gosto que estamos a viver. Vamos esperar para ver.
Isto enquanto os gregos, coitados, em fase e degradação um pouco mais adiantada que nós, aguardam com o estômago dilatado de fome e ansiedade a aprovação da próxima "tranche"...


PS. Abaixo fica alguma literatura de cordel sobre a Europa, também um "cartoon" sobre Merkel.


Fiquem bem, António Esperança Pereira

 
http://lusito.bubok.pt/


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Programa de ajustamento

Passos Coelho reitera que austeridade é única forma de ultrapassar a crise

Primeiro-ministro Pedro Passos Coelho reafirmou a necessidade das políticas de austeridade ao lado do presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, e do primeiro-ministro Donald Tusk Primeiro-ministro Pedro Passos Coelho reafirmou a necessidade das políticas de austeridade ao lado do presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, e do primeiro-ministro Donald Tusk Imagem: EPA/OLIVIER HOSLET
"Quando um país permanece endividado, tem de haver austeridade. Não há outra forma de superar a crise", afirmou Pedro Passos Coelho, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião dos "Amigos da Coesão", numa resposta em inglês a uma questão colocada pela imprensa internacional.
"É isso que estamos a fazer em Portugal. Estamos a reduzir a despesa pública, mas estamos também a concretizar um programa muito ambicioso de reformas estruturais", acrescentou o primeiro-ministro, referindo que, no futuro, estas medidas vão resultar "em crescimento e criação de emprego".
Passos Coelho afirmou que, se Portugal "conseguir cumprir os objetivos do seu programa de ajustamento, pode recuperar alguma credibilidade e confiança dos cidadãos e do mercado".
O primeiro-ministro salientou ainda que "o crescimento não vem apenas de medidas de austeridade", resultando também de "transformação estrutural e de fundos de coesão".
Os líderes dos 15 países "Amigos da Coesão" reuniram-se hoje no Parlamento Europeu, em Bruxelas, para debater o Quadro Financeiro Plurianual 2014-2020 da União Europeia (UE), numa iniciativa do primeiro-ministro, Passos Coelho, e do seu homólogo polaco.
A iniciativa contou também com as presenças dos presidentes os presidentes do Parlamento Europeu, Martin Schulz, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
O grupo dos "Amigos da Coesão" - Bulgária, Espanha, Estónia, Grécia, Hungria, Lituânia, Letónia, Malta, Polónia, Portugal, República Checa, Roménia, Eslovénia, Eslováquia e Croácia - foi criado por iniciativa de Varsóvia, em 2010.

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Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...