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quarta-feira, janeiro 03, 2024

Um monárquico no parlamento? PPM junta-se ao PSD e ao CDS na nova Aliança Democrática



Assembleia da República (Lusa)

O PPM vai juntar-se ao PSD e CDS-PP na coligação Aliança Democrática para as próximas eleições, explicando os sociais-democratas que quiseram recuperar integralmente esta aliança "para apresentar ao país a alternativa reformista e moderada" necessária.

"O PSD comunica que o PPM vai integrar a coligação Aliança Democrática em conjunto com o CDS-PP. O PSD quis assim recuperar na íntegra a antiga Aliança Democrática para apresentar ao país a alternativa reformista e moderada que Portugal precisa", pode ler-se num comunicado enviado pelo partido liderado por Luís Montenegro.

Também em comunicado, o PPM referiu que, na útima segunda-feira, o Conselho Nacional do partido reuniu-se "para deliberar a respeito da realização de uma coligação eleitoral com o PSD e o CDS-PP no âmbito das eleições legislativas nacionais de 10 de março de 2024".

"Na reunião em causa, o Conselho Nacional do PPM deliberou, por unanimidade, integrar a coligação 'AD – Aliança Democrática' no âmbito das próximas eleições legislativas nacionais, após a conclusão, com êxito, das negociações que os partidos mantiveram nas semanas anteriores, ultrapassando assim as dificuldades iniciais na formalização do acordo", acrescenta ainda.

Em 21 de dezembro, foi conhecido que os presidentes do PSD e do CDS-PP iam propor aos órgãos nacionais dos seus partidos uma coligação pré-eleitoral, a Aliança Democrática, para as legislativas de março e as europeias de junho, que incluirá também “personalidades independentes”.

Aliança Democrática. PPM contesta no TC nome da coligação …

domingo, julho 23, 2017

Sem papas na língua

Foto retirada aleatoriamente da Internet
Hoje ouvia as notícias na televisão.
Por incrível que pareça, ou talvez não, dada a falta de queda e jeito para a política a sério, não é que a atual líder do CDS, Assunção Cristas, num suposto comício (digo suposto por tão pouca ser a gente) o único ataque que conseguia fazer à governação atual era a cena do roubo das armas de Tancos e os malfadados incêndios.
Factos que pouco ou nada têm a ver com a política a sério mas sim com fenómenos e pormenores que todos tristemente lamentamos.
Mas é muito pouco para uma oposição que quer mostrar as garras numa ânsia desmedida de voltar ao poder.
Assim não me parece que voltem a S. Bento tão depressa.
Pasme-se que até o ultra exigente e "macambúzio" ministro das finanças alemão Senhor Schauble, já só consegue encontrar elogios ao referir-se à evolução do Portugal atual.
Apesar disso, Assunção Cristas, com falta de jeito e falta de assunto, vai remexendo no que pode de negativo, "sem papas na língua".
Pelo menos, língua é coisa que não falta à líder do CDS.

PS. Caro leitor, transcrevo abaixo apenas meia dúzia de palavras a ilustrarem a origem da expressão "sem papas na língua".

António Esperança Pereira


Sem papas  na língua

Esta expressão vem da frase Castelhana "no tener pepitas en la lengua".
Pepitas é o diminutivo de "papas", são partículas que surgem na língua de algumas galinhas, que não as deixam cacarejar...
Quando não há pepitas (papas) a língua fica livre e as galinhas já podem cacarejar.
Das galinhas veio a origem de expressão direcionada às pessoas que dizem o que pensam, sem esconder nada ou pensar nas consequências...

quarta-feira, junho 04, 2014

A verdade sobre a Despesa do Estado




Nosso comentário:


Numa Europa em que se têm identificado culpados pela grave crise que foi aberta e não resolvida nessa mesma Europa, impera a inverdade.
Tal como não podia deixar de ser, paus mandados que temos sido dos poderes instalados em Bruxelas e Berlim, esse clima de uma linguagem ardilosa, pouco clara, impera igualmente em Portugal.
No intuito de tentar esclarecer algo sobre essas inverdades, divulgo um texto que me foi enviado por um contacto, via e-mail , escrito por alguém politicamente insuspeito de qualquer esquerdismo.
Esquerdismo esse, pasme-se só, tão primariamente repudiado pela governação ultra liberal no poder.
Oxalá gostem do texto de Miguel Mattos Chaves...

Fiquem bem,

António Esperança Pereira




Meus Prezados Amigos,
Um pouco farto de ver e ouvir certas histórias, que pressentia, mal contadas, e decidi-me a fazer as minhas contas a partir das Fontes Oficiais (INE e EUROSTAT).

Tem sido dito que os Pensionistas e os Reformados, junto com as Despesas de Pessoal do Estado, significariam, em conjunto, cerca de 75% a 78% das Receitas Públicas, fui então verificar.
Ora sendo eu um cidadão preocupado com o desenvolvimento do meu País e com o Bem-Estar dos portugueses, achei que este número, a ser verdade, seria muito elevado e traria restrições severas a uma Política de Desenvolvimento e de Crescimento a Portugal.

Mas depois de tanto ouvir, comecei a achar estranho que estes números fossem repetidos até à exaustão. E decidi investigar eu próprio da veracidade de tais números.

Eis os Resultados:

(1º) QUADRO nº 1 - Pensões e Reformas
(Unidade: mil milhões de euros)
PENSÕES e Reformas
2011
2012
2013
P.I.B.
237,52 €
212,50 €
165,67 €
PENSÕES
13,20 €
13,60 €
14,40 €
Peso % - s/ PIB
5,56%
6,40%
8,69%
Total de Receitas
77,04 €
67,57 €
72,41 €
Peso % - s/ T. Receitas
17,13%
20,13%
19,89%

Meu comentário:
Qual não foi o meu espanto quando face a “doutas” opiniões de Economistas do Regime, de Jornalistas (ditos de economia) e de Políticos em que todos coincidiam em que esta Rubrica rondaria os 30% a 35% das Receitas do Estado e cerca de 15% a 17% do PIB, vim a verificar os resultados do Quadro nº 1 que acima publico.

Isto é: as Reformas e as Pensões, mesmo numa Economia em Recessão, significaram entre os 20,13% e os 19,89%, sobre as receitas totais do Estado. Muito longe, portanto, dos anunciados 30% a 35%.
Mas se a análise for feita sobre o PIB então o seu significado variou, repito num quadro de uma Economia em Recessão, entre os 8,69% e os 5,56%. Portanto muito longe do anunciado pelos “especialistas”.

A coberto dessas pretensas “realidades” foram cometidos os mais soezes ataques a esta parte da população portuguesa. Parafraseando o Prof. Doutor Adriano Moreira – “estamos em presença de um esbulho”.

NOTA: Por uma questão de educação não quero adjectivar mais as declarações sobre a matéria da Srª Ministra das Finanças e seu antecessor, nem do Sr. 1º Ministro, já que os restantes declarantes deixaram de me merecer qualquer respeito.

(2º) QUADRO nº 2 - Despesas com Pessoal do Estado
(Unidade: mil milhões de euros)
PESSOAL
2011
2012
2013
P.I.B.
237,52 €
212,50 €
165,67 €
Despesas c/ Pessoal
11,30 €
10,00 €
10,70 €
Peso % - s/ PIB
4,76%
4,71%
6,46%
Total de Receitas
77,04 €
67,57 €
72,41 €
Peso % - s/ T. Receitas
14,67%
14,80%
14,78%

Meu comentário:
Devo confessar que aqui, nesta rubrica, o meu espanto ainda foi maior, dada a prolixa comunicação sobre este tema proferida pelos actores acima referidos.
E feitas as contas, (quadro nº 2 acima), e juntando então os dois, os resultados são na verdade os seguintes:

(Quadro nº 3 – Pensões e Reformas + Custos c/ Pessoal)
(Unidade: mil milhões de euros)
PENSÕES + Desp. PESSOAL
2011
2012
2013
P.I.B.
237,52 €
212,50 €
165,67 €
PENSÕES + Desp. PESSOAL
24,50 €
23,60 €
25,10 €
Peso % - s/ PIB
10,31%
11,11%
15,15%
Total de Receitas
77,04 €
67,57 €
72,41 €
Peso % - s/ T. Receitas
31,80%
34,92%
34,66%

Ou seja: a SOMA das Pensões e Reformas com as dos Custos de Pessoal do Estado, somam (numa Economia em Recessão) entre os 34,92% (incluindo aqui as indemnizações de mútuo acordo das rescisões então efectuadas) e os 31,80% sobre as Receitas Totais do Estado;
e entre 15,15% (incluindo aqui as indemnizações de mútuo acordo das rescisões então efectuadas) e os 10,31% sobre o Produto Interno Bruto.

OU SEJA:
Menos de Metade dos números anunciados pelo Sr. 1º Ministro e seus Ministros das Finanças, para falar de actores políticos relevantes, deixando de lado as personalidades menores que pululam nas Televisões, Rádios e Imprensa escrita que passei assim a tratar dada a sua falta de seriedade intelectual.

E a coberto disto se construiu uma Política do agrado do Sistema Financeiro, por razões e números que aqui não vou referir, e dos Credores (por razões que aqui também me dispenso de enumerar).

CONCLUSÃO:
Estamos a ser enganados deliberadamente por pessoas que têm e prosseguem uma filosofia política bem identificada e proveniente dos teóricos da Escola de Chicago (a Escola Ultra Liberal), apesar de um dos seus maiores expoentes, o Sr. Alan Greenspan – ex- Governador do FED (Reserva Federal Norte-americana) ter pedido desculpa por ter acreditado nela e ter permitido os desmandos do sector financeiro que nos trouxeram até às crises das Dívidas Soberanas, embora ajudados pela subserviência, incúria e incompetência de boa parte das classes políticas ocidentais.

Espero ter sido útil neste meu escrito. Na verdade sendo um homem da Direita Conservadora o meu primeiro Partido é Portugal. Os Partidos Políticos são, para mim, apenas Instrumentos para o engrandecimento de Portugal. Se não cumprirem esta missão então, para mim, não servem para nada. E vejo, com extremo desgosto, o meu próprio Partido – o CDS-PP, metido nesta situação degradante para Portugal e para os Portugueses sabendo que há alternativas. E acima de tudo odeio a mentira.

Está na hora, na minha opinião, de reformar e modificar o sistema político vigente, sob pena de irmos definhando enquanto Nação Independente.

Com os meus melhores cumprimentos
Miguel Mattos Chaves

Miguel Mattos Chaves
Gestor
Doutorado em Estudos Europeus (dominante: Economia)
Auditor de Defesa Nacional

Telemóvel– +351 919 400 053

domingo, maio 05, 2013

Paulo Portas e os Quiosques...


Nosso comentário:


À hora a que escrevo estas palavras, 19 horas (hora de Lisboa) estava anunciada uma comunicação na televisão do ministro Paulo Portas. A ser assim, deve o dito senhor estar a falar a esta exata hora em que escrevo este parágrafo. 
Mas porque já ontem manifestáramos  no Facebook a nossa opinião de que de pouco valeria a pena ouvi-lo. Cumprimos o prometido de não o ouvir.
E porquê não ouvir Paulo Portas?
Se mais razões não houvesse, uma bastaria para o fazer. 
O ministro Portas, como sabem, é um "produto" de uma coligação entre o seu partido minoritário (CDS) e o partido maioritário (PSD) 
Pelo facto de liderar o CDS, participa no governo de coligação de direita, que vem exercendo funções no período pós-troika.
Desde há muito que Portas vem dando a ideia de que está no governo de vontade e que não está, que está de acordo com as medidas draconianas e que não está, ou seja, uma espécie de NIM governamental cuidando assim que engana o povo com a sua mais que determinação em colaborar no empobrecimento e quiçá posterior exterminação do Estado Português.
Lembramo-nos bem do dr. Portas em campanha eleitoral, que distribuiu beijinho por tudo o que era velhinho de lar, hospital, acamados, tantos outros, para lhes sacar o voto.
Uma autêntica campanha de "gajo porreiro".
Depois de se achar no poleiro, o que fez? depois de correr feiras e mercados, praças de varinas e bairros populares, o que fez?
Isto que está à vista de todos. Que ficará na história como o maior ataque a tudo o que é direito adquirido,  reduzir assistência na doença, reduzir educação, reduzir pensões, empobrecer um país que está à beira da tragédia social (palavras de António José Seguro) um roubo perpetrado pelos dois partidos de que nenhum português vivo terá memória.
Cortes. 
Cortes cegos, num país em ruptura social, que pelos vistos, e tendo em conta palavras do próprio Passos Coelho, são talentos de Paulo Portas...
Um país com uma taxa de desemprego de que não há memória. 
Uma dívida que, apesar das medidas draconianas implementadas, os tais cortes cegos, aumentou 20.000 milhões de euros em dois anos.
Ouvir Paulo Portas para quê?


PS. Para quebrar esta onda negativa que assolou o país, leiam uma breve história que amavelmente recebi, sobre os famosos "quiosques".



Fiquem bemAntónio Esperança Pereira






QUIOSQUES 
(Sua Origem)


A palavra quiosque vem do Francês "Kiosque" e/ou do Turco" Kiouchk"= Nádega
Os primeiros quiosques apareceram em França em 1620. Eram locais alegres de encontro de pessoas.
Primeiro tinham a função de coretos onde tocavam músicas de várias espécies. Depois também tinham a utilização de pequenos pavilhões de jardins com flores variadas.
Só em 1865 com a expansão da Arte Nova, como forma de decoração das ruas, se tornaram numa espécie de pequenas boutiques onde se podia comprar flores, tabaco, jornais, refrescos.
A moda espalhou-se pela Europa. PORTUGAL em 1869 adere aos quiosques feitos em ferro e seguindo as linhas da Arte Nova.
O primeiro quiosque ficava no Rossio, chamava-se "Quiosque Elegante". Os operários, contudo, davam-lhe o nome de "Bóia".
Era uma espécie de local para descontrair da rotina do trabalho.
Seguiu-se o "Passeio Público", na AV. da Liberdade, depois na zona ribeirinha.
As pessoas ficavam à volta dos quiosques a descontrair depois do dia de trabalho. Bebiam chocolate quente, vinho, gasosa, capilé...
Em 1900 alguns quiosques começaram a vender sorvetes. Uma tentação!
Pode dizer-se que os quiosques eram uma versão mais pequena e mais barata do café, da taberna, ou da leitaria.
No início  apenas os operários e a pequena burguesia os frequentavam, mas rapidamente começaram a ser frequentados também por artistas, intelectuais, estudantes.
O primeiro pedido de instalação de um quiosque em Lisboa data de 1867.
Foi graças a um quiosque, na Travessa da Glória, que nasceu a primeira esplanada em Lisboa.

quarta-feira, maio 01, 2013

Duas débeis razões os mantêm no poder...


Nosso comentário:


É quase inevitável no país com as fronteiras mais antigas da Europa, Portugal, não se falar sempre e mais do mesmo: 
A situação social, política, económica, em que se encontra.
Hoje é dia 1 de Maio, Dia do Trabalhador. 
Sob a égide das duas maiores Centrais Sindicais CGTP e UGT, comemorou-se nas ruas a importante data.
Lisboa e Porto, por serem as duas maiores cidades do país, concentram sempre a maior parte das gentes que desfilam nas ruas, que protestam, que se insurgem contra as políticas de austeridade, de miséria, de empobrecimento a que as orientações das classes dirigentes no poder, nos estão a levar.
Pede-se alto e bom som a demissão do governo.
Pede-se alto e bom som que parem os que incutem tamanhos sofrimentos ao povo português, sob a batuta da Alemanha, cuja líder não há muito tempo disse que Portugal se prepare para perder parte da sua soberania.
Ouvem-se vaias quando se profere o nome do senhor Presidente da República.
Perigosa situação. Triste fado em que nos estão a afundar.
Sente-se mal-estar. Nas ruas, no trabalho, em cada lar português. 
A austeridade com os cortes permanentes nas reformas, nos carenciados, nos doentes, nos estudantes, o galopante flagelo do desemprego, a sangria nos jovens levando-os a emigrar, parecem ser coisas aterradoras capazes de fazer rebentar a paciência e os limites do imaginável.
Os índices de confiança em quem governa são quase nulos. Temos uma governação (considerada como um todo) que governa contra os portugueses. 
Ninguém os quer lá, mas a Democracia afinal tem destas coisas. Continua a ser parca em soluções anti-perpetuação no poder. 
Muitos são os eleitos em democracia que passam as suas vidas no poleiro.
E quando se pedem alternativas, que todos sabemos que as há, dizem-nos que não as há. 
É caso para perguntar, onde raio está a Democracia?
No caso do governo, dado o isolamento em que se encontra perante o povo que o elegeu, só se mantém em funções por duas débeis razões: pelo apoio que lhe confere o Senhor Presidente da República e pela maioria de votos que conseguiu (PSD + CDS) em campanha eleitoral feita com base em mentiras de circunstância.


PS. Deixo-lhes um interessante texto (zinho) sobre a Avenida da Liberdade, Lisboa, um dos palcos das manifestações de hoje. Era um espaço de alguns, passou a ser um espaço de todos.


Fiquem bem, António Esperança Pereira








AVENIDA DA LIBERDADE


A Avenida da Liberdade já teve o nome de Passeio Público. Depois do terramoto de 1755.
O Marquês de Pombal criou o Passeio Público na área atualmente ocupada pela parte inferior da Avenida da Liberdade e Praça dos Restauradores.
O Passeio estava rodeado de muros e portões, por onde só passava quem pagasse uma taxa.
Em 1821, quando os liberais subiram ao poder, os muros foram deitados abaixo, e o Passeio fez justiça ao nome...
Tornou-se Público.
A Avenida da Liberdade é hoje um ex-libris da nossa capital. Podemos lá encontrar Hóteis *****
Lojas de Marcas Internacionais, Esplanadas bem equipadas e, claro, árvores de vários portes junto a bancos de jardim, onde se pode calmamente descansar um pouco, quando o calor começa a fazer-se sentir.
É caso para dizer:
Se a Avenida da Liberdade "falasse"muito tinha para contar, pois foram e são tantas as suas "memórias"...

quinta-feira, abril 25, 2013

Nota escolar "Mau Menos" Senhor Presidente!


Nosso comentário:


Ouvi hoje alguns discursos proferidos na Assembleia da República aquando da sessão solene que assinalou o 25 de Abril de 1974.
Apesar de não ser nada fácil engolir palavras ocas ditas por quem pouco ou nada sente aquela data, e dela pouco ou nada gosta, ouvi. 
Consegui aguentar, porque um ou outro orador quebrava a espaços a monotonia instalada pelos defensores da desgraça vigente.
Um 25 de Abril de Assembleia da República sem cravo com brilho, sobretudo sem chama na alma. Até um vaso se precipitou no chão, um dos muitos que adornavam as entidades presentes, possivelmente enfastiado com a comemoração balofa de uma data tão importante para Portugal.
De resto, algumas palavras "bonitas", emolduradas aqui e ali por citações "eloquentes" de nomes ilustres, mundialmente sonantes. Nada mais.
Finalmente o discurso aguardado do senhor Presidente da República.
Era o último da cerimónia a usar da palavra .
Em outras datas haveria expetativa sobre o que iria dizer o mais alto magistrado da nação. Muita mais expetativa poderia haver nesta data, Abril/2013, quando o país enfrenta graves problemas a vários níveis. Seria humano esperar algo dele com vista a empurrar a Nação Lusa para um rumo melhor. 
Rumo que tendesse a liderar a sua gente, o seu povo, dar algo de si, àqueles que o elegeram para presidir ao leme deste "Nobre Povo".
Pois desenganem-se os que ainda esperavam algo de Cavaco Silva.
Sem nada para dizer, sem empatia alguma com a sua gente, com uma popularidade que ronda o "Mau menos" em nota escolar do tempo dele, mais não fez que colar-se ao seu governo. 
Defendeu-o. 
Foi tão partidário quanto o são os políticos em comício. Mais parecia o porta voz desse mesmo governo, um ministro adjunto do 1.º ministro ou um 2.º primeiro ministro.
Resumindo, Cavaco Silva, se alguém ainda tinha dúvidas sobre a sua postura, a partir de hoje pôde desfazê-las. Ficou a saber que este homem é o Presidente do PSD e do CDS, a sua coligação de direita no poder. Nunca o Presidente de todos os portugueses.
Para ele, Cavaco Silva,  não há alternativas a esta situação. Logo, se não há alternativas, não há democracia.
E a não haver democracia, tudo não passa de um embuste. Os partidos só servem para enfeitar meia dúzia de "eleitos" que agem por conta própria, ou a mando de terceiros, não em sintonia com o POVO que representam.
Constou-me agora mesmo, que um deputado ousou afirmar, tão estarrecido ficara com o discurso infeliz, agressivo, despropositado, do Presidente da República, que o mesmo endoidara.
Vou confirmar.

PS. A propósito de "défice de democracia" deixo-lhes um apontamento sobre a "censura de antes do 25 de Abril", o lápis azul. Oxalá não deixemos que Portugal volte a regredir a esse ponto.



Fiquem bem, António Esperança Pereira


http://lusito.bubok.pt/ 




O LÁPIS AZUL


"O lápis azul foi o símbolo da censura e da época da ditadura portuguesa do séc.XX.
Os censores do Estado Novo usavam um lápis de cor azul nos cortes de qualquer texto, imagem ou
desenho a publicar na Imprensa. Para proteger a Ditadura, os cortes eram justificados como meio de
impedir e limitar as tentativas de subversão e difamação.
Desde o Golpe Militar de 28 de Maio de 1926, aos regimes de Salazar e Caetano o "lápis azul" servia para os censores decidirem o que devia ser noticiado ou divulgado.
A censura durou até 25 de ABRIL de 1974.

quarta-feira, dezembro 12, 2012

Estado deve retirar-se...ir-se embora, emigrar?


Nosso comentário


Se alguém tem ainda ilusões sobre os destinos dos portugueses, a continuar-se com este caminho, que tire o cavalinho da chuva.
Um ex ministro da educação do CDS, de nome Roberto Carneiro, acaba de opinar que " Estado deve retirar-se do financiamento ao ensino superior".
É mais uma constatação nua e crua do que por nós e tanta outra gente lusa vem afirmando.
O regresso ao passado. Por vingança, sem dó nem piedade.
Regresso ao passado em todas as áreas. 
Há quem lhe chame vingança por um 25 de Abril que aconteceu, que trouxe liberdade, mais igualdade de oportunidades, mais progresso para todos em geral.
Que melhorou todos os péssimos indicadores que mantinham Portugal super atrasado no lote de países do terceiro mundo.
Há quem lhe chame inveja por um país como Portugal tentar aproveitar uma onda de bonança para se apetrechar melhor: 
Seja o que for, quem viu Portugal e quem o vê!!!
Infraestruturas rodoviárias, avanços tecnológicos, obra feita que pode sempre ser contestada nas opções, mas que está aí para ser vista, cuidados de excelência no campo da saúde, qualidade e quantidade de ensino à maioria dos portugueses...
Mas, e há sempre um mas, um país de sabichões, muitos licenciados, tira brilho aos poucos ilustres diplomados do país do antigamente.
Há que cortar a sangria de letrados, de gente com mais saber, de uma juventude desenvolta e capaz, há que fazer cortes na sabedoria deles, na desenvoltura deles, há que restaurar a pirâmide que vá do rei à plebe. Que vá do cardeal ao humilde cristão, pobre e triste cristão que se sentia grato por o rico lhe emprestar alguma esmola. 
Uma côdea de pão, um naco de toucinho, uns tostões em troca de trabalho árduo. Muitos desempregados e carentes para "o inteligente" se sentir mais inteligente?
É o país sonhado por estes governantes?
Não sei se Roberto Carneiro sente o que diz. A ideia e informação que tenho dele é a de um homem que se afirma como um cristão com ética social.
Custa-me, pois, que um homem supostamente equilibrado como ele, partidarite à parte, venha a lume com uma afirmação destas.
Sei que andamos todos à deriva, ele também andará. Talvez por isso, afirme o que afirma...
Tudo aos privados. 
Nacionais ou estrangeiros pouco importa, importa é privatizar, obter lucro de tudo: da saúde, da educação, da 3.ª idade, da infância, do património com marca lusa, vendido ao desbarato.
O meu veemente desacordo com tantos e tais passos de gigante dados atrás neste país.
Baba e ranho outra vez nas nossas crianças em idade escolar? pecado à nascença por não nascerem em ninho de ouro? para uns há tudo, para outros nem a oportunidade de ser alguma coisa?
escola alemã, british council, lycée français, outras que tal? 
E quem não tem quilates de carcanhol para escolas privadas e caras, que faz aos seus filhos? volta a dar-lhes a enxada de antes, a junta de vacas, um arado, umas cabras e ovelhas para levar ao pasto seco?



PS. As declarações de Roberto Carneiro já mereceram o devido tratamento na Internet, como se pode ver abaixo



 Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/



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Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...