Mostrar mensagens com a etiqueta salazar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta salazar. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, agosto 06, 2019

Memória do blog de 2016 a propósito da Supertaça benfiquista de Domingo




Nosso comentário:

Para não misturar as coisas e porque não posso hoje deixar de registar o tricampeonato do Sport Lisboa e Benfica, direi primeiro exatamente isso: 
Que o Benfica é, com a vitória de hoje sobre o Nacional da Madeira, o Campeão Nacional de Futebol pelo terceiro ano consecutivo.
Dito isto, e acontecida que foi festa de arromba espontânea em Portugal inteiro e no resto do mundo para comemorar o evento desse enorme clube nacional, passo ao segundo tema que me apraz registar neste Domingo, dia 15 de Maio de 2016.
Esse tema é nem mais nem menos do que a atribuição oficial do nome do General Humberto Delgado ao Aeroporto de Lisboa.
Acontecimento marcante, sem dúvida, sobretudo pela simbologia que o General representa na história do nosso país em geral e na história do aeroporto em particular.
Associando-me à mudança de nome do aeroporto de Lisboa, deixarei uma pequena síntese com a ajuda da Wikipédia, sobre tão ilustre figura da história recente de Portugal e que passa a dar o nome ao aeroporto da capital..

Fiquem bem,
António Esperança Pereira


General Humberto Delgado
Convidado por opositores ao regime de Salazar para se candidatar à Presidência da República, em 1958, contra o candidato do regime, Américo Tomás, aceita, reunindo em torno de si toda a oposição ao Estado Novo.
Numa conferência de imprensa da campanha eleitoral, realizada em 10 de Maio de 1958 no café Chave de Ouro, em Lisboa, quando lhe foi perguntado por um jornalista que postura tomaria em relação ao Presidente do Conselho Oliveira Salazar, respondeu com a frase "Obviamente, demito-o!".
Esta frase incendiou os espíritos das pessoas oprimidas pelo regime salazarista que o apoiaram e o aclamaram durante a campanha com particular destaque para a entusiástica receção popular na Praça Carlos Alberto no Porto a 14 de Maio de 1958.
Devido à coragem que manifestou ao longo da campanha perante a repressão policial foi cognominado «General sem Medo».
O resultado eleitoral não lhe foi favorável graças à fraude eleitoral montada pelo regime.
Mais tarde, no ano de 1965 pensando vir reunir-se com opositores ao regime do Estado Novo, Humberto Delgado dirigiu-se à fronteira espanhola em Los Almerines, perto de Olivença, em 13 de Fevereiro desse ano.
Ao seu encontro vai um grupo de agentes da PIDE, liderados por Rosa Casaco. O agente Casimiro Monteiro assassina-o, bem como à sua secretária, Arajaryr Campos. Os corpos foram ocultados perto de Villanueva del Fresno, cerca de 30 km a sul do local do crime.


terça-feira, agosto 02, 2016

Ponte Salazar-documentário de 1966


Nosso comentário:

Um documentário que não conhecia sobre uma das grandes obras de engenharia implementadas em Portugal.
Trata-se da Ponte sobre o rio Tejo, ex-Ponte Salazar, hoje Ponte 25 de Abril.
Agradeço a amabilidade de quem fez chegar até mim este documentário acompanhado de texto.
Goste-se ou não dos figurantes políticos daquele tempo, o que está em causa é o valor da obra não o dos políticos de então.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


A Ponte  sobre o rio Tejo em Lisboa  - 1966

Filme documentário, realizado por Leitão de Barros, sobre a construção da ponte sobre o Tejo em Lisboa e sua inauguração a 6 de Agosto de 1966.
Para a ponte suspensa, toda a monumental fabricação metálica de 22.000 toneladas das peças de aço, destinado à viga de rigidez e tabuleiro, foi executada em Portugal nas oficinas da SOREFAME. Bem assim como a grelha metálica rodoviária. Para além de outras estruturas referidas pelo narrador fabricadas nos estaleiros norte.
Tempos em que a mão-de-obra caseira tinha uma incorporação muito significativa nas grandes obras nacionais.
Reparem que muitos dos trabalhos se realizavam num plano a cerca de 70 metros acima do nível médio das águas do rio Tejo e, pelo que se vê, infelizmente nenhum trabalhador utilizava qualquer sistema de proteção e segurança, contudo veja-se o à vontade com que alguns trabalhadores se deslocavam naquelas vigas como se de um simples corredor se tratasse, para não falar em registos arrepiantemente incríveis  quando estão a martelar em posições, de equilíbrio instável.
Este filme é um registo muito singular de uma obra que marcou o país naqueles anos.
É igualmente de registar o estado da margem sul, onde se veem apenas campos de cultivo, ainda longe de se adivinhar que um amontoado habitacional iria emergir.


Clica no link abaixo

A Ponte Salazar sobre o rio Tejo em Lisboa - 1966

segunda-feira, maio 16, 2016

O TRI do Benfica e o Aeroporto Humberto Delgado


Nosso comentário:

Para não misturar as coisas e porque não posso hoje deixar de registar o tricampeonato do Sport Lisboa e Benfica, direi primeiro exatamente isso: 
Que o Benfica é, com a vitória de hoje sobre o Nacional da Madeira, o Campeão Nacional de Futebol pelo terceiro ano consecutivo.
Dito isto, e acontecida que foi festa de arromba espontânea em Portugal inteiro e no resto do mundo para comemorar o evento desse enorme clube nacional, passo ao segundo tema que me apraz registar neste Domingo, dia 15 de Maio de 2016.
Esse tema é nem mais nem menos do que a atribuição oficial do nome do General Humberto Delgado ao Aeroporto de Lisboa.
Acontecimento marcante, sem dúvida, sobretudo pela simbologia que o General representa na história do nosso país em geral e na história do aeroporto em particular.
Associando-me à mudança de nome do aeroporto de Lisboa, deixarei uma pequena síntese com a ajuda da Wikipédia, sobre tão ilustre figura da história recente de Portugal e que passa a dar o nome ao aeroporto da capital..


Fiquem bem,

António Esperança Pereira



General Humberto Delgado

Convidado por opositores ao regime de Salazar para se candidatar à Presidência da República, em 1958, contra o candidato do regime, Américo Tomás, aceita, reunindo em torno de si toda a oposição ao Estado Novo.
Numa conferência de imprensa da campanha eleitoral, realizada em 10 de Maio de 1958 no café Chave de Ouro, em Lisboa, quando lhe foi perguntado por um jornalista que postura tomaria em relação ao Presidente do Conselho Oliveira Salazar, respondeu com a frase "Obviamente, demito-o!".
Esta frase incendiou os espíritos das pessoas oprimidas pelo regime salazarista que o apoiaram e o aclamaram durante a campanha com particular destaque para a entusiástica receção popular na Praça Carlos Alberto no Porto a 14 de Maio de 1958.
Devido à coragem que manifestou ao longo da campanha perante a repressão policial foi cognominado «General sem Medo».
O resultado eleitoral não lhe foi favorável graças à fraude eleitoral montada pelo regime.
Mais tarde, no ano de 1965 pensando vir reunir-se com opositores ao regime do Estado Novo, Humberto Delgado dirigiu-se à fronteira espanhola em Los Almerines, perto de Olivença, em 13 de Fevereiro desse ano.
Ao seu encontro vai um grupo de agentes da PIDE, liderados por Rosa Casaco. O agente Casimiro Monteiro assassina-o, bem como à sua secretária, Arajaryr Campos. Os corpos foram ocultados perto de Villanueva del Fresno, cerca de 30 km a sul do local do crime.

quarta-feira, outubro 21, 2015

Retorno ao tempo de Salazar e Marcelo?


Nosso comentário:

Pelas notícias que lemos e que vão saindo amiúde sobre a tentativa de formação de um novo governo, não parece nada fácil nesta democracia portuguesa respeitar-se o próprio significado da palavra "Democracia".
As pressões para que tal não aconteça são mais que muitas, ele são os media, ele são os comentadores ao serviço do poder, ele são os "cavalos de Tróia" infiltrados nos partidos a desferirem jogada sobre jogada, enfim...
é nestas alturas que se toma consciência que parecemos condenados ao "caminho único" chame-se o que se chamar a estes regimes políticos em que vivemos.
Está cada vez mais provado que de "democráticos" quase só já têm o nome.
Agora mesmo assistimos em Portugal a uma tentativa de intoxicação da opinião pública para que esta se convença de que tudo o que for diferente desse tal "caminho único", imposto ou a impor, será perigoso e impossível de intentar.
O medo está outra vez aí. 
Digo outra vez porque ainda me foi dado viver alguma juventude em plenos regimes de Salazar e Marcelo e sei o quanto custava usar publicamente uma simples palavra reprovada pelo regime ditatorial.
O medo está de volta. 
Medo de perder o salário, medo de não arranjar emprego, medo que falte o dinheiro nos bancos, medo de Bruxelas, medo de não ter futuro, medo de não ter presente, medo, medo, medo... 
Até quando? será que este medo veio para ficar, ou restará ainda aos homens eleitos para serem líderes uma ponta de coragem, de independência, de brio, para contrariar a tendência tenebrosa de um sórdido, insípido, desconhecido "caminho único"?
Certo que restam ainda umas pontas de liberdade, mesmo considerando que vivemos em uma sociedade cada vez mais controlada e policiada.
Porém, ante o que vejo, receio bem que mesmo estas preciosas pontas de liberdade se vão secando, uma após outra, já que nem uns meros resultados eleitorais de eleições livres podem ser aplicados na formação de um governo legítimo delas resultante.
Outra vez os "perigosos esquerdistas", expressões a fazer lembrar o mórbido tempo de Salazar e Marcelo. Outra vez o perigo dos comunistas. Outra vez a falta de democracia. Outra vez a manipulação da informação. Outra vez o desrespeito pela vontade popular.
Será possível meus senhores, contrariar ainda um tal retrocesso?

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira



segunda-feira, junho 02, 2014

Uma santa aula!



Nosso comentário:

Não me dei ao trabalho de investigar se tudo o que o menino Augusto afirma na sua aula de História é verdadeiro.
De qualquer maneira, e a crer que tudo seja verdade, " a coisa" está bem urdida.
Nunca me passou pela cabeça haver uma relação tão umbilical entre Henrique Galvão, aquele "malandro" que ousou irritar Salazar com o desvio do paquete Santa Maria, e os Santos...
E esta hein?
Os meus agradecimentos a quem teve a amabilidade de me enviar o texto que aumenta e muito a minha cultura. 
Oxalá o mesmo possam dizer os meus estimados leitores.


Fiquem bem,

António Esperança Pereira



Título: Uma santa aula! Poucos santos sobraram...


Este é para quem ainda se lembrar (ou souber) quem foi Henrique Galvão...
 

No liceu, numa aula de História, o professor pergunta ao aluno:
 - Diga-me, menino Augusto, qual foi o português que, ao longo da sua vida, lidou mais de perto com os Santos?
 O aluno pensa durante alguns momentos, respondendo por fim:
 - Foi Henrique Galvão, senhor professor!
 - Ora essa! - Admirou-se o professor. Então porquê?
 O aluno:
 - Porque nasceu em Santa Isabel, no dia de Santo Hilário. Foi baptizado no dia de Santa Catarina e frequentou a escola de Santa Filomena.
 Morava no Campo de Sant'Ana, deu uma queda em Santa Bárbara e foi socorrido no Hospital da Ordem Terceira de São Francisco.
 Foi preso e julgado no Tribunal de Santa Clara, pelo juiz Santiago.
 Esteve internado sob prisão no Hospital de Santa Maria, de onde fugiu no dia de Todos os Santos.
 Assaltou o paquete Santa Maria, ao qual deu o nome de Santa Liberdade.
 Passou pela Ilha de Santa Lúcia, a caminho de terras de Santa Cruz, fixando residência em São Paulo, na Rua de Santa Teresinha, onde viveu exilado, por causa de um "Santo" António que vivia em São Bento e era natural de Santa Comba!!!****

quinta-feira, abril 24, 2014

Uma anedota ou...os trocadilhos do Poder!


Nosso comentário:

Em vésperas de mais uma comemoração do 25 de Abril de 1974, data que ficou especialmente célebre pelo derrube de uma ditadura férrea, tenebrosa e longa, a ditadura de Salazar &Caetano, publico uma anedota neste blogue.
Porquê, perguntarão...
Publico a anedota que deixo abaixo porque, ao lê-la, me fez lembrar uma nova forma de fazer política (o regime atual) em que o significado das palavras e das expressões pode mudar consoante as conveniências. Ou seja, a mentira deixou de existir, porque contornada com supostas novas verdades que dão cobertura às mentiras.
Assim é na anedota, assim manifesto mais uma vez o meu descontentamento pela maneira como estamos a ser (des) governados neste Portugal que pareceu uns anos atrás estar no caminho dos melhores, no chamado grupo da frente, na chamada Europa dos valores, solidária, próspera, democrática.
Divididos e mal pagos, roubados e espezinhados, até a comemoração do 25 de Abril, a mais linda revolução do mundo, vai ser feita em dois lugares distintos: 
-Uma, a oficial, na Assembleia da República, com cravos a fazer de conta, outra, a não oficial, no Largo do Carmo, com cravos sentidos nos corações.
Lamento que este país se desagregue a olhos vistos. Que crie feridas aonde as não havia, que se ajoelhe em vez de se fazer respeitar. 
E não há quem nos queira valer...
Desejo a todos um óptimo 25 de Abril.

António Esperança Pereira

Anedota:

Manuel estava na aula quando a professora pergunta:

- Manuel, quantos são dois e dois?
- DEPENDE stôra. Se os números estão na horizontal são 22 se estão na vertical são 4 -   responde o Manuel.
- Muito giro, você parece que é mesmo do contra! Diga lá agora: quem descobriu o Brasil?
- DEPENDE stôra. Se se refere a 1500 foi Pedro Álvares Cabral; se se refere antes de 1500, foi o Índio que já lá estava...
- Ah!... Você se julga muito inteligente, não é Manuel? Você se acha um superdotado, certo?  Agora diga-me: quantos são os mandamentos da Lei de Deus?  
- Bom... DEPENDE stôra...
- Irra!! Como é que é DEPENDE?...
- DEPENDE, porque se for para homens são dez, mas se for para mulheres são nove, porque as mulheres não podem desejar a mulher do próximo!
- "DEPENDE "... sussurra a professora...

sábado, janeiro 25, 2014

Trocar seis por meia dúzia?


Nosso comentário:


Assim de repente e sem que nada o justificasse, começou a ouvir-se falar em eleições. Não de uma possível marcação de eleições legislativas antecipadas por parte do Presidente da República, tão necessárias há tanto tempo, mas das "Presidenciais" veja-se só.
Isto quando ainda faltam anos para que as mesmas tenham lugar.
Apesar da distância a que se encontram, o senhor Primeiro Ministro apressou-se a descrever o perfil do futuro Presidente da República.
Vá-se lá a saber porquê...
De entre os possíveis eleitos a candidatos pela direita ficámos a saber que poucos serão os que reúnem os pré-requisitos definidos pelo líder do PSD: um por isto, outro por aquilo, será difícil encontrar de entre os mais badalados, algum que reúna as condições necessárias exigidas pelo atual Primeiro Ministro.
Comentaristas adiantaram até que só alguém com as caraterísticas de Américo Tomás (Presidente no tempo de Salazar) satisfaria tais pré-requisitos.
Assim sendo, não parece tarefa fácil encontrar PR para o atual PM, caso ele volte a ganhar as eleições.
Esperemos que a dificuldade nem sequer se coloque e que o atual PM saia de cena no mínimo com o rabo entre as pernas e chamuscado pelo fogo interno que lavra no coração e na alma dos portugueses.
Dito isto, passo a divulgar uma frase que chegou ao meu conhecimento e que tem tudo a ver com a atualidade política.
A ela dou o devido realce, porque a sua interpretação, apesar de óbvia, tem muita água no bico...

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira



segunda-feira, junho 10, 2013

Em 2011 evoquei assim o 10 de Junho...


O TGV, o Aeroporto e o 10 de Junho


É sempre mau
há sempre quem se encolha
quando neste país o sonho tem dimensão grande

é coisa demais logo se diz
apequenamos
criticamos receamos amaldiçoamos

ficamos tolos
maldizentes
as coisas que dizemos
de quem ousa de quem quer

enfermamos de males de mesquinhez
quando o que se quer é avançar
sair da pequenez
a que o retardar de tantos anos
nos levou

estranho povo grande
que gosta de chorar gemer
desanimar
antes mesmo de tentar

e o tempo que se perde
com os que não querem avançar
que se assustam quando surge
uma avalanche força que não pára
que não dá para travar

é por entre olhares desconfiados
palavras duras de caciques
escaramuças acesas à mudança
que a obra enfim irrompe

ainda bem que o futuro mostra sempre
que o que deslumbra mesmo
é a obra grande
o valor que temos
a ousadia de que somos capazes

e quando a obra enfim se cumpre
é vê-la admirada pelo futuro e pelo mundo

cumpra-se pois um Portugal sem medo
e que os oceanos e as vidas que ceifaram
quando os transpusemos
os feitos que trouxeram
sejam exemplo
para outros feitos á nossa medida

GRANDES

calem-se de vez os velhos do Restelo
calem-se os cínicos os provincianos
para que Portugal se cumpra
de vez

(Escrito por mim em Junho de 2007, incluído na minha coletânea de poemas "PORTUGAL PERIFÉRICO OU O CENTRO DO MUNDO?")
----------------------------------------------------------
ANOS 60/ PERCURSO ADOLESCENTE (escrevia eu isto...)

No cais

Parou a vida no cais
não se ouve um suave canto
estátuas vivas em pé
banham seu rosto de pranto

e sem amor pela vida
voltam as gentes à aldeia
em vestes de negro escuro
à luz tosca da candeia

à luz da suave esperança
tocam os sinos da terra
cintila a luz da candeia
cintilam vidas em guerra.
----------------------------------------------
Pátria triste

São rostos tristes mãos sem nada
na testa faustosa do Império
ideais fecundos enterrados
nas campas das masmorras solitárias.

São cavadores olhos vendados
um mundo de ilusões em cada enxada
uma Pátria triste que apodrece
no próprio ventre seu escravizado.

Mágoas que voam asas cortadas
ofendida a razão e um profundo sono
e só melancolia
para quem o tempo vai sorrindo.

Sorri pois vós ó rostos tristes
pássaros no chão de asas cortadas
que a razão
com vossas asas no futuro voará.
---------------------------------------------
Vento irado

Donde vens tu vento irado
que trazes raiva nas veias
e sopras do mar salgado?

Donde vens que vens tão triste
sopras sopras sem parar
donde vens ó vento triste?

Mas o vento que passava
calou seus lábios estranhos
não disse porquê chorava.

Traz nos lábios água e sal
sofreguidão de quem chora
traz mágoas para Portugal.

E só mágoas e enganos
arrasta o vento consigo
há quatro dezenas de anos.
----------------------------------------------
Nosso comentário

Que não se perca o sentido do essencial. O povo português escolheu virar à direita. É soberana a vontade popular, sem entrar na problemática da abstenção, do voto útil, do cansaço da governação.
Os senhores que ficam agora com as rédeas do poder são herdeiros directos desse tempo que ainda vivi nos anos 60 como adolescente. Tempos sem luz nem esperança.
Não esqueço, não esquecerei as diferenças entre o que então via e o que agora vejo no meu país: UM ABISMO DE DIFERENÇA!

Que não tenha sido em vão o fim das 4 dezenas de anos, ditadura de Salazar
----------------------------------------------
Por ser 10 de Junho, que a língua maravilhosa de Camões viva nos corações dos que se expressam em português, essa Pátria imensa que é a LÍNGUA PORTUGUESA!

  1. Fiquem bem,

    António Esperança Pereira


sábado, maio 25, 2013

Cor de Burro a fugir...será?


Nosso comentário:


Antes de tudo quero afirmar solenemente perante os meus leitores que, ao publicar esta "expressão popular" e respetiva correção pela forma como é erradamente interpretada, que, ao fazê-lo, não tenho minimamente no pensamento ninguém da governação, ou quaisquer outras personalidades atualmente em exercício de altos cargos.
Isto por se tratar de uma expressão que mete "burros", e eu não estou aqui a chamar burro a quem quer que seja.
Sabe-se, sente-se, que começa a pairar o síndroma do melindre por aí, há mesmo quem se ache já a contas com a justiça, designadamente um jornalista e figura pública da nossa praça,  por afirmações impetuosas, e por esse facto mal aceites pelos destinatários. 
Pelo que, quero desde já preservar a minha boa fé e educação ainda de raiz salazarista.
Raiz salazarista esta, de bons costumes e comedidas ações, que bastaria por si só para me por a salvo de qualquer suspeita...
Prefiro, todavia, reafirmar as minhas sãs intenções aqui e agora para que não restem dúvidas sobre meus escritos, qualquer palavra mais ousada do léxico português, ante eventuais melindrados.
Dito isto, passo a apresentar a dita correção de uma interpretação que a maioria de nós, falantes de português, fazemos de forma errada.
É sempre bom relembrarmos algo, ou, se for esse o caso, aprendermos qualquer coisa nova que não sabíamos.
Façam pois o favor de ler...


Desejo a todos Um Bom Fim de Semana.


António Esperança Pereira




EXPRESSÕES POPULARES

Corro de burro quando foge...

A expressão "cor de burro quando foge" é uma alteração de "corro de burro quando foge", que significa o comportamento agressivo do animal para alguém que está próximo.

Actualmente a expressão é utilizada para designar uma cor que não se consegue definir facilmente.

sexta-feira, maio 03, 2013

A bolacha Maria e a nobreza europeia!


Nosso comentário:


Ontem foi dia de jogo grande em Lisboa, mais propriamente no Estádio da Luz, pois se apurava um dos dois finalistas da Liga Europa de futebol, a disputar em Amesterdão.
Claro que toda a gente sabe isto, apenas o digo e o repito como mera introdução e também para que conste:
O jogo era entre o Benfica (Portugal) e o Fenerbahçe (Turquia)
Da contenda a duas mãos, saiu vencedor o clube português, Benfica, pelo que irá estar presente na final na cidade holandesa de Amesterdão com o outro clube europeu apurado na outra meia-final, o Chelsea (Inglaterra)
Ponto final, parágrafo.
Fim de uma espécie de introdução apenas para acrescentar o seguinte:
Consta que o senhor Primeiro Ministro em funções falará hoje ao país. É sempre um mau prenúncio pois da sua boca mais se não ouve do que más notícias, uma confusão de números, ausência de esperança, divórcio completo com a audiência, os Portugueses.
Parece que hoje mesmo na Assembleia da República mais uma vez se cantou "Grândola Vila Morena" em sinal de protesto contra o governo.
Mas adiante:
Embora na altura ainda bastante jovem, lembro-me muito bem de que nessa fase da juventude (tempos de Salazar e Caetano) as únicas alegrias que havia então, eram igualmente os êxitos futebolísticos, nomeadamente os do Benfica.
Sei que não há qualquer paralelismo com as duas situações. Goza-se hoje de alguma liberdade de expressão, há diversas correntes de opinião legalizadas, circula-se mais ou menos livremente pelas ruas sem se ser incomodado pela PIDE/DGS (Polícia Política do regime de então) etc.
Todavia, ante os tempos conturbados e estranhos do presente e o tipo de gente que dirige os destinos de Portugal,  a minha mente não deixou, ante o êxito desportivamente desejado do SLB (Sport Lisboa e Benfica) de associar as duas épocas.
Ontem Salazar, Caetano e Tomás, hoje, Passos, Gaspar e Cavaco.
Hoje como ontem, salvaguardadas as devidas diferenças, uma mesma sociedade lusa à beira de um ataque de nervos.
Porque o problema mesmo, agora como dantes, é que as alegrias da bola, por maiores que sejam, não conseguem nem de perto nem de longe, tapar, encobrir, disfarçar, apagar, o ambiente de empobrecimento, de falta de emprego, de ausência de soluções, de despotismo, de depressão económico-social que se vive em Portugal, em 2013 DC.

PS. Deixo-lhes a história da Bolacha Maria, que gentilmente nos foi remetida por uma leitora.


Fiquem bem, António Esperança Pereira







A BOLACHA MARIA
História curiosa


As bolachas Maria existem há muitos anos, não passam de moda...
O seu sabor quase neutro, ligeiramente abaunilhado, a sua forma redonda plana, consistência seca, fazem com que se torne ideal para acompanhar
o café ou o chá, barrada ou não com manteiga ou doce...
Ora em 1874, o segundo filho da rainha Vitória, Alfredo, duque de Edimburgo, casou-se com uma grã duquesa russa, Maria Alexandrovna.
Os padeiros Peek e Freans, tinham grande prestígio em Inglaterra como fabricantes de "cookies".
Resolveram homenagear a duquesa com um novo biscoito redondo, com um friso decorativo, e no centro, gravaram o nome da homenageada :"MARIA".
Todos quiseram provar as bolachas com o nome da noiva.
E assim se "espalharam"por vários países: Espanha e Portugal foram dos primeiros.
Atualmente até no Japão se confecionam bolachas iguais com o nome "Maria".
Agora, depois desta pequena resenha histórica, ficamos certamente a olhar para a bolacha Maria de outra forma...
É bem verdade que o saber não ocupa lugar, em cada dia que passa aumentamos o nosso saber.

quarta-feira, abril 24, 2013

Os três macaquinhos dão-nos a receita...


Nosso comentário:


Muitos são os apelos à contenção popular, ao civismo, que nos portemos bem, que aceitemos cristã-mente o calvário que nos caíu em sorte, que colaboremos com o pesadelo que estamos a viver, que refundemos tudo o que há no país, designadamente o conceito de país, os direitos constitucionais, a justiça, a saúde, a educação, a obra feita, o próprio conceito de nós próprios, etc.etc...
Isto porque amanhã é uma data histórica para Portugal, 25 de Abril, e o descontentamento com cortes permanentes nos bolsos dos portugueses, recessão e emagrecimento profundos, associados a um ambiente social deprimente, perda parcial de soberania, podem levar a tentações perigosas.
O 25 de Abril, é uma data data comemorativa daquela que ficou conhecida por Revolução dos Cravos, levada a cabo no ano de 1974. Uma revolução pacífica, urdida por um movimento de capitães das Forças Armadas, que derrubou o regime ditatorial de mais de quatro décadas instalado no poder. Uma longa ditadura, sob a batuta de Salazar, que manteve Portugal afastado de tudo o que era exterior. 
Um país de emigrantes, de soldados, isolado, pobre, atrasado, analfabeto, a que a Revolução dos Cravos pôs termo.
O 25 de Abril é pois, um dia de libertação e de festa. De democracia e de esperança. De fim de guerras coloniais. De regresso de exilados ao seu país renascido. De abertura e mudança.
Divulgo uma historiazinha, que alguém me enviou faz uns dias, que se adequa na perfeição aos apelos de acalmia e colaboração dos mais poderosos aos remediados, pobres e deserdados.
É uma história de muitos conhecida pelo simbolismo dos três macacos.
Pois leia-se a história dos macaquinhos e portemos-nos bem. Só precisamos para tal de, como eles, não ver o mal, não ouvir o mal, não falar o mal.
Que tal caros leitores? não custa nada tentar.


PS. Como é dia do livro, convido-os a fazerem uma visita ao meu site da Bubok e darem uma vista de olhos aos meus escritos, http://lusito.bubok.pt/



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 





Os Três Macacos Sábios

Os três Macacos Sábios são o símbolo de uma antiga religião Japonesa.
Os macacos têm os seguintes nomes:
MIZARU-não vejo o mal
MIKAZARU-não ouço o mal
MAZARU-não falo o mal
No Japão é muito comum  este símbolo . O ensinamento que está sempre presente é o
de não nos metermos, não falarmos e não ouvirmos tudo o que são assuntos alheios.
Este símbolo Japonês é muito antigo, mas ainda é muito divulgado.
Os Budistas fazem uma interpretação um pouco diferente deste símbolo.
Curiosidade: durante todas as suas viagens pela Índia, Gandi, levava sempre na sua bagagem
uma estatueta dos três Macacos...



sexta-feira, janeiro 04, 2013

Um Além "post mortem" em figura corpórea?


Nosso comentário:


Uma prova de reencarnação? o 1.º ministro será o próprio Salazar em pessoa?
Aí está um assunto para reflexão nesta entrada de um ano que se adivinha contundente promovido a contento do/s próprio/s. 
Salazar em boa verdade se diga, dentro do estilo que o caraterizou, não faria pior do que está a ser feito. Salazar, há que dizê-lo, tinha qualidades, poucas, mas apesar de tudo, suficientes para não haver comparação possível. 
Aqui estou de acordo com Marques Mendes quando se refere a tal comparação como uma grosseria.
No entanto, grosseria ou não, tal como dantes, cá está a emigração, a caridade, a triste sina, os grandes ricos protegidos, o futebol como ópio do povo, o desprezo pela sorte dos portugueses (dantes iam para a guerra, prisões, etc, (agora ficam sem dinheiro, sem emprego, empurrados como então para um qualquer destino trágico.
Sem dúvida, que eram outros tempos os de Salazar, então assumia-se quase com orgulho o mérito de um "Grande Ditador". Hoje há dificuldade por bandas de um propenso ditador, em assumir e explanar o seu potencial autocrático perante os povos, um orgulho autista caraterístico de um qualquer ser "iluminado" (leia-se "doente") predestinado a guiar o seu povo.
Felizmente que hoje ninguém acredita neles.  
A verdade está nas ruas, nas enormes manifestações de protesto, na contestação diária, na dificuldade que "eles" têm em contatar com seu povo ofendido, empobrecido, roubado e humilhado.
Todavia, o controlo dos media, a manipulação da informação mais ou menos velada, acabam por ter quase os mesmos efeitos que dantes tinha a falta de informação.
Pode-se, pois, ser ditador em democracia.
A democracia está a esvaziar-se e o voto popular, a grande arma em que muito se acreditou para ser suporte das democracias... hoje em dia, por força da tal manipulação das pessoas via meios de comunicação de massas, soa a tudo menos a liberdade de opinião e expressão.
Ditadores em democracia, ou...candidatos a ditadores, é o que estamos cada vez mais propensos a eleger "democraticamente".
Um contra senso é certo, mas infelizmente os exemplos disso já abundam...
No comparativo entre o atual 1.º ministro e Salazar, que é o tema do comentário de hoje, também tal como Marques Mendes, o acho uma grosseria...
mas em boa verdade se diga que desde padres a políticos, de comentadores credenciados a cidadãos comuns, é tal a avalanche de teses que apontam nesse sentido, que me vejo quase na obrigação de aludir a tal comparação com receio de me ver ultrapassado por não o ter feito ainda em meu blogue.
Pois hoje aqui fica o registo. 
Tal comparação, seja ela mais reencarnada ou menos reencarnada entre ambos os PM's, deixo-a para os peritos em fenómenos de 3.º grau e similares.
Mas não acredito de todo que possa ser o próprio "além post mortem" em manifestação corpórea na figura de PC.


PS. Para quem ainda não viu ou leu, deixo o link de um video do youtube intitulado "de Salazar a Passos Coelho", deixo igualmente a notícia que corre mundo que dá conta de P. Coelho lendo Salazar.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/



---------------------------------------------------------------------------------------------------------

passos_livro_salazar

Foto de Passos Coelho no DIÁRIO AS BEIRAS gera debate

Foto de Luís Carregã

A fotografia publicada na primeira página da edição deste sábado do DIÁRIO AS BEIRAS, captada ontem em Coimbra pelo fotojornalista Luís Carregã, está a gerar forte discussão nas redes sociais. A imagem foi obtida na saída do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, após visita ao Museu Machado de Castro e mostra o chefe do Governo sentado no carro oficial, tendo a seu lado, por baixo do separador central do banco traseiro, o livro “A diplomacia de Salazar”, da autoria de Bernardo Futscher Pereira, recentemente editado pela Dom Quixote.



http://www.youtube.com/watch?v=4t0M266A3T8&feature=player_embedded

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...