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sábado, maio 23, 2020

Cerimónias religiosas comunitárias e época balnear estão aí.


Os surtos de covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo são "um foco prioritário de atenção" das autoridades de saúde e têm origem provável em comportamentos individuais de maior relaxamento em momento de pausa no trabalho.
Os surtos de covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo são "um foco prioritário de atenção" das autoridades de saúde e têm origem provável em comportamentos individuais de maior relaxamento em momento de pausa no trabalho.© Global Imagens Os surtos de covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo são "um foco prioritário de atenção" das autoridades de saúde e têm origem provável em comportamentos individuais de maior relaxamento em momento de pausa no trabalho.
A explicação foi avançada hoje pela ministra da Saúde, Marta Temido, na conferência de imprensa diária conjunta com a Direção-Geral da Saúde (DGS), relativa ao balanço diário da covid-19 em Portugal.
"Tudo leva a indicar que não serão os incumprimentos das regras gerais pelas estruturas laborais que estarão a originar provavelmente estes focos, mas sim, algum relaxamento, alguma descontração, nos momentos que não são momentos de trabalho formal. Estou a referir-me às pausas para almoço, estou a referir-me às mudas de roupa, a um conjunto de outros aspetos, até à eventual circunstância de haver alguma utilização de meios de transporte que não são transportes públicos, mas são coletivos, onde há algum alívio ou alguma menor consideração das cautelas que têm que ser consideradas", disse.
Segundo Marta Temido, os surtos não decorrem das medidas de desconfinamento entretanto adotadas e estão concentrados em "determinados empreendimentos comerciais e industriais" e em obras de construção civil, que estão a levar a tutela e as autoridades de saúde a ponderar a necessidade de "medidas muito específicas".
"O que estamos a fazer é um trabalho de precisão ao nível das autoridades locais de saúde e da autoridade regional de saúde de Lisboa e Vale do Tejo e com quem é necessário articular, [e que] irão agora fazer um trabalho de mais detalhe, mais de rua, mais de informação para tentar uma vez mais conter estes focos", disse a ministra.
Marta Temido referiu ainda que há "indícios" de que os surtos estão associados a trabalhadores sem ligação formal às empresas em causa, sendo subcontratados ou estando ligados a empresas de trabalho temporário, pedindo atenção desses trabalhadores para "momentos em que as pessoas saem do seu posto de trabalho e relaxam um bocadinho", adotando "alguns comportamentos que não sejam tão compatíveis" com orientações gerais dadas pelas entidades empregadoras.
"Estamos muito atentos, queríamos também deixar alguma mensagem de tranquilidade. Estes focos preocupam-nos de alguma maneira, mas estamos atentos a eles e estamos a tomar medidas e temos medidas em curso para, uma vez mais, fazer aquilo que já fizemos noutros locais que nos preocuparam no passado, que é controlá-los e garantir que todas as pessoas podem continuar a fazer a sua atividade normal", disse.
Nos últimos dias foram reportados focos de infeção na zona da Azambuja, na região da grande Lisboa, tendo a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, referido, na conferência de imprensa de sexta-feira, 81 trabalhadores de três empresas com testes positivos para covid-19.
O centro logístico da Sonae tinha 76 casos positivos confirmados, adiantou Graça Freitas.
Hoje, a ministra da Saúde referiu que há uma tendência de decréscimo de casos a nível das regiões em Portugal, sendo Lisboa e Vale do Tejo a exceção.
Portugal contabiliza 1.302 mortos associados à covid-19 em 30.471 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.
Relativamente ao dia anterior, há mais 13 mortos (+1%) e mais 271 casos de infeção (+0,9%).
Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.
Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.
O Governo aprovou novas medidas que entraram em vigor na segunda-feira, entre as quais a retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos, a reabertura das creches, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.
O regresso das cerimónias religiosas comunitárias está previsto para 30 de maio e a abertura da época balnear para 06 de junho.
Fiquem bem, sigam as regras da Direção-Geral de Saúde

domingo, fevereiro 03, 2013

Donos de Portugal, "levados levados sim..."


Nosso comentário:


À medida que este país se vem assemelhando mais e mais à doutrina salazarista, botas e tamancos, meias rotas, miséria, austeridade, para uns... latifúndios, mordomias, despesismo para outros, vem a propósito relembrar este documentário de excelente conteúdo exibido a seu tempo na RTP2. 
São poucos os muito ricos em Portugal, cada vez menos respeitadas as oportunidades para todos, os direitos adquiridos, a solidariedade, o Estado de direito que se sobreponha aos todos poderosos senhores da alta finança.
Política e Sociedade vergadas aos ditames dos fazedores de números, dos detentores das habilidades que levam a ganhos arrecadados tantas vezes de maneira fraudulenta do bolso do comum e honesto cidadão.
Estaremos chegados a um tempo de ausência de gente séria?
Estaremos condenados a escolher o menos mau de entre os maus? o melhor ladrão entre ladrões?
Espero que não, caros leitores, mas em boa verdade, não tenho a certeza disso, ante o que leio e o que vejo.
Controlados que estamos por gente de altos ganhos, que controla os meios de informação e que é ela própria (essa gente) a orientadora subtil de nossas consciências, é mais certo o retorno aos tempos da escravatura, da lei da rolha, da repressão, que à retoma dos ideais que nortearam tanta gente ilustre e de bem com sonhos de fraternidade, igualdade, tolerância, solidariedade.


PS. Leiam o texto e assistam ao documentário mencionado, independentemente da fonte que o norteia. Vale a pena emprestar-se um olhar atento a estas matérias que a todos dizem respeito. 


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/






Donos de Portugal é um documentário de Jorge Costa sobre cem anos de poder económico. O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza.
Mello, Champalimaud, Espírito Santo – as fortunas cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos – Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base.
No momento em que a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui.
Produzido para a RTP 2 no âmbito do Instituto de História Contemporânea, o filme tem montagem de Edgar Feldman e locução de Fernando Alves.
A estreia televisiva teve lugar na RTP2 a 25 de Abril de 2012. Desde esse momento, o documentário está disponível na íntegra em donosdeportugal.net.
Donos de Portugal é baseado no livro homónimo de Jorge Costa, Cecília Honório, Luís Fazenda, Francisco Louçã e Fernando Rosas, editado em 2011 pela Afrontamento e com mais de 12 mil exemplares vendidos.

segunda-feira, abril 16, 2012

O que Portugal poupava se tivesse mar...

FENOMENAL!!!!! J J J

Da crónica "Paris - Telheiras", de João Quadros no Negócio On-Line:

"Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo Continente (do grupo Sonae) estão entre os maiores importadores portugueses."
Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de frescos dos supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco.
Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.
Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia, sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do Haiti... Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado que nós. Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio do Haiti ou um berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de 2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a água é quente, se tem irmãs, etc.
Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo. Não é saudável ter inveja de uma gamba. Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar junto do linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel em Havana e agora já nem a Badajoz vai. Não se faz. E é desagradável constatar que o tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar que os que vamos fazer durante todo o ano.
Há quem acabe por levar peixe-espada do Quénia só para ter alguém interessante e viajado lá em casa. Eu vi perca egípcia em Telheiras...
fica estranho. Perca egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A minha mãe olha para uma perca egípcia e esquece que está num supermercado e imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras.
Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.
Deixei para o fim o polvo marroquino. É complicado pedir polvo marroquino, assim às claras. Eu não consigo perguntar: "tem polvo marroquino?", sem olhar à volta a ver se vem lá polícia. "Queria quinhentos de polvo marroquino" - tem de ser dito em voz mais baixa e rouca. Acabei por optar por robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de robalo de Chernobyl.
Eu, às vezes penso: o que não poupávamos se Portugal tivesse mar.
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Nosso comentário:
 
 
Tal e qual como a recebemos, via email, assim publicamos uma intressante crónica Paris-Telheiras, sobre "coisas do mar", mais propriamente, frescos marinhos.
Gostámos da expressão: "uma ONU do ultra congelado" utilizada pelo autor, a quando da sua visita à zona de peixe congelado dos hipermercados da SONAE e da JERÓNIMO MARTINS.
Dá que pensar realmente, aqueles que tanto nos fazem crer que o problema de Portugal está nas importações, no tal despesismo, sejam os que tudo fazem para nada fazer para inverter a situação.
É caso para dizer em coro com o autor da crónica: "O que não poupávamos se tivéssemos mar"
 
Sem dúvida que um mar às moscas como o enorme Mar Atlântico com que a natureza brindou Portugal, sem ter que pagar nada a ninguém, sem intervenções externas, sem juros nem contrapartidas, mas "infelizmente", sem grandes tachos para boys, as coisas das pescas são sujas e cansativas, só atrapalha!!!
Não fora neste momento, segundo consta, ir por lá a passar um vaso de guerra de Paulo Portas, (desta vez o submarino não vai, deve estar por aí noutro sítio do mar...) rumando a República da Guiné-Bissau, para proceder à libertação de portugueses...
nós chamaríamos nesta fase a esse imenso mar português, com toda a propriedade, um "mar morto". Se preferirem "um não mar".
 
Finalmente deixamos as preferências da semana dos nossos leitores: mensagens que publicamos e nossas páginas. Boas leituras, boas pesquisas, boas escritas, boa semana!!!
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Fiquem bem,
 
 
 
 
 
 
 
 

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