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quarta-feira, maio 13, 2015

Bandarra trovador e adivinhações...


Nosso comentário:

Sem nada a ver com as adivinhações de Bandarra, devo dizer aos estimados leitores que hoje mesmo este vosso amigo e blogueiro "adivinhou" o resultado futebolístico entre a Juventus (Itália) e o Real Madrid (Espanha)
Foi um empate a uma bola.
O jogo de hoje, destinava-se a apurar o outro clube presente na final da Liga dos Campeões, já que um dos finalistas tinha sido apurado ontem: O Barcelona (Espanha) que eliminara os alemães do Bayern de Munique.
Devo completar a minha informação, ou seja, o meu exercício de adivinhação, de que três euros apostados me renderam quase 12 euros. É obra...
Imaginam o contentamento que sinto!
Bom, brincadeiras à parte, aqui lhes deixo um pequeno texto alusivo a esse nome conhecido do imaginário dos portugueses: BANDARRA.
Um homem que, ao que consta teria nascido bem perto do sítio onde eu também nasci.
Diz-se que era forte em adivinhação, e não só...

Fiquem bem,

António Esperança Pereira





BANDARRA
Sapateiro, Trovador, Profeta

Gonçalo Anes Bandarra nasceu em Trancoso 1500? e morreu em 1556 também em Trancoso. Foi um sapateiro que ficou conhecido por escrever versos de cariz profético na época de D.João lll. Há quem veja nos seus versos a previsão do período de domínio Filipino e da posterior Restauração.
De 1530 a 1540, Bandarra escreve várias trovas de cariz profético. Em 1541 é julgado pelo tribunal do Santo Ofício e condenado com uma pena leve.
As suas trovas são impressas pela primeira vez em Paris, por D. João de Castro.
Mais tarde, em 1809,  são publicadas em Nantes. Por altura da Revolução Francesa são reeditadas em Barcelona.
Em 1541, quando do seu julgamento, no tribunal do Santo Ofício, declara que ouvia muitas passagens da Biblía e que as suas trovas eram baseadas no que ouvia. Uma forma de se defender de uma possível acusação de ser simpatizante de ideais modernos para a época.
O tribunal aconselhou-o a deixar de ser amigo das "novas ideias".
As trovas de Bandarra circularam durante séculos em diferentes versões.
Alguém disse sobre Bandarra:

-Verdadeiros são os vaticínios de Bandarra

-Irreal é o Mundo em que vivemos

-O coração deste homem
Não era Português

Mas PORTUGAL

sábado, julho 09, 2011

Trinta cães comem homem que morreu em barracões


Um homem de 74 anos que vivia em barracões, sozinho e em profunda miséria, morreu e foi comido por três dezenas de cães, numa quinta em Moreirinhas, Trancoso.

O padeiro, que visitava Heliedoro Sousa duas vezes por semana e que lhe vendia pão, foi quem o encontrou. Na segunda-feira apanhou "o maior susto da vida". "Os cães estavam-no a comer. Já só vi parte das pernas", contou ontem Carlos Silva, de 28 anos, que avisou de imediato os vizinhos e a GNR.

O homem tinha apenas sobrinhos e sempre rejeitou ajuda. "Fiz de tudo para ele viver noutras condições, mas negou. Trazia-lhe comida e ele dava-a ao cão", lamenta o sobrinho João Baptista. Heliedoro foi assaltado há três meses e ficou sem 800 euros. E agora, no bolso das calças que vestia, ainda foram encontrados 300 euros.
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COMENTÁRIO MAIS VOTADO

"Ainda não perceberam que estamos entregues aos "bichos", e o pior bicho que nos vai comendo neste país é o politico. Por este andar pouco restará para os cães."
Anónimo
08 Julho 2011
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Nosso comentário

Chocante mesmo esta notícia, trágica.
Pode ser o prelúdio de um futuro não muito longínquo em que ser-se pessoa conta cada vez menos.
Seleccionei o melhor comentário à notícia, que me parece muito a propósito.
Vemo-nos enredados no dia a dia com números e mais números, dinheiro limpo, dinheiro sujo, mas sempre o dinheiro, os números.
Não quero com isto menosprezar o valor do dinheiro. É um excelente meio de troca, de motivação, de incentivo.

Mas só dinheiro, contas, números, estatísticas, bolsas, mercados, não chegam. E não chegam se acima de tudo não estiver o bem estar das populações, das pessoas.
Aqui entra o Estado Social, pode não ser um Estado perfeito, claro que não é, mas se existirmos sem ele, ou com um Estado magrinho como agora se diz, é mesmo estarmos entregues aos bichos.
No caso da notícia acima...
aos cães!

Nasci por ali, por aquelas bandas onde aquele homem morreu em circunstâncias trágicas, horripilantes. Conheci homens de vida dura entre pedras e giestas, gente do campo. Muita gente mesmo muita a viver e a morrer sozinha.
Toca-me profundamente a solidão a que chegámos, o abandono a que por este andar, chegaremos. Num liberalismo atroz que cada vez fecha mais os olhos a quem realmente precisa.
Só lhes ligam, a estes pedaços de gente perdidos por aí, para lhes caçarem o voto.
Depois, eleições ganhas, ficam mesmo entregues aos bichos.

Remeto-vos a propósito para o excelente filme da década de 60 se não estou em erro que dava pelo nome de Mundo Cão.
Eis uma sinopse do dito filme de título original: "MONDO CANE"

-Com estas palavras, os diretores deram início ao sucesso internacional de crítica e público deste filme, bem como revolucionaram o gênero documentário para sempre. Filmado em vários rincões do mundo, este épico referencial explora a cultura da vida e da morte, a agonia dos homens e das feras, os tabus do sexo e das religiões, a transformação da civilização doentia em barbárie. Algumas vezes belo, frequentemente horripilante e ainda surpreendente, mantém-se um dos mais perturbadores e controversos filmes de todos os tempos. Este shockumentary - foi o começo de tudo. Este é Mondo Cane. Temos nesta obra, a brilhante trilha musical de Nino Loiviero e Riz Ortolani, que inclui a música tema 'More', indicada ao Oscar.

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Fiquem bem,
ah! e não se deixem comer...

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...