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quinta-feira, maio 03, 2018

Aluguer de guarda-chuvas


Três estudantes universitários do Canadá-Vancouver  criaram um sistema de aluguer de guarda-chuvas.
Criaram a "UmbraCity", um serviço de aluguer de guarda-chuvas.Vancouver tem uma média histórica de 166 dias de chuva por ano. O esquema de aluguer é parecido com o empréstimo de"bikes". Os estudantes que precisam de guarda-chuvas têm um cartão que utilizam passando-o por um dos 5 quiosques que existem no Campus universitário A utilização é totalmente gratuita se os guarda-chuvas forem devolvidos no prazo de 2 dias. Ultrapassando esse tempo têm que pagar uma taxa diária. Cada guarda-chuva tem um código próprio. Se algum guarda-chuva se estragar será reciclado . 
Os inventores deste serviço, Amir, Babak e Chiyi estão a pensar exportar esta tecnologia dando prioridade aos locais de maior precipitação de chuva.

António Esperança Pereira

sexta-feira, dezembro 07, 2012

85% de cortes e a dor de uma dose cavalar...


Nosso comentário:


Mais um dia se vai finando neste nosso Portugal sem Abril por perto.
Ouvem-se ecos de notícias menos boas do que era costume uns tempos atrás. A cada dia que passa o enjoo pelo que se passa vai aumentando.
Viciam-nos numa enxurrada de suposta democracia, qual caganeira de palavras dúbias e enganosas. Para muitos, este regime que vigora, de democracia só já tem o nome.
Haverá no senso comum, cada vez mais "ditadores" do que democratas. A sua "democracia, a desses ditadores," advém-lhes do facto de exercerem as suas funções com o beneplácito do voto de alguns cidadãos que eles próprios angariam nas campanhas eleitorais para validar 4 ou 5 anos de poleiro.
Digo alguns cidadãos porque é sabido como a "coisa política" se vem degradando, ao ponto de haver eleições em que já não votam metade dos eleitores. E quem é eleito para ser "ditador em democracia" terá quando muito a metade da metade dos votos do eleitorado potencial.
Muito pouco para se governar com o selo firme da democracia, muito pouco para se poderem tomar medidas cegas e prepotentes mais ao jeito das ditaduras.
São muitos os que começam a pensar seriamente, tirando claro está, os que já o fazem, em deixar de ir às urnas no dia das eleições validar esta gente que em nada corresponde, no mínimo sequer, ao prometido em campanhas eleitorais.
Votar para quê?
Uma pergunta que começa a fazer sentido mesmo para os democratas. Para aqueles que se bateram pela liberdade, que viram no voto livre uma afirmação de dignidade e afirmação de cidadania.
Ainda hoje voltava o dr. Passos Coelho, 1.º ministro deste país, a afirmar que Portugal não é a Grécia. Como se os portugueses fossem parvos, estúpidos, analfabetos, como se algum dia Portugal tivesse sido a Grécia...
O 1.º ministro disse isto para justificar mais um dito por não dito, dizer que é melhor não pedir as condições mais favoráveis que são dadas atualmente aos gregos.
Foi por isto que ele o disse.
Já o tinha visto interessado nessas condições favoráveis. Mas talvez os recados vindos dos mandantes o tenham feito mudar de opinião.
Porque, quanto ao resto, creio que ele sabe que Portugal não é a Grécia.
E também deve saber, completando tal verdade, que a capital de Portugal é Lisboa, a capital da Grécia é Atenas. A 2.ª cidade de Portugal é o Porto, a 2.ª cidade da Grécia é Salónica.
Depois neste dia a dia do nosso Portugal em que tanta coisa menos boa acontece, vieram-me duas notícias que me fizeram vir a correr para o blogue e me tiraram a vontade de ler mais o que quer que fosse na comunicação social.
O dr. Medina Carreira, ex-ministro das finanças foi vasculhado, quer dizer a sua casa, pela polícia judiciária. Estas buscas foram desenvolvidas no âmbito da operação "Monte Branco", estando em causa um conjunto de movimentos financeiros, ocorridos entre 2006 e 2012, realizados no quadro de um esquema de ocultação da origem dos fundos e da sua conversão em numerário, abrangendo montantes, na sua totalidade, superiores a 30 milhões de euros. Este senhor tem inúmeros fãs, pelo que oxalá tudo não passe de uma cabala, como agora se diz. Sobretudo para não frustrar as espectativas de honestidade que nele depositam seus fãs.
Com o dr Medina Carreira em "queda" também a queda de 3,5% do PIB no 3º trimestre do ano é pior do que previsto pelo próprio INE, as exportações continuam em desaceleração e o emprego em queda. 
Passos Coelho insiste em falar em “bons resultados”.
 
 
PS. Ainda na ótica dos bons resultados que Passos teima em sublinhar, deixo aos leitores a notícia que é testemunho da imaginação e criatividade férteis deste governo: nada de crescimento como se vê acima, e cortes sempre feitos onde é mais fácil: reformados, pensionistas, doentes, estudantes...


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/

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Educação e Segurança Social valem 85% dos cortes


por Luís Manuel Cabral
 
 
Vítor Gaspar pediu corte de mil milhões de euros na Educação e 2.700 milhões na Segurança Social.
 
O "Diário Económico" escreve na sua edição de hoje que "Segurança Social e Educação são as funções sociais do Estado que vão suportar a maior fatia do corte de 4,4 mil milhões de euros que o Governo tem de fazer no âmbito da reforma do Estado". O jornal apurou que "só nestas duas áreas, o Ministério das Finanças definiu uma redução de cerca de 3.700 milhões de euros, o que corresponde a 85% do total do corte na despesa".
O jornal adianta ainda que "A Saúde também será chamada a contribuir, mas apenas com um corte de cerca de 180 milhões de euros. Às áreas da Justiça, Defesa e Administração Interna caberá uma fatia de 500 milhões de euros. No total, chegar-se-á a cerca de 4,4 mil milhões de euros, um valor ligeiramente superior aos quatro mil milhões inicialmente anunciados pelo primeiro-ministro".

quarta-feira, novembro 21, 2012

Um país de cavadores e pescadores...


Nosso comentário:


Políticos sem ideias próprias, amarras internacionais via ocupação da TROIKA.
Uma desilusão para quem passa os olhos pelas páginas da imprensa e quer vislumbrar uma afirmação, uma só que seja, que possa fazer a diferença.
Nada.
Passos Coelho igual ao menos bom do antanho, igual a si próprio. Uma ministra da agricultura que se congratula nas suas poucas primaveras, com o regresso dos jovens ao trabalho agrícola. Um presidente da República, por acaso ou talvez não, que afirma algo de parecido com a ministra da agricultura.
Fala o PR que é preciso acabar com o estigma que nos afastou da terra e do mar.
Deve querer que os filhos dos outros sejam cavadores e pescadores, não os seus, com toda a certeza.
Seguro sem afirmar uma liderança sequer parecida ao antecessor. Sem garra, sem tocar as feridas, sem um discurso firme e preciso que possa fazer a diferença perante o assalto que é feito aos trabalhadores, estudantes e classes médias.
Portas sem nenhumas portas, mesmo tendo entre mãos a pasta de ministro dos negócios estrangeiros.
A esquerda, fora dos circuitos da governação, transmitindo aquela imagem de ter projetos de sociedade, de mudança até, mas numa sociedade mais que aburguesada é grande a dificuldade de fazer entender o que diz ao comum dos cidadãos.
Pouca gente se convence de que neste momento essa esquerda possa alcançar o poder sem o PS.
E o PS não quer ser esquerda.
Berrar então por quem, dizer-se o quê?
De que serve dizer que o senhor A ganha 600.000 euros ou o senhor B, 300.000, ou o senhor C, milhões?
Eles continuarão a ganhar rios de dinheiro e não há quem nos possa valer. Quem possa no fim de contas reduzir o fosso entre ricos e pobres, nivelar mais os desequilíbrios sociais.
De que serve falar dos ordenados do governo bem chorudos com mordomias a perder de vista, para fazerem o que fazem?
É com esses ordenados e mordomias chorudas que carregam forte e feio nos setores da sociedade mais frágeis, que enviam os jovens para o estrangeiro; que lhes dificultam o acesso ao ensino superior; que deixam que crianças passem fome nas escolas; que entregam as responsabilidades sociais maioritariamente da responsabilidade de um Estado sério, a privados sem escrúpulos, cujo fim último é o lucro; que vendem o património público de maior valia que lhes foi legado a um qualquer consórcio, um qualquer oportunista que aparecer...
Pois lucre-se com a saúde, lucre-se com o ensino, lucre-se com o património nacional, lucre-se com a miséria...
Agora só pergunto: se não querem Estado, se falam tão mal de tudo o que é Estado, porque não começam os governantes, que são altos funcionários públicos, por se demitir?
Se o Estado é uma treta, os funcionários públicos uma treta, como dizem, porquê os senhores governantes, altos funcionários públicos, continuam a servir-se dele, Estado, para imperarem?
Para quê então haver ministros e seus extensos quadros, despesas e honorários de fazer nascer pelos na cabeça de um careca?
Entregue-se a gestão do país a uma empresa. Prescinda-se de tantas e tais despesas escusadas.
Talvez até que haja voluntários para o fazer, representantes do povo, que façam mais e melhor com custos bem mais baixos.
 
 
PS. Deixo-lhes alguns títulos da imprensa que de certa forma provocaram em mim este desabafo. Oxalá consigam abrir os link's com facilidade.
 
 
 
 Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/

 
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sábado, novembro 10, 2012

Grândola Vila Morena, militares na rua...



Nosso comentário:


Um surto de greves e manifestações nunca antes visto parece ser o horizonte próximo deste país.
Hoje nas ruas de Lisboa estiveram mais de 10 mil militares a tentar afirmar perante os poderes instituídos e a violência das medidas em curso, os problemas que os afetam.
Tinham estado igualmente alguns dias atrás  os agentes das polícias.
Em greve sem fim à vista continuam estivadores, mantendo portos fechados.
Greves localizadas e setoriais acontecem um pouco por todos os ramos de atividade.
Estudantes do ensino superior público manifestar-se-ão a 22 de Novembro.
Cada vez um maior número de estudantes universitários terá de abandonar o Ensino Superior por falta de dinheiro para aí se manterem.
Reitores dizem que Universidades correm risco de colapso nas suas atividades normais de funcionamento.
De Fátima, pela voz dos seus bispos chegam preocupações com o aumento exponencial da fome no país.
Uma greve geral está agendada e anunciada já para este 14 de Novembro.
Dia 12, aquando da visita da chanceler alemã a Lisboa, haverá seguramente um pouco por todo o lado manifestações de protesto contra as políticas "neoliberais demolidoras" atualmente em curso, defendidas, implementadas e apadrinhadas pela sr.ª Merkel. 
Caros leitores espalhados pelo mundo, se continuasse este retrato do país atual que se chama Portugal, não pararia.
Não vou alongar-me muito mais, a minha fezada é de que algo aconteça em breve que promova a esperança, um rumo, uma definição de objetivos para todos os portugueses, sem exceção, que algo aconteça e que ponha fim a este caminho suicidário aceite por alguns para seu único gáudio e das elites cujos interesses servem.
Servem os interesses de fora, desprezam os interesses reais do POVO que os elegeu.
As PESSOAS pouco importam para estes líderes.
Sabemos por vozes que sabem do assunto que as dívidas enchem os cofres da sr.ª Merkel e seus parceiros.
Ou seja, que quanto mais aumentar o prejuízo, a recessão, o emagrecimento do nosso querido Portugal, mais pesados serão os juros a pagar, já de si escandalosamente elevados, pois a dívida não parará de aumentar.
Emagrece aqui, engorda acolá. É o princípio básico dos vasos comunicantes.
Para bom entendedor... meia palavra basta!!!
 
 
PS. Fiquem com duas notícias breves que dão conta, quer da manifestação dos militares de hoje, quer da manifestação dos estudantes universitários marcada para 22 de Novembro
 

Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
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Cerca de 10 mil militares, acompanhados pelas famílias, enchem a praça dos Restauradores, em Lisboa. Após silêncio ouviu-se GRÂNDOLA VILA MORENA


Cerca de 10 mil militares, acompanhados pelas famílias, enchem a praça dos Restauradores, em Lisboa. Chegaram numa marcha silenciosa, de protesto contra a austeridade e os cortes que têm recaído sobre as Forças Armadas.
O protesto, que saiu da Praça do Município, sempre em silencio, é motivado pelos cortes no setor da Defesa, entre eles promoções e, mais recentemente, o anúncio de que os militares deixarão de contar com a habitual gratuitidade nos transportes públicos.
"Em muitos casos, representa cerca de 200 euros por mês", disse Pereira Cracel, presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas. É o suficiente para manter muitos militares longe da família, por falta de dinheiro para as viagens.
Segundo Pereira Cracel, "há já muitos militares em graves condições económicas, endividados, e muitos outros nesse caminho, que não conseguem fazer face às despesas do dia-a-dia".
"Sabemos de famílias de militares que estão a tirar os filhos das universidades", denunciou.
"Nunca pensei que o país chegasse ao ponto a que chegou. Espero que para bem de Portugal e da soberania nacional, para todos, militares e cidadãos, tal não continue acontecer", acrescentou aquele coronel.



Estudantes do ensino superior público marcam manifestação para 22 de Novembro


Os estudantes do ensino superior público anunciaram uma manifestação em Lisboa para o próximo dia 22 de Novembro. João Mineiro, da Associação de Estudantes do ISCTE, explica que há muitos estudantes endividados para continuar os estudos.

“Ao que assistimos é a estudantes que têm de se endividar porque as suas famílias não têm dinheiro para pagar os seus custos do ensino superior e quando entram no mercado do trabalho com uma dívida que já vem de trás.”

Por isso, João Mineiro apela à participação generalizada dos estudantes na manifestação de dia 22 de Novembro. “Apelamos a todas as associações de estudantes e a todos os estudantes deste país que participem nesta manifestação, promovam mais debate, porque é impossível continuarmos a aceitar isto e temos a obrigação de responder a aquilo que é a destruição do ensino público como o conhecemos”.

João Mineiro, da Associação de Estudantes do ISCTE apelou à união de todos os estudantes na luta contra as políticas orçamentais deste Governo.

A conferência de imprensa conjunta das associações de estudantes de várias universidades públicas ficou marcada pelas queixas dos representantes dos estudantes do ensino superior público relativamente ao aumento de propinas, à diminuição de bolsas, à acção social ou à extinção do passe social sub-23.

domingo, setembro 16, 2012

Talvez o mail com mais sentido que recebi...

Nosso breve comentário:

 
Via email, foi-nos enviado o texto abaixo,  com o título, como podem confirmar, "talvez o mail com mais sentido que recebi". Ora bem, achámos que, se este mail fez assim tanto sentido para alguém, é bem capaz de fazer também sentido para mais gente. Daí a opção que tomámos em divulgá-lo.
O leitor verá o sentido que faz para si.
Optamos igualmente por este texto para dar algum espaço e tempo aos desenvolvimentos óbvios que deverá haver nos próximos dias na sociedade portuguesa.
As manifestações gigantescas em cerca de 40 cidades de Portugal não passaram indiferentes a ninguém, nem sequer aos mídia estrangeiros.
Afinal parece que este bem comportado, bom, cordato, manso, POVO está vivo e bem vivo para lutar pelo seu país quando o mesmo se vê ameaçado de morte mais ou menos lenta.
Deixemos pois as coisas pousar, o dia 15 de Setembro foi ontem, mas poderá ter sido um marco histórico  para os dias próximos vindouros de Portugal.
Aguardemos!
Entretanto fiquem com o tal texto com sentido...
 
 
 
Fiquem bem, António Esperança Pereira

 
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Talvez o mail com mais sentido que recebi!

Um professor diante da sua turma de filosofia, sem dizer uma palavra, pegou num frasco grande e vazio de maionese e começou a enchê-lo com bolas de golfe. A seguir perguntou aos estudantes se o frasco estava cheio. Todos estiveram de acordo em dizer que 'sim'.
O professor tomou então uma caixa de fósforos e a vazou dentro do frasco de maionese. Os fósforos preencheram os espaços vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a responder que 'Sim'.
Logo, o professor pegou uma caixa de areia e a vazou dentro do frasco. Obviamente que a areia encheu todos os espaços vazios e o professor questionou novamente se o frasco estava cheio. Os alunos responderam-lhe com um 'Sim' retumbante.
O professor em seguida adicionou duas chávenas de café ao conteúdo do frasco e preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes riram-se nesta ocasião. Quando os risos terminaram, o professor comentou:
'Quero que percebam que este frasco é a vida. As bolas de golfe são as coisas importantes, a família, os filhos, a saúde, a alegria, os amigos, as coisas que vos apaixonam. São coisas que mesmo que perdessemos tudo o resto, a nossa vida ainda estaria cheia. Os fósforos são outras coisas importantes, como o trabalho, a casa, o carro etc. A areia é tudo o resto, as pequenas coisas. Se primeiro colocamos a areia no frasco, não haverá espaço para os fósforos, nem para as bolas de golfe. O mesmo ocorre com a vida. Se gastamos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que realmente são importantes. Prestem atenção às coisas que realmente importam. Estabeleçam as vossas prioridades, e o resto é só areia.'
Um dos estudantes levantou a mão e perguntou: Então e o que representa o café? O professor sorriu e disse: 'Ainda bem que perguntas! Isso é só para vos mostrar que por mais ocupada que a vossa vida possa parecer, há sempre lugar para tomar um café com um amigo'.

terça-feira, outubro 04, 2011

Ordem dos Médicos contraria governo

Bastonário da Ordem dos Médicos

Ordem dos Médicos está contra decisão do ministério da Educação e constitui-se como «um dos mecenas da sociedade civil»

A Ordem dos Médicos vai assumir o pagamento de 10 prémios de mérito a alunos do ensino secundário, depois da decisão «polémica e incompreensível» do Ministério da Educação de suspender esta forma de estimular a dedicação ao estudo, escreve a Lusa.

«Na sequência da polémica e incompreensível decisão do Ministério da Educação de suspender intempestivamente a entrega dos prémios de mérito aos melhores dois alunos das 464 escolas secundárias, o Conselho Nacional Executivo da Ordem dos Médicos decidiu responder positivamente ao apelo pungente dos directores das escolas», explica um comunicado da entidade divulgado esta quinta-feira.

Assim, a Ordem dos Médicos constitui-se como «um dos mecenas da sociedade civil para substituir esta aberrante e contraproducente decisão do Ministério da Educação e Ciência», salienta.

«Lamento a atitude do Governo e faço votos para que, no final do ano, os prémios dos gestores públicos de milhões de euros também sejam suspensos e possamos todos ajudar Portugal», terá dito Miguel Saraiva à comunicação social, segundo a Ordem, que afirma subscrever esta opinião.

Para a Ordem, a «atitude do Governo é tanto mais incompreensível, quando, num país falido e que a breve prazo terá mais de 6.000 médicos sem trabalho, se insiste em desperdiçar milhões de euros num curso de Medicina, em Aveiro, completamente desnecessário».

A Ordem dos Médicos apela à sociedade civil para que se mobilize e colabore no reconhecimento do mérito dos jovens estudantes.
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Nosso comentário

Vá-se lá saber porquê, mas no meio deste imbróglio todo, impostos mais impostos, um caos na justiça, buracos financeiros, incapacidade governativa, SNS à beira da ruptura, vi algo que me agradou.
É coisa de pouca monta mas suficientemente apelativa para a tirar do esquecimento.
Por isso o nosso destaque merecido de hoje a essa simbólica mas nobre atitude.

Em primeiro lugar, pela coragem do bastonário, recusando uma má decisão do governo. Em segundo lugar, pela ajuda merecida, assaz modesta, diga-se de passagem (500 euros) a alguns jovens promissores do futuro deste país.
O bastonário, além da atitude citada, indica claramente onde o governo poderá efectivamente ir buscar algum dinheiro com mais justiça e menos mossa.

Este assunto arrasta um outro, tendo em conta as medidas do governo.
Fala-se, ouve-se, lê-se sobre o mau ambiente que reina nas instalações da RTP (Televisão Pública Portuguesa)
Sem querer meter a foice em seara alheia, quem manda manda, deixo apenas uma pequena nota sobre a RTP:
Vai ser privatizada, consta.

Em boa verdade se diga, será quase inevitável que não aconteça a privatização, tal a apetência que reina em vender tudo o que é público e bom.
O lema é fazer dinheiro, vender Estado vender Estado, emagrecê-lo, para desperdiçar depois, não sabemos em quê.
Dizem-nos que é para pagar dívidas com juros.
Nós acreditamos, ou fazemos que acreditamos.

Agora senhores governantes se vendem a RTP virar uma televisão debochada por audiências: concursos pirosos, como já vem tendo, transmitir touradas a torto e a direito como já vem fazendo, casas dos segredos e afins...
Poupem-nos.

As televisões que há a fazer isso já chegam e sobram para a audiência nacional.
Depois, quem gosta de touradas, que vá às praças de touros.
Pornografia e afins, todos sabemos onde encontrar, por favor não façam dos portugueses um povo imbecil.
Portugal merece ser bem tratado senhores governantes.

É preciso rendibilizar não é? vender vender vender, ganhar dinheiro a todo o custo, nem que para isso seja preciso vender as nossas filhas e mães não é?
Nem que estejam crianças em horários de pouca vergonha a ver os programas oficiais?
Sou pela inovação sim senhor, sou pela modernidade sim senhor, mas, há modernidade e há modernices senhores governantes.

Talvez por isso me sensibilizou a atitude do bastonário da Ordem dos Médicos.
PARABÉNS!

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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...