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sábado, fevereiro 01, 2020

Com ironia e por Portugal


O jornal britânico The Guardian convidou uma série de ilustres — um por cada estado-membro da União Europeia — para se despedir do Reino Unido. No especial publicado esta sexta-feira, 31 de janeiro de 2020, dia do adeus, Lídia Jorge foi convidada escrever o texto de Portugal.
Com recurso à ironia, a escritora portuguesa lembrou ao Reino Unido que "nenhum homem é uma ilha".
Leia o texto na íntegra (tradução livre):
Ninguém deve menosprezar a vossa decisão de seguir sozinhos
Talvez o melhor que podemos desejar é que o Reino Unido, finalmente liberto do pesadelo europeu, rume para novas margens, parcerias e oportunidades — e aquilo que for bom para o Reino Unido não será mau para os seus ex-parceiros europeus.
Obviamente que ninguém deve menosprezar a decisão dos britânicos de seguir sozinhos. Isso foi longamente debatido. As nações têm o seu ego, como disse James Joyce. Se outros países europeus lidassem com crises como ilhas, talvez também eles ansiassem por recuperar a grandeza do passado. Portugal teve a sua próprio experiência nos anos 1950, quando o ditador "tin-pot" [expressão inglesa atribuída a ditadores de países pequenos que acham que são mais importantes do que são de facto] António Salazar proclamou que iríamos ficar orgulhosamente sós.
É suposto que o Reino Unido, de novo como uma ilha, siga à deriva no Atlântico em direção aos Estados Unidos. A América estará à espera, de braços abertos, com as suas boas maneiras e jogo limpo, personificados pelo atual presidente. Ele irá explicar a Boris Johnson que as alterações climáticas não existem, que é bom continuar a explorar minas de carvão e que a lei internacional foi ultrapassada pelo Twitter.
Mas as escolas na Europa vão continuar a ensinar a linha poética de John Donne que diz que "Nenhum homem é uma ilha"
É de referir que o The Guardian é contra a saída do Reino Unido da União Europeia, tendo tornado público o seu posicionamento.
O "casamento" de 47 anos entre o Reino Unido e a União Europeia chegou hoje ao fim, às 23h00 desta sexta-feira. Para que o "divórcio" não seja inteiramente litigioso, segue-se um período de transição que vigorará até 31 de dezembro.
Foi a 01 de janeiro de 1973 que o Reino Unido aderiu à então Comunidade Económica Europeia, mas num referendo realizado em junho de 2016, a maioria dos britânicos preferiu sair do bloco.
O período de transição começa a contar a partir de agora e vai até 31 de dezembro de 2020, durante o qual o Reino Unido continua a respeitar as normas europeias a fazer parte do mercado único europeu.
Designado oficialmente por Período de Implementação, mantém na prática o Reino Unido dentro do mercado único, estando obrigado a respeitar as regras europeias, mas sem estar representado nas instituições de Bruxelas nem participar nas decisões.
O objetivo é evitar uma mudança repentina, dando tempo a que empresas e cidadãos se adaptem.
As negociações, oficialmente, só deverão começar em março, e os termos ficaram definidos na declaração política que acompanha o Acordo de Saída negociado pelo primeiro-ministro, Boris Johnson.
Fiquem bem,






quinta-feira, março 21, 2013

Chipre, algumas palavras sobre esta nova vítima



Nosso comentário:


Uma pequena resenha sobre Chipre que veio mesmo na hora certa. Por isso o nosso agradecimento sincero a quem nos enviou a preciosidade que transcrevemos abaixo.
Chipre como todos sabemos é mais um país a contas com a "estranha forma de vida" (como cantaria a nossa Amália Rodrigues) imposta pelos grandes da Europa.
Pelas manifestações que chegam daquele país, através de imagens, mais uma vez a Alemanha e a Sr.ª Merkel são as mais visadas com insultos de toda a ordem.
Fomos dos que cantámos em verso alguns poemas a esta Europa que parecia ter pés para andar. 
Europa que parecia transbordar presente e futuro com seu ideário de paz, de progresso, de solidariedade, de integração de tanta diversidade.
Todavia, pelo menos para já, e com os actores políticos em cena, essa Europa que cantámos em poesia, que a espaços nos alegrou e deu ânimo, está em perigo. 
Está no mínimo transfigurada e adiada.
Oxalá volte o sonho, a solidariedade, o projecto de paz e unidade, de abolição de fronteiras, de integração alargada em que tantos acreditaram de alma e coração.
Para já, entre tamanho desnorte, junto-me ao protesto português, cipriota, europeu em geral, contra o retrocesso, os despedimentos, o desemprego, os salários de miséria, a prepotência dos mais fortes ante os mais fracos.
Que sejam retomados os pilares básicos, nobres, integralistas, que serviram de alicerces ao projecto europeu. 
Que se grite um NÃO inequívoco a orientações extremistas que querem vingar. 
Orientações perigosas que teimam em acordar fantasmas medonhos que nossas mentes queriam ver enterrados para sempre.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/



A ILHA DE CHIPRE


A ilha de Chipre é considerada uma das dez ilhas mais charmosas do Mundo. É a maior ilha do Mediterrâneo  Oriental a Sul da Turquia.
É um ponto de intersecção entre a Europa a Ásia e a África.
A capital é NICÓSIA. A principal actividade é o turismo.
A língua oficial é o Grego, embora todos os habitantes falem Inglês, devido à ocupação inglesa de 1878 a 1954.
Chipre tornou-se independente da Grã Bretanha em 1960.
Três anos mais tarde, houve focos de violência entre Turcos Gregos e Cipriotas. 
Desde 1974 que a Ilha está dividida, depois de um golpe de estado apoiado pela Grécia.
A ilha tem dois aeroportos muito movimentados. Para se circular nas cidades de Chipre é necessário conduzir à inglesa...
Actualmente Chipre atravessa um momento politico complicado. 
Mais um país com dificuldades de ter esperança!!!

sábado, janeiro 12, 2013

Só o tempo é capaz de entender o amor...


Nosso comentário:


Mais um contributo de um leitor do blogue. Desta feita foi-me enviada uma história que, como todas as histórias, começa por ERA UMA VEZ...
História que vale a pena ler pois faz todo o sentido num tempo em que de pouco parece servir ser-se pessoa, muito menos ser-se uma pessoa com alguma idade.
Não vou falar outra vez nos direitos dos reformados que, como se sabe, entregaram ao Estado uma enorme quantidade de dinheiro durante toda a sua vida de trabalho, para terem direito a uma "mesada" digna, calculada pelos peritos para o efeito. Que depois a vêem extorquida por esse mesmo Estado assim sem mais nem menos, tendo-lhes ficado com o dinheiro.
Que fez o Estado ao dinheiro? 
Bom, em vez de honrar os compromissos assumidos com os fiéis depositantes e pagantes de uma vida, os então trabalhadores...gastou-o, deu-o aos bancos para se aguentarem de pé, em suma fez com ele tudo aquilo em que o leitor está seguramente a pensar.
É triste, desumano, escandaloso, mas é verdade.
Mas...
leiam a história que me foi enviada, bem bonita por sinal. 
Os meus sentidos agradecimentos a quem ma enviou.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/





A ILHA DOS SENTIMENTOS



Era uma vez uma Ilha onde moravam todos os sentimentos: a ALEGRIA, o AMOR, a SABEDORIA, a TRISTEZA e todos os outros Sentimentos.
Um dia avisaram os moradores da Ilha que ela se iria afundar.Todos os moradores se apressaram a sair.
Pegaram nos seus barcos e partiram rapidamente. Só o Amor ficou pois queria estar mais um bocadinho
com a Ilha. Quando, por fim, estava quase a afogar-se, o Amor começou a pedir ajuda....
Passou a Riqueza num lindo barco, e o Amor disse:
-Riqueza leva-me contigo!

 

-Não posso. Há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para ti.
Entretanto veio a Vaidade.
-Vaidade por favor ajuda-me!
-Não posso Amor, está todo molhado e estragava o meu barco.
Então o Amor pediu ajuda à Tristeza:
-Tristeza leva-me contigo, por favor!
-Ah! Amor estou tão triste, que prefiro ir sózinha.
Também passou a Alegria, mas ia tão contente que nem ouviu o Amor.
Já desesperado o Amor começou a chorar. Então ouviu uma voz chamar:
-Vem Amor, eu levo-te.
Era um velhinho...o Amor ficou tão feliz que se esqueceu de perguntar o nome do Velhinho. 
Ao chegar ao outro lado perguntou à Sabedoria:
-Sabedoria quem era aquele Velhinho que me trouxe até aqui?
A Sabedoria respondeu:
-Era o TEMPO!!!

-O TEMPO? mas porquê só o Tempo me trouxe???
-Porque só o tempo é capaz de entender o "AMOR"!!!!

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...