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quarta-feira, fevereiro 28, 2018

Sabedoria...Pai é Pai...

Nosso comentário:

É um facto que hoje em dia a rapaziada mal espera por ser "grande". Quero eu dizer, adulto.
Chega ali aquela idade dos 18 aninhos e o jovem não resiste. Não pode esperar. Logo que possível pede ou exige carta de condução e carro.
Mais nada!
Efetivamente é do conhecimento de toda a gente a magia que um carro representa nessa idade, só que também é do conhecimento geral que um carro não anda a água, não custa barato, e a manutenção do mesmo é bem cara.
Mesmo assim a tentação é grande, os pais não conseguem resistir ao "chamamento" do filho e zás: 18 aninhos, carta de condução e carrinho na mão.
Depois...logo se vê.
Todavia, apesar desse facto consumado de nossos dias, ainda há pais que resistem e até com sentido de humor para darem a nega.
Leiam o texto abaixo e terão a prova do que acabo de dizer.
Fiquem bem,

António Esperança Pereira

Sabedoria...Pai é Pai..

quarta-feira, agosto 15, 2012

Jô Soares, define o que é ser "professor"

Nota do autor do blog/site:


Hoje é o dia de aniversário daqueles que foram os responsáveis principais pela existência deste blog: os pais do seu autor. Pois é, se fossem vivos fariam mais de 100 anos os dois. Talvez por isso e porque tiveram filhos maioritariamente professores, ou ligados ao setor educativo, publicamos uma rábula do Jô Soares bem curtida sobre a definição de Professor. Aos pais do autor do blog, por ser dia do seu aniversário, apresentamos os nossos bem sentidos, gratos e eternos parabéns!!!
Fica a rábula do Jô Soares, oxalá apreciem.


Fiquem bem, António Esperança Pereira

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Jô Soares, define...


o que é ser "Professor"
O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta à escola, é um "Adesivo".
Precisa faltar, é um "turista".
Conversa com os outros professores, está "malhando" nos alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não se sabe impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as hipóteses do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala correctamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é parvo.
O aluno é retido, é perseguição.
O aluno é aprovado, deitou "água-benta".
É! O professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui,
agradeça-lhe a ele.

quarta-feira, maio 16, 2012

Como é que o senhor com a sua idade...

Nota do autor do blog/site:


Mais um contributo de um leitor, de entre os que nos vão chegando com frequência, ora versando temas mais sérios, ora menos sérios.
Desta feita trata-se de um assunto brincalhão, uma anedota simples e ingénua mas que faz rir. Se algum leitor se identificar com a dita, longe de se levar a sério, seja o leitor de 80 anos ou lá perto, seja a leitora de 20 anos ou lá perto...solte uma intensa gargalhada.
Rir faz bem à saúde.
Afinal de contas, é coisa que pode acontecer a qualquer um...

Com a crise então...imagino os encostos e desencostos que não haverá de haver por aí...
A vida é dura, todos estamos no mesmo barco. Há por vezes que arregaçar as mangas, outras vezes não só as mangas, mas também o resto, não sermos "piegas" como o nosso atual primeiro ministro apelida os nacionais deste país...depois fazer pela vida independentemente de consequências mais ou menos nefastas para o cabedal ou arcaboiço do próprio, mais ou menos aceites socialmente.
A vida é difícil, há pois que enfrentá-la transportando a cruz como nos ensinaram na catequese. 

No caso vertente da anedota, não sei de quem será maior a cruz, se do idoso de 80 anos se da jovem de 20, se do filho que nasce a destempo de cor diferente da dos pais...
Bom deixo esse exercício à consciência do prezado leitor.
Fica a anedota tal como nos foi enviada:
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*O casamento de um velhote (+ de 80) com uma rapariga de 20, foi o motivo de todas as conversas na cidade.....*****


*Um ano depois do casamento, o casal apresenta-se no hospital para o nascimento do seu primeiro filho.
A parteira sai da sala de partos para felicitar o velhote e diz-lhe:
«- É espantoso!....Como é que o Sr. consegue na sua idade?...»
O velho sorri e diz :

«- Tem de se manter o motor a trabalhar....
No ano seguinte, o casal aparece de novo no hospital para o nascimento do segundo filho.
A mesma enfermeira acompanha o parto e sai para felicitar o nosso velhote,
dizendo-lhe:

«- O Senhor é incrível!.... Como é que consegue?...»
O velho sorri e diz :

«- Tem de se manter o motor a trabalhar....
Mais um ano e o casal aparece no mesmo hospital, para o nascimento do terceiro filho.

A mesma enfermeira acompanha uma vez mais o parto e, após o nascimento, vai de novo ter com o velhote, sorri-lhe e diz:

«- O Sr. é mesmo incrível!!... Como é que consegue?....»
O velho sorri e diz:

«- É como já lhe disse....tem de se manter o motor a trabalhar....»
A enfermeira continua a sorrir.....dá-lhe uma pancadinha nas costas e
diz-lhe :

«É bom trocar o óleo.....este já saiu preto!....»*****
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

domingo, abril 29, 2012

Papa pede aos jovens vocação para o clero

Papa pede aos jovens para aderirem ao clero

Igreja Católica enfrenta crise de vocações



O papa Bento XVI apelou este domingo aos jovens que considerem aderir ao clero, numa altura em que a Igreja católica enfrenta uma crise de vocações nos países do ocidente.

«Oramos para que todos os jovens estejam atentos à voz de Deus que lhes fala ao coração e os chama para que se libertem de tudo e o sigam», disse o papa a milhares de fiéis na Praça de São Pedro.

«O Senhor está sempre a chamar, mas às vezes não ouvimos. Somos distraídos por muitas coisas, por vozes mais superficiais, e temos medo de ouvir a voz de Deus porque pensamos que poderia retirar-nos a nossa liberdade», disse, citado pela Lusa.

Numa missa desta manhã, o papa ordenou nove homens como padres, incluindo um antigo piloto de aviões e um antigo procurador. Entre os nove estava um homem da Costa do Marfim, um da Colômbia e um do Vietname.

Hoje é Dia das Vocações para a Igreja Católica, que tem registado um grande declínio no número de ordenações de padres em muitos países, sobretudo na Europa.

França foi um dos países com maior quebra, tendo o número de párocos caído mais de metade, desde 1970, para cerca de 15.000 hoje.
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A atriz britânica de 18 anos brilhou na antestreia de «Struck By Lightning».


Emma Watson foi uma das presenças em destaque na antestreia de «Struck By Lightning», no Festival de Cinema de Tribeca, em Nova Iorque.

A atriz e modelo britânica, popularizada pelo papel de Emma Hermione Granger na saga «Harry Potter», vestiu Miu Miu da cabeça aos pés.

Saia e camisa com estampados florais combinadas com um casaco de cabedal, peep-toes e uma clutch rosa, também Miu Miu clutch, completaram o look jovem, muito trendy e sofisticado.


Nosso comentário:

Diz o Santo Padre que "o Senhor está sempre a chamar, mas às vezes não o ouvimos. Somos distraídos por muitas coisas...etc etc"
É bem verdade que sim. O mundo, com o advento das liberdades e da democracia, tem vindo a perder o fio à meada antiga. Dantes tudo corria de feição para as necessidades da Igreja Católica, ainda nos lembramos de meninos da nossa geração que abraçavam a carreira eclesiástica por falta de meios que os rudes e humildes pais tinham para se responsabilizarem pelo seu sustento e educação.

Poucos eram os que iam longe nos estudos, não havia onde estudar e quando havia, ou era caro para as posses da altura ou longe para a noção de distância da altura.
Eram tempos de enxada e arado, de mãos calejadas e pouco ganho.
Logo uma mãozinha de alguém que encaminhasse um rapazito pobre de baba e ranho a escorrer pelo rosto para um futuro clerical, era uma sorte, um luxo mesmo.

Passou-se do 8 para o 80 há que dizê-lo. De repente tudo quer estudar, os pais teimam em dar aos seus filhos um futuro melhor, o longe ficou mais perto, a baba e ranho tem-se desvanecido da paisagem rústica, medieva, campestre e parola do nosso Portugal de há umas décadas atrás.
Assim tem acontecido em outros países "ditos evoluídos e democráticos".
O pessoal jovem de hoje tem muitos olhos e imensa barriga, quer curtir bués, quer do bom e do melhor, logo as vocações de "vidas contidas", "beatas", "santas", "de clausura", prometidas pela Igreja, com dificuldade de se afirmarem.

Para ilustrar esta parte final do nosso mui sintético comentário nada melhor que transcrever o último parágrafo da notícia sobre a menina e atriz Emma Watson, de como ela se apresentou na antestreia do filme "Struck By Lightning" em Nova Iorque:
Saia e camisa com estampados florais combinadas com um casaco de cabedal, peep-toes e uma clutch rosa, também Miu Miu clutch, completaram o look jovem, muito trendy e sofisticado.
Santo Padre, perante isto, em nosso modesto entendimento, não há vocação que resista.
Cremos que a Igreja quer gente menos "miu miu clutch, menos trendy e sofisticada...não é?"

Mas não desanime Santo Padre, com países como Portugal a empobrecer, com cada vez mais pais à rasca, as vocações vão reaparecer num horizonte próximo.
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira


http://nucleo.netlucro.com/clique/13276/650/











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segunda-feira, março 12, 2012

Isto um dia tinha de acontecer...

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
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Nosso comentário

Um documento do escritor Mia Couto que vale a pena ser lido. Não só por ser escrito por quem é, mas pelo conteúdo pertinente, de uma atualidade gritante.
Quanto a responsabilidades, a que Mia Couto chama "culpa", palavra que eu acho demasiado forte no meu vocabulário, haveria muito a dizer, nós desde há muito que vimos escrevendo sobre isso...

a haver responsabilidades de alguém, teríamos de recuar à publicidade enganosa que foi vendida pela banca, pela alta finança. Caímos todos no anzol da fartura impingida, que nem patinhos: démos tudo aos filhos, comprámos habitações (própria, secundária, etc.) embarcámos em todos os sonhos fabricados pelos senhores que foram mãos largas no crédito, descobridores da mágica prestação, exatamente os mesmos que agora vêm cobrar com juros e re (juros) o capital com que falsamente impingiram um nível de vida de cartões de crédito, um nível de vida de plástico.
Esses, quanto a nós,  os responsáveis primeiros da crise atual. Depois outros, por ordem decrescente, em que se incluem evidentemente "os pais".

Os pais do pós 25 de Abril, ou até um pouco antes, foram confrontados com uma melhoria substancial do nível de vida, pelos motivos sumariamente referidos, acharam que poderiam dar aos filhos o melhor, aquilo que eles em seu tempo não tiveram.
Acho humano um pai fazer isso por um filho. Só não compreendo os exageros havidos. Por isso nos deparamos com gerações de meninos (agora crescidos, alguns já na governação) que não precisaram de fazer nada pela vida para trepar. Todavia, há que dizê-lo, são uma geração de meninos impreparados para as agruras da vida, muito menos para a compreensão de carências básicas que de todo não tiveram.

Como diz Mia Couto:

"Uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada."

Estamos todos a pagar a fatura a peso de ouro, se não tivermos entretanto que empenhar as barbas como o fez outrora, Egas Moniz, ou mesmo baixar as calças aos senhores da "cartola" para salvar Portugal.
Novos e velhos, sãos e doentes, estamos todos à rasca!
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Fiquem bem,


domingo, outubro 16, 2011

Vietnamita envelhece 50 anos em poucos dias


Nguyen Phuong, uma jovem vietnamita, de 26 anos, envelheceu cerca de 50 anos em poucos dias, depois de uma reacção alérgica a marisco.

Em 2008, depois de ter ingerido marisco, Nguyen Phuong sofreu uma reacção alérgica, automedicou-se e em poucos dias o seu corpo começou a ficar flácido e a sua cara cheia de rugas.

"Há cinco anos eu era muito bonita e não assim, feia", referiu a jovem.

A vietnamita disse que sabia que era alérgica ao marisco, mas que nunca tinha sofrido uma reacção tão forte. Devido à falta de condições financeiras não pode ir ao médico, acabando por comprar um medicamento numa farmácia local. Em simultâneo recorreu a tratamentos de medicina tradicional.

"A pele da minha cara, peito e barriga tem dobras como se de uma mulher de 70 anos se tratasse. Parece que dei à luz várias vezes, embora nunca tenha sido mãe. Mas o 'envelhecimento' rápido não afectou o meu ciclo menstrual, o cabelo, os dentes, os olhos e a mente", disse.

O tempo passou mas Phuong não se habituou à estranha ocorrência, tanto que usa uma máscara de cada vez que sai à rua. Quem não se sente incomodado com o aspecto da jovem é Tuyen, o marido.

"Casei com Phuong quando ela era uma mulher bonita e continuo a gostar muito dela agora", salientou o marido.

Face à falta de condições financeiras para pagar um exame médico num hospital, de modo a ficar a saber qual a verdadeira origem do problema, o casal tornou o caso público. O pedido de auxilio parece ter despertado o interesse de vários médicos que já se disponibilizaram a examinar Phuong.

Alguns médicos desconfiam tratar-se da doença de lipodistrofia, um síndrome raro que cria uma camada de tecido gorduroso debaixo da superfície da pele e que se vai desintegrando. Outros acham ser um efeito secundário do excesso do consumo de esteróides.

Os médicos de um hospital vietnamita comprometeram-se a fazer um exame a Nguyen Phuong e encaminhá-la para um hospital especializado em dermatologia caso não consigam resolver o problema.
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Nosso comentário

Não é fácil, ouvindo ou lendo os media, encontrar nesta fase alguém isento, corajoso a por os pontos nos "is".
Medo, creio eu.
Medo como já não via desde o tempo do Salazarismo e da PIDE.
Medo de perderem os empregos, as boas graças dos padrinhos, os tostões que lhes pagam em troca de um emprego precário.
Só há fala baratos a defender a catástrofe nacional.
Dizem-nos os interessados nisto: não há saída.
Claro para eles há sempre!!!

A palavra de ordem do grande capital é: este governo tem que ser amparado, defendido até à bancarrota nacional até à miséria nacional.
Os mais ricos, sabe-se, controlam os media, e, com a situação actual, terão como nunca, mão de obra barata, os portugueses mais servis com os bolsos esvaziados de dinheiro. Também mais doentes com doenças de todo o tipo, provocadas pelo stress da falta de esperança, da falta de crença no sistema político actual.

Uma pobreza oferecida pelo governo ao país de mão beijada. Nem o deixa chegar lá. À tal pobreza.
Dizem-nos, lendo palavras escritas em formato de discurso, na televisão: a partir de hoje sois pobres. Prontos, eles mandam, nós obedecemos.
Quem já era continua pobre, quem não era ainda passa a ser.
Depois dizem que é o comunismo que nivela por baixo... meu Deus, ao que chegámos!!!
Já vi chamar a isto coragem...???!!!

Admite-se que os governos dos povos, eleitos por pessoas, prefiram salvar bancos a salvar países, comunidades de pessoas?

Como alguém pode compreender que se salve um banco, que se resgate como eles dizem "o banco franco-belga Dexia" e não se salve, se resgate Portugal ou a Grécia?
Creio que os custos seriam muito aproximados.
Porquê?
Nós somos uma sociedade não somos uma economia meus senhores.
As pessoas estão antes dos números, por muito que se goste também de números, não é?

A notícia acima, a que a foto se reporta, narra uma alergia ao que é supostamente bom e caro, por parte de uma vietnamita .
Não deixa de ser interessante, por isso a escolhi, isto no contexto que vimos seguindo, uns media altamente facciosos, controlados.
Querem eles dizer, com a publicação de notícias destas, que o que é bom (no caso marisco) faz mal ao povo?
Se assim for... Povo português, bom, cordato, manso, obediente, cumpridor, não comais lagosta, camarão ou cherne que vos faz mal.
Comei sopa dos pobres, ou pão rijo com toucinho e ide com umas cabrinhas para os montes pô-las a pastar.

O que é bom não é para qualquer boca, é só para meia dúzia, 1% de Darwinistas (os tais mais fortes que comem os mais fracos) que nos des (governa) a vida.
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Fiquem bem, mas indignados como eu, pois a injustiça dói muito!

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...