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quinta-feira, dezembro 27, 2012

ANA vendida a bem da nação, com China ao ataque


Nosso comentário:


Enquanto por cá, em Portugal, tudo acontece dentro do pior, parece que na China, bem pelo contrário, tudo parece ir de vento e popa.
Mudam-se os tempos...
Há que esperar para ver se há ou não resposta por parte da Europa e já agora, também dos Estados Unidos da América...
e que tipo de resposta!
Portugal está moribundo. Definha a olhos vistos.
Personalidades atrás de personalidades, gente de todos os quadrantes políticos, de todas as formações académicas, mostram publicamente a sua indignação.
Sente-se, cheira-se, respira-se, vomita-se incomodidade, revolta, incerteza, humilhação, tristeza.
A começar pela descrença do atual líder governamental em si próprio e no que faz em geral, nós vamos passando essa descrença de uns para os outros.
Os portugueses olham-se mal nos olhos já. 
Aos governantes nem os querem ver. Publicamente não aparecem. É um governo escondido a fazer coisas tenebrosas "A BEM DA NAÇÃO".
E quanto mais a carroça vai andando mais desautorizados ficam os ocupantes, mais lixo cai na terra lusa da carga suja que transportam.
Tenham dó. 
A BEM DA NAÇÃO fazem-se coisas boas, incentivam-se as pessoas, aplicam-se medidas credíveis, semeia-se esperança, melhora-se, constrói-se, mobiliza-se, não o contrário, como o que esta dieta austera, salazarenta, opressora, nos  traz a cada dia que passa.
Divididos como nunca pela governação, entre ricos e pobres, entre velhos e novos, entre empregados e desempregados, entre direita e esquerda, entre caridade e solidariedade, entre residentes e emigrantes, cá vamos gemendo e chorando de desgraça em desgraça.
Digo isto não de uma forma pessimista, não. Sou dos que dizem estas coisas para que toda esta situação mude, e depressa.
Portanto quero dizer que há uma afirmativa no que digo, que há um SIM neste meu NÃO, ao que se vem passando nos últimos tempos.
Vende-se a TAP, vende-se a ANA (aeroportos) vende-se o porto de Viana do Castelo, REN's EDP's, PT's...em suma, vende-se o que Portugal tem de melhor.
Acham caros leitores que é de manifestar o meu babado contentamento a um massacre do meu país? 
A um massacre do seu povo a cada dia que passa, com medidas de elevado grau de malvadez?
Sem se vislumbrar um caminho, uma novidade, um acto digno de nota nisto tudo?
Até quando permitirão os portugueses que tal aconteça? 


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/


PS. Deixo-lhes um texto que recebi via email com um link que dá acesso a um video. Oxalá consigam abrir e apreciem...


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Automóveis fabricados na China
VAMOS-NOS PREPARANDO PARA COMPRAR AUTOMÓVEIS NAS LOJAS CHINESAS, A METADE DO PREÇO DOS CARROS EUROPEUS/AMERICANOS...
Aqui vai a explicação da crise europeia e Ocidental,    Enquanto os alemães influenciando os cordeiros dos parceiros europeus, lhes retiravam a cana de pesca, ia entretanto vendendo a mesma à China, que lhe chamou um figo. Veja-se que toda a robótica e tecnologia exibida no filme é alemã e sueca. Os alemães ganharam muito. O resto da Europa empobreceu porque ficou sem trabalho pois, deixou de produzir para o seu próprio consumo.    
Automóveis fabricados na China Impressionante e verdadeiro!!! Um milhão de unidades por ano, 4.000 engenheiros, 30.000 funcionários... só na China claro!... Fábrica da JAC Motors na China - Olhem só o nível tecnológico da JAC Motors.Deste modo, quem pode competir com a China?     Cuidado mundo! É preciso uma grande transformação na preparação da mão de obra em todos os níveis, melhores escolas, mais investimento. Se todo esse conjunto de medidas não for levado avante de imediato, que se abram muitas, muitas escolas de chinês, pois o domínio será  certo!   CLICK NO LINK ABAIXO :

quinta-feira, dezembro 20, 2012

TAP fica, orçamento bomba a contrapartida?



Nosso comentário:


É melhor não deitar foguetes antes da festa.
Refiro-me, claro está, ao volte face da negociata da TAP em favor do empresário German Efromovich.
Vimo-nos habituando com estes governantes a darem o dito por não dito, de anunciarem algo que não se cumpre, também de cumprirem o que não anunciaram. 
De forma que o que hoje é, amanhã pode não ser.
Quem diz amanhã, diz depois de amanhã, diz para a semana que vem, diz para o mês que vem.
Nunca seriam cortados os subsídios de natal aos funcionários públicos, reformados e pensionistas, disse-se em tempos... lembram-se?
Foi o que se viu.
O mesmo com os impostos, com a TSU (taxa social única) com as gorduras do Estado, com o desemprego, e assim por diante.
Mas, pelo menos para já no que à TAP diz respeito, parece ter sido adiada a sua privatização.
Deito apenas uma bombita de carnaval pequenina para mostrar o meu receoso contentamento. Um minúsculo júbilo em tanta desgraça junta.
pum!
Este "pum" foi o barulho da bombita pelo meu contentamento receoso e minúsculo júbilo, de terem dado o dito por não dito quanto à TAP. 
Os caros leitores nem devem ter ouvido o ruído da bombita... era de fraquíssima potência, dado o estado a que chegou a minha confiança nesta gente... 
Culpa deles. Azar o nosso.
Mas há vida para além do subsídio de natal, há vida para além do desemprego, há vida para além da emigração, há vida para além das privatizações, há vida para além das troikas e baldroikas...
Que não seja por isso que vamos perder uma alegria sã e fé nas instituições de caridade...(!!!???)
Outra privatização choruda em curso e bem apetecida é a da RTP (Radiotelevisão Portuguesa)
Há muitos interesses em jogo, estratégicos, mas sobretudo financeiros. 
A RTP é um negócio da China como se costuma dizer. 
Os leitores que tiverem dúvidas consultem a imagem ilustrada que deixo abaixo, retirada da Internet, que ficarão completamente esclarecidos: 150 milhões em taxas pagas pelos contribuintes na factura da electricidade, 50 milhões vindos da publicidade....
À partida, 20 milhões de euros/ano de lucro.
A ver vamos como será ou não desprezada a Portugalidade, a Lusofonia, as Comunidades espalhadas pelo mundo, todo o potencial de divulgação de Portugal no mundo que a RTP representa.
Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/

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Governo recua na privatização da TAP

O Governo decidiu não aceitar a proposta apresentada por Gérman Efromovich pela totalidade do capital da TAP, indicou o Executivo no final da reunião do Conselho de Ministros. A falta de garantias bancárias levou ao recuo no negócio.

«O Governo decidiu hoje não aceitar a proposta apresentada para a adjudicação da TAP», anunciou Marques Guedes, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.

Apesar de perto de dez investidores terem consultado o memorando de informação, apenas Efromovich chegou a apresentar uma oferta concreta.

Após uma proposta inicial entregue a 7 de Dezembro, que previa o pagamento de 35 milhões de euros ao Estado português, 166 milhões para recapitalizar a empresa e a assunção da dívida da companhia (que ronda os mil milhões de euros), Efromovich subiu a oferta na semana passada, comprometendo-se a injectar 316 milhões de euros na companhia aérea.

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Quanto à possível privatização da RTP:



quarta-feira, dezembro 12, 2012

Estado deve retirar-se...ir-se embora, emigrar?


Nosso comentário


Se alguém tem ainda ilusões sobre os destinos dos portugueses, a continuar-se com este caminho, que tire o cavalinho da chuva.
Um ex ministro da educação do CDS, de nome Roberto Carneiro, acaba de opinar que " Estado deve retirar-se do financiamento ao ensino superior".
É mais uma constatação nua e crua do que por nós e tanta outra gente lusa vem afirmando.
O regresso ao passado. Por vingança, sem dó nem piedade.
Regresso ao passado em todas as áreas. 
Há quem lhe chame vingança por um 25 de Abril que aconteceu, que trouxe liberdade, mais igualdade de oportunidades, mais progresso para todos em geral.
Que melhorou todos os péssimos indicadores que mantinham Portugal super atrasado no lote de países do terceiro mundo.
Há quem lhe chame inveja por um país como Portugal tentar aproveitar uma onda de bonança para se apetrechar melhor: 
Seja o que for, quem viu Portugal e quem o vê!!!
Infraestruturas rodoviárias, avanços tecnológicos, obra feita que pode sempre ser contestada nas opções, mas que está aí para ser vista, cuidados de excelência no campo da saúde, qualidade e quantidade de ensino à maioria dos portugueses...
Mas, e há sempre um mas, um país de sabichões, muitos licenciados, tira brilho aos poucos ilustres diplomados do país do antigamente.
Há que cortar a sangria de letrados, de gente com mais saber, de uma juventude desenvolta e capaz, há que fazer cortes na sabedoria deles, na desenvoltura deles, há que restaurar a pirâmide que vá do rei à plebe. Que vá do cardeal ao humilde cristão, pobre e triste cristão que se sentia grato por o rico lhe emprestar alguma esmola. 
Uma côdea de pão, um naco de toucinho, uns tostões em troca de trabalho árduo. Muitos desempregados e carentes para "o inteligente" se sentir mais inteligente?
É o país sonhado por estes governantes?
Não sei se Roberto Carneiro sente o que diz. A ideia e informação que tenho dele é a de um homem que se afirma como um cristão com ética social.
Custa-me, pois, que um homem supostamente equilibrado como ele, partidarite à parte, venha a lume com uma afirmação destas.
Sei que andamos todos à deriva, ele também andará. Talvez por isso, afirme o que afirma...
Tudo aos privados. 
Nacionais ou estrangeiros pouco importa, importa é privatizar, obter lucro de tudo: da saúde, da educação, da 3.ª idade, da infância, do património com marca lusa, vendido ao desbarato.
O meu veemente desacordo com tantos e tais passos de gigante dados atrás neste país.
Baba e ranho outra vez nas nossas crianças em idade escolar? pecado à nascença por não nascerem em ninho de ouro? para uns há tudo, para outros nem a oportunidade de ser alguma coisa?
escola alemã, british council, lycée français, outras que tal? 
E quem não tem quilates de carcanhol para escolas privadas e caras, que faz aos seus filhos? volta a dar-lhes a enxada de antes, a junta de vacas, um arado, umas cabras e ovelhas para levar ao pasto seco?



PS. As declarações de Roberto Carneiro já mereceram o devido tratamento na Internet, como se pode ver abaixo



 Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/



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quinta-feira, novembro 01, 2012

Governo a empobrecer o país, Europa em guerra


Nosso comentário:



Dedico hoje alguma da minha preocupação às declarações de Vasco Lourenço.
Vasco Lourenço é um homem que escusa apresentação. Um moderado de entre os capitães de Abril, como todos o ficamos a conhecer, surge nesta fase com declarações bem graves e pertinentes.
Todos sentimos as fricções que os povos europeus voltam a viver. Todos sentimos que o sonho europeu, tal como foi concebido e arquitetado, está virando pesadelo.
Dediquei alguns textos e poemas a essa construção europeia. No meu caso pessoal fui tão ingénuo que cheguei a redigir um poema em que  arquitetava até a possibilidade de Berlim poder um dia vir a ser a capital de uma Europa nova, solidária, pacífica, próspera, unida.
Berlim porquê?
Achava eu que reunia as características únicas de uma cidade que conheceu de tudo um pouco, tal como a Europa no seu todo: miséria, grandeza, guerra, ocupação, divisão, holocausto, libertação... morte e renascimento lado a lado.
Afinal,  algumas décadas volvidas, o que temos?
Uma Alemanha a atirar todas as cartas fora do baralho. A imperar pela força do dinheiro, a defender um holocausto financeiro dos mais fracos.
Podemos achar e dizer e pensar, que é a sr.ª Merkel que faz isso, não o povo alemão.
Oxalá que ao menos seja assim, porque não cabe no meu entendimento qual o lucro/benefício para os alemães em agirem como estão a agir.
De voltarem a ouvir insultos que pareciam pertencer já às calendas do passado. Ao quase esquecimento da vil história recente da II Guerra Mundial.
Pois Vasco Lourenço em vésperas da visita da pouco amada, por muitos odiada, chanceler Merkel ao nosso país, solta palavras bem revoltadas, indignadas, preocupantes, sobre o futuro da Europa e de Portugal, prevendo mesmo o confronto próximo entre ofendidos e ofensores.
No plano europeu assume que há países e países: uma Europa assumidamente dividida portanto. No plano nacional, defende uma saída de Portugal do Euro de preferência em conjunto com outros países: países europeus, presumo, de outra Europa que não a da sr.ª Merkel. 
Deixo dois textos incompletos das declarações de Vasco Lourenço.
Os leitores interessados na problemática abordada, poderão completar o conteúdo de tais declarações algures na imprensa, ou na internet.

 Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
http://lusito.bubok.pt/
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Guerra na Europa é "inevitável"

por Lusa, publicado por Luís Manuel Cabral



O "capitão de Abril" Vasco Lourenço considera que uma guerra na Europa é inevitável, se esta se continuar a "esfrangalhar", e defende a rápida saída de Portugal do Euro, preferencialmente em conjunto com outros países na mesma situação.
 

"A Europa vai esfrangalhar-se, vem aí a guerra inevitavelmente", disse, referindo--se à "destruição do estado social" e à "falta de solidariedade que está a haver na Europa".
O presidente da Associação 25 de abril, em entrevista à agência Lusa, recordou que a Europa tem atravessado o maior período de paz da sua história, desde a Segunda Guerra Mundial, o que só foi possível graças à conquista pelos cidadãos do direito ao Estado social, à proteção, à saúde, à educação e à segurança social.
Recorrendo à fábula da rã que é cozida sem dar por isso, porque está dentro de uma água que vai aquecendo aos poucos, Vasco Lourenço não tem dúvidas de que é preferível a rutura do que "deixarmo-nos cair no abismo para onde este Governo e a Europa nos estão a atirar".
Como alternativa aponta a saída atempada e programada da União Europeia e do euro, manifestando esperança de que haja condições para Portugal ser capaz de se ligar a outros países nas mesmas circunstâncias e tentarem encontrar soluções coletivas.
"Se possível seria ideal sairmos com outros países, porque as dificuldades serão muito maiores se sairmos isolados. Agora se houver um conjunto de países que estão em dificuldades que se unam e concertem a sua saída do euro, é capaz de ser muito melhor e dá-nos a possibilidade de darmos a volta por cima".
Reconhecendo que não será fácil conseguir essa articulação, Vasco Lourenço mostra-se convicto de que muito provavelmente os outros países em situação semelhante à portuguesa estarão a discutir o mesmo tipo de possíveis saídas.
"É preciso juntar esforços e chegar à conclusão que todos teremos a ganhar se unirmos esforços dos vários países contra quem está neste momento a ocupar-nos não militarmente, mas financeira e economicamente", disse.

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Vasco Lourenço

"Governo está empobrecer o país de forma intencional"


por Lusa, publicado por Luís Manuel Cabral

"É criminoso. Na minha opinião, não é falta de competência, porque eu não quero acreditar que eles [o governo] sejam tão estúpidos que não percebem que assim não atingimos a recuperação mantendo o bem-estar da população", afirma.


Em entrevista à agência Lusa, o "capitão de Abril" mostra-se convicto de que o empobrecimento do país é intencional, fruto de uma ideologia neoliberal que quer "empobrecer o povo, provocar desemprego, criar a situação de terra queimada para a seguir tentar plantar de novo começando quase do zero".

Para Vasco Lourenço, a prossecução desta política vai gerar situações "absolutamente degradantes", como o aumento dos suicídios, da emigração e a destruição do país.

"Por isso, não os considero absolutamente nada patrióticos. Estarão ao serviço do capital financeiro internacional. Ao serviço do nosso país eu penso que não estão".

Na lógica do destruir para plantar de novo, o responsável não tem dúvidas de que os novos "agricultores" seriam empresas estrangeiras, uma vez que já se está "a vender ao desbarato e a retalho o país".
 

quinta-feira, agosto 16, 2012

Velório de consequências trágicas...





Nota do autor do blog/site:


De entre notícias e artigos do facebook publicamos hoje um pequeno artigo que nos dá conta sumariamente de como vão as coisas neste país. Temos dado pouca atenção à "coisa política", até porque os senhores da dita política estão maioritariamente de férias. Bem precisam, pois o trabalho desenvolvido é cansativo. Temos de concordar que não é para todos, pôr um país em tão mau estado como ele vem ficando. E, a avaliar  pelo discurso de Passos Coelho no Algarve aos militantes PSD, ainda a procissão vai no adro... parece que a venda de tudo o que temos de bom, ainda nem começou. Daí que o que vier a seguir às negociatas não augura futuro que se cheire. Há todavia que manter o otimismo, acreditar que este Portugal sem rumo poderá mudar de um momento para o outro, assim os portugueses queiram e façam por isso. Para já e pelo que se lê, as coisas parecem ir de mal a pior; é difícil vislumbrar engenho e arte nos que governam para mudarem o rumo dos acontecimentos.


PS. Acreditem caros leitores que nos esforçamos imenso por ver algo de positivo neste governo...só que o que acontece no final de cada esforço, é um cansaço dos diabos, totalmente inglório.  
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Por: Lara Ferraz

















16 de Agosto de 2012 
Estamos a assistir a um velório da economia e da vida das pessoas, que é pior.

O INE revelou que o DESEMPREGO atingiu o seu valor MAIS ALTO DE SEMPRE no segundo trimestre deste ano, 15%, e o PIB registou a maior quebra desde 2009, 3,3% face a período homólogo.

A economia portuguesa é uma das economias europeias em que mais gente que trabalha depende do seu salário para viver... atingimos uma taxa de desemprego desta natureza, (que tem) consequências desastrosas, com consequências sobre os mais fracos, sobre aqueles que justamente estavam inseridos no mercado.

Por conseguinte, o objectivo de empobrecer Portugal e os portugueses está a ser cumprido plenamente.

Ou estamos a ser governados por políticos e por pensadores perversos, ou então, por gente incompetente.

http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO056117.html?page=0



www.dinheirovivo.pt

sábado, junho 09, 2012

Federação Nacional dos Médicos vs Governo


O Governo prepara-se para desencadear a integral destruição do SNS

Estamos perante o mais violento ataque com vista à integral destruição do SNS e do direito constitucional à saúde que alguma vez um governo ousou desencadear.

A forma agora encontrada por este Governo foi a de publicar no DR de 14/5/2012, II Série, um chamado procedimento de concurso público com o nº 1921/2012 para colocar em autêntico leilão a contratação de médicos para as instituições do SNS, por via de empresas privadas prestadoras de serviços.
No conteúdo desse procedimento de concurso, importa destacar, desde já, as seguintes questões fundamentais:
- O critério de adjudicação adoptado será o do mais baixo preço/hora.
- Não existe qualquer exigência de qualidade nos critérios de adjudicação.
- Os contratos são válidos por períodos de 12 meses.
- O prestador privado pode mudar sucessivamente os profissionais que coloca numa dada instituição, desde que comunique com a antecedência de 30 dias.
- Contratação com empresas sem qualquer exigência de disporem de um quadro próprio de pessoal médico.
- Os profissionais colocados por essas empresas “ têm de proceder ao preenchimento de um registo de presenças”.
- Os médicos colocados por essas empresas nos Centros de Saúde tem de efectuar “ pelo menos 4 consultas por hora” e “fazerem atendimento pediátrico”. Nem uma palavra sobre a exigência de possuírem a especialidade de medicina geral e familiar e sem nenhuma referência aquilo que é considerado atendimento pediátrico. Será por médicos indiferenciados?
- São definidos “lotes de serviços” para todos os distritos do continente e são colocadas a concurso para essas empresas privadas prestadoras mais de dois milhões e meio de horas anuais, englobando as várias especialidades médicas. Este número de horas equivale ao horário completo de cerca de 1700 médicos. Face à situação que está, assim, criada a FNAM vem denunciar os seguintes aspectos:
1- Para melhor dissimular o seu objectivo de sempre que é a destruição do SNS e do direito constitucional à saúde este governo inventou este concurso público para entregar serviços inteiros de várias especialidades a empresas privadas de aluguer de mão-de-obra médica. Depois daquilo que tem sido a experiência desastrosa com empresas deste tipo a nível dos serviços de urgência, onde a qualidade da actividade desenvolvida é muito baixa e os custos muito elevados, este governo decide
alargar a todos os serviços médicos esta actividade de alienação do trabalho médico.
2- Ao colocar em concurso aquele vultuoso número de horas anuais, o governo mostra de forma muito evidente que pretende enveredar por uma via de privatização dos serviços de saúde, desarticulando-os e fazendo de cada instituição pública de saúde uma “manta de retalhos” com várias
empresas a deterem diferentes serviços e em clara competição financeira entre elas. Aquilo que é reconhecido há largo tempo no plano internacional como a exigência central do trabalho em saúde que é o trabalho de equipa está formalmente destruída com esta medida governamental.
3- Ao estabelecer como critério decisivo o mais baixo preço/hora, ao definir que em cada hora têm de ser efectuadas, pelo menos, 4 consultas e sem especificar uma carteira básica de serviços, bem como as competências de quem faz o atendimento pediátrico nos centros de saúde, o governo reduz toda a actividade assistencial dos serviços públicos de saúde a uma lógica taylorista de trabalho médico cronometrado e destinada aqueles cujo diferenciação técnico-científica é diminuta e, por conseguinte, de baixo valor salarial.
4- Desde o ano passado que o Governo está obrigado legalmente, por via da contratação colectiva, a realizar concursos públicos nos vários estabelecimentos públicos de saúde para recrutar médicos, mesmo nos que têm estatuto EPE, o mesmo acontecendo com os regulamentos dos concursos para a habilitação ao grau de consultor. As sucessivas desculpas para não terem sido desencadeados esses processos e a escandalosa impunidade das várias administrações dos serviços em não aplicarem essa legislação estão agora devidamente explicadas. O Governo estava a preparar esta medida de destruição do SNS e não queria implementar concursos que implicassem menos horas para o negócio das empresas privadas.
5- Com esta medida agora conhecida, torna-se indiscutível que o comportamento da delegação governamental nas negociações com as organizações sindicais médicas, que decorrem há 5 meses, em torno de novos regimes de trabalho e respectivas grelhas salariais, tem primado por uma clara desonestidade política. Agora torna-se finalmente evidente que os sucessivos adiamentos na apresentação de propostas e os supostos mal-entendidos acerca de metodologias negociais eram meras encenações para ganhar tempo até à publicação destas medidas.
6- Torna-se igualmente compreensível que o Ministro da Saúde se mostre sempre tão disponível para a inauguração de serviços privados em zonas geográficas onde decidiu encerrar serviços públicos e não tenha encontrado tempo para participar no 4º Encontro Nacional das USF (Unidades de Saúde Familiares).
7- Esta actuação planeada por parte do Governo levaria à destruição integral do SNS, à destruição das carreiras médicas e da qualidade do exercício da profissão médica, à destruição da contratação colectiva que está em vigor e transformaria o direito à saúde num qualquer bem de consumo sujeito às leis da oferta e da procura. Esta gritante insensibilidade social e este revoltante desprezo pelo valor e dignidade da vida humana tem de gerar uma imediata repulsa de toda a opinião pública. A FNAM desenvolverá todos os seus esforços para contribuir activamente para a derrota desta afronta a um direito humano tão fundamental como é o direito à saúde e está disponível para em conjunto com as restantes organizações médicas defender a qualidade da profissão médica, as carreiras e a contratação colectiva. Apelamos à insubstituível intervenção dos cidadãos na contestação a mais esta chocante ofensiva governamental contra o direito à saúde.
Coimbra, 31/5/2012
A Comissão Executiva da FNAM
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Fiquem bem,

terça-feira, outubro 04, 2011

Ordem dos Médicos contraria governo

Bastonário da Ordem dos Médicos

Ordem dos Médicos está contra decisão do ministério da Educação e constitui-se como «um dos mecenas da sociedade civil»

A Ordem dos Médicos vai assumir o pagamento de 10 prémios de mérito a alunos do ensino secundário, depois da decisão «polémica e incompreensível» do Ministério da Educação de suspender esta forma de estimular a dedicação ao estudo, escreve a Lusa.

«Na sequência da polémica e incompreensível decisão do Ministério da Educação de suspender intempestivamente a entrega dos prémios de mérito aos melhores dois alunos das 464 escolas secundárias, o Conselho Nacional Executivo da Ordem dos Médicos decidiu responder positivamente ao apelo pungente dos directores das escolas», explica um comunicado da entidade divulgado esta quinta-feira.

Assim, a Ordem dos Médicos constitui-se como «um dos mecenas da sociedade civil para substituir esta aberrante e contraproducente decisão do Ministério da Educação e Ciência», salienta.

«Lamento a atitude do Governo e faço votos para que, no final do ano, os prémios dos gestores públicos de milhões de euros também sejam suspensos e possamos todos ajudar Portugal», terá dito Miguel Saraiva à comunicação social, segundo a Ordem, que afirma subscrever esta opinião.

Para a Ordem, a «atitude do Governo é tanto mais incompreensível, quando, num país falido e que a breve prazo terá mais de 6.000 médicos sem trabalho, se insiste em desperdiçar milhões de euros num curso de Medicina, em Aveiro, completamente desnecessário».

A Ordem dos Médicos apela à sociedade civil para que se mobilize e colabore no reconhecimento do mérito dos jovens estudantes.
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Nosso comentário

Vá-se lá saber porquê, mas no meio deste imbróglio todo, impostos mais impostos, um caos na justiça, buracos financeiros, incapacidade governativa, SNS à beira da ruptura, vi algo que me agradou.
É coisa de pouca monta mas suficientemente apelativa para a tirar do esquecimento.
Por isso o nosso destaque merecido de hoje a essa simbólica mas nobre atitude.

Em primeiro lugar, pela coragem do bastonário, recusando uma má decisão do governo. Em segundo lugar, pela ajuda merecida, assaz modesta, diga-se de passagem (500 euros) a alguns jovens promissores do futuro deste país.
O bastonário, além da atitude citada, indica claramente onde o governo poderá efectivamente ir buscar algum dinheiro com mais justiça e menos mossa.

Este assunto arrasta um outro, tendo em conta as medidas do governo.
Fala-se, ouve-se, lê-se sobre o mau ambiente que reina nas instalações da RTP (Televisão Pública Portuguesa)
Sem querer meter a foice em seara alheia, quem manda manda, deixo apenas uma pequena nota sobre a RTP:
Vai ser privatizada, consta.

Em boa verdade se diga, será quase inevitável que não aconteça a privatização, tal a apetência que reina em vender tudo o que é público e bom.
O lema é fazer dinheiro, vender Estado vender Estado, emagrecê-lo, para desperdiçar depois, não sabemos em quê.
Dizem-nos que é para pagar dívidas com juros.
Nós acreditamos, ou fazemos que acreditamos.

Agora senhores governantes se vendem a RTP virar uma televisão debochada por audiências: concursos pirosos, como já vem tendo, transmitir touradas a torto e a direito como já vem fazendo, casas dos segredos e afins...
Poupem-nos.

As televisões que há a fazer isso já chegam e sobram para a audiência nacional.
Depois, quem gosta de touradas, que vá às praças de touros.
Pornografia e afins, todos sabemos onde encontrar, por favor não façam dos portugueses um povo imbecil.
Portugal merece ser bem tratado senhores governantes.

É preciso rendibilizar não é? vender vender vender, ganhar dinheiro a todo o custo, nem que para isso seja preciso vender as nossas filhas e mães não é?
Nem que estejam crianças em horários de pouca vergonha a ver os programas oficiais?
Sou pela inovação sim senhor, sou pela modernidade sim senhor, mas, há modernidade e há modernices senhores governantes.

Talvez por isso me sensibilizou a atitude do bastonário da Ordem dos Médicos.
PARABÉNS!

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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

quarta-feira, junho 29, 2011

Programa de Governo é um "assalto social" aos portugueses


"É um programa de assalto social à maior parte dos portugueses, é um programa que criará muitas dificuldades às famílias e à economia do país", disse.

Segundo o deputado do BE, neste programa "as políticas sociais levam um violento rombo" e são "substituídas, na prática, por uma caridade à moda do antigamente".

"A linha de privatizações é intensíssima, tudo aquilo que dá lucro em Portugal é para privatizar, incluindo transportes públicos, cujas tarifas também vão ser aumentadas, na linha do Serviço Nacional de Saúde (SNS) a privatização é a regra, quer dos cuidados, dos serviços ou da gestão", acrescentou.

Ao nível da legislação laboral, Semedo considerou existir "uma completa desregulação, fragilizando os contratos e facilitando os despedimentos" e que "quando se olha para o programa do Governo fica-se a perceber que os sacrifícios são só para alguns".

"A igualdade na distribuição desses sacrifícios é de facto uma ilusão que PSD e CDS criaram durante a campanha eleitoral", afirmou, sublinhando que "os portugueses vão ganhar menos, vão pagar mais impostos, vão ter piores serviços públicos e vão pagar, ainda por cima, mais por esses serviços públicos".

Questionado sobre a eventualidade de o BE vir a apresentar uma moção de rejeição ao programa do Governo, o bloquista disse que esse é um assunto que ainda não foi discutido pelo seu grupo parlamentar.

"Nós não fizemos ainda essa discussão, essa é uma possibilidade que a Constituição abre a qualquer partido com assento parlamentar, mas ainda não tomámos qualquer decisão sobre isso", concluiu.
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Nosso comentário

Num dia em que morre um ídolo da juventude portuguesa, Angélico Vieira, que deixa a todos nós mais tristes e pobres, num dia em que a Espanha questiona Portugal sobre se a suspensão do TGV é definitiva, por a sua construção ser considerada vital para as ligações europeias, num dia em que o governo deixa cair a máscara da simpatia eleitoralista, feita com montes de beijinhos e miminhos, num dia em que a Grécia continua a deixar todos de boca aberta com a violência e descontrolo quase totais, selecciono as declarações de João Semedo, do Bloco de Esquerda.

João Semedo até fala verdade. Aliás não poucas vezes esta "esquerda fina bloquista do BE" fala verdade.
Todavia, por muitas e bonitas palavras que tenham, quero lembrar estes senhores do Bloco que foram eles, e de que maneira, quem ajudou à festa da subida ao poder desta extrema direita.
Agora queixam-se?
Se fosse eu a eles e depois de tantas bocas foleiras a precipitar a queda do governo anterior, calava-me.
Esperavam o quê destes novos senhores do regime? que defendessem os mais desfavorecidos? que defendessem o sector público? a escola pública? o serviço nacional de saúde? a RTP pública? um Estado Português com alguma pujança?

Todos sabemos e sentimos que o momento é propício a comprar barato.
Quem não é muito rico, mesmo que tenha algo de seu, está à rasca, quer vender.
Os mais ricos podem agora comprar comprar comprar.
Engordar fortunas, tirar proveito dos desmandos dos pobres e remediados.
Gastaram demais os coitados, acham eles.
Só que foram eles quem lhes impingiu tudo quanto era de comprar: casa própria, carro a prestações, mobílias a prestações, cartões de crédito à farta, viagens a prestações, roupas de marca, etc etc etc... encalotaram os coitados que acreditaram na vaca de tetas grandes impingida.
Tudo isto se fez, se faz, sem se atribuir culpas a ninguém...nem aos doutos senhores das economias que tudo prevêem, tudo sabem sobre dinheiro...os tais que depois de tudo o que se passou só sabem dizer ao POVO: POUPEM POUPEM POUPEM.

É fantástico!

Agora a crise está aí, os coitados que acreditaram que podiam ir um pouco mais longe nos seus sonhos, perderam.
Cortaram-lhes a guita, têm que deixar os sonhos em que se meteram, vendê-los, trocá-los, negociá-los. Ficam sem casa, sem carro, sem emprego, sem sem sem...alguns se calhar até irão presos...
Deixo-os com as bonitas palavras da notícia acima (lá palavras bonitas tem o BE) do deputado João Semedo. Elas falam por si.
Entretanto o leitor anime-se com a saudade dos beijinhos das campanhas políticas que findaram, se for esse o seu caso.
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...