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domingo, outubro 24, 2021

Quem votar contra OE empurra o país para as mãos da direita

 


© TVI24 OE2022: PS diz que quem votar contra quer empurrar o país para "as mãos da direita"

A presidente do grupo parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes, considerou este domingo que quem votar contra o Orçamento do Estado quer empurrar o país para "as mãos da direita" e "deitar por terra o reforço do estado social".

"Quando estamos a falar neste momento da possibilidade de votos contra um orçamento do Estado como este, que mais uma vez volta a ser um Orçamento do Estado à esquerda, é estarmos a deitar por terra o reforço do estado social, é estarmos a dizer aos trabalhadores (...) que deixam de ser valorizados nos seus salários, que deixa de haver um aumento do Salário Mínimo Nacional ou que deixa de ser possível (...), por exemplo, a indemnização compensatória por despedimento, sobretudo, no combate à precariedade e nos contratos de trabalho a termo", afirmou.

Ana Catarina Mendes, que falava no encerramento do congresso da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN, em Lisboa, considerou que o país está a sair "do momento mais crítico da crise sanitária, que provocou uma crise social que não teve os efeitos trágicos da crise anterior" devido, sobretudo, à "resposta de um Governo de esquerda liderado pelo Partido Socialista".

"Este é um momento que não é compatível com chantagens", disse, considerando também que é um "momento particularmente difícil e um momento particularmente exigente para Portugal e sobretudo, sobretudo, muito exigente para os socialistas".

Falando para uma plateia de dirigentes de sindicatos, Ana Catarina Mendes considerou que a "luta sindicalista é cada vez mais necessária" numa altura "em que outros acham que podem empurrar o país para as mãos da direita outra vez".

"Nós sabemos bem quais são as receitas que a direita tem", acrescentou, referindo a política de "desvalorizar" os trabalhadores, os sindicatos e a negociação coletiva.

"Podemos dizer hoje que estávamos certos quando em 2015 propusemos aos portugueses uma alternativa à austeridade e uma alternativa a um governo de direita que ousou ir além da 'troika'", afirmou Ana Catarina Mendes, que defendeu que o PS, "sob a liderança de António Costa", propôs "uma mudança radical" no "sistema político e pela primeira vez a esquerda conseguiu unir-se para dar a volta àquilo que era o trágico estado a que tinha chegado Portugal" e que definiu como um país "entristecido" e "verdadeiramente empobrecido".

Fiquem bem,

Podem visitar-me aqui, clicando neste link:

...a ver o que sai...(poemas) | António Esperança Pereira - Bubok

quarta-feira, maio 01, 2019

Em Portugal circula-se pela direita há 91 anos

Aquilo que hoje parece ser regra apenas no Reino Unido e nos países da Commonwealth, foi outrora regra quase geral. Conduzir pela esquerda era um hábito antigo, encontrado nas mais diversas e antigas civilizações, passando pelas épocas medievais até à revolução industrial.
Na época medieval, por exemplo, a mão esquerda era usada para tomar a rédea dos cavalos, deixando a mão direita livre para empunhar as lanças ou as espadas para combate. 
Para que fosse possível erguer uma espada com a mão direita, os soldados que fossem destros, circulavam sempre pela esquerda. Mais tarde, quando foram introduzidas as charretes e carruagens nas grandes cidades, o chicote era digno da mão direita, para que a punição fosse bem medida.
No entanto, é importante que perceba a evolução histórica que mudou este hábito na maioria dos países, incluindo Portugal.

A mudança imposta por Napoleão


Foi na era revolucionária francesa que esta prática/hábito de conduzir pela esquerda foi anulada. Por ordem do imperador Napoleão Bonaparte, os exércitos teriam que começar a circular pelo lado direito das estradas.
Pode dizer-se que a mudança deveu-se à “sede” de inovação imposta pela personalidade de Napoleão, mas também se pode dizer que o fator de gerar mudança teve por base um capricho do mesmo. Diz-se que Napoleão era canhoto. Facto é que a mudança acabou por se alastrar a toda Europa continental, por ordem deste.
Quer acredite ou não, os cocheiros das carruagens francesas sentavam-se sempre do lado esquerdo. Esta é uma clara explicação dentro de uma perspetiva cognitiva, da razão de ainda hoje termos os volantes dos nossos automóveis do lado esquerdo e consequentemente, o motivo de conduzirmos na via da direita.
Napoleão impôs esta mesma lei aos países invadidos pela França. Porém, quando o país se retirou dos demais conquistados, o hábito de condução permaneceu instalado.
Assim sendo, a partir dessa altura, todos as nações colonizadas pelo território francês ou dominados por Napoleão, adotaram a nova regra.



Há 91 anos que se conduz pela direita em Portugal

Em Portugal, a mudança tomou lugar no dia 1 de Junho de 1928. Neste primeiro dia do mês, as novas regras de circulação foram adotadas para revolucionar os hábitos dos condutores portugueses com a obrigatoriedade de conduzir à direita. 
À época, o recurso à publicidade foi um bom aliado. Para consciencializar os portugueses para a alteração entrar em vigor, criaram-se dísticos com as palavras “Pela Direita”. Estes foram sendo espalhados por toda a parte, para contribuírem para a boa ordem da circulação automóvel.
Ao mesmo tempo, esta mesma publicidade era ouvida através de mensagens através da estação de rádio, colocada em vários estabelecimentos públicos como forma de alerta.
A condução à direita estreou-se em Portugal na cidade de Lisboa, a partir das 5 horas da manhã. No resto do país, a lei entrou em vigor na meia-noite desse mesmo dia. 
A regra foi igualmente aplicada à generalidade das colónias portuguesas da altura, deixando de fora países como Macau, Goa e Moçambique.

PS. Informação retirada de "Standvirtual"

Fiquem bem,

António Esperança Pereira











quarta-feira, agosto 30, 2017

Macron, pios e verborreia

Nosso comentário:

Talvez um dos políticos que em democracia se manteve mais tempo no poder. Cavaco Silva. Não o víamos havia um tempo. saído da Presidência da República pela porta dos fundos. Cuidávamos que deixaria o povo português em paz para bem de todos. Ele ver-se-ia livre das críticas e dos maldizentes que lhe chamavam e chamam todos os nomes e mais alguns. Nós ver-nos-íamos livres dele e dos seus "poucos pios" durante dezenas de anos de poder. Fartos que estávamos dele e das tricas e mexericos com que conduziu o país. 
Mas voltou.
Cavaco Silva está aí, vestido de laranja, com uns óculos parecidos a uns que eu usei nos meus 18 anos, sem graduação, apenas para impressionar, para parecer mais velho e inteligente do que realmente eu era.
Aos pios, lá foi disparando em todas as direções.
Mandou diretas e indiretas ao governo, ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, a gregos e troianos, a presentes e ausentes.
Todavia, do que ouvi que ele disse, ficaram-me três palavras:
-VERBORREIA
-PIOS
-MACRON
Com a primeira creio que atingia o atual Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.
Com a segunda não percebi bem se se referia aos pios que não disse quando podia, se aos pios que os outros dizem e que o incomodam à saciedade.
Com a terceira, um elogio: Cavaco gosta de Macron!!!
Quanto à imprensa, essa claro, dá um eco estrondoso ao acontecimento. Quase um "até que enfim que temos homem".
Abro a televisão, Cavaco. Abro os noticiários, Cavaco, abro a Internet, Cavaco.
Não admira que tal aconteça, quando no poder pululam comunistas maus que comem criancinhas ao pequeno almoço.
No entender deste ex-presidente, "democrata de alguns", lê-se claramente nas entrelinhas que é preciso que apareça alguém com eles no sítio capaz de correr com o "poder vermelho" que se alcandorou à governação do país.
Quanto a mim, espreitando o que disse e o que não disse Cavaco, fiquei hoje como fiquei sempre com os seus discursos: ZERADO (expressão brasileira). Porque Cavaco Silva diz mais no que não diz do que no que diz. Daí que exige um esforço hercúleo a quem queira aprender ou perceber o que ele realmente diz porque efetivamente não diz. 
Fim de desabafo.

PS. Uma pequena nota, apenas para manifestar ao Povo Americano a minha solidariedade ante o tremendo furacão Harvey que assola alguns dos seus Estados.

António Esperança Pereira


terça-feira, janeiro 26, 2016

Habemus Presidente e agora?


Ouve-se dizer por aí que as eleições a Presidente da República não tiveram qualidade.
Creio que quem diz isso se refere não só aos candidatos em si mas igualmente às campanhas por eles atamancadas.
Ora bem, em tempo de crise, não podemos querer "sol na eira e chuva no nabal", tal como diz o ditado popular.
Logo a qualidade pode faltar, a motivação também.
Acho que os candidatos nem eram bons nem eram maus, eram os que havia. 
Ponto final.
As candidaturas e o que cada uma delas continha para esclarecer o povo português foi o que se viu  e não o que se queria ver. 
Ponto final.
Podemos ficar a praguejar (se calhar com toda a razão) que o vencedor, Marcelo Rebelo de Sousa, não disse nada em campanha, pelo que os portugueses nada sabem sobre o que vai fazer quando assumir a Presidência.
Até se pode acrescentar que o agora eleito Presidente foi "fabricado" anos a fio pelas televisões, o que lhe deu um enorme avanço sobre todos os outros concorrentes.
Podemos igualmente alvitrar que se calhar um outro candidato menos votado traria mais novidade e uma melhor imagem e projeção aquando sentado no Palácio de Belém.
Podemos falar ainda de pequenas candidaturas mais ou menos chochas que apenas tiveram por finalidade dar-nos a conhecer uns portugueses menos conhecidos à pala desta oportunidade.
Afinal pode-se sempre dizer muita coisa.
Mas o que é, é o que é, o que está feito está feito.
O povo votou e, apesar de cerca de metade do eleitorado se ter abstido de o fazer, o que é lamentável, escolheu o candidato que achou ser o melhor dos candidatos em presença, ou, se quiserem, o menos mau.
Pessoalmente não tenho nada a obstar às escolhas populares, antes pelo contrário. O sufrágio universal e direto através do voto foi uma enorme conquista dos países civilizados, pelo que o meu respeito por uma tal conquista nem se questiona.
Os candidatos foram aqueles que tivémos, o resultado das eleições foi o que foi, pelo que, "gregos e troianos", "uns e os outros", "os contentes e os menos contentes" terão que aceitar a realidade ditada nas urnas para um ciclo de cinco anos.


Fiquem bem, 

António Esperança Pereira

quarta-feira, dezembro 09, 2015

Donald Trump a direita e os muros


Nosso comentário: 

O candidato Donald Trump vem-nos habituando a declarações que nós aqui na linguagem política europeia, classificaríamos de declarações de uma "extrema direita" perigosa.
Que o mundo e os deuses parecem estar loucos já ninguém duvida, agora que sejam os supostos futuros líderes mundiais a dizer coisas que até arrepiam... 
Cuidado!
Trata-se de mais um líder que, à semelhança de outros que se vêm afirmando em solo europeu, está impregnado de elevado grau de perigosidade para a humanidade dita civilizada.
Que ao menos esta, a tal humanidade dita civilizada, não ande para trás.
Numa altura em que se esperaria que aparecessem homens invulgares, gente capaz de enfrentar de maneira sábia e eloquente situações difíceis como as actuais, não.
Aparecem homens como Donald Trump, os americanos que me desculpem, no que diz respeito a este americano, a defender coisas absurdas. Isto tendo em conta sobretudo o que foi, é, e deverá ser a América no tocante à defesa de alguns princípios base que a notabilizam ainda e lhe dão inegável prestígio e destaque.
A América (EUA) tem defeitos como todas as grandes e pequenas potências têm, mas por amor da santa, era só o que faltava: xenofobia em elevado grau, muros e cortes na liberdade de expressão? fechar a Internet?
Todo este caldinho vindo do país mais poderoso do mundo, do campeão das liberdades e do conceito de democracia ocidental?
Nem quero acreditar...

PS. Deixo-lhes a notícia que transcrevi de declarações de Donald Trump que muitos devem ter lido, assim ou com mais molho, e que deu o mote para este meu desabafo.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


Donald Trump quer falar com Bill Gates para "fechar" a Internet 


O candidato à nomeação para as presidenciais dos EUA quer banir "partes" da Internet para evitar radicalização de jovens
No mesmo discurso controverso em que apelou ao fecho das fronteiras norte-americanas a todos os muçulmanos, o candidato à nomeação presidencial republicana Donald Trump disse ainda que a Internet deveria ser "fechada" para que as crianças deixassem de ter acesso a ela.
"Temos talvez que fazer alguma coisa em relação à Internet", anunciou Trump. "Estamos a perder muitas pessoas por causa da Internet. Temos que falar com Bill Gates e outras pessoas que percebem o que está a acontecer. Temos que falar com elas sobre talvez, nalgumas áreas, fechar a Internet".

O empresário é candidato à nomeação do partido republicano para a Casa Branca, e tem apelado a medidas radicais como impedir muçulmanos de entrar nos Estados Unidos e construir um muro ao longo de toda a fronteira com o México.

segunda-feira, novembro 16, 2015

Pressa nenhuma, vontade ainda menos


Numa altura em que o mundo parece louco, que tudo perdeu ou anda a perder a cabeça, há um homem sereno a passar uns dias na Ilha da Madeira: Cavaco Silva.
O país em que ele é o Presidente da República está à espera de uma decisão sua sobre a governação do país, mas até à data...
Nada.
A pressa não é nenhuma, a vontade ainda menos.
Eu digo que anda sereno mas também não sei sobre a veracidade da minha afirmação. Sabe-se que vai fugindo de confusões, o que não denota serenidade nenhuma.
Denota pelo contrário medo.
O desmaio em público e outras contrariedades, devem ter acicatado esta vertente da "miaúfa presidencial".
Depois, a simples ideia que lhe deve martelar a cabeça de ter que dar posse ao governo eleito pela maioria de deputados que, segundo ouço dizer, ele considera de 2.ª e de 3.ª, deve arrasar a sua visão pouco aberta e ampla de estadista.
Tais deputados de 2.ª e de 3.ª, já se vê, não são uns deputados quaisquer, uma vez que, tendo assento parlamentar, isso lhes confere uma representação popular efectiva.
E tal assento parlamentar, há que sublinhar isto, é maioritário em relação à ex-maioria da preferência ideológica de Cavaco Silva.
61%  versus 38%
Onde está a dúvida? 
Bom, as eleições havidas parecem não ter tido a mínima importância. Houve-as realmente mas haveria que repeti-las (opinião dos perdedores PáF) até à exaustão, até darem o resultado pretendido pelo regime ainda em exercício.
Infelizmente, pelas últimas afirmações que li do PR proferidas na Ribeira Brava (R.A. Madeira) até parece agora inclinar-se para a opção de governo que ele próprio (PR) alvitrara como sendo a pior de todas as opções possíveis: 
-Um governo de gestão.
Valha-nos Santo Ambrósio e que todos os santos nos protejam destas democracias dos mesmos.
Porque caros leitores uma democracia dos mesmos não é uma democracia. 
Quando muito será uma autocracia que diz tolerar "minorias políticas" apenas visando com tal tolerância o enfeite dos boletins de voto de partidos e partidecos que nunca poderão governar.
Poderão assim encher a boca de que são "democratas assumidos" mas com a hipócrita convicção de que "os outros" nunca poderão governar.
O mundo parece louco, Portugal não foge à regra.


Fiquem bem, 

António Esperança Pereira




segunda-feira, novembro 09, 2015

Está quase a cair



Será que cai?

Esta noite, já de madrugada, tive um daqueles sonhos pouco agradáveis em que algures, num estranho café de esquina de uma cidade imaginária me pediam 111 euros por um bolo e uma bica. Atónito e confundido, perguntei à sr.ª que me atendia, atabalhoadamente, creio que mais para esquecer o exorbitante preço pedido pela bica e bolo: "Minha senhora, é hoje não é, é hoje que eles caem"? referia-me à queda do governo". Ela infelizmente não me entendia, insisti com a pergunta, tornei a insistir, nada. Acordei da cena, quando já clareava o dia, com alguma taquicardia.


Nota: Como complemento da informação do sonho e para os leitores que não sabem, é conhecido amanhã na Assembleia da República (Parlamento) se o governo de direita que tem governado Portugal é ou não chumbado pela maioria dos deputados de esquerda.
Tudo leva a crer que sim. A ver vamos, é se o sr. Presidente da República, dr. Cavaco, ao centro na foto, da mesma família política dos que o ladeiam, tem algum trunfo ainda para jogar.


Fiquem bem, 

António Esperança Pereira



quinta-feira, novembro 05, 2015

O Poder e o vale tudo.



Tanto quanto se vai sabendo os portugueses estão a debandar do país a um ritmo alucinante. Estima-se que nestes últimos anos de austeridade e governação de direita, mais de 100.000 por ano saem de Portugal buscando em outras bandas o que aqui lhes não é proporcionado: emprego e futuro.
É triste.
Mais triste ainda não se perceber, numa situação tão calamitosa, o porquê de se evitar a todo o custo que uma alternativa de esquerda, ganhadora das últimas eleições não possa mostrar o que vale.
A propaganda no sentido de manter o regime derrotado em funções é mais que muita. 
Mobilizam todos os trunfos e mais alguns para se perpetuarem no poder. Nem que seja por meios enviesados e carentes de legitimidade democrática. 
Até "cavalos de Tróia" infiltrados no PS (Partido Socialista) são aproveitados para fazer pressão sobre a liderança atual deste partido, pretendendo com isso que alguns deputados façam o papel de traidores e deixem passar este governo que os portugueses rejeitaram  nas urnas por larguíssima maioria.
Triste.
Termino este meu desabafo, entre pérfidos traidores, incautos emigrantes e triste povo, com uma fotografia de algo que presenciei na televisão antes de vir escrever estas palavras.
Numa altura em que Portugal está com uma mão à frente outra atrás, derramando no estrangeiro juventude altamente qualificada e competente, um desemprego assustador, uma população maioritariamente deprimida, numa altura em que é anunciada pelos mesmos (direita) a continuação da austeridade de miséria para o próximo ano,..
vejo na televisão os donos deste mesmo poder alicerçado no empobrecimento, rejeitado nas urnas, a botar figura ante manobras da NATO, mais propriamente um desembarque conjunto de fuzileiros portugueses e ingleses em praias do nosso pacífico Portugal.
É mesmo o que nos faz falta nesta fase de "uma mão à frente outra atrás", a "animação guerreira" dos soldados da NATO!
Parece anedota, pelo menos nesta altura de decisões importantes para a vida das pessoas portuguesas, mas não é.
É mesmo verdade.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


terça-feira, outubro 27, 2015

Governo com "ministros a dias"?


Nosso comentário:

O casamento político do CDS com o PSD parece sofrer de uma grave crise de sobrevivência.
Desta feita a coisa parece grave, tendo em conta que outras ocasiões houve de certa gravidade. Todavia, como em outras uniões, lá foram resolvendo birras e quezílias, só que agora a situação é tensa, densa, um beco sem saída, uma relação tornada impossível.
Culpam o PS partido que, apesar de mal tratado e ofendido por eles de todas as formas e feitios, deveria ter por "missão histórica e patriótica" o dever de os manter unidos a apoiar todas as marmeladas e porcarias constantes da sua agenda matrimonial.
Os portugueses conhecem bem, infelizmente na pele, essa agenda.
O PS fez-lhes um manguito, levou a sério os insultos mais que muitos e não lhes quer dar de mão beijada o aval a atos pouco dignos de caminho seguido e a seguir e com os quais está em total discordância.
E aqui é que está o cerne da questão. 
O PS não só não aceita "casar-se com os partidos de direita" como prefere os partidos à sua esquerda, PCP e o BE, para uma relação séria e de compromisso mais a gosto.
O padrinho do casamento da direita sobressaltada, Cavaco Silva, terá que gerir a situação de que ele próprio é o principal responsável. 
Deu-lhes a mão, protegeu-os, amparou-os, também se esteve nas tintas para o PS, ignorou a real importância de PCP e BE...
agora, resta-lhe fazer como o rei D. José fez em pleno terramoto de Lisboa.
Ante a adversidade, no caso vertente não é um terramoto, mas um matrimónio em queda livre, resta ao PR perguntar ao Marquês de Pombal: 
-Que fazer Marquês?
Pois é, só que agora já não há marquês e o dr. Cavaco Silva terá que fazer pela vida e terminar o seu 2.º mandato presidencial a esticar a corda que ele tem tentado segurar com unhas e dentes, e vai segurá-la até ela rebentar.
Parece o desfecho mais provável deste 2.º mandato do sr Presidente da República, numa altura em que indigitou Passos Coelho para formar um governo para 4 anos. 
Dada a conjuntura e prometido que está o total chumbo do governo no Parlamento, tratar-se-à não de um governo com ministros para 4 anos, mas de um governo com "ministros a dias".
Pelo menos é o que parece provável.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira



sábado, outubro 17, 2015

Direita enervada perde compostura


Eu próprio estou espantado com a evolução dos acontecimentos na política portuguesa. Não tenho nada de extremista, sempre me bati na vida pessoal, como na vida em sociedade por uma postura equilibrada.
Eis senão quando, me deparo na presente conjuntura nacional pós-eleitoral com gente considerada "equilibradíssima",  a perder a compostura e a soltar fortes atoardas e insultos, não próprios de gente supostamente educada e composta.
A intolerância de quem realmente não aceita os outros. Gente que se agarrou ao poder de uma maneira feroz mesmo quando posta lá com ajudas e colinhos vindos de todas as bandas.
Estou deveras espantado sobretudo com a hipocrisia do discurso arquitetado por muita gente. Gente que queria fazer parecer que não concordava com as políticas atrozes da governação e, quando a vêem em perigo, em queda, bloqueada, saem dos esconderijos dessa bonomia de pensamento "porreiro" com que queriam iludir-nos e zás. 
Toca de perderem a disfarçada sensatez e desatam a disparar em todas as direções, sobretudo numa realidade que parece fazer-lhes mossa. 
A esquerda política portuguesa ganhou as eleições legislativas e está apta a assumir uma governação credível com políticas diferentes e bem mais amigas do cidadão.
O culpado é o Costa, dizem. O PS é de direita, querem eles agora. Dava-lhes jeito que fosse. Uma muleta macia e dócil que serviria na perfeição para os perpetuar no poder.
Mas o PS não só não é um partido de direita nem parece querer ser a muleta macia e dócil tão necessária ao dueto em queda: Coelho e Portas.
Costa parece determinado em incluir todos os portugueses e não apenas alguns nas responsabilidades governativas da nação lusa.
Costa tem essa capacidade de reunir consensos, é um homem de diálogo. Tem disso fama e provas no terreno mais que dadas.
Estas capacidades que Costa tem assustam a direita. Uma direita que impõe o que quer, que não olha a meios nem a fins para fazer o que faz e o que lhe mandam fazer.
Uma direita que quer tomar conta de Portugal e da Europa.
Finalmente, uma direita que está assustada porque descambou para uma zona, essa sim, perigosíssima, de extrema direita, da política do medo, que há que contrariar.
Os portugueses não podem pois deixar de estar atentos a tais perigos, esses sim bem reais, os perigos da extrema direita.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira

sexta-feira, março 27, 2015

Tudo em que a Cristina toca...


Nosso comentário:

Consta que o visto e revisto comentador, professor, político, Marcelo Rebelo de Sousa, irá ser candidato às próximas eleições presidenciais .
Não há ainda a confirmação do facto, mas é certo e sabido que no potencial mediático do professor Marcelo poderá recair a escolha da chamada "Direita portuguesa".
A foto abaixo, com a mãozinha da não menos mediaticamente "exposta" Cristina Ferreira parece indiciar isso mesmo.
Pode aliás ler-se: "Cristina Ferreira, tudo em que toca transforma-se em ouro".
Do sucesso dela como apresentadora não restam dúvidas, até eu espreito de quando em vez, mesmo a fugir, os gritos e risos aguçados e fartos dados pela apresentadora nos programas que apresenta.
Quanto ao professor Marcelo é aquilo que genericamente se apelida de "um clássico". 
Chego a cuidar, quando não penso, que o professor é bem capaz de morar nos ecrãs da televisão. Depois fala de tudo e de todos, transmitindo aquela ideia de que não há segredos nem brancas no apalpar da vida e do conhecimento alheios.
Mas a ver vamos, aí está um teste para a Cristina Ferreira: As Presidenciais
Só então se confirmará ou não se o que a notícia cita corresponderá à verdade. 
Será que aquele que muitos portugueses designam por "papagaio e fala-barato" se transformará mesmo no tal ouro tocado pela apresentadora em apreço?

Tenham um bom fim de semana,

António Esperança Pereira


Dinheiro VivoCristina vai ter nova diretora editorial. Sabe quem é?


Cristina Ferreira vai deixar de ser a diretora editorial da revista Cristina. A partir de abril será Cláudia Rodrigues, atual chefe de redação, a assumir como diretora editorial da publicação feminina, apurou o Dinheiro Vivo.
A apresentadora e diretora de programas de conteúdos não informativos da TVI mantém-se, no entanto, ligada à revista que tem o seu nome e da qual foi mentora. O pedido de alteração do cargo de diretor já deu entrada na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). "Em momento algum, a Entidade se pronunciou sobre a anterior detentora desta diretoria, Cristina Ferreira", diz a ERC em comunicado.


Cláudia Rodrigues acumula a direção editorial de Cristina com a chefia de redação do título da Masemba.



Primeiro número vendeu mais de 100 mil exemplares 
A primeira edição de Cristina saiu a 7 de março tendo já vendido mais de 110 mil exemplares, de acordo com fontes ouvidas pelo Dinheiro Vivo. Em duas horas foram vendidos mais de 40 mil cópias da revista mensal que tinha Marcelo Rebelo de Sousa e Cristina Ferreira na capa.

O número dois estará à venda a 7 de abril. Cristina custa 3 euros.

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...