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quarta-feira, janeiro 16, 2013

Para viver toda a Terra; para morrer, Portugal


Nosso comentário:



Transcrevo um excerto de uma crónica escrita hoje no DN por Baptista-Bastos, que aconselho vivamente a ler. 
Diz ele, embora por outras palavras, que quem apelida o 1.º ministro de "corajoso", só pode assumir toda a responsabilidade de uma tal afirmação.
Diz porquê, como é óbvio.
Aproveita para acrescentar mais duas personalidades de vulto e de comportamento reconhecidamente recatado, a somar a tantas outras igualmente ilustres e recatadas, que se têm pronunciado em termos pouco elogiosos das políticas atuais de uma violência que faz bradar os céus.
Políticas nunca antes vistas pelos portugueses vivos, especialmente pela maneira como são implementadas e assumidas sem qualquer pestanejar de olhos, sem um laivo que seja de humanismo pelas pessoas deste país, visivelmente preocupadas, doentes e abatidas.
As personalidades apontadas por Baptista Bastos são, Adriano Moreira, que escusa apresentação, e Alfredo José de Sousa, Provedor de Justiça.
Deixo então a última parte do texto de Baptista-Bastos, muito interessante de se ler, que transcrevi por ter gostado muito, embora sem partilhar algum pessimismo exagerado:
-"Para viver, toda a Terra; para morrer, Portugal." Escreveu o padre António Vieira, moldando o País a uma demonstração de aflitos. Raramente fomos felizes, e a nossa literatura é um desfile de grandes angústias. Porém, sempre obtivemos uma certa independência, caracterizada por compromissos políticos e sociais. Desta vez, o ciclo é mais pesado e trágico. Constitui a expulsão de um todo: físico, espiritual, cultural e moral, como se poderosa amnésia se houvesse abatido nesses modos de entidade. Ser português, para estes senhores da "nova" ideologia, tornou-se num quase pecado que terá de ser punido com rude severidade. É isso que está em causa: a modificação radical do que somos, em nome de uma "normalização" que nos torne iguais aos outros e a todos. Um mundo tenebroso e negro, no qual a dança das culturas e das diversidades é absolutamente proibida. Um mundo dirigido por um poder distante e inacessível. Eis o que se nos propõe. 



PS: Nem a propósito deixo-vos com uma notícia veiculada pela Lusa que diz respeito a declarações do fundador de um dos partidos da coligação, CDS: Freitas do Amaral. Vale a pena passar os olhos.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/






Freitas do Amaral

PR pode dissolver Parlamento se situação se agravar

por Lusa, publicado por Elisabete Silva



O fundador do CDS Freitas do Amaral disse na terça-feira à noite, em entrevista à TVI24, acreditar que o Presidente da República possa dissolver a Assembleia da República se a situação social se agravar em Portugal.
"Talvez a hipótese mais provável seja o Presidente da República dissolver a Assembleia", disse Diogo Freitas do Amaral na entrevista à estação de televisão de Queluz de Baixo.
O antigo dirigente centrista e candidato a Presidente da República afirmou também que "se houver uma situação social grave", vê Aníbal Cavaco Silva a preferir "devolver a palavra ao povo" por via de eleições.
"O ano de 2013 só tem comparação em dificuldades e perigos de 1975", declarou também o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do primeiro Governo de José Sócrates (PS).
Sobre o Governo liderado por Pedro Passos Coelho, Freitas do Amaral diz acreditar que coligação entre PSD e CDS-PP "já não é um casamento de amor, é um casamento de conveniência".
No que refere a uma remodelação do executivo, o fundador do CDS sublinha que o ministro Miguel Relvas já devia ter saído "há muito tempo por razões éticas" e o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, deveria ser substituído por alguém "mais humanista, mais sensível aos problemas sociais".

sábado, abril 02, 2011

OS RICOS NÃO TÊM MEDO DO FMI


De Mário Soares a Pinto Balsemão, passando por Freitas do Amaral e Passos Coelho eles não têm medo do FMI, dizem.
Pudera! qualquer deles passará bem com os cortes drásticos que serão feitos.
E os mais desfavorecidos passarão? receio que não meus ilustres senhores.

O FMI salva-os do medo que a ESQUERDA MAIS RADICAL possa ganhar uma voz forte, se instale na sociedade portuguesa, se mobilize em movimentações gigantescas nas ruas, nas fábricas, denuncie as lacunas visíveis do sistema. Que lhes ameace o que têm: com nacionalizações, reforma agrária, mais igualdade na distribuição dos rendimentos, etc etc.

O FMI vem fazer tudo o que eles querem que seja feito: baixar salários, extorquir o 13.º mês, facilitar despedimentos, cortar nas pensões, aumentar impostos, menos Estado e tudo o que é bom nas mãos dos privados, a começar pela Caixa Geral de Depósitos.

Eu sinceramente não sei quem é o FMI, não o conheço, nunca lhe vi a cara, creio que não tem cara ou se a tem nunca lha vi... só sei que me habituei a não gostar dele. Ele que me desculpe, mas para mim não é flor que se cheire. Infantilmente associo-o aos anónimos mercados, aos especuladores, às agências de "rating". Não sei ao certo. O que sei é que está aí à porta para tratar da saúde ao nosso QUERIDO PORTUGAL.

Custa-me ver o Dr. Mário Soares do mesmo lado da barricada do Dr. Freitas do Amaral.
Foi um lutador ao contrário dos outros, lembro-me dele ao lado do Dr. Salgado Zenha a encherem de esperança uma juventude sem esperança nenhuma.
Custa-me ver um povo com uma história invejável, uma projecção ímpar no mundo, novamente de mão estendida, com as calças na mão.

Foi tudo um sonho o que se passou nos últimos anos? tudo mentira? auto-estradas, carros com fartura, casas, país Portugal no lugar dos ricos, tratado de Lisboa, energias renováveis, lugares cimeiros na inovação e qualidade de vida, metro a crescer em Lisboa e no Porto, Parque das Nações, aeroporto Sá Carneiro, aldeias vilas e cidades muito mais limpas e apetecíveis? Estádios modernos, o Alqueva, 500.000 estudantes universitários...dois Prémios Nobel, maestrinas, campeãs mundiais de judo, investigadores, treinadores e jogadores de futebol de topo... 11.º lugar mundial em qualidade de vida comparada... alguns portugueses em cargos de responsabilidade mundial, etc etc.

foi tudo mentira?

se não vir isto explicado com clareza, se vier o FMI a cuidar de nós, pois que a ESQUERDA UNIDA ou seja lá o que for ou quem for, apresentem uma alternativa credível para este país.

Que...
mais vale viver de pé com o que é nosso do que de joelhos com as esmolas dos outros.

OS RICOS QUE PAGUEM A CRISE!

Acredito em Portugal,

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...