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quinta-feira, maio 07, 2020

Menos 70% de acidentes nas estradas


Acidentes caíram mais de 70% durante estado de emergência


O Ministério da Administração Interna (MAI) sublinha em comunicado a queda acentuada do número de acidentes nas estradas entre os dias 19 de março e 17 de abril, por comparação com os períodos homólogos dos últimos quatro anos. O total passou de 10.918 para 3.199 acidentes registados. Esta tendência confirma-se, igualmente, nos dados relativos a vítimas mortais, feridos graves e feridos leves (a 24 horas).
Segundo o MAI, no primeiro caso, os nove mortos registados no período em análise representam uma diminuição de 72% face ao período homólogo de 2019, no qual tinham sido registadas 32 vítimas mortais.
No que respeita aos feridos graves, os 51 registados nos primeiros 30 dias do estado de emergência, decretado a propósito da pandemia do novo coronavírus, representam uma queda de 62% por comparação com o mesmo período de 2019 (134).
Já os 799 feridos ligeiros registados entre 19 de março e 17 de abril deste ano traduzem uma diminuição de 76% face ao período homólogo de 2019, no qual tinham sido contabilizados 3.362.
A tendência de queda está de igual modo refletida nos dados comparativos entre o fim de semana de Páscoa alargado deste ano (de 9 a 13 de abril) e o fim de semana homólogo de 2019 (de 18 a 22 de abril), com uma diminuição em todos os indicadores.
As autoridades registaram menos 1.107 acidentes este ano (-73%), dos quais resultaram menos sete mortos (-78%), menos 32 feridos graves (-86%) e menos 408 feridos leves (-81%).
Embora estes números estejam associados ao estado de emergência e à considerável diminuição do fluxo de circulação rodoviária resultante desta realidade, o MAI sublinha que os dados refletem “de forma exemplar” como os portugueses têm contribuído para conter o pandemia da Covid-19, em Portugal.

Fiquem bem, de preferência em casa.

quinta-feira, abril 09, 2020

COVID19 II - Poema


Nota do autor:

Tendo em consideração que o POEMA COVID19 VII foi apreciado pelos leitores e, sendo infelizmente o tema do momento, arrisco a publicar mais um da série COVID19. 
Trata-se do segundo poema de uma série de oito que até hoje o dito vírus já "inspirou".
Oxalá a pandemia passe depressa pois faz pouco o meu género aprofundar temas mórbidos e desgraças tamanhas.
Apesar disso, não deixarei de registar o acontecimento terrível com estes e outros escritos em futura publicação.
O poema de hoje chama-se 
COVID19 II




COVID19 II



Olho para a rua e vejo-os passar
Seres medrosos outros mais afoitos
Uma pessoa na porta a espreitar
Outra levando à rua o seu caniche.

Pessoas com um aspeto anormal
Uns passinhos tímidos por medo
Não há sons de vida, ou há poucos.
Falar não se pode, nem em segredo
E não acontece por demência.
É que está proibido o contacto social
Num país em Estado de Emergência.

Parece castigo; tudo em casa, no abrigo.
Parece guerra antes do bombardeamento
Este silenciar de uma cidade, digo:
De um país inteiro, um mundo inteiro
Em trágico e insólito momento.

Um silêncio, um deserto, um desatino
Um tempo que não passa depressa
Como se queria que passasse. Um destino
Que nos põe doentes e nos mata.

AEP/


Fiquem bem, de preferência em casa.









Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...