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quarta-feira, janeiro 03, 2024

Um monárquico no parlamento? PPM junta-se ao PSD e ao CDS na nova Aliança Democrática



Assembleia da República (Lusa)

O PPM vai juntar-se ao PSD e CDS-PP na coligação Aliança Democrática para as próximas eleições, explicando os sociais-democratas que quiseram recuperar integralmente esta aliança "para apresentar ao país a alternativa reformista e moderada" necessária.

"O PSD comunica que o PPM vai integrar a coligação Aliança Democrática em conjunto com o CDS-PP. O PSD quis assim recuperar na íntegra a antiga Aliança Democrática para apresentar ao país a alternativa reformista e moderada que Portugal precisa", pode ler-se num comunicado enviado pelo partido liderado por Luís Montenegro.

Também em comunicado, o PPM referiu que, na útima segunda-feira, o Conselho Nacional do partido reuniu-se "para deliberar a respeito da realização de uma coligação eleitoral com o PSD e o CDS-PP no âmbito das eleições legislativas nacionais de 10 de março de 2024".

"Na reunião em causa, o Conselho Nacional do PPM deliberou, por unanimidade, integrar a coligação 'AD – Aliança Democrática' no âmbito das próximas eleições legislativas nacionais, após a conclusão, com êxito, das negociações que os partidos mantiveram nas semanas anteriores, ultrapassando assim as dificuldades iniciais na formalização do acordo", acrescenta ainda.

Em 21 de dezembro, foi conhecido que os presidentes do PSD e do CDS-PP iam propor aos órgãos nacionais dos seus partidos uma coligação pré-eleitoral, a Aliança Democrática, para as legislativas de março e as europeias de junho, que incluirá também “personalidades independentes”.

Aliança Democrática. PPM contesta no TC nome da coligação …

quarta-feira, novembro 25, 2015

Fumo branco em Belém!


Finalmente houve fumo branco para os lados de Belém. 
Para quem não sabe e é falante de português, Belém é a zona de Lisboa onde, entre muitas outras coisas, se situa o Palácio de Belém que é a sede da Presidência da República Portuguesa.
Neste momento e em fase terminal esse Palácio é ocupado por Cavaco Silva. 
Digo em fase terminal porque cada chefe de Estado eleito só pode exercer os poderes presidenciais durante dois mandatos. Dado Cavaco Silva se encontrar em finais do segundo mandato,  terá de deixar o palácio de Belém dentro em breve.
Para que tal aconteça, estão já marcadas eleições para finais de Janeiro próximo, que darão lugar ao "senhor que se segue" ou à "senhora que se segue". 
Sim, que desta feita, há que salientar o facto, estão na corrida a Belém pelo menos duas candidatas, o que pode, caso uma de entre elas vença as eleições, dar lugar ao primeiro "Presidente da República Portuguesa"do sexo feminino.
Portanto, para além do fumo branco que Cavaco finalmente se dignou largar ao decidir-se pela aceitação do novo primeiro ministro, António Costa, existe a animação das eleições presidenciais que se avizinham.
Novo governo por um lado, renovação presidencial e parlamentar por outro, conferem a Portugal uma novidade e esperança políticas nunca antes vividas desta maneira após o 25 de Abril de 1974.
Quem havia de dizer?
Parecia tudo rolar sobre rodas para os que detinham o poder e, de repente, zás.
Surge assim para eles como que uma potente trovoada, relâmpagos e nuvens grossas carregadas de electricidade poderosa surgindo de todos os lados.
Quando tudo parecia votado ao ostracismo, a um caminho morno e insípido de "caminho único" sob a batuta de uma direita submissa, empobrecedora, nada inspirada nem inspiradora, eis que muita coisa acaba por acontecer.
Muita coisa acaba por acontecer e por isso mesmo se espera que muita coisa mude.
A esperança renasce enfim, após um tempo de sonambulismo político, de infelicidade nacional, de ausência de progresso, de soluções para Portugal.
Um tempo que a mim próprio, apesar de não me considerar um céptico assumido, me parecia por vezes ter vindo para ficar.
Mas não. 
Os portugueses estão aí de novo, cheios de vontade. 
Apesar de tanta asneirada feita, poderá ainda ser possível salvar muita coisa. Recuperar com empenho e querer da estagnação e do servilismo que vinham minando este nobre povo, esta nação valente que não pode soçobrar por dá cá aquela palha.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira



sexta-feira, agosto 14, 2015

Cartazes de campanha e mensagens de Jesus


Nosso comentário:


Não podia deixar de dar realce a duas das notícias mais bizarras de que há memória neste país. 
-Uma prende-se com a política, outra com esse desporto a que chamamos rei, o futebol.
No primeiro caso, a política, fomos acossados um dia destes com falsidades nunca antes imaginadas: o caso dos cartazes.
Ora bem, a campanha da oposição, designadamente o PS apresentou um cartaz em que a luz da esperança era tão intensa e espiritual, a fazer lembrar cartazes de seitas religiosas, que acabou por ser retirado. 
Claro que, alguém que viu o cartaz e muito antes de saber o que se viria a passar de seguida, disse logo: "mas que cartaz tão fora do contexto político atual... não acredito que a direção do PS tenha a responsabilidade do dito objeto, acrescentou".
Realmente, as cores de um Céu divino com amarelos e azuis mais próprios de imagens bíblicas de catecismos não condiziam com uma realidade terrena e nacional que é bem outra.
Há quase três milhões de pobres em Portugal, ainda hoje uma televisão insuspeita o reportava, os desempregados não param de crescer, a emigração é um autêntico cancro nacional, a dívida desde o governo de Sócrates que não pára de aumentar, etc.etc.
Assim sendo, claro que a mensagem não pode ser azul celeste nem cor de rosa. Se o PS (Partido Socialista) quer estar à altura das responsabilidades para as quais pode ser chamado após as eleições, não pode dar-se ao luxo de ter uma campanha que mais parece "coisa de amadores" ou "coisa de gente distraída".
A somar a este cartaz bíblico, ainda apareceram outros da mesma campanha em que eram mostradas imagens de pessoas supostamente reais que proferiam frases dramáticas mas que não correspondiam à realidade dessas mesmas pessoas.
Insólito e triste!
A outra campanha, a do governo dos partidos de direita PSD e CDS coligados não fizeram muito melhor.
Pasme-se só que para transmitirem uma imagem de felicidade, foram buscar ao estrangeiro, a uma denominada base de dados de imagens, caras e pessoas transbordando alegria e bonomia.
Uma dessas imagens fazia já parte de um anúncio de placas de dentes, um senhor com ar bem sucedido, de sorriso bem escancarado e uma boca feliz de alva dentadura. 
Autêntico "sorriso Pepsodent" importado.
Também uma foto de uma jovem australiana com ar limpo e super-feliz, aparecia em outro cartaz da coligação de direita para impingir aos portugueses, que nada têm a ver com a Austrália, uma imagem de confiança no tocante ao futuro e ao emprego.
Imagens falsas, mensagens falsas.
Como se o povo português fosse parvo e não soubesse destrinçar a falsa propaganda e a realidade nua e crua.
Insólito e triste!
Aguardamos por algo mais assertivo e sério vindo da parte dos "políticos" com ambições de governação. 
-Já me estiquei um pouco, para não maçar os leitores, direi apenas meia dúzia de palavras sobre a outra das notícias a que chamei de bizarras logo no início deste comentário e que se prende com o mundo do futebol: refiro-me claro está às "mensagens de Jesus".
Não de Jesus Cristo mas de Jorge Jesus, treinador do Sporting. 
Só para dizer que fiquei perplexo ao ler que o treinador dos leões teria enviado a jogadores da equipa do Benfica, sua antiga equipa, mensagens com o suposto intuito de os desestabilizar. 
Isto antes do jogo da Supertaça que o Sporting acabaria por ganhar. A ser verdade, e não vi qualquer desmentido, é caso para dizer: 
Que mais irá acontecer neste nosso Portugal?

Fiquem bem,
António Esperança Pereira


Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...