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sexta-feira, dezembro 21, 2018

Poupar na eletricidade e no gás



A melhor solução para poupar luz em casa reside na sua atitude e atenção à forma como utiliza a eletricidade. Com a ajuda da ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos reunimos um conjunto de gestos simples que farão toda a diferença na sua conta de eletricidade ao fim do mês. Além disso, estará a contribuir de forma positiva para uma poupança que é útil de forma geral para o país e, em particular, para o ambiente.


 Evite ter as luzes ou os equipamentos ligados, quando não for necessário.

Sabia que a iluminação é responsável por cerca de 10 a 15% do consumo de eletricidade total da habitação? Aproveite ao máximo a luz solar e utilize a iluminação artificial de modo responsável.

 
Procure calafetar portas e janelas, isolar paredes, tetos e o pavimento da sua casa. Ao fazê-lo, está a economizar energia e a reduzir o investimento em sistemas de climatização.

Sabia que cerca de 60% da energia dos sistemas de aquecimento é desperdiçada, ao escapar por zonas que podem ser facilmente isoladas?

 
Ao comprar um novo equipamento, verifique a etiqueta energética e opte por aquele que apresenta menor consumo de energia.

Sabia que a etiqueta energética informa sobre a eficiência dos vários equipamentos domésticos? Para a mesma capacidade e características, um aparelho classificado como “A++” é considerado como mais eficiente e económico e o “G” como o menos adequado a estes níveis.

 
Substitua as lâmpadas incandescentes por lâmpadas economizadoras. Dão a mesma luz, mas poupam 80% da energia elétrica utilizada e duram 8 vezes mais.

Sabia que pintar as paredes e o teto com cores claras, que refletem melhor a luz, reduz a necessidade de iluminação artificial?

 
Desligue os equipamentos no botão e não apenas no comando. Os aparelhos em modo “stand-by” continuam a gastar energia.

Sabia que desligar totalmente os aparelhos pode conduzir a poupanças significativas? Estima-se que uma família média portuguesa possa poupar aproximadamente 20€/ano e 100 kg de CO2.

 
Evite abrir desnecessariamente a porta do frigorífico e, quando o fizer, faça-o o mais rápido possível. Verifique periodicamente o estado das borrachas das portas do frigorífico.

Sabia que no consumo elétrico doméstico os equipamentos de frio representam a maior parte dos gastos, equivalentes a 32% do consumo?

 
No Inverno, aproveite a radiação solar para aquecer a casa, através das janelas. No Verão, evite os ganhos solares excessivos. Em ambas as estações, evite ter os aparelhos de climatização a funcionar com as janelas abertas.

Sabia que instalar vidros duplos significa menos 10% de consumo energético, para além de minimizar o ruído exterior? Caso não seja possível, coloque portadas ou estores exteriores, que podem ajudar a reduzir a quantidade de energia necessária à climatização da sua casa.

 
Utilize as máquinas de lavar, sempre que puder, com a carga completa e num programa de baixa temperatura.

Sabia que a máquina de lavar roupa consome cerca de 5% do total de eletricidade das habitações? E que ao selecionar o programa económico (ao diminuir a temperatura de lavagem) pode economizar até 46% do consumo?


sexta-feira, dezembro 09, 2011

Ter para os alfinetes

                                     

O aspecto da bica que eu não deixo, é mais ou menos o que a foto apresenta.   


Em tempo de balanço, de alguma ansiedade, angústia, inquietação também, pela incerteza provocada pelos tempos que correm, uma coisa eu não deixo: a bica
A bica, para quem leia o blog e não saiba o que é, pessoas de outras áreas geográficas, posso esclarecê-las em meia dúzia de palavras.

Trata-se de uma bebida de café preto servida numa pequena chávena. O ingrediente principal, se não tiver misturas estranhas, é a cafeína.
Os italianos chamam-na de café expresso, os franceses de café noir, os nórdicos não usam.
Mas bica bica, no formato que tem em Portugal, mesmo no sabor, é mesmo uma bebida portuguesa.

Dito isto, volto a servir-me dos pacotinhos de açúcar que promovem os "CAFÉS CHAVE D'OURO", cuja campanha não me canso de elogiar.
Essa campanha divulga expressões interessantes usadas pelos falantes de língua portuguesa no seu quotidiano mais ou menos longínquo.

A expressão que me calhou hoje no pacotinho de açúcar com que adocei a bica após o almoço, foi a seguinte:

"TER PARA OS ALFINETES"

Significado: Ter dinheiro para viver;
Origem: Em outros tempos, os alfinetes eram objecto de adorno das mulheres. Daí que a frase significasse o dinheiro poupado para a sua compra porque os alfinetes eram um pouco caros.

Muito oportuna igualmente nos dias que correm, dias de contenção e poupança.
Com o dinheiro a fugir para tudo quanto é sítio, há que ter a habilidade de resguardar algum para que, pelo menos não falte...
"para os alfinetes".
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Fiquem bem, mas indignados!

António Esperança Pereira

quinta-feira, agosto 04, 2011

Poupar ???????? Com que moral, se a cambada continua a gastar!


Despacho n.º 1/XII — Relativo à atribuição ao ex-Presidente da Assembleia da República Mota Amaral de um gabinete próprio, com a afectação de uma secretária e de um motorista do quadro de pessoal da Assembleia da República.

Ao abrigo do disposto no artigo 13.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março, determino o seguinte:
a) Atribuir ao Sr. Deputado João Bosco Mota Amaral, que foi Presidente da Assembleia da República na IX Legislatura, gabinete próprio no andar nobre do Palácio de São Bento;
b) Afectar a tal gabinete as salas n.º 5001, para o ex-Presidente da Assembleia da República, e n.º 5003, para a sua secretária;
c) Destacar para o desempenho desta função a funcionária do quadro da Assembleia da República, com a categoria de assessora parlamentar, Dr.a Anabela Fernandes Simão;
d) Atribuir a viatura BMW, modelo 320, com a matrícula 86-GU-77, para uso pessoal do ex-Presidente da Assembleia da República;
e) Encarregar da mesma viatura o funcionário do quadro de pessoal da Assembleia da República, com a qualificação de motorista, Sr. João Jorge Lopes Gueidão;
f) Atribuir ao ex-Presidente da Assembleia da República telemóvel de serviço, em termos equiparados aos Vice-Presidentes da Mesa.

Palácio de São Bento, 21 de Junho de 2011 (Diário da Assembleia da República, II Série E, nº 1, 24 de Junho de 2011)

A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção Esteves.
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Nosso comentário

Tive conhecimento da notícia acima, respeitante ao deputado João Bosco Mota Amaral, via email. Li e reli, nem queria acreditar...
E andam os arautos destes governantes que tão bem se governam a mandar-nos poupar, não comprar ao estrangeiro, comer hortaliças e rabanetes das hortas portuguesas, evitar marcas estrangeiras, é a hora de todos os sacrifícios, fazer férias no Lizandro ou no Trancão, comer uns carapauzitos, um pouco de pão sem nada, etc etc. eles com mansões de luxo, nomeações de encher o olho, a comer caviar e beber champanhe, a jogar golfe...
Eu pergunto: com que autoridade moral, perante o que se vê e o que se lê, se podem pedir sacrifícios aos que já os fazem no dia a dia, perante os desmandos e o deboche de tudo o que é mediático?
Uns a poupar tostões para outros gastarem milhões(???!!!)
Que moral do caraças!

Olhem o que se passa com a Caixa Geral de Depósitos, outro exemplo vindo de cima que não convence minimamente o cidadão comum. Cidadão comum que, graças a Deus, é cada vez mais inteligente.
Esse conjunto de cidadãos, Povo Português, sempre soube sair de encrencas quando os governantes não souberam, ou não puderam, ou não quiseram... mais uma vez há-de conseguir dar a volta às coisas.
Há-de encontrar a melhor maneira de continuar Portugal, estou certo disso.
Sobre a Caixa Geral de Depósitos destaco uma frase de um artigo que li sobre o assunto:

Continuando a cumprir uma espécie de desígnio "divino" que o obriga a fazer exatamente o oposto daquilo que apregoa, Pedro Passos Coelho, em vez de "emagrecer" a administração da Caixa Geral de Depósitos, aumentou-a quase para o dobro.
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Deixo um poema meu para reflexão,

POUPEM POUPEM...

Crise três em pipa de assustar
poupem poupem
dizem os banqueiros descaradamente
os mais ricos
os bem pagos
que tão galhardamente
nos fizeram acreditar
na multiplicação dos pães
melhor
na multiplicação aritmética
geométrica
dos bens

sentia-se que os malabaristas
“incompetentes” economistas
tinham curtas vistas

nasciam produtos mais produtos
vender vender vender
faziam crer
que o último grito da moda
a novidade
era sempre possível de se ter

e o Zé pagode bom levado
crente
comprava pagava
endividava-se
dir-se-ia que coleccionava
o que a sociedade farta
lhe impingia

juntou-se o roto ao nu
com tal ciência
uns sem dinheiro para comprar
outros com produtos por vender

e a economia está o que se vê

puseram números estatísticas
no lugar das pessoas
agora nem há números
nem pessoas

há umbigos confundidos
que eles criaram
há desespero e medo
que geraram

mas também há
quem não se assuste com tão pouco
os que não tremem
por a queda se a houver
ser mais pequena

os que se habituaram a ver fartura
nos pomares nas hortas
nas searas
nas azedas nas amoras
nas refeições caseiras

na pródiga terra mãe
abandonada

pois se foi mentira
tanto dinheiro de plástico
e se o que estiver a haver
for um acerto
pois que o haja
mesmo que seja drástico

quem fez a cama que se deite nela
e que o tombo
a havê-lo
contemple à risca
os que pregaram
a farsa liberal capitalista.

Em "PORTUGAL PERIFÉRICO OU...O CENTRO DO MUNDO?" de António Esperança Pereira
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

sábado, julho 16, 2011

Tirar a gravata para poupar luz



A notícia


Em tempo de crise Assunção Cristas quer aumentar a temperatura dos aparelhos de ar condicionado para reduzir a conta da electricidade.

A nova ministra Assunção Cristas dispensou os dirigentes do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território de usar gravata no Verão para poupar energia.

A medida decorre do despacho que determina uma moderação na temperatura dos aparelhos de ar condicionado com vista a poupar na factura da luz e, assim, reduzir os custos em época de crise.

A dispensa da gravata entra em vigor hoje, dia em que a ministra apresenta a iniciativa ‘Ar Cool’, depois de ter assinado um despacho que determina que a temperatura de referência em todos os edifícios do ministério passa a ser de 25 graus entre os dias 1 de Junho e 30 de Setembro de cada ano.

"É uma decisão que visa dar resposta a preocupações de carácter ambiental, na sequência de estudos científicos que associam a não utilização de gravata à subida da temperatura do ar condicionado em 2 a 3 graus, sem que daí resulte qualquer prejuízo para o conforto dos funcionários", lê-se numa carta enviada pela governante aos dirigentes do ministério. Nos contactos externos ou quando o protocolo o requeira, a gravata pode ser usada.

Assunção Cristas sublinha que esta alteração "representa uma poupança em termos energéticos, além de que permite reduzir a emissão de dióxido de carbono".

Para tomar esta decisão, a ministra baseou-se na prática seguida na sede da ONU, em Nova Iorque, e em várias empresas europeias.
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COMENTÁRIO MAIS VOTADO À NOTÍCIA DO CM:

"A ministra está enganada. Sou funcionário do Ministério, num Organismo onde trabalham 120 pessoas e ninguém usa gravata. As chefias é que colocam gravata apenas quando existe visita de ministros ou sec.estado."

Anónimo
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Nosso comentário

Não é a primeira Assunção que dá nas vistas nesta legislatura.
Desta vez não foi a distinta e elegante presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, ainda há pouco tempo a prometer a Cavaco uma colaboração activa entre a AR e a PR.
Foi outra Assunção, de apelido Cristas, ministra da Agricultura.
Esta sugeriu uma ideia que à partida até achei descontraída e mediática, a ideia de os funcionários se desengravatarem (tirarem as gravatas) para pouparem energia.
De mim para mim até pensei:

ora aí está alguém finalmente bem criativo que com uma ideia "sui generis" poderá vir a ombrear mediaticamente com os sagazes ingleses nestas andanças do mediatismo.

Todavia, o meu entusiasmo frustrou-se logo com um comentário, o mais votado à notícia, de alguém que diz que afinal ninguém usa gravata num organismo onde ele trabalha no dito Ministério com mais 120 funcionários.
Ora bolas, de uma ideia inicialmente interessante, arrojada, modernaça, passei a achar que a ministra iludira a verdade, desengravatando afinal apenas alguns dos seus mais ilustres colaboradores habituados a receber uma ou outra personalidade.
Questionei logo a poupança em energia com tal medida.
Restava-me para me animar a tal concorrência com os ingleses em venderem bem notícias da treta.
Esta era, como algumas que os ingleses impingem, uma boa notícia da treta.
Pela sua originalidade vai correr os media... vai correr mundo, será bom para o país, consolava-me eu.

E só quando, ao ler mesmo o final da notícia, caí em mim: não só a "boca das gravatas" da ministra não era original, afinal copiara o que já se faz em empresas europeias e na sede da ONU, como acabei por interpretar a coisa completamente ao inverso.
Em maré de tira tira, impostos, despromoções (o caso da PSP) fecho de escolas, de postos dos CTT, emagrecimento de tudo, do Estado, das pensões, do subsídio de natal, dos salários, etc etc. dei comigo, qual pesadelo, a cogitar se não será este o verdadeiro início de nos depenarem como frangos de aviário.

E começar por depenar os funcionários públicos não seria afinal novidade nenhuma num governo super liberal que detesta tudo o que é público.
Começar pela gravata ou por outro sítio qualquer vai dar no mesmo.
Resta saber se o produto da "depenagem" reverterá a favor dos bancos(???!!!)
É que os ditos bancos apesar de terem resistido ao teste de stress, como se diz, parece que será preciso continuar a financiá-los (dar-lhes mais dinheirinho do povo) para se aguentarem bem ricos e sólidos.
Enfim, não dá para entender, mas que nos vão tirar penas, cabelo, umas gravatas, muitos sonhos...lá isso vão!
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Bom fim de semana,

António Esperança Pereira

sábado, dezembro 18, 2010

POUPEM POUPEM...


Gostamos do cor de rosa como cor e como maneira de equilibrar a vida.
Mais vale ser optimista que pessimista, antes a cor do amor, da alegria, da flor, que o negro escuro da tristeza, da falta de esperança, da desistência de lutar.
Saudamos mais quem faz do que quem faz que faz e só desfaz.
O nosso aplauso para os CRÍTICOS AVULSO (título de livro) aqueles críticos do bota abaixo, do quanto pior melhor, é nulo.
Somos contudo realistas, por isso mesmo, sabemos que A VIDA SOBE E DESCE, também título de livro que escrevemos...
E porque somos realistas, porque o NATAL é muito mais para uns do que para outros, porque nos dizem para poupar, porque esta crise está longe de ser explicada convenientemente, porque nos zangamos por isso, aqui fica um desabafo mais realista, menos cor de rosa. É assim:


POUPEM POUPEM...

Crise três em pipa de assustar
poupem poupem
dizem os banqueiros descaradamente
os mais ricos
os bem pagos
que tão galhardamente
nos fizeram acreditar
na multiplicação dos pães
melhor
na multiplicação aritmética
geométrica
dos bens

sentia-se que os malabaristas
“incompetentes” economistas
tinham curtas vistas

nasciam produtos mais produtos
vender vender vender
faziam crer
que o último grito da moda
a novidade
era sempre possível de se ter

e o Zé pagode bom levado
crente
comprava pagava
endividava-se
dir-se-ia que coleccionava
o que a sociedade farta
lhe impingia

juntou-se o roto ao nu
com tal ciência
uns sem dinheiro para comprar
outros com produtos por vender

e a economia está o que se vê

puseram números estatísticas
no lugar das pessoas
agora nem há números
nem pessoas

há umbigos confundidos
que eles criaram
há desespero e medo
que geraram

mas também há
quem não se assuste com tão pouco
os que não tremem
por a queda se a houver
ser mais pequena

os que se habituaram a ver fartura
nos pomares nas hortas
nas searas
nas azedas nas amoras
nas refeições caseiras

na pródiga terra mãe
abandonada

pois se foi mentira
tanto dinheiro de plástico
e se o que estiver a haver
for um acerto
pois que o haja
mesmo que seja drástico

quem fez a cama que se deite nela
e que o tombo
a havê-lo
contemple à risca
os que pregaram
a farsa liberal capitalista.

Em "PORTUGAL PERIFÉRICO OU...O CENTRO DO MUNDO?" de António Esperança Pereira, Editora Bubok
http://lusito.bubok.pt
__________________________________________

Obrigado pela atenção
Continuação de um óptimo fim de semana,
António E. Pereira

quinta-feira, junho 03, 2010

Poupem poupem...


Crise três em pipa de assustar
poupem poupem
dizem os banqueiros descaradamente
os mais ricos
os bem pagos
que tão galhardamente
nos fizeram acreditar
na multiplicação dos pães
melhor
na multiplicação aritmética
geométrica
dos bens

sentia-se que os malabaristas
“incompetentes” economistas
tinham curtas vistas

nasciam produtos mais produtos
vender vender vender
faziam crer
que o último grito da moda
a novidade
era sempre possível de se ter

e o Zé pagode bom levado
crente
comprava pagava
endividava-se
dir-se-ia que coleccionava
o que a sociedade farta
lhe impingia

juntou-se o roto ao nu
com tal ciência
uns sem dinheiro para comprar
outros com produtos por vender

e a economia está o que se vê

puseram números estatísticas
no lugar das pessoas
agora nem há números
nem pessoas

há umbigos confundidos
que eles criaram
há desespero e medo
que geraram

mas também há
quem não se assuste com tão pouco
os que não tremem
por a queda se a houver
ser mais pequena

os que se habituaram a ver fartura
nos pomares nas hortas
nas searas
nas azedas nas amoras
nas refeições caseiras

na pródiga terra mãe
abandonada

pois se foi mentira
tanto dinheiro de plástico
e se o que estiver a haver
for um acerto
pois que o haja
mesmo que seja drástico

quem fez a cama que se deite nela
e que o tombo
a havê-lo
contemple à risca
os que pregaram
a farsa liberal capitalista

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Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...