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segunda-feira, agosto 31, 2015

Liberdade na Europa ergue muros?


Nosso comentário: 

Para quem viveu os tempos da guerra fria, lembra-se do famigerado Muro de Berlim". Por tais memórias, esta apenas uma entre muitas outras, só pode ficar chocado, horrorizado, com o que se está a passar neste momento.
Com a frieza, o calculismo, a desistência com que a Europa, sobretudo alguns lideres europeus, estão a tratar um assunto que lhe é tão vital para a sua sobrevivência como Espaço Europeu.
Daí eu hoje dar relevo a uma notícia que transcrevi do Jornal Público.
O que se está a passar é assim como se um qualquer de nós estivesse a fugir de um assassino, de um gigante medonho, qual pesadelo de verdade, e o mundo dos humanos em vez de estender a mão, de abrir a porta, de dar protecção contra o perigo, não. 
Deixa-o morrer, ergue-lhe muros entre a sua possível salvação e a besta. 
Ficam multidões desesperadas, homens, mulheres, crianças, entre o abismo e a esperança.
Triste!
Daí eu hoje dar relevo a uma notícia que transcrevi do Jornal Público, que é obrigatório ler.

Fiquem bem,
António Esperança Pereira

Quando caiu o muro de Berlim havia mais 16 a separar fronteiras no mundo, agora há 65

Fronteira entre a Hungria e a Sérvia
A mundialização aboliu as fronteiras para os mercados, mas para os seres humanos foram erguidos muros em todo o mundo, por causa das preocupações com a segurança e o desejo de conter a imigração ilegal, apesar de os especialistas duvidarem da sua eficácia a longo prazo. Há um quarto de século, quando caiu o muro de Berlim, havia 16 muros a defender fronteiras no mundo. Hoje há 65, construídos ou em vias de ficarem prontos, diz Elisabeth Vallet, da Universidade do Quebeque.
Do muro de separação israelita (a que os palestinianos chamam “muro do apartheid”), à barreira de arame farpado de quatro mil quilómetros que a Índia construiu na fronteira com o Bangladesh, ou ao enorme dique de areia que separa Marrocos das regiões detidas pela rebelião da Polisário no Sara, os muros e as barreiras são cada vez mais populares entre os políticos desejosos de parecerem firmes em matérias de migração e segurança.
Em Julho, o governo conservador húngaro iniciou a construção de uma barreira de quatro metros de altura ao longo da sua fronteira com a Sérvia, para tentar travar a entrada dos refugiados que fogem da Síria, do Iraque e do Afeganistão. “Derrubámos os muros da Europa, não devíamos erguê-los de novo”, disse na altura um porta-voz da União Europeia.
Três outros países — o Quénia, a Arábia Saudita e a Turquia — fortificaram as suas fronteiras para impedir a infiltração de jihadistas vindos dos países vizinhos, da Somália, do Iraque e da Síria.
Apesar de serem símbolos agressivos, a sua eficácia tem sido relativa, dizem os especialistas. “A única coisa que estes muros têm em comum é que são sobretudo cenários de teatro”, defende Marcello Di Cintio, autor do livro Murs, voyage le long des barricades. “Eles dão uma ilusão de segurança mas não uma verdadeira segurança”.
Apesar destes obstáculos, os migrantes conseguem passar, a cocaína nunca faltou nas ruas de Manhattan ou os cigarros de contrabando em Montmartre. Nem o muro de Berlim conseguiu ser totalmente estanque, apesar dos sentinelas que disparavam a matar.
Os que defendem os muros dizem que é preferível haver fugas do que inundações, mas para Marcello Di Cintio as consequências psicológicas da edificação destas barreiras não podem ser ignoradas. Fala na tribo de índios americanos Tohono O’odham, onde morreram pessoas, aparentemente de tristeza, quando o muro que separa o México dos Estados Unidos lhe cortou o acesso a lugares sagrados.
Foi nos anos de 1970 que o psicólogo berlinense Dietfried Muller-Hegemann falou na “doença do muro” — fortes taxas de depressão, alcoolismo e violência familiar em famílias que viviam coladas ao muro que separou a cidade em duas.
Na verdade, os muros nada mudam nas causas profundas da insegurança ou da imigração: a construção de todas estas barreiras não diminuiu os números de asilo ou os ataques terrorista. Levaram, apenas, os grupos a adaptar-se.
Segundo Reece Jones, professor na Universidade do Hawai e autor de Border Walls: Security and the War on Terror in the United States, India, and Israel, “o encerramento das fronteiras só faz deslocar o problema, levando os migrantes através de desertos terríveis ou para embarcações no Mediterrâneo. E isso só aumenta o número de vítimas”.
Mais de 40 mil pessoas morreram desde 2000 ao tentarem imigrar, diz a Organização Mundial de Migrações.
Para Emmanuel Brunet-Jailly, da universidade canadiana de Victoria, “a actual vaga de migrantes diz aos políticos que os muros são necessários”. “Porque apelam aos velhos mitos das fronteiras, à linha traçada na areia. O que torna mais difícil que a opinião pública aceite o facto de a cooperação, a diplomacia e a partilha de informação, serem mais eficazes a longo prazo”.


Algumas barreiras 


Hungria — É o muro mais recente, obra que o Governo conservador quer ter concluída amanhã. São 177 km ao longo da fronteira com a Sérvia.
Espanha/Marrocos — Os enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla, na costa marroquina, estão cercados por barreiras. Muitos morreram ao tentar saltá-las, outros foram mortos pelas tropas marroquinas.
Grécia/Turquia — A melhoria das relações bilaterais e o levantamento das minas na fronteira levou a que a zona se tornasse num dos principais pontos de entrada de migrantes na União Europeia. O muro de Evros foi edificado em 2012.
Arábia Saudita/ Iraque — Perante a ameaça do Estado Islâmico, os sauditas estão a alargar uma barreira que já existia, de sete metros de altura, para 900 quilómetros; terá 78 postos de observação, oito centros de comandos e 32 postos de reacção rápida.

segunda-feira, junho 01, 2015

Portugal, país ausente de Milão!


Nosso comentário:

Especialmente para quem não teve a oportunidade de tomar conhecimento da notícia sobre a Expo Universal de Milão, eu acrescentaria, "notícia escandalosa", por uma estranha ausência do nosso país de um certame de tal dimensão mundial, deixo o lembrete que me foi enviado por uma leitora.
Com esse lembrete junto o link da notícia do jornal Público publicada a devido tempo, que merece ser lida e relida, se possível tirar-se dessa leitura as devidas ilações.

Escreve-me a leitora, fazendo acompanhar o seu texto com as seguintes fotografias :












...Sem contar, fiquei a saber que até 31 de Outubro decorre em Milão a EXPO 2015.
O tema está relacionado com a Alimentação no Mundo...
Portugal é dos pouquíssimos países que não aderiu...até a Grécia, Espanha, PALOP's Bielorrússia, etc etc...aderiram!!!
Vem uma notícia mais detalhada no PÚBLICO. 


Bom sem saber o que mais dizer sobre o assunto, deixo o link da notícia do conhecido jornal diário que se publica em Lisboa que aconselho vivamente a ler e/ou a reler.
Aqui fica:
http://www.publico.pt/economia/noticia/oito-milhoes-de-euros-afastam-portugal-da-expo-universal-de-milao-1686917

Desejo a todos uma óptima semana,

António Esperança Pereira

segunda-feira, abril 14, 2014

Eleições europeias com 18 partidos, votar!


Nosso comentário:

Dou relevo hoje às eleições europeias, citando uma fonte da imprensa nacional, na circunstância, o jornal Público. Pelo que se pode verificar, não será por falta de Partidos que o eleitor deixará de exercer o seu direito de voto. 
Em Portugal são 18 os Partidos que concorrem às eleições europeias. 
Apenas não concorrem, entre os 21 Partidos inscritos, os seguintes: Nicolau Breyner (PND), Marinho Pinto (MPT) e José Manuel Coelho (PPT)
Todos os outros Partidos estarão disponíveis nos cadernos eleitorais a fim de que todo o cidadão com direito a voto possa exercer esse seu legítimo direito.
Na escolha é que pode estar o ganho, também a dificuldade, dependendo evidentemente das circunstâncias, simpatias, convicções de cada um.
Votar é necessário e, há que dizê-lo, o voto por ser secreto, torna-se na única arma que cada um tem de mostrar um cartão vermelho, verde ou até "amarelo",  aos que mandam em nós.
Em linguagem corrente, com o nosso voto tanto podemos perpetuar um regime, votando sistematicamente nele, como podemos correr com quem quer que seja independentemente do tempo (muito ou pouco) no poder. 
Para os que, mesmo com 21 partidos sintam dificuldade em encontrar um da sua preferência, não entrem em pânico: entre outras alternativas, voto em branco, nulo, etc. tem a alternativa do voto útil. Ou seja, do voto que, em seu entender, seja o menos mau.
Aí está uma boa dica.
Uma boa semana para todos,

António Esperança Pereira





sexta-feira, novembro 09, 2012

A caridadezinha da Sr.ª Jonet e a visita de Merkel


Nosso comentário:


Em Portugal vivem-se dias complicados.
Está difícil, confusa, nebulosa a realidade de hoje, está ainda mais confusa, nebulosa, a realidade por vir, ou seja o futuro.
Todas as projeções, em vésperas da visita da líder mais badalada desta Europa em desacerto, apontam para dias piores, nada de melhorias ou perspetivas de melhorias a curto prazo.
A própria sr.ª Merkel avisou já que nos preparemos, os países em maiores dificuldades claro, para um longo período de austeridade, de perda de direitos adquiridos, de perda de esperança.
Que digamos adeus ao Estado Social, que é muito dispendioso para quem é "pobre".
Uma perda de esperança que implica a venda do melhor do nosso património.
As melhores empresas, o melhor que o nosso país tem.
Corta-se na Educação, as Universidades dizem que para o próximo ano poderão ter dificuldade em manter o seu regular funcionamento.
Corta-se nos cursos, fecham-se escolas, hospitais, eliminam-se autarquias, despedem-se portugueses todos os dias de tudo quanto é sítio.
Cada vez um número maior de crianças vão com fome para a escola, adiam-se consultas por falta de dinheiro, a pedinchice, a miséria espalham-se pelas ruas, pelos semáforos, pelos centros comerciais, as lojas fecham a um ritmo alucinante, as empresas idem aspas, os jovens emigram....
Uma economia quase estagnada, sem ritmos de compra, venda e troca mínimos, para que uma sociedade dita normal funcione.
Portugal em desalinho, quase no caos, seguindo o caminho de outros espoliados.
Para quê? Porquê?
Terá que ser assim, Portugal parceiro exemplar desde longa data desta União Europeia, a braços com uma situação de "ou pagas ou morres" por banda dos seus parceiros?
Não será chegado o momento de revermos melhor os nossos amigos e parceiros? uma nova definição de soluções para este país?
Porque meus caros amigos, se é dificuldades o que temos na União Europeia, há que avaliar melhor possíveis saídas da crise e propor alternativas a um POVO PORTUGUÊS neste momento sem chama, sem liderança, sem um rumo, sem esperança.
A sr.ª Merkel vem aí.
Para dizer o quer? que só meia dúzia é que têm direitos, o resto tem que ser pobre, mão de obra barata, sopa dos pobres, trabalho de sol a sol, para que a Alemanha e outros que tais aproveitem, podendo assim fazer face ao perigo amarelo, à concorrência dos chineses?
Pois se for isso que tenham a coragem de o dizer.
Se por outro lado, quiserem continuar a construção europeia, têm que mudar muito o discurso a as ações, porque a indignação, a revolta, cada vez mais se instalam nas mentes dos cidadãos europeus ludibriados, enganados, roubados.
 

PS. A sr.ª Merkel parece que permanecerá 5 horas em Portugal. Que sopa nos servirá ela em tão escasso tempo?
Abaixo na notícia do jornal PÚBLICO vejam a sopa que a sr.ª Isabel Jonet serve aos portugueses que têm o azar de ser/ficar pobres. Um assunto bem polémico no momento!!!


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
http://lusito.bubok.pt/

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Isabel Jonet acusada de usar a fome como arma política
Por José Augusto Moreira


Poderia ser apenas uma questão de canja ou caldo, mas as declarações da presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, Isabel Jonet, desencadearam uma violenta onda de protestos, com insinuações de índole pessoal, acusações de activismo político e até um pedido de demissão.
A sopa em que mergulhou a polémica tem como principal ingrediente o facto de Jonet ter afirmado que “os portugueses vivem muito acima das possibilidades” e que, por isso, vão ter que “aprender a viver com menos”. “Vamos ter que empobrecer muito, vamos ter que viver mais pobres”, disse, em conclusão, a presidente do Banco Alimentar (BA), na quarta-feira em directo no programa Última Edição, na SIC Notícias, onde se debatiam as causas e consequências da actual situação de crise generalizada.

As reacções de indignação multiplicaram-se logo nas redes sociais e, numa carta aberta publicada nesta quinta-feira na Internet pelo Movimento Sem Emprego, Jonet é acusada de proferir “insultos”, “declarações aviltantes” e de “mascarar de caridade o saque que estão a fazer às nossas vidas”.

Redigido em tom agressivo e desafiador, o documento dirige-se à responsável pelo BA dizendo que “o tamanho dos seus disparates não abafa os murmúrios da pobreza e miséria”. Assumindo-se como a voz do “milhão e meio de desempregados”, diz ainda que “o tempo não é de substituir o ‘Estado Social’ pelo ‘Estado de Caridade’, mas de pelo menos ter tanto cuidado com os pobres como com aquilo que se diz”.

Contactada pelo PÚBLICO, Isabel Jonet disse não querer fazer qualquer comentário sobre a polémica suscitada pelas suas afirmações, deixando entender que a questão poderá ser devidamente enquadrada e esclarecida no âmbito duma próxima campanha para a recolha de alimentos.

Nesta quinta-feira foi também lançada na Internet uma petição para “a demissão imediata de Isabel Jonet do cargo da presidência do Banco Alimentar Contra a Fome”. O pedido é justificado por as suas declarações constituírem “uma enorme falta de respeito para com os cidadãos pobres deste país”, cuja situação de desespero “não se coaduma com as políticas de um Estado caritativo” que Jonet é acusada de defender.

Além das questões de substância, a carta aberta assume também um tom de violento ataque pessoal à presidente do BA. “Sabemos que olha para os pobres com desdenho, nojo, pena. Sabemos que na hora de fazer a contabilidade aquilo que a move é a sua canja, o seu ceviche, não o caldo dos outros”, diz o texto, sublinhando que “o mundo de Jonet é o mundo da classe dominante, do privilégio, da riqueza (...), dos esterótipos que ajudam a lavar o sangue que lhe escorre das unhas”.

A carta terá sido redigida pela historiadora Raquel Varela, autora do estudo “Quem Paga o Estado Social em Portugal”, que em declarações à TSF se mostrou “incrédula” e “indignada”, acusando mesmo a presidente do BA de “usar a fome como arma política e promover o retrocesso social”.

“É óbvio que o que está a fazer é actividade política”, afirmou. No seu entender, “a fome é um pesadelo que não pode ser usado” e o acesso a mantimentos de qualidade “não é distribuir pacotes de açúcar e arroz”. Até porque, frisou, “temos hoje um padrão histórico novo, com pobres gordos e ricos elegantes, justamente porque a fome não é só uma questão calórica”. Ou seja, a diferença entre a canja e o caldo.

Joaquim Augusto
                    
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Alguns comentários à notícia,
via facebook

Para bem do Banco Alimentar, demita-se


Dra Isabel Jonet: pelos milhares de voluntários do Banco Alimentar,pelos milhões se pessoas que ajudaram até hoje o banco Alimentar, pelas 10.000 crianças que o governo (o mesmo que gera condições para haver fome) afirma que passam fome, é claro que deve pedir desculpas a todo, assim com deve pedir a sua demissão da instituição.A sua presença no futuro, na chefia do banco Alimenta faz muito mal à credibilidade da instituição.O efeito das suas declarações são desastrosas para o Banco alimentar.Para bem do Banco Alimentar,demita-se.Seria uma atitude cristã e de bom senso da sua parte.

Carlos Alves
                    

Nunca me enganou


Existem por este país forma muitas(os) como ela. Por detrás de uma imagem de entrega e competência, está um "brincar à caridadezinha" que nos faz lembrar outros tempos. Nunca me enganou

José Carlos Vinagre


Tias da Direita; Tias da Opus Dei.


A crise desmascarou esta tia salazarenta. Dava sempre para o Banco Alimentar. Nunca mais dou. Para as tias, os pobrezinhos servem para elas se tornarem santas de pau carunchoso.

Dinis Evangelista
                    

Porque não se demite?


Se ministros podem mentir à vontade, e - por não terem vergonha - não se demitem, temos mais um caso de falta de vergonha, de alguém que está bem na vida, que não sabe o que é a pobreza, alguém que tem a função de gerir a pobreza dos outros, mas não a sofre na pele, enfim, só lhe resta "fabricar" pobres e gerir a pobreza. Dizer que os portugueses viveram acima das possibilidades é falta de conhecimento e falta de carácter desta pessoa.


Nelson Gomes
                    

Caridadezinha pt2

(...)Ela (Isabel Jonet) concentra o seu discurso em generalidades, acusa e é ofensiva para muita gente que trabalha, e muito, e que está farta que lhe venham dizer que são os grandes culpados das dívidas soberanas, défices orçamentais e o diabo a quatro. Dizer que não há miséria em Portugal, sendo Jonet a presidente de uma grande Instituição solidária, é muito grave, é negar a sua própria função. Se lhe juntarmos o paternalismo salazarento e a arrogância moral que exibiu temos um retrato fiel de uma figura abjecta e que merecia, embora isso seja um sonho de pobre também, ser erradicada do tecido social visível."

segunda-feira, outubro 01, 2012

Tal como no tempo de Oliveira Salazar...


Nosso comentário:


Uma notícia publicada no "jornal Público" a que dou relevo hoje por dois motivos fundamentais:
O primeiro dos motivos é congratular-me por constatar que o ISCSP (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas) está vivo bem como os seus atuais alunos. Fiz aí os meus estudos superiores, por sinal era então reitor o Prof. Adriano Moreira, agora homenageado. Até sou de opinião que Adriano Moreira, pelo que conheci desse ilustre professor, e de quem tive o previlégio de ser aluno, é uma personalidade incontornável deste país, bem merece a homenagem.
Todavia, e este é o 2.º dos motivos por que dou relevo a esta notícia do "jornal Público", quero manifestar o meu repúdio para com atos destes. Constato com tristeza que se faz agora, quando é 1.º ministro Passos Coelho, no ano de 2012 DC, o que se fazia no meu tempo com a idade do estudante Pedro Afonso (20 anos) a outros jovens então com a sua idade, por idênticos motivos, quando era então 1.º ministro Oliveira Salazar, no ano de 1966 DC.
Para que conste.


Fiquem bem, António Esperança Pereira

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O ALUNO IDENTIFICADO POR PROTESTAR CONTRA PASSOS

VAI SER AGORA DISCIPLINADO !

O aluno que vimos na quarta-feira passada ser conduzido para fora das instalações do seu lugar de ensino, e identificado, sabe-se lá por que razão, sofre agora processo disciplinar na faculdade.

Artigo do Público:

Aluno que insultou Passos Coelho alvo de inquérito disciplinar
Pedro Afonso, 20 anos e aluno do ISCSP, insultou e assobiou Pedro Passos Coelho durante um evento no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.

O presidente do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), Manuel Meirinho, anunciou um inquérito disciplinar ao aluno que, na semana passada, insultou o primeiro-ministro durante a homenagem a Adriano Moreira. Manuel Meirinho foi cabeça de lista do PSD pela Guarda nas últimas eleições legislativas, mas suspendeu o mandato no parlamento para dirigir o ISCSP.

Na quarta-feira, dia 26, Pedro Afonso, 20 anos e aluno do ISCSP, insultou e assobiou Pedro Passos Coelho durante um evento na faculdade. O incidente foi filmado por uma câmara da TVI, que registou também imagens de um dos membros do corpo de segurança do primeiro-ministro a pedir a identificação ao aluno. O mesmo segurança foi depois filmado a empurrar o repórter de imagem do mesmo canal para o impedir de gravar a situação.

Ao "Diário de Notícias" explicou que “no domínio interno há um regulamento e há um código de conduta da Universidade Técnica de Lisboa, à luz dos quais este acto tem de ser analisado. Há uma função pedagógica que a presidência do ISCSP procurará sempre pôr em prática, mas há também uma função disciplinar”. O responsável escusou-se a adiantar quais poderão ser as consequências, garantindo apenas que todos os envolvidos serão ouvidos.

O aluno assegurou, também ao Diário de Notícias, que hoje voltaria a fazer o protesto, ainda que eventualmente utilizando outras palavras. Contou que, apesar de se considerar apartidário, esteve quase a filiar-se no PSD e que a crise está a fazer-se “sentir bastante” na família dele. “Não quis comprometer o instituto, mas temos de mostrar a nossa indignação”, defendeu, acrescentando que acredita que se a situação tivesse acontecido com uma pessoa de outro partido teria outro desfecho.

Uma acusação negada por Manuel Meirinho, que sublinha ser próximo de figuras de vários quadrantes políticos e que reforça que enquanto presidente tem de ser “totalmente imparcial e de ajuizar este caso com neutralidade”, recordando que na cerimónia estiveram presentes figuras como Francisco Louçã e Almeida Santos. A Inspecção-Geral da Administração Interna também anunciou a abertura de um inquérito à tentativa de intimidação de que foi alvo o repórter de imagem da TVI que cobria a deslocação do primeiro-ministro ao ISCSP.

http://p3.publico.pt/actualidade/politica/4776/aluno-que-insultou-passos-coelho-alvo-de-inquerito-disciplinar

quinta-feira, setembro 27, 2012

Se Portugal tivesse um Presidente com "P" grande


Nosso comentário:


Via facebook retirámos um texto com origem no blog "O Jumento". É um texto que mima o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, com umas críticas bem pertinentes.
Nem são das piores que lhe têm sido feitas, pois aqui nem sequer se fala no caso BPN e tantos outros... apesar disso, critica duas ou três coisas de enorme atualidade e grande relevância.
Podem ler essa crítica a Cavaco logo a seguir ao nosso comentário.
O tempo em Lisboa está de um outono/inverniço fresco, com um céu carregado de nuvens que parecem adivinhar muita chuva nos próximos tempos.
Podem entender esta chuva como quiserem: na forma natural, miudinha, grossa, enxurrada, até mesmo acompanhada de trovoada. Quanto a nós haverá de tudo um pouco.
É já depois de amanhã que acontece mais uma manifestação, prevista para o Terreiro do Paço. Nela irão participar sindicalistas, outro povo, elementos das forças militares e militarizadas, e não só. Antevê-se "casa cheia" portanto, atendendo a que descontentes não faltam neste país, descontentes esses que provêm de todas as classes sociais, de todas as faixas etárias.
Atendendo a como são recebidios os membros do governo quando saem da toca/gabinete, atrevemo-nos a dizer que são já poucos os "contentes" com o rumo que "a coisa" está a levar.
A este propósito e sem entrar em pormenores noticiosos, pois a maioria dos leitores terá seguramente acesso ao desenrolar das principais notícias, mesmo os de mais longínquas paragens, destacamos apenas abaixo um texto publicado no "jornal Público" que nos dá conta do aumento dos anti-depressivos em 7% nos primeiros oito meses do ano.
Isto não quer dizer tudo, longe disso, mas quer dizer alguma coisa...
 
 
 
Fiquem bem, António Esperança Pereira


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Se Portugal tivesse um Presidente com "P" grande


Já teria chamado o primeiro-ministro e exigido a demissão de um ministro que falha em todas as metas e desde há muito que gosta mais de explicar as suas medidas ao ministro das Finanças alemão do que aos portugueses, até parece que em vez de ser um governante que em vez de estar preocupado em defender os interesses de Portugal está a preparar uma candidatura a um tacho internacional cuja escolha depende da influência de uma potência estrangeira, neste caso a Alemanha.

Já teria chamado o primeiro-ministro e dizer-lhe que um político que tinha casa em Lisboa e pedia subsídio de residência dizendo que a residência era em Braga para sacar 1.400 euros aos portugueses e que acha que os portugueses deverão ser na sua maioria etiquetados como Cigarras não tem condições éticas para ser ministro e muito menos da Administração Interna.

Já teria chamado o primeiro-ministro e ter-lhe-ia dito que o Banco de Portugal nem é uma instituição estrangeira, nem é a única instituição nacional que presta contas na UE as alfândegas e não só, também o fazem), nem é admissível que os seus funcionários fossem tratados como diplomatas estrangeiros pois são portugueses e são pagos com o dinheiro dos portugueses. Demitiria o Governador por ter consultado o estrangeiro sobre o regime a aplicar aos reformados portugueses e daria um prazo ao novo governador para desblindar os estatutos do BdP (obra de Vítor Gaspar para um dia se proteger do que fez aos outros).

Chamaria o genro a Belém e ter-lhe-ia pedido para desistir do concurso à compra do Pavilhão Atlântico que acabou por lhe ser vendido em saldo, pois à mulher de César não basta não o ser, também não o deve parecer.

Um primeiro-ministro que não está à altura de governar uma taberna, quanto mais um país, que acolhe falsos doutores, que tem uma ministra super poderosa que só sabe fazer saladas e um super poderoso ministro que só diz baboseiras sobre economia, já estaria demitido, Santana Lopes foi andar por aí por muito menos e por trapalhadas quase sem consequências para o país.

Mas não tem e as consequências estão à vista.

O Jumento
 
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Vendas de antidepressivos aumentam quase 7% nos primeiros oito meses deste ano
 
 
Parece uma contradição, mas não é: as vendas de antidepressivos e estabilizadores de humor continuam a aumentar em Portugal, mas os gastos com estes tipos de medicamentos estão a baixar de forma expressiva. Os dados da consultora IMS Health indicam que nos primeiros oito meses deste ano se venderam cerca de 620 mil embalagens deste tipo de medicamentos por mês, em média, mais cerca de 40 mil do que em 2011. Um aumento de quase 7%. Pelo contrário, os gastos com estes medicamentos baixaram de uma média de 8,3 milhões de euros por mês no ano passado para 7,4, de Janeiro a Agosto deste ano.

A enfrentar uma grave crise social e económica, os portugueses estarão a refugiar-se cada vez mais nos antidepressivos? Os psiquiatras contactados pelo PÚBLICO não querem arriscar explicações, porque esta é uma matéria complexa e porque a tendência de crescimento nas vendas de antidepressivos já se verifica desde há alguns anos em Portugal. Uma coisa é certa: "Há muito mais casos de depressão relacionados com a crise", afirma o psiquiatra Pedro Afonso, do Hospital Júlio de Matos (Lisboa), para quem o aumento da venda de antidepressivos constitui, em simultâneo, "uma boa e uma má notícia". Uma boa notícia porque significa que há mais pessoas a necessitar de tratamento que estão a ser tratadas, e uma má notícia porque o problema das "depressões reactivas" (originadas pela situação de crise) "não se trata apenas com remédios".
 
 

sábado, setembro 22, 2012

Conselheiros em brutos carros alemães apupados...

Nosso comentário:
 
 
No meio da confusão toda que se vem vivendo no nosso país, há que manter algum sentido de humor que, felizmente, é coisa que abunda no engenho e arte dos portugueses.
Depois de uma longa vigília popular durante as longas oito horas de duração da reunião do Conselho de Estado, em frente ao Palácio de Belém em Lisboa, o que sucedeu?
Bom, do lado dos ilustres conselheiros de Estado, uma saída de plena boa disposição, quando já passava da 1 hora da madrugada (hora portuguesa) todos riam à saída, mas nada disseram à comunicação social.
Após a sua saída em brutos carros alemães, bem apupados cá fora pelos manifestantes, seria lido um comunicado curto e genérico pelo secretário da reunião.
Uma coisa em comum entre conselheiros e manifestantes (os que ainda se ali mantinham após oito horas de permanência em pé e gritando slogans frente a cordões de polícias altamente compenetrados do seu papel)
-A BOA DISPOSIÇÃO
Nos manifestantes porque, ao serem interpelados pelos reporteres das televisões já só desatinavam, talvez com o cansaço talvez com uma cervejita a mais.
Nos conselheiros, a boa disposição poderia ter tido motivações semelhantes: algum cansaço também, com um copito a mais para aguentar as tais oito horas que paririam um comunicado de poucos parágrafos. O tal comunicadozito lido nas televisões para portugueses ensonados, fartos, desapontados, indignados com os seus governantes, que cometem atrocidades nunca vistas.
Entre os conselheiros, sabe-se que só Mário Soares abandonou a dose um pouco após as 20 horas. O motivo é por nós desconhecido, todavia, como o ministro das finanças falou durante hora e meia a explicar a famigerada TSU (Taxa Social Única) somos capazes de vaticinar "enfado" do antigo Presidente da República ante a monotonia conhecida do discurso rebuscado e pouco entendível do tal ministro das finanças, de seu nome Gaspar.
 
 
PS. Deixo-vos com algum humor encontrado no facebook e um artigo de Artur Penedos publicado no jornal Público.


 
Fiquem bem, António Esperança Pereira





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NÃO BASTA TER DIREITO À INDIGNAÇÃO
Partilho convosco mais um artigo da minha autoria publicado na edição de hoje do jornal PÚBLICO.
Ninguém, no seu perfeito juízo, pode aceitar a insensatez e o desvario do governo de Passos Coelho/Portas e,...muito menos, permitir que ambos atirem os portugueses para a mais violenta e profunda calamidade dos últimos 70 anos.
É verdade que os portugueses tardam sempre em reagir, mesmo quando se torna evidente o abismo a que são votados. Mas, será aceitável conformarmo-nos com esse fatalismo e aceitar as humilhações que querem impor-nos? Creio bem que não!
É hora de dizer basta e de mostrar que somos feitos da mesma matéria dos que não admitem maus tratos daqueles a quem confiaram o seu voto e de que esperam e exigem respostas adequadas às suas necessidade...
s.
Passos e Portas, ao contrário do que tentam fazer crer ao povo, estão de acordo no essencial e escolheram o caminho que nos leva a todos à miséria.
Se um diz que lhe custou imenso anunciar mais dificuldades para os mais desfavorecidos, o outro, que dizia não estar disponível para mais sacrifícios ou aumento de impostos, fica calado, submisso e … colaborante com mais uma crueldade.
Sabíamos da determinação de Passos Coelho em fazer o contrário do que prometeu.
Sabíamos que Portas seria capaz de “vender” a alma ao diabo para entrar no arco da governação e para se dar a conhecer ao mundo.
Não sabíamos que ambos seriam capazes de afrontar o Tribunal Constitucional e de assumir e subverter completamente o equilíbrio ético e moral dos papéis que a Lei fundamental atribui a empresas e a trabalhadores.
Ler mais:
http://issuu.com/arturpenedos/docs/artigo_n_o_basta_ter_direito___indigna__o_-_public
 

quarta-feira, junho 20, 2012

Portugal, o país com mais doenças mentais...

Na Foto: O médico psiquiatra dr. Pedro Afonso, de quem publicamos um artigo atual e contundente dentro do que lhe é dado observar e constatar na sociedade portuguesa de hoje.


Nota do autor do blog/site:

Hoje deixo-vos com este depoimento de um médico psiquiatra que aconselho vivamente a ler. Dá para refletir, especialmente numa altura em que se tem como quase certo um resgate a Espanha e quiçá a Itália. A pergunta que se impõe é esta: se algo de muito grave acontecer a Espanha, país nosso vizinho e com quem temos a nossa mais abundante relação económica...
será que esta "coisa da troika" leva a algum lado? é que Portugal está de rastos, embora algumas vozes se esforcem por fazer crer o contrário...
Bom leiam o artigo do Médico psiquiatra Pedro Afonso, que me enviaram e que foi publicado no jornal diário Público:
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Artigo de Pedro Afonso - Médico psiquiatra
Pro Afonso, médico psiquiatra no Hospital Júlio de Matos
Transcrição do artigo do médico psiquiatra Pedro Afonso, publicado no Público

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.

Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família. Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e
produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três
anos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição a pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.


Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público...
Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.

Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de
um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.

E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.

Pedro Afonso
Médico psiquiatra
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Fiquem bem,

sexta-feira, maio 25, 2012

Miguel Relvas, 20 factos, dicas e mexericos...

Alexandrina Galhardo 


20 factos sobre Miguel Relvas:


" Aleatoriamente ordenados e prontos a usar em simpáticas ameaças.

Facto nº 1: Na intimidade, Miguel Relvas aprecia que lhe chamem Nhecas.

Facto nº 2: Faz-lhe muita impressão ver alguém comer pêssegos com casca.

Facto nº 3: O seu animal preferido é o imponente boi-cavalo, príncipe das savanas.

Facto nº 4: Uma tia idosa e ligeiramente senil acredita que é primeiro-ministro. Ainda não encontrou coragem para lhe dizer a verdade.

Facto nº 5: Um quisto no couro cabeludo é tudo o que resta de um gémeo que assimilou ainda no útero.

Facto nº 6: Passou a infância em Angola e a sua primeira companheira de brincadeiras foi uma zebra chamada Carolina.

Facto nº 7: Certa vez, ficou preso num elevador com Passos Coelho durante quatro horas. No fim da terceira hora, tinham já estabelecido quem comeria quem se a situação se prolongasse e o canibalismo se tornasse essencial à sobrevivência. É por isso que ainda hoje lhe chamam “Febras” em círculos restritos do partido.

Facto nº 8: Sempre que viaja de avião, faz questão de usar a casa de banho de bordo. O espaço exíguo permite-lhe imaginar que é a última salsicha na lata. Isso diverte-o, por motivos que não partilha com ninguém.

Facto nº 9: Foi virgem até aos 18 e 25 anos. Respetivamente.

Facto nº 10: Teve um retrato de Sá Carneiro na mesa-de-cabeceira até ser forçado a tirá-lo por lhe provocar sonhos demasiado estranhos.

Facto nº 11: Só dá esmola a mendigos com crostas expostas. Quando lhe perguntam porquê, refere valores.

Facto nº 12: Gosta de fazer praia. O pudor motivado por uma particularidade anatómica impede-o de experimentar o nudismo, o que lhe traz algum desgosto.

Facto nº 13: Não consegue defecar nas retretes do Parlamento. No entanto, verte águas sem qualquer constrangimento.

Facto nº 14: No momento preciso em que o informaram da revolução de 25 de Abril de 1974, encontrava-se a descascar uma laranja com as mãos.

Facto nº 15: Acha-se um jogador de ténis capaz e um praticante mediano de halterofilismo.

Facto nº 16: Ri-se para dentro sempre que ouve a palavra “hemiciclo”. Mas não diz a ninguém porquê.

Facto nº 17: Dorme de barriga para baixo desde que, em criança, acordou com um papagaio empoleirado no ventre que não parava de repetir palavrões.

Facto nº 18: É ambidestro. Mas não das mãos.

Facto nº 19: O objeto estranho mais desagradável que encontrou num prato de comida foi uma lesma.

Facto nº 20: Coleciona fotografias de figuras destacadas do jornalismo nacional em trajes menores e espera doar a coleção em testamento a um museu. Considera o retrato de António José Saraiva em ceroulas de malha a sua peça mais valiosa. "
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Nota do autor do blog/site:

Numa altura de grande mediatismo deste ministro do atual governo parecem-me curiosos etes factos que circulam na net, designadamente em um perfil de um contato meu.
Dada a oportunidade, do mediatismo do ministro José Relvas, por suposta intervenção pessoal em atos de censura no Jornal Público, aproveitamos para dar eco aos factos supra que têm a sua piada...
Oxalá com esta atitude não estejamos a contribuir para dar publicidade de borla ao dito ministro, pois se for esse o caso, estamos a fazê-lo inocentemente.
É conhecida a nossa posição de total desencanto com este governo que vem secando Portugal com doses de cavalo de medidas avulso que vem tomando a seu bel prazer.
Sabemos que a situação é delicada, mas há muitas maneiras de fazer as mesmas coisas.
A imaginação, experiência, inteligência, sagacidade, inovação, é que se têm revelado praticamente nulas para fazer melhor do que a troika manda.
De qualquer maneira, ficam os factos que retirámos do facebook, para que o leitor deste espaço possa também partilhar.
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Fiquem bem,





 

 

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...