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quarta-feira, julho 03, 2024

Para Le Pen "significa que vale menos do que os outros": primeiro-ministro francês pede a lusodescendentes que votem contra a extrema-direita

 

Gabriel Attal (AP)© CNN Portugal

O primeiro-ministro francês, Gabriel, afirmou esta terça-feira à Lusa que “é muito importante” que os lusodescendentes vão votar na segunda volta das legislativas, salientando que o Reagrupamento Nacional quer “dividir os franceses” segundo a nacionalidade.

Em declarações à Lusa à margem de uma ação de campanha no centro de Paris, Gabriel Attal foi questionado se considera que os portugueses residentes em França devem ir votar nas eleições de domingo.

“Claro, é muito importante que todos os franceses vão votar”, respondeu o chefe do executivo francês.

Gabriel Attal avisou que o Reagrupamento National (RN) “quer dividir os franceses entre eles”.

“Portanto, se é francês com outra nacionalidade - e é o caso para três milhões e 500 mil franceses, porque têm origens e histórias familiares diferentes - para o RN isso significa que vale menos do que os outros”, afirmou, reforçando que “é muito importante que todos os franceses vão votar”.

Já interrogado se acha que o projeto do RN poderia pôr em causa as relações bilaterais entre a França e Portugal, Attal respondeu: “Em todo o caso, nós sabemos que temos um projeto que é profundamente europeu, que luta por uma Europa forte, porque isso também é do interesse dos franceses”.

“Do outro lado, temos um RN que, segundo o que vemos, propõe uma saída progressiva da Europa”, referiu, acusando o partido de querer “parar de pagar a contribuição francesa para o orçamento europeu” e “deixar de respeitar as regras europeias”.

“Isso, claro, teria um impacto muito forte nas nossas relações com os outros países europeus”, avisou.

O Reagrupamento Nacional defende, no seu programa, que os franceses que detenham uma dupla nacionalidade não possam aceder a certos empregos da função pública. Segundo o partido, seriam “muitos poucos casos”, reservados a setores “extremamente sensíveis” do Estado, como a diplomacia, a segurança ou a defesa.

Fiquem bem, 

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quinta-feira, outubro 10, 2019

Reação ao grande BASTA daqui a 8 anos



No rescaldo das eleições legislativas em Portugal:

As risadas que eles/as deram quando foi dito que o BASTA seria o maior partido português daqui a oito anos.






Fiquem bem,


segunda-feira, outubro 08, 2018

Bolsonaro? quo vadis Brasil?



Jair Bolsonaro foi o candidato mais votado nas eleições do passado domingo e vai disputar a segunda volta com Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores, no próximo dia 28 de outubro.
Ao longo dos anos, Bolsonaro tem pautado o seu discurso por declarações racistas, misóginas e homofóbicas, assim como tem demonstrado a sua simpatia pela ditadura militar.
Para que os eleitores (e o mundo) não esqueçam, o El País Brasil fez um vídeo onde agregou várias das declarações de Jair Bolsonaro ao longo dos anos.
Entre elas, o militar reformado disse que não violaria a deputada Maria do Rosário porque ela “não merece”. Relativamente à possibilidade de ter um filho homossexual, Bolsonaro disse que “prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí”. “Seria incapaz de amar um filho homossexual”, disse.
Veja, em baixo, um vídeo com frases controversas de Bolsonaro.


PS. Na minha terra, Beira Alta/Portugal, quando havia trovoada, o povo temeroso costumava dizer esta oração que cito abaixo. Nada mais oportuno como mensagem para o nosso amado Brasil.

Fiquem bem,
António Esperança Pereira
Oração a Santa Bárbara dos Trovões
Santa Bárbara bendita
Que no céu está escrita
Com papel e água benta
Nosso senhor nos livre desta tormenta

Santa Bárbara se vestiu e se calçou
Ao caminho se deitou
Jesus Cristo a encontrou e lhe perguntou:
- Onde vais Bárbara?
- Vou a Jerusalém, arrumar esta trovoada
Onde não haja pão nem vinho
Nem flor de rosmaninho





quarta-feira, dezembro 09, 2015

Donald Trump a direita e os muros


Nosso comentário: 

O candidato Donald Trump vem-nos habituando a declarações que nós aqui na linguagem política europeia, classificaríamos de declarações de uma "extrema direita" perigosa.
Que o mundo e os deuses parecem estar loucos já ninguém duvida, agora que sejam os supostos futuros líderes mundiais a dizer coisas que até arrepiam... 
Cuidado!
Trata-se de mais um líder que, à semelhança de outros que se vêm afirmando em solo europeu, está impregnado de elevado grau de perigosidade para a humanidade dita civilizada.
Que ao menos esta, a tal humanidade dita civilizada, não ande para trás.
Numa altura em que se esperaria que aparecessem homens invulgares, gente capaz de enfrentar de maneira sábia e eloquente situações difíceis como as actuais, não.
Aparecem homens como Donald Trump, os americanos que me desculpem, no que diz respeito a este americano, a defender coisas absurdas. Isto tendo em conta sobretudo o que foi, é, e deverá ser a América no tocante à defesa de alguns princípios base que a notabilizam ainda e lhe dão inegável prestígio e destaque.
A América (EUA) tem defeitos como todas as grandes e pequenas potências têm, mas por amor da santa, era só o que faltava: xenofobia em elevado grau, muros e cortes na liberdade de expressão? fechar a Internet?
Todo este caldinho vindo do país mais poderoso do mundo, do campeão das liberdades e do conceito de democracia ocidental?
Nem quero acreditar...

PS. Deixo-lhes a notícia que transcrevi de declarações de Donald Trump que muitos devem ter lido, assim ou com mais molho, e que deu o mote para este meu desabafo.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


Donald Trump quer falar com Bill Gates para "fechar" a Internet 


O candidato à nomeação para as presidenciais dos EUA quer banir "partes" da Internet para evitar radicalização de jovens
No mesmo discurso controverso em que apelou ao fecho das fronteiras norte-americanas a todos os muçulmanos, o candidato à nomeação presidencial republicana Donald Trump disse ainda que a Internet deveria ser "fechada" para que as crianças deixassem de ter acesso a ela.
"Temos talvez que fazer alguma coisa em relação à Internet", anunciou Trump. "Estamos a perder muitas pessoas por causa da Internet. Temos que falar com Bill Gates e outras pessoas que percebem o que está a acontecer. Temos que falar com elas sobre talvez, nalgumas áreas, fechar a Internet".

O empresário é candidato à nomeação do partido republicano para a Casa Branca, e tem apelado a medidas radicais como impedir muçulmanos de entrar nos Estados Unidos e construir um muro ao longo de toda a fronteira com o México.

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Ucrânia, batalha entre Rússia e Ocidente?


Nosso comentário:

Para compreender melhor a situação da Ucrânia de uma forma que considero acessível a qualquer leigo na matéria, aconselho vivamente este artigo de que, por motivos óbvios, publico apenas parte, mas que pode ser lido na íntegra no seguinte link:
http://www.esquerda.net/artigo/6-notas-para-compreender-o-que-acontece-na-ucr%C3%A2nia/31448
Basta copiar e colar o link no motor de busca.
Sendo um texto escrito por Alberto Sicília, com factos vividos "in loco", contactos, entrevistas,  parece-me o mesmo desprovido de qualquer facciosismo, daí aconselhar a sua leitura.
Apenas acrescento uma nota pessoal que é a seguinte:
Perante os fenómenos violentos, muitos dos quais traduzidos em guerras fratricidas, que têm vindo a acontecer em diversos países nos últimos anos, e que são do conhecimento de todos, parece-me sinceramente em queda aquele período de paz que se seguiu à II Guerra Mundial.
A expectativa de que haveria uma paz e uma prosperidade duradoiras, com pezinhos para andar, um pouco com soluções para todos, volta a estar posta em causa.
Parece mais caminhar-se para uma propaganda em que não há soluções para ninguém...
Muito grave!
A luta hegemónica entre potências volta a sobrepor-se ao que pareciam ser ideais de paz, concórdia, progresso, uma nova ordem mundial saída dos escombros da II Guerra Mundial.
Parecia haver homens interessados em minorar quezílias entre povos, focos de tensão a nível mundial, diminuição das desigualdades gritantes, geradoras de violência.
Infelizmente, a realidade actual, na qual tem que incluir-se a Ucrânia, tema de hoje do blogue, é reveladora do que acabamos de dizer.
Um pouco por todo o mundo acentuam-se desigualdades, lutas pelo poder, nacionalismos perigosos, grupos armados, políticos corruptos. Em suma, vem aumentando gradualmente a violência, vê-se diminuída a confiança nos governantes.  
Só pode dar bota.
No tocante à Europa, que a Ucrânia não sirva como barril de pólvora para um confronto alargado que a ninguém serviria, muito menos aos ucranianos e seus martirizados vizinhos.


Fiquem bem, um bom fim de semana

António Esperança Pereira



3 dias e 86 mortos depois, cada lado voltou às suas posições iniciais. A tragédia e o absurdo.

E aqui quem são os bons e quem são os maus?
Não creio que haja irmãs da caridade em nenhum dos dois lados. Os confrontos (pelo menos os que eu presenciei) foram entre bárbaros e bárbaros: linchamentos, balas reais, franco-atiradores.
Alguns meios de comunicação dizem que todos os manifestantes são de extrema direita, é verdade?
Há muitos militantes de extrema direita. Fotografei vários desses grupos para este outro post. Mas dizer que são a grande maioria parece-me erróneo. Basta descer à praça e falar com as pessoas.
Conheci bastantes manifestantes que estão simplesmente fartos dos partidos políticos, cansados da corrupção e da falta de oportunidades.
É certo que o número de moderados desceu notavelmente nos últimos dias: após verem morrer dezenas de pessoas, muita gente razoável preferiu não arriscar e voltou para casa.
Os que ficam sabem que se estão a arriscar a vida em cada momento. E claro, para isso os extremistas são mais fáceis de convencer. Um deles dizia-me anteontem: “Ou vêm com os tanques e passam-me por cima ou eu não me movo daqui até que Yanoukovich se demita”.
Alguns jovens universitários que conheci na praça há 3 semanas disseram-me que têm demasiado medo e que por isso se foram embora.
Isto é uma batalha entre a Rússia e o Ocidente?
No conflito da Ucrânia sobrepõem-se batalhas a vários níveis:
A) É um conflito entre a Rússia e o Ocidente pela sua influência na Ucrânia.
B) É um conflito nacional entre Yanoukovich e a oposição pelo controle do país.
C) É um conflito social entre os políticos e os cidadãos que não se sentem representados nem pelo presidente nem pela oposição.
D) É um conflito civil entre grupos da extrema direita nacionalista e a população de língua russa da zona leste do país e da região autónoma da Crimeia. (Este ponto está explicado de forma mais extensa no final deste outro post).
Quanto mais tempo passo na praça, quantos mais argumentos escuto, mais complicada me parece esta história.
NOTA: Continuo na praça de Kiev e durante todo o dia vou publicando no Twitter as cenas com que me deparo.

Artigo deAlberto SicíliaemKiev, publicado no blogue Principia MarsupiaTradução de Carlos Santos para esquerda.net

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...