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terça-feira, abril 25, 2017

Poema meu evocativo do 25 de Abril 1974


Nota do autor do blog:

Hoje é o dia 25 de Abril de 2017.
Faz anos que aconteceu a chamada revolução dos cravos.
Com ela chegara finalmente ao Portugal de 1974 o grito LIBERDADE. Liberdade que mudou este país arcaico, empobrecido, isolado, amordaçado.
Era o fim de uma ditadura longa, longa!
Merece ser sempre evocado e comemorado. Para que não se esqueça o "ANTES", para que se festeje o DEPOIS.
Não esqueçamos as portas que Abril abriu.
Digo isto porque há que estar atentos e vigilantes aos sinais preocupantes que chegam de diversos quadrantes do nosso querido planeta.
Atenção aos "ditadores". Eles andam outra vez por aí.
Deixo-lhes um poema "Antes e depois" que consta da minha coletânea de poemas que dá pelo nome "Portugal periférico ou...o centro do mundo?"

Fiquem bem

António Esperança Pereira




Antes e depois

Dias longos nostalgia
espelhada em cada rosto português
uma amargura que ainda hoje se vê
nos filhos dos filhos daquele tempo
que na flor da idade
iam para a guerra longe
sem saberem bem para onde
nem para quê

o horizonte europeu fronteira de Castela
estava bem fechado
ninguém saía nem entrava
pides guardas fiscais carabineiros
cerravam bem fileiras
disparando sobre quaisquer aventureiros
num Portugal amordaçado
sem liberdade nem pão nem educação

país arcaico empobrecido analfabeto
que sem tostão nem ganha pão
clandestinamente emigrava
fugir era o sonho ficar o pesadelo

na nossa própria casa aprisionados
na nossa própria casa condenados
degredo guerra pensamento censurado
um país grande em história
por décadas adiado

bravo foi o grito que soou
o sonho que chegou
“25 de Abril de 1974”
o meu país em festa
pontapé na guerra chuto nas masmorras
Portugal livre nas palavras
meu país velhinho a nascer de novo
os cravos eram as flores
a liberdade a esperança nova

Portugal respirava cantava renascia

a Europa aplaudia o mundo ansiava
o colonialismo acabava

hoje evocando aquela data
só lamento
o tempo perdido
as vidas ceifadas
a Pátria adiada para nada!


sábado, maio 25, 2013

Cor de Burro a fugir...será?


Nosso comentário:


Antes de tudo quero afirmar solenemente perante os meus leitores que, ao publicar esta "expressão popular" e respetiva correção pela forma como é erradamente interpretada, que, ao fazê-lo, não tenho minimamente no pensamento ninguém da governação, ou quaisquer outras personalidades atualmente em exercício de altos cargos.
Isto por se tratar de uma expressão que mete "burros", e eu não estou aqui a chamar burro a quem quer que seja.
Sabe-se, sente-se, que começa a pairar o síndroma do melindre por aí, há mesmo quem se ache já a contas com a justiça, designadamente um jornalista e figura pública da nossa praça,  por afirmações impetuosas, e por esse facto mal aceites pelos destinatários. 
Pelo que, quero desde já preservar a minha boa fé e educação ainda de raiz salazarista.
Raiz salazarista esta, de bons costumes e comedidas ações, que bastaria por si só para me por a salvo de qualquer suspeita...
Prefiro, todavia, reafirmar as minhas sãs intenções aqui e agora para que não restem dúvidas sobre meus escritos, qualquer palavra mais ousada do léxico português, ante eventuais melindrados.
Dito isto, passo a apresentar a dita correção de uma interpretação que a maioria de nós, falantes de português, fazemos de forma errada.
É sempre bom relembrarmos algo, ou, se for esse o caso, aprendermos qualquer coisa nova que não sabíamos.
Façam pois o favor de ler...


Desejo a todos Um Bom Fim de Semana.


António Esperança Pereira




EXPRESSÕES POPULARES

Corro de burro quando foge...

A expressão "cor de burro quando foge" é uma alteração de "corro de burro quando foge", que significa o comportamento agressivo do animal para alguém que está próximo.

Actualmente a expressão é utilizada para designar uma cor que não se consegue definir facilmente.

quinta-feira, abril 25, 2013

Nota escolar "Mau Menos" Senhor Presidente!


Nosso comentário:


Ouvi hoje alguns discursos proferidos na Assembleia da República aquando da sessão solene que assinalou o 25 de Abril de 1974.
Apesar de não ser nada fácil engolir palavras ocas ditas por quem pouco ou nada sente aquela data, e dela pouco ou nada gosta, ouvi. 
Consegui aguentar, porque um ou outro orador quebrava a espaços a monotonia instalada pelos defensores da desgraça vigente.
Um 25 de Abril de Assembleia da República sem cravo com brilho, sobretudo sem chama na alma. Até um vaso se precipitou no chão, um dos muitos que adornavam as entidades presentes, possivelmente enfastiado com a comemoração balofa de uma data tão importante para Portugal.
De resto, algumas palavras "bonitas", emolduradas aqui e ali por citações "eloquentes" de nomes ilustres, mundialmente sonantes. Nada mais.
Finalmente o discurso aguardado do senhor Presidente da República.
Era o último da cerimónia a usar da palavra .
Em outras datas haveria expetativa sobre o que iria dizer o mais alto magistrado da nação. Muita mais expetativa poderia haver nesta data, Abril/2013, quando o país enfrenta graves problemas a vários níveis. Seria humano esperar algo dele com vista a empurrar a Nação Lusa para um rumo melhor. 
Rumo que tendesse a liderar a sua gente, o seu povo, dar algo de si, àqueles que o elegeram para presidir ao leme deste "Nobre Povo".
Pois desenganem-se os que ainda esperavam algo de Cavaco Silva.
Sem nada para dizer, sem empatia alguma com a sua gente, com uma popularidade que ronda o "Mau menos" em nota escolar do tempo dele, mais não fez que colar-se ao seu governo. 
Defendeu-o. 
Foi tão partidário quanto o são os políticos em comício. Mais parecia o porta voz desse mesmo governo, um ministro adjunto do 1.º ministro ou um 2.º primeiro ministro.
Resumindo, Cavaco Silva, se alguém ainda tinha dúvidas sobre a sua postura, a partir de hoje pôde desfazê-las. Ficou a saber que este homem é o Presidente do PSD e do CDS, a sua coligação de direita no poder. Nunca o Presidente de todos os portugueses.
Para ele, Cavaco Silva,  não há alternativas a esta situação. Logo, se não há alternativas, não há democracia.
E a não haver democracia, tudo não passa de um embuste. Os partidos só servem para enfeitar meia dúzia de "eleitos" que agem por conta própria, ou a mando de terceiros, não em sintonia com o POVO que representam.
Constou-me agora mesmo, que um deputado ousou afirmar, tão estarrecido ficara com o discurso infeliz, agressivo, despropositado, do Presidente da República, que o mesmo endoidara.
Vou confirmar.

PS. A propósito de "défice de democracia" deixo-lhes um apontamento sobre a "censura de antes do 25 de Abril", o lápis azul. Oxalá não deixemos que Portugal volte a regredir a esse ponto.



Fiquem bem, António Esperança Pereira


http://lusito.bubok.pt/ 




O LÁPIS AZUL


"O lápis azul foi o símbolo da censura e da época da ditadura portuguesa do séc.XX.
Os censores do Estado Novo usavam um lápis de cor azul nos cortes de qualquer texto, imagem ou
desenho a publicar na Imprensa. Para proteger a Ditadura, os cortes eram justificados como meio de
impedir e limitar as tentativas de subversão e difamação.
Desde o Golpe Militar de 28 de Maio de 1926, aos regimes de Salazar e Caetano o "lápis azul" servia para os censores decidirem o que devia ser noticiado ou divulgado.
A censura durou até 25 de ABRIL de 1974.

sexta-feira, novembro 23, 2012

Mariana Avelãs, a liberdade e o 1.º de Dezembro


Nosso comentário:


Oxalá esta detenção de Mariana Avelãs não passe de um caso isolado apenas  a exigir explicações por parte das autoridades, pois há direitos fundamentais de todo e qualquer cidadão a respeitar, expressos na Constituição da República.
Dou hoje destaque a esta notícia porque as pessoas, designadamente nas redes sociais, mostram a sua veemente indignação com o acontecido a uma das organizadoras da manifestação do 15 de Setembro.
Se somarmos a esta detenção os ecos e notícias igualmente preocupantes sobre o eventual aproveitamento de imagens de manifestações por parte das polícias... poderemos estar perante uma tentativa de regresso à repressão e privação de liberdades e garantias de antigamente... 
Um Estado a emagrecer, a resignar-se, a curvar-se, sob a batuta da força e da brutalidade? 
Quero crer que não.
Quero crer que o povo português não deixará que tal volte a acontecer, especialmente depois de conhecer dias de liberdade, de prosperidade, de modernismo.
Os mais antigos conheceram dias tenebrosos de prisão, tortura, perseguição sistemática, por terem ideias diferentes do regime de então.
Os mais novos felizmente nem memória disso têm. Pois por isso mesmo, que reflitam nesse passado de história recente negro e feio como as celas de uma cadeia.
Que não cedam a perder esse bem supremo das sociedades evoluídas: A LIBERDADE.
Agora que se aproxima mais uma data plena de significado nacional, o 1.º de Dezembro, dia de libertação de Portugal do jugo invasor, que esse mesmo dia sirva a todos nós de reflecção sobre o valor da liberdade, o valor de sermos cidadãos evoluídos com direitos e deveres em sã convivência democrática.
É verdade que o atual governo quer apagar esta data. Retirou-lhe já a importância que deveria ter ao tirá-la dos feriados nacionais.
Tal facto pode aumentar as suspeitas descritas acima. Avolumar as nossas dúvidas sobre os verdadeiros desígnios desta governação.
Mas um feriado é só um feriado, tão depressa se tira como se põe.
A LIBERDADE não.
Há que estar atento, porque a prepotência de quem manda é mais que muita.
Cada um de nós, à sua maneira, vem sentindo bem a violência de uma prepotência pouco própria de uma sociedade "dita democrática".
 
 
PS. Transcrevo abaixo a notícia sobre a Mariana Avelãs.


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/

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Mariana Avelãs foi constituída arguida pelo “crime” de organização de manifestação não comunicada.




























Movimento alega que polícia garantiu que "não haveria consequências" Paulo Pimenta


Três dias antes da manifestação de 15 de Setembro, em que milhares de portugueses saíram às ruas, o movimento "Que se lixe a troika" realizou uma conferência de imprensa, em frente à Assembleia da República.
Segundo Mariana Avelãs, nesse dia, a PSP dirigiu-se aos 15 membros, que ergueram uma faixa do movimento, para pedir a identificação de uma pessoa, mas garantiram que “não haveria consequências”.
Em comunicado, o movimento salienta que “os agentes da PSP que se deslocaram ao local traziam consigo um mandado de notificação já preenchido, ao qual faltavam apenas os dados da pessoa a notificar”.
Contudo, Mariana Avelãs disse ao PÚBLICO que “duas ou três semanas depois” foi informada de que “estava a ser alvo de denúncia de um crime”. A activista social confirmou ter sido constituída arguida a 8 de Novembro pelo crime de organização de manifestação não comunicada.
Mariana contrapõe que “a iniciativa foi apenas uma conferência de imprensa”, que garante ter sido “pacífica”, já que “15 pessoas a falarem com jornalistas não são uma manifestação”. Por isso, reitera “não ter participado em qualquer manifestação” no dia em questão.
Mariana Avelãs descreve a acção da polícia como uma tentativa de “criminalizar os movimentos” para dar a ideia de que são “terroristas e revolucionários”. Neste momento, a activista e tradutora encontra-se com termo de identidade e residência e está à espera de saber “se o processo avança ou é arquivado”.
No comunicado, o movimento Que se lixe a troika considera a acção uma “estratégia, clara e previsível, de coacção por parte das forças policiais” e recusa “cair na armadilha de quem quer tornar as nossas ideias reféns de pedras e bastões”.
O movimento assegura que vai continuar a sair à rua: “Temos muito mais do que pedras como argumento e é por isso que não nos calam, nem com bastões nem com processos por crimes que não cometemos.”
 

 

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...