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domingo, outubro 22, 2017

O Avô e o Neto


Nosso comentário:

Recebi via e-mail este interessante "arrazoado" de afirmações de um homem que até nem se pode considerar "velho". 
É apenas um avô, isso sim. No final do texto verão a idade dele.
Creio que o "arrazoado" de respostas que dá quando questionado pelo seu neto, não é recente, de qualquer maneira nunca o tinha lido e o seu conteúdo faz realmente pensar. Especialmente os mais distraídos...
O estimado leitor, se já o conhece, passe adiante, não ligue.
Se por acaso não leu e/ou não conhece, aconselho a que perca um ou dois minutinhos a ler o conteúdo.
É espantoso como estas últimas décadas têm sido pródigas em mudanças. Uma velocidade espantosa.
Atrever-me-ia a dizer que o que serve para hoje pode já não servir para amanhã.
Teremos por isso de nos esforçar por uma adaptação permanente a tão rápidas transformações, avanços, mudanças.
Como que nos é exigido um "upload" de atualizações das coisas da vida pessoal e coletiva, tal como fazem os computadores para os seus programas.
A consequência trágica de não fazermos essas atualizações permanentes, que são muitas e diversas, poderá designar-se em linguagem metafórica por uma espécie de "perda do comboio da vida".
Ora leiam:

António Esperança Pereira



Texto: O Avô e o Neto


Então, de repente, o neto perguntou:

- Quantos anos tem, avô?

E o avô respondeu:

- Bem, deixa-me pensar um momento...

Nasci antes da televisão, e já crescidinho apareceu, com um único canal e a preto e branco.

Nasci antes das vacinas contra a poliomielite, das comidas congeladas, da fotocopiadora, das lentes de contacto e da pílula anticoncepcional.


Não existiam os radares, os cartões de crédito, o raio laser nem os patins on-line.

Não se tinha inventado o ar condicionado, as máquinas de lavar e secar, (as roupas secavam ao vento) e frigoríficos quase ninguém tinha.


Pouca gente tinha automóvel ( contavam-se pelos dedos ) e não havia semáforos por não serem precisos.

O homem nem tinha chegado à lua.

A tua avó e eu casámos e só depois vivemos juntos e em cada família havia um pai e uma mãe.

"Gay" era uma palavra inglesa que significava uma pessoa contente, alegre e divertida, não homossexual.

Das "lésbicas nunca tínhamos ouvido falar e os rapazes não usavam "piercings."

Nasci antes das duplas carreiras universitárias e das terapias de grupo.

Não havia computador, comunicávamos através de cartas, postais e telegramas.


"Mails, chats e Messenger", não existiam. Computadores portáteis ou Internet nem em sonhos...

Estudávamos só por livros e consultávamos enciclopédias e dicionários.

Chamava-se a cada polícia e a cada homem "senhor" e a cada mulher "senhora".

Nos meus tempos a virgindade não produzia cancro.

As nossas vidas eram governadas pelos 10 mandamentos e bom juízo.


Ensinaram-nos a diferenciar o bem do mal e a ser responsáveis pelos nossos actos.

Acreditávamos que "comida rápida" era o que comíamos quando estávamos com pressa.

Ter um bom relacionamento, queria dizer dar-se bem com a família e amigos.

Tempo compartilhado, significava que a família compartilhava as férias juntos.


Ninguém conhecia telefones sem fios e muito menos os telemóveis.

Nunca tínhamos ouvido falar de música estereofónica, rádios FM, Fitas, cassetes, CDs, DVDs, máquinas de escrever eléctricas, calculadoras (nem as mecânicas quanto mais as portáteis).


"Notebook" era um livro de anotações.

"Ficar" dizia-se quando pessoas ficavam juntas como bons amigos.

Aos relógios dava-se corda todos os dias, mesmo aos de pulso.

Não existia nada digital, nem os relógios nem os indicadores com números luminosos dos marcadores de jogos, nem as máquinas.

Falando de máquinas, não existiam as cafeteiras eléctricas, ferros de passar eléctricos, os fornos microondas nem os rádios-relógios despertadores. Para não falar dos vídeos ou VHF, ou das máquinas de filmar minúsculas de hoje...


As fotos não eram instantâneas e nem coloridas. Eram a branco e preto e a sua revelação demorava mais de três dias. As de cores não existiam e quando apareceram, a sua revelação era muito cara e demorada.

Se nos artigos lêssemos "Made in Japan", não se considerava de má qualidade e não existia "Made in Korea", nem "Made in Taiwan", nem "Made in China".

Não se falava de "Pizza Hut" ou "McDonald's", nem de café instantâneo.


Havia casas onde se compravam coisas por 5 e 10 centavos. Os sorvetes, os bilhetes de autocarros e os refrigerantes, que se chamavam pirolitos, tudo custava 10 centavos.

No meu tempo, "erva" era algo que se cortava e não se fumava.


"Hardware" era uma ferramenta e "software" não existia. 
 
- Fomos a última geração que acreditou que uma senhora precisava de um marido para ter um filho . 

Agora diz-me, quantos anos achas que tenho?

- Meu Deus, Avô! Mais de 200! - disse o neto.

- Não, querido. Tenho 65!

 

 DÁ QUE PENSAR, não?




segunda-feira, outubro 17, 2016

Computador avariado, outono mais pesado...


Nosso comentário:

Após alguns dias sem computador, deu para sentir a falta que faz o "objeto" nos tempos modernos que vão correndo.
Para além do incómodo, apenas amenizado aqui e ali pelo meu "smartphone" que, em boa verdade se diga,  não dá para as encomendas, a ausência do computador para arranjo, obrigou-me a uma coisa que já não fazia havia muito: ver mais televisão do que estava habituado.
Tenho que afirmar que consegui fugir daqueles programas mais à mão, telenovelas avulso, casa dos segredos, brigas excessivas entre comentadores profissionais sobre "clubite", etc.
Refugiei-me sempre que pude em visionar filmes nos canais disponíveis no meu "pacote televisivo" onde pude rever alguns atores que já não via há muito tempo.
Foi a parte positiva da questão.
A parte negativa foi levar muito mais do que é costume, com as bocas foleiras de Donald Trump, as perseguições incessantes da nossa GNR a bandidos a sério e outros a brincar.
Isto acontecia nos horários noticiosos, já que hoje em dia não há televisão que se preze que não se comova em dar ao pormenor tudo o que seja brejeiro e chocante.
E claro, também nos noticiários, para se verem e ouvirem algumas notícias com interesse, apanha-se com as outras desinteressantes e desfasadas nada merecedoras do destaque hegemónico que lhes dão, em horários nobres e de maiores audiências.
Paciência!
Agora, de novo em posse do computador, devidamente assistido, assim espero, já me é possível fazer mais escolhas dentro do que mais me apraz fazer.
Uma delas, esta que faço agora, atualizar o blog, que deixei atrasar. Por esse facto peço aos estimados leitores as minhas mais sinceras desculpas.
Dito isto, e para não maçar, deixo algo leve e positivo, que encontrei na minha caixa de email e que divulgo. 
Pois para deprimente já chega o próprio outono e a falta de computador!!!

Fiquem bem

António Esperança Pereira


PS. Não há dúvida que estamos numa nova época de descobertas !
 Vejam agora o que descobriram cientistas, sexólogos, e outros afins.



 

sábado, dezembro 28, 2013

Um génio não podia ser homossexual...


Nosso comentário:

Ainda bem que a rainha Isabel II, aproveitando a quadra natalícia, pediu desculpa à família de Alan Turing, matemático britânico que viveu entre 1912 e 1954.
Quando acontecem coisas destas, humanas, positivas, sensatas, dá mesmo para acreditar que afinal há mesmo Natal, pelo menos de vez em quando.
Tendo em conta a atitude da rainha, impensável até há bem pouco tempo atrás, tem que dizer-se que houve Natal.
Mudam os tempos mudam as vontades e este acto da rainha colocou alguma justiça na injustiça com que um dos seus valorosos e valiosos súbditos foi tratado no século passado.
Estava hoje mesmo a observar as inundações que acontecem no Reino Unido neste momento, com milhares e milhares de casas isoladas pelas águas.... e ocorreu-me, ante a catástrofe, a ingénua ideia do jeito que deve dar àquelas pessoas isoladas pela intempérie, a descoberta desta modernice chamada COMPUTADOR.
Nesta situação anormal e em outras mais normais, claro.
Ora, sendo Alan Touring um dos "pais" dos computadores, e ante a paisagem global de pessoas isoladas nos seus apartamentos, espalhadas um pouco por todo o planeta, vítimas ou não de intempérie, resolvi dedicar-lhe hoje mesmo esta postagem.
Ele bem merece.
Os computadores foram seguramente uma das maiores descobertas de todos os tempos, pelo que o matemático britânico Alan Turing merecia melhor sorte, aceitação e reconhecimento no tempo em que viveu. 


CONTINUAÇÃO DE BOAS FESTAS

António Esperança Pereira

  


O HOMEM QUE SABIA DEMAIS



Alan Turing, matemático britânico, (1912-1954) é considerado um dos "pais" dos computadores. Ele queria responder a uma pergunta que estava em voga desde o aparecimento dos primeiros computadores : as máquinas podem pensar? Alan Turing, filho de um oficial britânico, divertia-se ainda jovem a desenhar bicicletas anfíbias. Entretanto estudou a Teoria da Relatividade e a Teoria das Probabilidades. Durante a segunda guerra mundial o seu nome notabilizou-se. Foi-lhe pedido que quebrasse o código das comunicações alemãs, produzido por um computador chamado" Enigma". Foi enviado para os E.U.A. para estudar e estabelecer códigos seguros para comunicações transatlânticas entre os aliados. Embora tivesse muito sucesso, e reconhecimento cientifico, a sua vida pessoal, quando conhecida, foi muito conturbada, levando-o a cometer actos fisica e psicologicamente violentos sobre si mesmo. Tendo se assumido homossexual numa Inglaterra conservadora, em 1952 foi preso por "indecência"e prática de "vícios impróprios". Humilhado, foi obrigado a submeter-se a psicanálise e a tratamentos hormonais, que poderiam "curá-lo". Mergulhou numa enorme depressão. O resultado foi ao que tudo indica o suicídio comendo uma MAÇÃ com cianeto... O facto dessa fruta mordida ser o símbolo da "APPLE"é vista como uma homenagem a Turing. Ele foi um dos Homens mais geniais da primeira metade do séc.XX, infelizmente castrado por uma sociedade que não conseguia viver com pessoas diferentes, sem eliminá-las. Nesta quadra NATALÍCIA a Rainha Isabel publicamente pediu desculpa aos familiares de Turing, foi uma forma de satisfazer os inúmeros pedidos que lhe haviam feito nesse sentido várias personagens públicas . Mais vale tarde que nunca...mudam-se os tempos e as vontades...

sábado, setembro 01, 2012

Vírus terrível, previne-te e avisa amigos...

Nosso breve comentário: Não é nosso timbre divulgarmos este tipo de textos que chegam via email. Todavia  abrimos hoje uma exceção, dada a gravidade do alerta em questão:
Um vírus terrível!!! 
Desejamos estimados leitores que o vírus fique bem arredado dos vossos computadores, bem como do nosso, mas "como homem prevenido vale por dois", toca a ter cautela e a proceder como é aconselhado no texto que se divulga.
 
António Esperança Pereira

 
De: Helena Gonçalves [mailto:lenapax@gmail.com]
Enviada: terça-feira, 28 de Agosto de 2012 22:35
Para: undisclosed-recipients:
Assunto: Fwd: URGENTE - ENVIAR PARA TODOS OS COMPUTADORES

UM ALERTA DAS AUTORIDADES POLICIAIS:

Pelo teu computador e pelo meu, faz circular este aviso para os teus amigos e contatos familiares!


Nos próximos dias estejam atentos: não abram qualquer mensagem que contenha um arquivo anexo chamado:


"
Atualização do Windows live"
independentemente de quem te enviar.


É um vírus que queima todo o disco rígido. Este vírus virá de uma pessoa conhecida que tem a tua lista de endereços.


É por isso que deves enviar esta mensagem a todos os teus contatos.


Se receberes alguma mensagem com o anexo
"Windows Live Update", mesmo que seja enviado por um amigo, não o abras e desliga imediatamente o teu computador.


Este é o pior vírus anunciado pela CNN, e foi classificado pela Microsoft como o vírus mais destrutivo que já existiu.


Este vírus foi descoberto ontem pela McAfee.


Não há possibilidade de reparação para este tipo de vírus.


Ele simplesmente destrói o Sector Zero do disco rígido.


Lembra-te: se enviares esta informação aos teus contactos, vais proteger-nos a todos.
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Fiquem bem, António Esperança Pereira

terça-feira, março 16, 2010

ratos e ratos!


Havia no meu campo
meninice
imensa bicharada
muitos ratos imundice
no sótão na dispensa
na cozinha
uma nocturna barulheira
em correria
que inspirava pesadelo

combatia-se o rato
com veneno
engendravam-se armadilhas
ratoeiras
soltava-se-lhe o gato

muitas vezes toda a família
se unia em estratégia
na caçada
amenizando o tédio
a pasmaceira
da noitada

hoje em loja de perder de vista
luxo multimédia
na moderna capital
outra vez o rato
não o bicho
mas a peça fundamental
para o computador actual
capaz de levar o utente
ao pesadelo
por não tê-lo

quem diria ao menino de sua mãe
anos lá atrás
que haveria ratos assim
em prateleira…

com luz sem luz
com fio sem fio
grandes e pequenos
tal como dantes
ratazanas e ratinhos?

que paralelo estranho
de um passado diferente
aqui lembrado
evocado
em formato de presente…

outros os ratos outra a gente!

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...