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quinta-feira, dezembro 07, 2023

Governo reserva terrenos para TGV e força ANA a obras no aeroporto de Lisboa

História de Eunice Lourenço

 Conselho de Ministros reunido no Porto determina corredor para duas fases do TGV onde não podem ser feitas construções, e avisa ANA sobre obras no Humberto Delgado: “O Estado não abdica de nenhum dos mecanismos da lei para garantir o cumprimento dos contratos: aplicação de multas, tribunais arbitrais, e no fim da linha tribunais judiciais”, avisa secretário de Estado


Governo reserva terrenos para TGV e força ANA a obras no aeroporto de Lisboa© Rui Duarte Silva

O Governo aprovou esta quinta-feira as medidas preventivas para dois troços do TGV. A decisão é mais um sinal da vontade do Governo em avançar com os procedimentos necessários a esta obra e para qual quer lançar concurso pública já em janeiro, mesmo como governo de gestão. Na reunião desta sexta-feira também foi aprovado, como o primeiro-ministro já tinha anunciado, um decreto para forçar a ANA a fazer as obras necessárias no Aeroporto Humberto Delgado.

Os investimentos no aeroporto têm sido inferiores ao previsto” no contrato de concessão, disse o secretário de Estado das Infraestruturas, Frederico Francisco, na conferência de imprensa que decorre nos Paços de Concelho, no centro do Porto.

“O Governo não está a obrigar a ANA a fazer nada que já não estivesse contratualmente obrigada a fazer”, afirmou o governante, lembrando que há contratos de concessão que defender o interesse público melhor do que outros. Além disso, “não cabe ao concessionário” decidir que investimentos são feitos nas infraestruturas públicas, apontou.

“O concedente não abdica de nenhum dos mecanismos que a lei disponibiliza para garantir o cumprimento dos contratos: aplicação de multas, tribunais arbitrais, e no fim da linha tribunais judiciais”, avisou Frederico Francisco, apontando que o novo aeroporto deverá demorar entre 7 a 9 anos a ser construído depois da sua localização ser escolhida.

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domingo, outubro 08, 2023

Aeroporto. Proposta da Comissão Independente é muito "bem-vinda"



O Diretor Executivo da RENA - Associação das Companhias Aéreas em Portugal, António Moura Portugal, considera "muito bem-vinda" a proposta feita pela Comissão Independente para a localização do novo aeroporto, para uma solução transitória até à construção de um novo aeroporto.

No entanto, António Moura Portugal espera que o Estado faça a sua parte e tenha margem no contrato de concessão com a ANA para exigir que o concessionário faça esses investimentos, à semelhança do que já aconteceu noutros países onde se verificou a mesma necessidade.

Sobre a construção de um novo terminal lembra que não é por decreto que uma certa companhia vai para determinado terminal, será necessário que a infraestrutura seja atrativa nomeadamente ao nível do preço.

O responsável da RENA diz que, neste momento, as companhias estão a operar com "a corda no pescoço" dado que qualquer falha operacional obriga a reafectar recursos porque o aeroporto está congestionado e com uma ocupação acima do desejado. Também por isso há companhias que gostariam de voar ou reforçar a sua operação para Lisboa e não o fazem, porque o aeroporto Humberto Delgado não tem capacidade

Relativamente ao novo aeroporto, a RENA não toma posição, ainda assim António Moura Portugal concorda com o CEO da TAP quando recentemente manifestou não ser aceitável ter um aeroporto no centro da cidade.

Já quanto à privatização da TAP, António Moura Portugal considera que é a melhor opção para a companhia num mercado que tem vindo a sofrer um processo de consolidação e onde as companhias de menor dimensão terão muita dificuldade em sobreviver sozinhas.

Nesta entrevista à Antena1 e ao Jornal de Negócios, o Diretor Executivo da RENA insurgiu-se ainda contra o pagamento da taxa de carbono pelas companhias aéreas em Portugal não só porque as metas da União Europeia à descarbonização podem implicar perda de competitividade, mas sobretudo porque a taxa reverte para o Fundo Ambiental e não é aplicada em nada que realmente ajude o sector ou a uma mudança de comportamentos. António Moura Portugal diz que se trata de "uma taxa turística rebatizada como taxa de carbono, mas que de carbono e ambiental não tem nada só o nome". Espera por isso que esta situação se altere.

Já sobre a proposta da ANA de aumento em quase 18 por cento das taxas no aeroporto de Lisboa em 2024, o diretor executivo da RENA adiantou que a IATA e RENA já entregaram à ANA a sua posição, criticando o aumento. "O que nós contestamos é que são aumentos atrás de aumentos e que não tem a mínima contrapartida com os investimentos naquilo que para nós é relevante que é a infraestrutura". Por isso, a RENA considera o aumento das taxas no aeroporto de Lisboa proposto pela ANA "inadequado e despropositado" levando a que o destino Portugal seja menos competitivo.

Fiquem bem

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terça-feira, outubro 09, 2012

Este poderoso Império do Mal...


Nosso comentário:



Via email recebemos o texto abaixo, o qual em nosso entender merece ser lido e divulgado.
Há que tentar perceber os contornos da crise, quem é quem, e, se possível juntar as pontas de uma mesma meada.
Há quem lhe chame nomes feios a essa meada, tais como, máfias, polvo, illuminati, etc etc.
Nós preferimos não chamar nomes. Ao invés disso, parece-nos mais importante entender o porquê de "uma coisa destas" estar a acontecer assim de um momento para o outro. "Uma coisa destas" que vem deixando paulatinamente, um após outro, cair povos inteiros como simples cartas de um baralho de cartas.
A Grécia é o exemplo europeu em estado de delapidação mais avançado, hoje mesmo pode constatar-se o estado de quase guerra civil em que o desespero está a levar aquele povo.
Seguir-se-ão outros, a Espanha é já um barril de pólvora, agora com a hipótese da independência da Catalunha à perna, Portugal outro, Irlanda, Chipre, Itália, Malta, França, etc etc.
Quem lucra com isto?
Leia-se o artigo abaixo, ele faz a ponte, a colagem se quiserem, a outros textos, tomadas de posição, declarações de individualidades credíveis, sobre uma suposta panaceia em que nos meteram.
O leitor, tal como eu, gostaríamos que fosse mentira, que toda esta gente fossem bons rapazes, bem intencionados, tementes do seu Deus mas em boa verdade se diga, a ganância pelo dinheiro e pelo poder são tais, que se estão borrifando para as teses da Igreja Católica do sofrimento eterno para os maus, da fogueira do inferno tenebroso, para os pecadores. 
Estes "Pecadores" perderam a vergonha, só mesmo o petróleo e sua valia economico-financeira, o controle das fontes energéticas, os faz "declarar guerra aos infiéis". Não outra razão qualquer.
Pelo que, das duas uma: ou há Deus e estes malfeitores vão parar ao Inferno com I grande, nele arderão até ao último miligrama do seu pó, ou não há Deus e vão eles para onde forem, depois da morte, nada poderá remediar tanto mal que na vida terrena causaram aos povos do planeta.
 


PS. A foto de Carlos Moedas foi copiada do site oficial do governo atual, de que é Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro.



 Fiquem bem, António Esperança Pereira



CARLOS MOEDAS (GOVERNO) PERTENCE AO POLVO INTERNACIONAL?

Os arautos da transparência, têm como exemplo disso mesmo - "transparência" - o adjunto do primeiro-ministro, o senhor Carlos Moedas, que, veio agora a saber-se, tem 3 empresas ligadas às Finanças, aos Seguros e à Imagem e Comunicação.
Como sócios, teve os senhores Pais do Amaral, Alexandre Relvas e Filipe de Button, a quem comprou todas as quotas em Dezembro passado.
Como clientes, tem a Ren, a EDP, o IAPMEI, a ANA, a Liberty Seguros, entre outros.
Nada obsceno, para quem é adjunto de Pedro Passos Coelho!

Não esquecer ainda que Carlos Moedas é um dos homens de confiança do Goldman Sachs, a cabeça do Polvo Financeiro Mundial, onde estava a trabalharantes de vir para o Governo.
Também António Borges é outro ex-dirigente do Goldman, e que está agora a orientar(!?) as Privatizações da TAP, ANA, GALP, Águas de Portugal, etc.

Lamentavelmente, à política económica suicidária da UE, que resultou nas tragédias que já todos conhecem, acresce a queda do Governo Holandês (ironicamente, acérrimo defensor da austeridade) e o agravamento da recessão em Espanha. Por conseguinte, a zona euro vê o seu espaço de manobra cada vez mais reduzido e os ataques dos especuladores são cada vez mais mortíferos.
Vale a pena lembrar uma vez mais que o Goldman and Sachs, o Citygroup, o Wells Fargo, etc., apostaram biliões de dólares na implosão da moeda única. Na sequência dos avultadíssimos lucros obtidos durante a crise financeira de 2008 e das suspeitas de manipulação de mercado que recaíam sobre estas entidades, o Senado norte americano levantou um inquérito que resultou na condenação dos seus gestores.
Ficou também demonstrado que o Goldman and Sachs aconselhou os seus clientes a efectuarem investimentos no mercado de derivados num determinado sentido. Todavia, esta entidade realizou apostas em sentido contrário no mesmo mercado. Deste modo, obtiveram lucros de 17 biliões de dólares (com prejuízo para os seus clientes).
Estes predadores criminosos, disfarçados de banqueiros e investidores respeitáveis, são jogadores de póquer que jogam com as cartas marcadas e, por esta via, auferem lucros avultadíssimos, tornando-se, assim, nos homens mais ricos e influentes do planeta. Entretanto, todos os dias são lançadas milhões de pessoas no desemprego e na pobreza em todo o planeta em resultado desta actividade predatória. Tudo isto, revoltantemente, acontece com a cumplicidade de governantes e das autoridades reguladoras.
Desde a crise financeira de 1929 que o Goldman and Sachs tem estado ligado a todos os escândalos financeiros que envolvem especulação e manipulação de mercado, com os quais tem sempre obtido lucros monstruosos. Acresce que este banco tem armazenado milhares de toneladas de zinco, alumínio, petróleo, cereais, etc., com o objectivo de provocar a subida dos preços e assim obter lucros astronómicos. Desta maneira, condiciona o crescimento da economia mundial, bem como condena milhões de pessoas a fome.
No que toca a canibalização económica de um país, a fórmula é simples: o Goldman, com a cumplicidade das agências de rating, declara que um governo está insolvente, como consequência as yields sobem e obriga-o, assim, a pedir mais empréstimos com juros agiotas.. Em simultâneo, impõe duras medidas de austeridade que empobrecem esse país. De seguida, em nome do aumento da competitividade e da modernização, obriga-os a abrir os seus sectores económicos estratégicos (energia, águas, saúde, banca, seguros, etc.) às corporações internacionais.
Como as empresas nacionais estão bastante fragilizadas e depauperadas pelas medidas de austeridade e da consequente recessão, não conseguem competir e acabam por ser presa fácil das grandes corporações internacionais.
A estratégia predadora do Goldman and Sachs tem sido muito eficiente. Esta passa por infiltrar os seus quadros nas grandes instituições políticas e financeiras internacionais, de forma a condicionar e manipular a evolução política e económica em seu favor e em prejuízo das populações..
Desta maneira, dos cargos de CEO do Banco Mundial, do FMI, da FED, etc., fazem parte quadros oriundos do Goldman and Sachs. E na UE estão: Mário Draghi (BCE), Mário Monti e Lucas Papademos (primeiros-ministros de Itália e da Grécia, respectivamente), entre outros.
Alguns eurodeputados ficaram estupefactos quando descobriram que alguns consultores da Comissão Europeia, bem como da própria Angela Merkel, tem fortes ligações ao Goldman and Sachs. Este poderoso império do mal, que se exprime através de sociedades anónimas, está a destruir não só a economia e o modelo social, como também as impotentes democracias europeias.
Domingos Ferreira
Professor/Investigador Universidade do Texas, EUA, Universidade Nova de Lisboa

segunda-feira, setembro 19, 2011

A Ana

Por, Manuel da Luz, Presidente da Câmara de Portimão

A Ana

A Ana é uma jovem mãe solteira e desempregada. Vivia com a filha, há duas semanas, num carro estacionado nas ruas de Portimão.

Preparava-se para entregar a menina a uma instituição com a certeza de que a criança estaria melhor lá do que com ela própria.

Cruzei-me ocasionalmente com esta situação e conseguimos intervir no sentido de lhe proporcionar alguma estabilidade e uma habitação.

A Ana já não dorme num carro. Nos dias que correm, as soluções para os problemas das pessoas são cada vez mais difíceis, mas não nos podemos refugiar no facilitismo de cortar a direito, como se isso representasse coragem política e determinação na governação. Sobretudo, deverá existir uma maior sensibilidade, de quem decide e de quem executa, quando se está perante os mais frágeis e os mais fracos. Não vale assobiar para o lado. A compaixão está na ordem do dia.

COMENTÁRIO MAIS VOTADO

"A Comissao *Fazer Bem Sem Olhar A Quem* Help Without Barrier's*,Agradece a CMP pela tao esmerada accao.*ESTAMOS CONVOSCO* Um abraco do tamanho do mundo, Saudacoes Portimonenses e Australianas"

Aderito Alvo
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Nosso comentário

Que bonito, sr presidente da câmara de Portimão!
Tenho conhecimento do muito que a câmara municipal de Portimão tem vindo a fazer por essa cidade.
Fica a ideia de que há sempre na actuação da respectiva câmara uma preocupação de modernizar, de fazer mais e melhor.
Vou-me apercebendo disso pelas realizações artísticas, desportivas, ambientais, que são prática comum dos últimos anos na cidade de Portimão.
Delas se faz devida divulgação nos media, mas também aproveitando os folhetos das contas da água por exemplo...em papel reciclável, não é?
Sempre com iniciativas de se lhes tirar o chapéu.

Desta feita dou por mim com umas palavras do seu presidente que muito apreciei.
Verdadeiramente surpreendente o caso da Ana descrito acima!
Numa altura em que, como diz e muito bem, a preocupação vai toda para o "facilitismo de cortar a direito" é gratificante para a alma, que ainda se possa fazer algo pelas pessoas.
Senti com esta notícia que o Portugal das pessoas não morreu, não morrerá, são o melhor que o país tem.
Que o seu exemplo vire prática comum, é o que desejo.
O país dos números, que ninguém entende, serve mais para desvios e fraudes de monta, do que propriamente para servir quem precisa.

Que bom seria se os senhores do governo e da regência estrangeira (FMI& friends) em vez de se vangloriarem com a venda ao desbarato de tudo o que é público, português, nosso, fizessem como o presidente da câmara de Portimão.
Antes de cortarem a direito, sem olhar ao desemprego, aos velhos, aos doentes, às crianças, aos educandos, aos doentes, vissem o mal que fazem às pessoas, sobretudo aos mais carenciados.
A Ana de Portimão, quem é a Ana de Portimão para os senhores das contas chorudas?
Sei que não é tema para agenda da troika/governo, acabar com as "anas da rua", as suas políticas são mais para multiplicar esse tipo de situações.
Continuem a cortar na saúde, os medicamentos já faltam nos hospitais, na educação, a vender ao desbarato o que é bom e é nosso.

Dizem-nos que é o único caminho. Nós, comodamente fazemos que acreditamos, mas sabemos que não é verdade ser esse o único caminho.
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...