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domingo, novembro 19, 2017

Marido Rico (Financial Times)

Fotografia retirada ao acaso da net
MARIDO RICO


 
Saiu numa edição do Financial Times (maior jornal sobre economia do mundo).
Uma jovem mulher enviou um e-mail para o jornal a pedir dicas sobre "como arranjar um marido rico".
Contudo, mais inacreditável que o "pedido" da rapariga, foi a resposta do editor do jornal que, muito inspirado, respondeu à mensagem, de forma muito bem fundamentada.
Sensacional!

E-mail da rapariga:
 "Sou uma mulher linda (maravilhosamente linda) de 25 anos.
Sou bem articulada e tenho classe.
Quero casar-me com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano.
Há algum homem que ganhe 500 mil ou mais nesse jornal, ou alguma mulher casada com alguém que ganhe isso e que me possa dar algumas dicas?
Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso.
E 250 mil por ano não me vão permitir morar em Central Park West.
Conheço uma mulher (do meu grupo de ioga) que casou com um banqueiro e vive em Tribeca!
E ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente.
Então, o que é que ela fez que eu não fiz?
Qual a estratégia correcta?
Como chego ao nível dela?"
 
Raphaella S.
 
Resposta do editor do jornal:
 
"Li o seu pedido com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação.
Primeiramente, eu ganho mais de 500 mil por ano. Portanto, não estou a tomar o seu tempo à toa...
Posto isto, considero os factos da seguinte forma:
Visto da perspetiva de um homem como eu (que tenho os requisitos que procura), o que oferece é simplesmente um péssimo negócio.
Eis o porquê: deixando o convencionalismo de lado, o que sugere é uma negociação simples, proposta clara, sem entrelinhas: Você entra com a beleza física e eu entro com o dinheiro.
Mas há um problema.
Com toda a certeza, com o tempo a sua beleza vai diminuir e um dia acabar, ao contrário do meu dinheiro que, com o tempo, continuará a aumentar.
Assim, em termos económicos, você é um ativo que sofre depreciação e eu sou um ativo que rende dividendos.
Você não somente sofre depreciação, mas sofre uma depreciação progressiva, ou seja, sempre a aumentar!
Explicando melhor, você tem 25 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5 ou 10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano.
E no futuro, quando se comparar com uma fotografia de hoje, verá que se transformou num caco.
Isto é, hoje você está em 'alta', na época ideal de ser vendida, mas não de ser comprada.
Usando a terminologia de Wall Street, quem a tiver hoje deve mantê-la como 'trading position' (posição para comercializar) e não como 'buy and hold' (comprar e manter), que é para o que você  se oferece...
Portanto, ainda em termos comerciais, casar (que é um 'buy and hold') consigo não é um bom negócio a médio/longo prazo! Mas alugá-la, sim!
Assim, em termos sociais, um negócio razoável a ponderar é, namorar.
Sem ponderar...
Mas, já a ponderar e, para me certificar do quão "articulada, com classe e maravilhosamente linda" você é, eu, na condição de provável futuro locatário dessa "máquina", quero tão-somente o que é de praxe: fazer um 'test drive' antes de fechar o negócio... podemos marcar?"
 
Philip Stephens, associate editor of the Financial Times - USA


Fiquem bem,


domingo, junho 26, 2016

Mudam-se os tempos...


Nosso comentário:


Não era preciso haver o BREXIT, ou as ELEIÇÕES EM ESPANHA, ou a SELEÇÃO NACIONAL NO EUROPEU, para notarmos a assustadora influência das redes sociais e da Internet.
Como que a imprensa escrita vai ficando para outras coisas, menos para, como era seu apanágio no antanho, levar as novidades aos recantos do mundo.
Agora, até as próprias televisões se vão servindo da Internet e das redes sociais para alicerçarem os seus comentários mais em cima da hora em que os mesmos acontecem.
Enfim...
Já lá vão os tempos da ansiosa espera pelas notícias  que nos eram trazidas pelo SÉCULO,  PRIMEIRO DE JANEIRO,  DIÁRIO DE LISBOA, JORNAL DE NOTÍCIAS, O DIA, O DIÁRIO, O TEMPO,  PRIMEIRO DE JANEIRO, DIÁRIO POPULAR, REPÚBLICA, CAPITAL... e tantos, tantos outros que na sua grande maioria se foram extinguindo.
Ficam as memórias da imprensa escrita, dos matutinos, dos vespertinos, dos semanários, que proliferavam.
Nessas memórias, se vai também a "religiosidade" e "fome" com que se devoravam as novidades que chegavam às terras mais recônditas.
Mas o que lá vai lá vai...
Para os mais saudosistas deixo abaixo algumas frases em tom humorístico a fim de com elas colmatar algum laivo de saudade mais forte desses tempos.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


O Jornal impresso em papel

O jornal impresso em papel, como sempre o conhecemos, realmente não poderá nunca ser substituído pela internet.

A seguir, alguns dos importantes usos do jornal:

> > Uso doméstico:
      Cobrir bananas ou abacate para amadurecer.
      Recolher lixo.
> > Limpar vidros.
> > Dobradinho, serve para alinhar os pés da mesa.
> > Embrulhar louças numa mudança.
> > Recolher a caca do cachorro.
> > Forrar a gaiola do passarinho.
> > Cobrir os móveis e o chão antes de pintar a casa.
> > Evitar que entre água por baixo da porta.
> > Proteger o chão da garagem quando o carro está a pingar óleo.
> > Embrulhar o tacho do arroz para o manter quente.
> > Fazer palmilhas para os sapatos para os dias frios e chuvosos.
> > Matar moscas, baratas e demais insetos.
> > Na época da crise económica, usá-lo como papel higiénico, mesmo que seja um pouco duro.

> > Uso educativo:
> > Bater no focinho do cão quando faz xixi dentro de casa.
> > Fazer barquinhos de papel.
> > Arrancar um pedacinho em branco para anotar um número de telefone.

> > Usos comerciais:
> > Alargar os sapatos.
> > Encher carteiras de senhora para conservar a forma.
> > Embrulhar peixes.
> > Embrulhar pregos na loja de produtos para construção.
> > Fazer um chapeuzinho para o pintor.
> > Cortar moldes para o alfaiate ou para a costureira.
> > Embrulhar quadros.
> > Embrulhar flores.

 > > Uso festivo:
> > Acender a churrasqueira ou a lareira.
> > Rechear a caixa do presente-surpresa.

> > Outros Usos:
> > Fazer bolinhas para atirar aos companheiros de classe.
> > Fazer uma capinha para o machado ou foice.
> > Nos filmes, para os bandidos esconderem o revólver.
> > Para te esconderes atrás dele quando não queres que te vejam.

> > Ah, ... e por último: para ler as notícias !

 
> > Alguém consegue fazer isto tudo com o computador?

sexta-feira, novembro 08, 2013

Quiosques de Lisboa...


Breve nota do autor do blogue:


Não resisti a partilhar uma foto, mais abaixo que retrata um conjunto de belos exemplares de quiosques lisboetas, publicado no perfil de um amigo em uma rede social.
Memória uns, ainda realidade outros, eles são preciosidades simples que preenchem algumas das nossas mais queridas e autênticas recordações.
O sítio, o lugar, a época, o encontro, o amanhecer, o jornal, a ginginha...
Para muitos dos habitantes que povoam esta bonita cidade lusa, que contempla o amplo estuário do rio Tejo espraiando suas águas até ao mar, são pontos de referência importantes.
São também, em toda a sua simplicidade, muito belos!
Apreciem alguns desses belos exemplares mais abaixo.

Velho quiosque:
Ainda existem muitos nesta Lisboa, mas poucos funcionam.
Matavam a sede a clientes que, em amena cavaqueira, de pé, encostados às suas pequenas aberturas, antes ou depois dos empregos, “bebiam um copo” que acompanhavam com amendoins ou fava frita.
Vinho, mais tarde cerveja, tabaco, ginjinha, aguardente.
Povo.
Era mais barato que nos cafés.
Pretos, vermelhos, brancos. Quase sempre destas cores.
Hoje sobreviventes, resquícios de um passado pitoresco, que a cidade não pode deixar morrer.
Mas deixa.




Fiquem bem,

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...