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quinta-feira, junho 11, 2020

Evoquei assim o 10 de Junho em 2011



TGV, Aeroporto e 10 de Junho

É sempre mau
há sempre quem se encolha
quando neste país o sonho tem dimensão grande

é coisa demais logo se diz
apequenamos
criticamos receamos amaldiçoamos

ficamos tolos
maldizentes
as coisas que dizemos
de quem ousa de quem quer

enfermamos de males de mesquinhez
quando o que se quer é avançar
sair da pequenez
a que o retardar de tantos anos
nos levou

estranho povo grande
que gosta de chorar gemer
desanimar
antes mesmo de tentar

e o tempo que se perde
com os que não querem avançar
que se assustam quando surge
uma avalanche força que não para
que não dá para travar

é por entre olhares desconfiados
palavras duras de caciques
escaramuças acesas à mudança
que a obra enfim irrompe

ainda bem que o futuro mostra sempre
que o que deslumbra mesmo
é a obra grande
o valor que temos
a ousadia de que somos capazes

e quando a obra enfim se cumpre
é vê-la admirada pelo futuro e pelo mundo

cumpra-se pois um Portugal sem medo
e que os oceanos e as vidas que ceifaram
quando os transpusemos
os feitos que trouxeram
sejam exemplo
para outros feitos á nossa medida

GRANDES

calem-se de vez os velhos do Restelo
calem-se os cínicos os provincianos
para que Portugal se cumpra
de vez

(Escrito por mim em Junho de 2007, incluído na minha coletânea de poemas "PORTUGAL PERIFÉRICO OU O CENTRO DO MUNDO?")

Fiquem bem, sigam as regras da Direção-Geral de Saúde

De-Dentro-De-Nos-Compilacao-de-Poemas://www.bubok.pt/livros/120

sábado, setembro 05, 2015

Ex-Primeiro ministro sai da cadeia


Nosso comentário:

A notícia da actualidade mundial é sem sombra de dúvida a questão dos refugiados. Chegam-nos aquelas terríveis imagens dos comboios apinhados de gente, homens, mulheres e crianças, que bem se parecem, embora em outro contexto, com imagens igualmente de comboios dos tempos nazis. 
Nesse tempo que remonta à II Guerra mundial, a Alemanha era o "carrasco" dos infelizes contemplados metidos nos comboios e levados para campos de concentração ou pior ainda.
Neste outro tempo, ano de 2015 DC a Alemanha aparece num contexto bem diferente do do tempo dos nazis. 
A Alemanha representa para os refugiados, como se pode ver e ouvir nos noticiários que chegam até nós, o destino mais desejado, uma espécie de Eldorado para as suas vidas.
Ainda bem. Oxalá tal atitude alemã seja para durar. 
Se assim for, a Europa agradece, o mundo também.
Dito isto, e depois de falar na notícia mais badalada por esse mundo, não poderia deixar de abrir um parágrafo sobre a notícia mais sonante em Portugal: 
A saída da prisão ontem mesmo, do ex-Primeiro Ministro José Sócrates. Entre ódios e paixões, ele é todavia, há que reconhecê-lo, um Homem Invulgar do universo da Política.

PS. Deixo-lhes umas curiosidades da Língua Portuguesa que me chegaram de um contacto via e-mail. Oxalá gostem.

Fiquem bem,
António Esperança Pereira

Veja aqui se sabe mesmo escrever “em bom português”

Atazanar: O verbo correto é “atenezar” e não “atazanar” ou ainda “atanazar“. “Atenezar” significa apertar com uma tenaz e, por extensão do sentido, afligir, atormentar ou angustiar.
Catrapázio: A palavra certa é “cartapácio”, que significa uma carta ou uma mensagem muito grande. Em sentido figurado, o termo pode ainda ser usado para descrever um livro ou material de leitura volumoso e muito aborrecido.
Mal e porcamente: A expressão original é “mal e parcamente”, e não “mal e porcamente”.
Ovelha ranhosa: À semelhança de “mal e porcamente”, a expressão “ovelha ranhosa” também começou por ser bastante diferente. A expressão idiomática original é “ovelha ronhosa” porque vem de “ronha” e não de “ranho”.
Pelos vistos: A expressão correta é “pelo visto”, sendo que “visto” é o particípio passado do verbo “ver”. Assim, “pelo visto” é sinónimo de “pelo observado” ou “pelo verificado”, também particípios passados.
Piar fino: “Fiar fino”, “fiar mais fino” ou “fiar muito fino” — e não “piar fino”. Herberto Helder, em A Morte Sem Mestre, diz “que ele próprio ia pagar com a vida por essas outras razões, mas que logo ressuscitaria e depois é que todos veriam como tudo ia fiar mais fino“.
A expressão surge também referida em vários dicionários, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporâneo, da Academia das Ciências, como sinónimo de “exigir esforço, cautela e minúcia”.
Por portas e travessas: A expressão correta é “por portas travessas”, sendo que “travessas” é um adjetivo e não um substantivo.
Portugal dos Pequeninos: Apesar de ser conhecido como “Portugal dos Pequeninos”, o parque temático de Coimbra chama-se “Portugal dos Pequenitos”.
Rebaldaria: Uma “rebaldaria” é, na verdade, uma “ribaldaria“. O termo vem do francês antigo “ribalt” (“ribaud” no francês atual), que quer dizer patife, malandro ou libertino.
Salganhada: A palavra correta é “salgalhada”.  O termo vem de “salgar” e significa  confusão ou mixórdia

sexta-feira, agosto 14, 2015

Cartazes de campanha e mensagens de Jesus


Nosso comentário:


Não podia deixar de dar realce a duas das notícias mais bizarras de que há memória neste país. 
-Uma prende-se com a política, outra com esse desporto a que chamamos rei, o futebol.
No primeiro caso, a política, fomos acossados um dia destes com falsidades nunca antes imaginadas: o caso dos cartazes.
Ora bem, a campanha da oposição, designadamente o PS apresentou um cartaz em que a luz da esperança era tão intensa e espiritual, a fazer lembrar cartazes de seitas religiosas, que acabou por ser retirado. 
Claro que, alguém que viu o cartaz e muito antes de saber o que se viria a passar de seguida, disse logo: "mas que cartaz tão fora do contexto político atual... não acredito que a direção do PS tenha a responsabilidade do dito objeto, acrescentou".
Realmente, as cores de um Céu divino com amarelos e azuis mais próprios de imagens bíblicas de catecismos não condiziam com uma realidade terrena e nacional que é bem outra.
Há quase três milhões de pobres em Portugal, ainda hoje uma televisão insuspeita o reportava, os desempregados não param de crescer, a emigração é um autêntico cancro nacional, a dívida desde o governo de Sócrates que não pára de aumentar, etc.etc.
Assim sendo, claro que a mensagem não pode ser azul celeste nem cor de rosa. Se o PS (Partido Socialista) quer estar à altura das responsabilidades para as quais pode ser chamado após as eleições, não pode dar-se ao luxo de ter uma campanha que mais parece "coisa de amadores" ou "coisa de gente distraída".
A somar a este cartaz bíblico, ainda apareceram outros da mesma campanha em que eram mostradas imagens de pessoas supostamente reais que proferiam frases dramáticas mas que não correspondiam à realidade dessas mesmas pessoas.
Insólito e triste!
A outra campanha, a do governo dos partidos de direita PSD e CDS coligados não fizeram muito melhor.
Pasme-se só que para transmitirem uma imagem de felicidade, foram buscar ao estrangeiro, a uma denominada base de dados de imagens, caras e pessoas transbordando alegria e bonomia.
Uma dessas imagens fazia já parte de um anúncio de placas de dentes, um senhor com ar bem sucedido, de sorriso bem escancarado e uma boca feliz de alva dentadura. 
Autêntico "sorriso Pepsodent" importado.
Também uma foto de uma jovem australiana com ar limpo e super-feliz, aparecia em outro cartaz da coligação de direita para impingir aos portugueses, que nada têm a ver com a Austrália, uma imagem de confiança no tocante ao futuro e ao emprego.
Imagens falsas, mensagens falsas.
Como se o povo português fosse parvo e não soubesse destrinçar a falsa propaganda e a realidade nua e crua.
Insólito e triste!
Aguardamos por algo mais assertivo e sério vindo da parte dos "políticos" com ambições de governação. 
-Já me estiquei um pouco, para não maçar os leitores, direi apenas meia dúzia de palavras sobre a outra das notícias a que chamei de bizarras logo no início deste comentário e que se prende com o mundo do futebol: refiro-me claro está às "mensagens de Jesus".
Não de Jesus Cristo mas de Jorge Jesus, treinador do Sporting. 
Só para dizer que fiquei perplexo ao ler que o treinador dos leões teria enviado a jogadores da equipa do Benfica, sua antiga equipa, mensagens com o suposto intuito de os desestabilizar. 
Isto antes do jogo da Supertaça que o Sporting acabaria por ganhar. A ser verdade, e não vi qualquer desmentido, é caso para dizer: 
Que mais irá acontecer neste nosso Portugal?

Fiquem bem,
António Esperança Pereira


quarta-feira, março 18, 2015

Sócrates dá de comer a muita gente...


Nosso comentário:

José Sócrates, tanto quanto nos é dado saber, continua em prisão preventiva, segundo decisão do Supremo Tribunal de Justiça.
(leia-se notícia abaixo)
Não sabemos é porquê, dizem apenas que há fortes indícios disto e daquilo, até se diz agora que anda a ser investigado, praticamente desde que é gente...
A verdade é que o ex-Primeiro Ministro, para o bem de uns, para o mal de outros, lá continua "agarrado atrás das grades".
Digo "agarrado" porque foi o que me pareceu ser a sua prisão desde o início: um agarra que é ladrão.
A ver vamos quais os motivos gravíssimos a anunciar que motivaram tão mediático aparato no aeroporto de Lisboa, e se outras detenções semelhantes se irão seguir, de políticos ou não políticos.
Para já, a comunicação social agradece que mantenham José Sócrates preso o máximo de tempo possível, pois é uma figura pública que rende como nenhuma outra em termos de captação de audiências.
O homem até na prisão dá de "comer" a muita gente. 
Essa é que é a grande verdade!

PS. Já agora, deixo um hino dedicado a José Sócrates, para quem não o ouviu ainda:



Habeas corpus Sócrates continua preso mas Supremo admite anomalias

Pedido de habeas corpus foi recusado apesar de o Supremo Tribunal de Justiça ter encontrado anomalias no caso.

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Sócrates e..."Fazer tábua rasa"


Nosso comentário:

José Sócrates, ex-Primeiro Ministro de Portugal, para muitos o melhor primeiro ministro de sempre, vai finalmente ser ouvido na próxima Segunda-Feira no Tribunal Central de Instrução Criminal no âmbito do processo Operação Marquês. 
O objectivo da sessão será rever os pressupostos da prisão preventiva do ex-primeiro-ministro, e não o recurso apresentado pelo ex-governante ao Tribunal da Relação de Lisboa.
Seja como for, prender primeiro e investigar indícios de suposto crime depois, parece-me de um abuso e atropelo aos direitos e liberdades do cidadão, de fazer lembrar os velhos tempos da ditadura via PIDE/DGS.
Mas não é este o assunto do meu post de hoje, muito embora tenha sido o nome "Sócrates", filósofo da antiga Grécia, que me fez publicar uma curiosidade da língua portuguesa: 
O significado de "fazer tábua rasa".
Embora os gregos sejam o que são, uns pobres diabos no entender da governação de Portugal e seus aliados, têm também o condão de serem o berço da civilização ocidental, ou seja, um antro de cultura de primeira apanha...
Pasme-se só: Já Aristóteles, grande filósofo e pensador grego, usava a expressão em assunto, que ainda mantemos nos dias de hoje. 
Confirme-se abaixo.


Fiquem bem,

António Esperança Pereira


Fazer tábua rasa

Significado: esquecer completamente um assunto para recomeçar com novas ideias.
Origem: a tábua rasa na Antiguidade era uma "pequena tábua " de cera onde nada estava escrito. A expressão foi usada pelos empiristas de Aristóteles, para assim chamarem ao estado de espírito, que antes de qualquer experiência, estaria completamente vazio. John Locke (1632-1704) dizia que no início a nossa "alma" era como uma tábua rasa, limpa de qualquer letra e sem ideia nenhuma...

Como adquirir ideias? Pela experiência.

terça-feira, janeiro 29, 2013

Clarificação sem tibiezas e com assertividade?


Nosso comentário:


Hoje há uma reunião da Comissão Política do PS a pedido do seu líder António José Seguro.
Era uma exigência sentida na política portuguesa.
Desde a eleição do novo líder, António José Seguro, que se nota algum mal estar, não direi desunião, nas hostes socialistas.
Sem prever seja o que for, uma coisa sinto como evidente. O carismático ex-líder socialista e ex-primeiro ministro, José Sócrates, seja dentro do partido a que pertence, seja no país de nome Portugal, está longe de estar resolvido.
Daí que algo tem que ser clarificado sem dúvida e tenho para mim que qualquer que seja a clarificação passará certamente pela estratégia a definir de inclusão ou exclusão no discurso político do dito carismático líder José Sócrates.
Ambas as opções têm custos, como é evidente.
Por isso, é de crer que ninguém ousará, pelo menos para já, nem uma inclusão a 100/%, nem uma exclusão a 100%.
Será nesta pacificação das duas tendências e no encontro de um fio condutor entre ambas, que girará a reunião de hoje da comissão política do PS.
Dela depende em muito a estratégia discursiva e operacional das hostes "rosa".
Por um lado na estratégia a definir para as próximas eleições autárquicas, por outro, na forma de fazer oposição ao regime atual, despudorado e draconiano, que tem sido branda e envergonhada aos olhos de todos nós, que sofremos na pele os desmandos da austeridade cavalar. 
Neste campo, na existência de facto de uma oposição sem tibiezas ao regime neoliberal no poder, exige-se uma clarificação da atitude do PS. Clarificação essa que, quanto a mim, se deve centrar numa melhor relação do partido com o verdadeiro sentir do povo português nesta fase difícil por que está a passar.


PS. Deixo uma pequena abordagem à notícia da reunião do PS. Para os mais interessados, divulgo algumas palavras de António Costa em um programa televisivo, que me foram endereçadas via email.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/



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Dentro do PS, neste momento, a principal dúvida é saber se o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, vai aceitar lançar-se numa candidatura alternativa a António José Seguro.
Na polémica sobre a data do congresso, António Costa remeteu a responsabilidade pela definição do calendário interno para o secretário-geral do PS e, até ao momento, ainda não esclareceu se irá recandidatar-se à presidência da autarquia da capital.

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António Costa - Quadratura do circulo (É isto que não podemos esquecer!)
 
 
 
Comentadores e analistas políticos não têm a coragem de dizer o que disse António Costa, em menos de 3 minutos, há dias, no programa "quadratura do círculo".
E aqui está textualmente o que ele disse (transcrito manualmente):
 
 
 
(...) A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir.
E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável.
Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer? podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!
A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.
Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.
Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.
Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia."

domingo, outubro 21, 2012

País a pão e água mais endividado do que antes


Nosso comentário:



Antes de tudo chamo a atenção dos leitores para o video que integra o blog de José Pires, cujo link podem encontrar abaixo, e de cujo visionamento se pode ficar com uma noção de como tanta coisa injusta funciona e alimenta o sistema. Vale a pena ver e reter alguns ensinamentos.
Mesmo que leve alguns minutos a ver e ler as legendas, como foi o meu caso, merece bem a pena.
Trata-se de um assunto que versa a máquina de fazer dinheiro, que sugere no imediato que algo deveria ser mudado rapidamente.
Algo está mesmo muito mal, tendo em conta as reais necessidades das PESSOAS deste mundo em que vivemos.
O video é disso muito esclarecedor.
Destaco também um curto tema político, um pequeno texto que retirei do Facebook.
Refere-se o mesmo à situação em que o país mergulhou desde José Sócrates até ao presente momento, sob o domínio da Troika.
Parece-me pertinente dar-lhe destaque numa altura em que alguns casos começam a ensombrar o Executivo em funções. Para já não falar da impopularidade absoluta do mesmo.
Não bastavam o caso Relvas, a Tecnoforma, a inconstitucionalidade de medidas tomadas, as divergências na coligação governamental...havia de aparecer mais um incomodativo embaraço que se prende com escutas telefónicas da PJ (Polícia Judiciária) durante a operação MONTE BRANCO.
Nessas escutas telefónicas teriam sido apanhados membros do governo, designadamente o primeiro ministro, em conversas pouco abonatórias para os próprios.
Enfim...um governo com pouca crença em si próprio, nenhuns trunfos, um povo completamente desacreditado em quem governa.
 
 
 
Fiquem bem, António Esperança Pereira


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O QUE É O DINHEIRO? DE ONDE É QUE VEM ?
QUAL É O OBJECTIVO DE CRIAR PAPEL ?
DÍVIDA ?!!!! PERANTE QUEM E PARA QUÊ ???
Um vídeo que deve ser visto por todos. COMPARTILHA-O
http://jose-pires-um-ser-livre.blogspot.pt/2012/10/ve-o-que-e-farsa-da-divida.html


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Por Lara Ferrraz (Facebook)


Todos nos lembramos do quanto José Sócrates se bateu para evitar o resgate de Portugal, uma situação que considerava humilhante e com consequências devastadoras (tinha razão). Tinha-o conseguido, com o apoio dos alemães, do BCE e da Comissão, que queriam travar a onda de resgates na zona euro.

Rajoy, em Espanha, está agora pressionado pela própria Alemanha, que vai fazendo umas contas, a não pedir o resgate. Seria um rombo no FEEF, que, para já, conta apenas com mais 80 000 milhões de euros do que o MEE, seu antecessor. E poderá significar um rombo ainda maior na economia europeia, da qual a Alemanha faz parte, sobretudo se se seguir a Itália.

O PSD entendeu por bem, no ano passado, mandar às urtigas meses de laboriosas negociações e um saneamento mais racional e gradual das contas públicas, que procurava não destruir a economia.

Reeleito Cavaco, mandou o Governo abaixo e
chamou entusiasticamente a Troika. Estão agora os portugueses todos a pagar por isso. Não é que não o mereçam: votaram nestas abéculas, (e agora) protestam.

(Protestam também) os que irresponsavelmente diziam, que isto só lá ia com a “ajuda” externa. Sem a mínima ideia do que andam a fazer, Passos e Gaspar berram agora (Gaspar em inglês) que o objetivo é verem-se livres o mais depressa possível daqueles que eles próprios tão prontamente chamaram. Sem vergonha.

Na prática, a vinda da Troika serviu para venderem a REN e a EDP, premiarem uns amigos, flexibilizarem os despedimentos, acabarem com uns feriados e, pelo caminho, porem o país a pão e água e mais endividado do que antes.

Desconheço o autor deste pertinente texto


 

quarta-feira, agosto 22, 2012

Um qualquer Relvas&friends será capaz...

Nosso comentário: Assim vai este país:  A culpa é sempre dos que lá estiveram, nem que para isso tenha que se mentir, chamar-lhes todos os nomes, aos de antanho, sejam eles quem forem, monárquicos ou mais recentes. 
A CULPA FOI DE D. AFONSO HENRIQUES, poderia dizer o "xico esperto" da política. Dizendo isto, identificava logo as culpas todas.
Só que este senhor, o 1.º rei de Portugal, já está muito longe, uma afirmação simplista assim dificilmente seria ouvida, dificilmente daria votos a quem a proferisse.
Daí que há que encontrar bodes expiatórios mais recentes. Dá pouco trabalho (uma boa má língua chega) e tem elevados ganhos sem que para isso se exijam exercícios de análise histórica e de elevada craveira intelectual.
Um qualquer Relvas&friends será capaz de apontar o dedo ao elo mais fraco da atualidade política, por força das circustâncias da crise global dos mercados: SÓCRATES.
É o caso deste mentor do regime mais coisa menos coisa, que vemos amiúde orientar-nos as mentes com o seu ideário de abadia que dá pelo nome de Marcelo.
Se aos opositores de SÓCRATES lhes custará pronunciar o seu nome sem gaguejar (não é o nosso caso) ... a quem conheceu o regime de SALAZAR/MARCELO (que é o nosso caso) bem mais custará pronunciar este nome: MARCELO.
Conhecemos ainda a mão pesada da PIDE-DGS (polícia política) do tal Marcelo e o regime autoritário, miserabilista, bolorento, terceiromundista, feroz ante as liberdades individuais que o caraterizou. Não queremos que volte jamais tal gente.
Por isso mesmo, calem-se os Marcelos de vez, os autocratas, os déspotas, os "Portugal dos pequeninos para meia dúzia de grandes".
Deixem que outros, porque os há, com engenho e arte, grandeza de valores, visão do mundo e da vida, se afirmem para bem desta grande nação, agora espezinhada, fiscalizada, roubada, mal tratada, mal governada.


António Esperança Pereira
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Deixamos um apontamento publicado no Facebook sobre Marcelo, entre tantos outros... 
Por,



O que Marcelo fez no passado domingo não é...
Lara Ferraz 22 de Agosto de 2012 
O que Marcelo fez no passado domingo não é muito diferente do que costuma acontecer em todas as suas homilias dominicais, quando, partindo de falsidades ou de meias verdades, faz “análises” intelectualmente desonestas.

A "argolada" (digo assim generosamente) de Marcelo Rebelo de Sousa ao atribuir a Sócrates, durante a última homilia dominical na TVI, a criação da sobretaxa de 50% sobre o subsídio de Natal, em 2011, somada às restantes asneiras, começou por ser glosada das mais diversas formas nas redes sociais.

No entanto, na imprensa, manifestamente às ordens deste governo, só encontrou eco, tanto quanto me dei conta, na pena de Ferreira Fernandes que trata o caso com a habitual fina ironia, em crónica no DN e que aqui já publiquei ontem.

O Correio da Manha (sem til) fez uma brevíssima nota escondida numa pagina onde quase ninguém lê. Ora, esta mesma imprensa saloia, que todas as segundas-feiras estampa nas capas dos jornais o que MRS diz nas suas habituais homilias dominicais, desta vez está muito caladinha. Nada a estranhar...

Telmo Vaz Pereira
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Fiquem bem, António Esperança Pereira

http://www.bubok.pt/afiliados/tienda/

sexta-feira, março 16, 2012

Pessoa, Mexia, origem do conto do Vigário...

EDP mantém remuneração de 600 mil euros/ano a Mexia


Nota do autor:

Esta talvez a notícia mais escandalosa que li hoje na imprensa. Isto depois de o "governo poupadinho em funções", ter aceite a demissão do secretário de Estado que, pelo menos, se propunha, lutar pelos consumidores, contra gente desta.
Acreditem que já nem ligo a Ronaldos, Mourinhos, outros ricaços cá da praça, os ditos homens da alta finança e do "capital sem fronteiras"... não sou invejoso, apenas sou sensível e muita coisa mexe comigo, choca-me.

Mas para alguma comunicação social, para os verdadeiros invejosos que ela alimenta, a culpa é mesmo de Sócrates, não há dúvida.
Mais uma notícia bombástica hoje afirma que Sócrates gasta 15.000 euros por mês...(!!!???) 
Mais do que nunca estou convencido que o homem fez obra neste país por maldade, as autoestradas, para ele próprio fazer jogging, as Energias Alternativas, uma distração pessoal, as Novas Oportunidades, um ato de propaganda política, as pontes, claramente também para o seu jogging, os computadores Magalhães de exportação, uma fraude, os índices de eficiência do SNS (Serviço Nacional de Saúde) uma mentira. Etc etc.

Porque, tirando ele, olho à minha volta e é tudo gente séria: vivem do cultivo de suas hortas, do amanho da terra com suas juntas de bois e de machos, trabalhando arduamente o campo agreste, de sol a sol. Comem uma buxa de pão e toucinho, apacentam seus rebanhos magros de seca, bebem um pouco de vinho amargo, vestem velhas roupas de cotim, rotas, sujas, pés descalços, encostados a seus cajados.

Não metem a mão nas pensões dos reformados, nem vão ao bolso dos portugueses com impostos excessivos, não gamam até dizer chega. Não pagam salários de miséria aos seus trabalhadores, não enriquecem com mão de obra precária, não sonham com turbo-rotundas, nem com turbo diesel's, nem com condomínios privativos, nem com saunas e greens de golf, nem, nem.
NÃO........ 
É tudo gente séria!!!

Sócrates, porque sonhou um dia fazer obra nesta terra, poque quis ir mais longe e quis que Portugal fosse um país moderno, estar entre os melhores (para o que era preciso investimento, já se vê) ele sim, é o mau da fita.
Por estas e por outras, sem mais delongas deprimentes, prefiro deixar-vos com a origem do conto do vigário, contada por quem sabe: o ilustre Fernando Pessoa: Um enorme português.
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Origem do conto do Vigário

Vivia há já não poucos anos, algures, num concelho do Ribatejo, um pequeno lavrador, e negociante de gado, chamado Manuel Peres Vigário.
Da sua qualidade, como diriam os psicólogos práticos, falará o bastante a circunstância que dá princípio a esta narrativa. Chegou uma vez ao pé dele certo fabricante ilegal de notas falsas, e disse-lhe: «Sr. Vigário, tenho aqui umas notazinhas de cem mil réis que me falta passar. O senhor quer? Largo-lhas por vinte mil réis cada uma.» «Deixa ver», disse o Vigário; e depois, reparando logo que eram imperfeitíssimas, rejeitou-as: «Para que quero eu isso?», disse; «isso nem a cegos se passa.» O outro, porém, insistiu; Vigário cedeu um pouco regateando; por fim fez-se negócio de vinte notas, a dez mil réis cada uma.
Sucedeu que dali a dias tinha o Vigário que pagar a uns irmãos negociantes de gado como ele a diferença de uma conta, no valor certo de um conto de réis. No primeiro dia da feira, em a qual se deveria efectuar o pagamento, estavam os dois irmãos jantando numa taberna escura da localidade, quando surgiu pela porta, cambaleando de bêbado, o Manuel Peres Vigário. Sentou-se à mesa deles, e pediu vinho. Daí a um tempo, depois de vária conversa, pouco inteligível da sua parte, lembrou que tinha que pagar-lhes. E, puxando da carteira, perguntou se, se importavam de receber tudo em notas de cinquenta mil réis. Eles disseram que não, e, como a carteira nesse momento se entreabrisse, o mais vigilante dos dois chamou, com um olhar rápido, a atenção do irmão para as notas, que se via que eram de cem. Houve então a troca de outro olhar.
O Manuel Peres, com lentidão, contou tremulamente vinte notas, que entregou. Um dos irmãos guardou-as logo, tendo-as visto contar, nem se perdeu em olhar mais para elas. O vigário continuou a conversa, e, várias vezes, pediu e bebeu mais vinho. Depois, por natural efeito da bebedeira progressiva, disse que queria ter um recibo. Não era uso, mas nenhum dos irmãos fez questão. Ditava ele o recibo, disse, pois queria as coisas todas certas. E ditou o recibo – um recibo de bêbedo, redundante e absurdo: de como em tal dia, a tais horas, na taberna de fulano, e
«estando nós a jantar (e por ali fora com toda a prolixidade frouxa do bêbedo...), tinham eles recebido de Manuel Peres Vigário, do lugar de qualquer coisa, em pagamento de não sei quê, a quantia de um conto de réis em notas de cinquenta mil réis. O recibo foi datado, foi selado, foi assinado. O Vigário meteu-o na carteira, demorou-se mais um pouco, bebeu ainda mais vinho, e daí a um tempo foi-se embora.
Quando, no próprio dia ou no outro, houve ocasião de se trocar a primeira nota, o que ia a recebê-la devolveu-a logo, por escarradamente falsa, e o mesmo fez à segunda e à terceira... E os irmãos, olhando então verdadeiramente para as notas, viram que nem a cegos se poderiam passar.
Queixaram-se à polícia, e foi chamado o Manuel Peres, que, ouvindo atónito o caso, ergueu as mãos ao céu em graças da bebedeira providencial que o havia colhido no dia do pagamento. Sem isso, disse, talvez, embora inocente, estivesse perdido.
Se não fosse ela, explicou, nem pediria recibo, nem com certeza o pediria como aquele que tinha, e apresentou, assinado pelos dois irmãos, e que provava bem que tinha feito o pagamento em notas de cinquenta mil réis. «E se eu tivesse pago em notas de cem», rematou o Vigário «nem eu estava tão bêbedo que pagasse vinte, como estes senhores dizem que têm, nem muito menos eles, que são homens honrados, mas receberiam.» E, como era de justiça foi mandado em paz.
O caso, porém, não pôde ficar secreto; pouco a pouco se espalhou. E a história do «conto de réis do Manuel Vigário» passou, abreviada, para a imortalidade quotidiana, esquecida já da sua origem.
Os imperfeitíssimos imitadores, pessoais como políticos, do mestre ribatejano nunca chegaram, que eu saiba, a qualquer simulacro digno do estratagema exemplar. Por isso é com ternura que relembro o feito deste grande português, e me figuro, em devaneio, que, se há um céu para os hábeis, como constou que o havia para os bons, ali lhe não deve ter faltado o acolhimento dos próprios grandes mestres da Realidade – nem um leve brilho de olhos de Macchiavelli ou Guicciardini, nem um sorriso momentâneo de George Savile, Marquês de Halifax.
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Contado por Fernando Pessoa.
(publicado pela primeira vez no diário Sol, Lisboa, ano I, nº 1, de 30/10/1926, com o título de «Um Grande Português». Foi publicado depois no Notícias Ilustrado, 2ª série, Lisboa, 18/08/1929, com o título de «A Origem do Conto do Vigário».
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira


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quarta-feira, setembro 21, 2011

Augusto Madureira chama Sócrates a Passos Coelho



FRASE DO DIA
“Estamos falidos, não vale
a pena andar a discutir ”
Soares dos Santos, Pres. Jerónimo Martins

Nós acrescentaríamos: este senhor não está a falar por ele, claro. É das mais chorudas fortunas de Portugal e arredores! E para uns terem tanto, têm que outros ter menos, digo eu...

Notícia

Augusto Madureira chama Sócrates a Passos Coelho

Na 'Edição da Noite' da SIC Notícias, o jornalista Augusto Madureira termina o debate sobre a primeira entrevista de Passos Coelho como primeiro-ministro, à RTP, trocando-lhe o nome pelo do seu antecessor.

Augusto Madureira chama José Sócrates – ex-primeiro-ministro - a Pedro Passos Coelho, quando se despediu dos comentadores José Gomes Ferreira e Rui Ramos.

O jornalista continuou a emissão com outras notícias que fizeram a agenda do dia, sem ter feito qualquer reparo à 'gaffe'.
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Nosso comentário

Não vi o comentário à entrevista a Passos Coelho na SIC notícias, mas tenho pena.
Só para ter ouvido o nome do seu antecessor, já valeria a pena estar presente quando o comentário foi para o ar.
Para Augusto Madureira, o comentador, tratou-se mais de um piropo, do que de uma "gaffe".
Aliás se fosse eu, na própria entrevista em directo na RTP me enganaria.
Era até capaz de repetir vezes sem conta a dita "gaffe" adaptado que não estou à ausência de José Sócrates.
Uma liderança forte como a dele, tem destas coisas...

Sei que,

"os homens passam as instituições ficam",

estudei isto algures nos canhanhos da faculdade.
Mas há homens que passam mais que outros, como há instituições que ficam mais que outras.
O político José Sócrates é tudo menos um político que se varre da memória com facilidade.
Que o diga Augusto Madureira, o comentador da SIC.
Outros há que sim.
O fenómeno "substituição de líder", de pai, de referência, ocorre com mais facilidade.

José Sócrates é daqueles que têm selo de marca registada.
Nem é preciso gostar dele para reconhecer que é um político nato, gosta do que faz, gosta de brilhar, de mostrar obra, acredita em Portugal, tem uma visão de Portugal que ultrapassa a lusitana tacanhez, assume-se perante os outros líderes sem complexos, os portugueses não o esquecerão com facilidade.

Tudo isto a propósito da tão badalada gaffe/piropo de Augusto Madureira da SIC: Chamar José Sócrates a Passos Coelho.
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...