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quarta-feira, março 13, 2024

Líder de extrema-direita neerlandês Geert Wilders desiste da chefia do Governo

 

O líder islamofóbico de extrema-direita neerlandês, Geert Wilders, anunciou hoje que não será primeiro-ministro dos Países Baixos devido à falta de apoio dos partidos com os quais tentava formar uma coligação governamental.© Reuters

"Só posso tornar-me primeiro-ministro se todos os partidos da coligação me apoiarem. Este não foi o caso", disse Wilders na rede social X, quase quatro meses após as eleições legislativas, marcados por negociações políticas para encontrar uma solução de governo.

Em 23 de novembro, o Partido da Liberdade (PVV), liderado por Wilders, ganhou as eleições legislativas, com um discurso abertamente antieuropeu e islamofóbico, embora não tenha alcançado maioria suficiente para governar sozinho.

Órgãos de comunicação social neerlandeses têm noticiado avanços nas conversações para a constituição de um executivo de base tecnocrática.

Os partidos políticos estão prontos para dar um "próximo passo" na formação de um governo ao final de dois dias de "boas" e "intensas" discussões, declarou na terça-feira o supervisor das negociações para a formação de um executivo, Kim Putters, que deve apresentar um relatório crucial na quinta-feira.

Wilders surpreendeu os Países Baixos e o resto da Europa ao obter pela primeira vez para a extrema-direita uma vitória nas últimas legislativas.

O líder do Partido da Liberdade (PVV) tentou primeiro obter a maioria governamental com o partido liberal VVD, o partido agrícola BBB e o partido centrista Novo Contrato Social (NSC), mas as negociações chegaram a um impasse no mês passado, quando o líder desta última força política, Pieter Omtzigt, se retirou abruptamente das conversações, apontando o estado sombrio das finanças públicas.

"Gostaria de um governo de direita. Menos asilo e imigração. Neerlandeses primeiro", escreveu Wilders no X, acrescentando: "O amor pelo meu país e pelos meus eleitores é grande e mais importante do que a minha própria posição".

Omtzigt já havia manifestado preocupações sobre o manifesto de Wilders, um texto islamofóbico e cético em relação ao clima, que defende nomeadamente a proibição das mesquitas e do Corão, livro sagrado islâmico, bem como a saída dos Países Baixos da União Europeia.

No sistema político neerlandês altamente fragmentado, onde nenhum partido é suficientemente forte para governar sozinho, o anúncio dos resultados marca geralmente o início de meses de negociações.

Na altura, o jornal Algemeen Dagblad descreveu as conversações como uma "catástrofe à espera de acontecer", com "veneno, críticas mútuas, fofocas".

Kim Putters, um antigo senador trabalhista, foi então nomeado para supervisionar o diálogo, trazendo com sucesso os líderes dos quatro partidos rivais de volta à mesa de negociações.

Mark Rutte permanece no cargo de primeiro-ministro enquanto se aguarda a formação de um novo governo, mas ao mesmo tempo aparece como o favorito para liderar a NATO.

Desde as eleições, o apoio ao PVV só se fortaleceu, segundo as sondagens.

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UM PAÍS SUBMISSO - PORTUGAL DA TROIKA | António Esperança Pereira (bubok.pt)



domingo, junho 18, 2017

Impotência ante "a besta"


Nosso comentário:

Deflagrou um incêndio medonho em terras do distrito de Leiria. Uma catástrofe. Há várias dezenas de mortos, outros tantos feridos anunciados.
Estes "fogos de verão", que acontecem em Portugal, um pouco à semelhança de todo o mediterrâneo, acontecem devido a elevadas temperaturas que se fazem sentir na época estival. São normalmente fogos com origem criminosa, ou fruto de um qualquer descuido humano.
Todavia este incêndio pavoroso não foi desses. Até nisso foi diferente.
Teve origem natural.
Segundo fonte oficial teria sido uma faísca que se abateu sobre uma árvore a causadora natural deste terrível pesadelo. 
Alguns concelhos do distrito de Leiria estão num autêntico caos.
À hora a que escrevo estas linhas, esse caos infelizmente continua sem fim próximo à vista. Calor excessivo, ventos fortes com rajadas imprevisíveis, ausência de humidade no ar, estão fazendo horrores a que estamos pouco habituados.
E o incêndio medonho vai galgando terreno, parecendo não haver meios suficientes que consigam parar a "besta".
Nem bombeiros, nem populares, nem aviões, nem helicópteros, nem vontade, nem solidariedade, nem...nem...
Labaredas e fumos espessos sem controlo, assassinos, um autêntico inferno que se montou numa zona extensa que ainda não sabemos ao certo delimitar.
Segundo notícia de última hora, parece que o mesmo se teria expandido ao distrito de Castelo Branco com toda a sua destruição e força.
Que grande desastre!
Oxalá a Natureza acalme sua fúria.
Oxalá as famílias mais atingidas, mais fustigadas, mais martirizadas, consigam recuperar de tamanho pesadelo.
Que tudo seja feito para elas conseguirem minimizar o danos e sem demora.


António Esperança Pereira


Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...