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quinta-feira, fevereiro 02, 2017

Morte assistida a pedido!


Aqui em Portugal, tem andado a ser debatido pelos deputados da Assembleia da República (Parlamento) um assunto bem melindroso: morte assistida a pedido, cuidados paliativos, morte assistida por "testamento".
Do tipo "sr. Dr. mate-me que já cá não ando a fazer nada".
Chama-se a isto pomposamente "morte assistida por um clínico".
Eu nem sou a favor nem sou contra. Compreendo ambas as posições. 
Mas nisto de se falar de por termo da vida de uma qualquer pessoa, tenha ela que idade tiver, não pode ser coisa de resolução fácil. Há muitas "nuances" em todo o processo, certo? depois mesmo que todos os caminhos de esperança se tenham teoricamente esgotado, ponhamo-nos na situação do médico: " o tal que tem que ajudar aquela pessoa a morrer...
Chato não? ajudar a morrer pode para ele, médico, significar "matar". É ou não é?
E não é fácil.
A tal consciência que não deve ser tratada por dá cá aquela palha ou com a leviandade de um qualquer vanguardismo de treta que nem é de esquerda nem de direita.
Bom, temas bem durinhos de se falar, quanto mais de se decidir. A tomar-se alguma decisão inovadora, há que ter cuidado. São assuntos que devem envolver uma discussão séria e a haver a tal decisão vanguardista, terá de ser explicada à população e provar por A+B das vantagens da mesma.
Pessoalmente, se houvesse agora um referendo sobre o assunto, o que até pode acontecer, e como não tenho uma certeza a respeito, ficar-me-ia pela abstenção.
Tenho dito.

PS. Para amenizar o meu desabafo de hoje, partilho abaixo uma anedota que me chegou via e-mail e que de certa forma tem que ver com o assunto do texto. Achei engraçada!!!

Fiquem bem

António Esperança Pereira



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A morte do Márcio

Márcio era um antigo funcionário de uma cervejaria no interior de São Paulo.
Ele era feliz no trabalho, embora seu sonho fosse ser provador de cerveja,
bebida que tanto adorava.

Certa vez, trabalhando no turno da noite, ele caiu dentro de um tonel de cerveja.
Pela manhã, o vigia deu a triste notícia:

- É com profundo sofrimento que informo que Márcio se desequilibrou, caiu no tonel de cerveja e infelizmente morreu afogado.

Um grande amigo de Márcio com a voz muito triste, pergunta:

- Meu Deus!!! Será que ele sofreu?

O vigia então responde:

- Acredito que não, porque, segundo as imagens da câmara de segurança, ele
chegou a sair três vezes do tonel para mijar...



sexta-feira, outubro 30, 2015

Nova posse do velho governo


Nosso comentário:

Por acaso hoje, ao contrário dos últimos dias, a chuva aqui em Lisboa passou ao lado. 
O mesmo não aconteceu com o governo de Passos Coelho que, ao invés de passar ao lado, não. 
Caiu-nos mesmo em cima.
O sr. Presidente da República empossou o novo 1.º ministro, que por acaso é o mesmo, após um desfile de carrões despejando os notáveis a empossar (ministros e secretários de Estado) 
Como vem sendo alvitrado por toda a comunicação social, parece tratar-se de uma posse efémera para aquela gente toda, já que se prevê que o programa a apresentar por eles na Assembleia da República será chumbado pela maioria dos deputados.
Mesmo assim houve a cerimónia, cumpriu-se a tradição, os empossados tiveram a amabilidade de depositar a sua assinatura num livro constituído para tal, e aconteceram ainda dois discursos a preencher o solene momento.
Falou primeiro o sr. Presidente da República, depois o sr. Primeiro Ministro.
Disseram pouco, quase nada, os semblantes eram murchos, fico com a ideia nestes últimos tempos de que à ex-maioria que governou o país estes 4 anos, agora minoria, lhes está a custar muito deixar o poleiro.
Enfim, pode ser só impressão minha.
Outra impressão que me fica, esta mais grave sobretudo para o conceito de democracia, é a de que pode haver muitos partidos e partidecos, montes deles, confira-se o boletim de voto das eleições, mas só se não crescerem muito e não forem perigosos é que serão aceites (tolerados) pelos que se têm proclamado até aqui como sendo os donos do arco da governação.
Grave mesmo.
Ora ao que parece a direita tem encostado demasiado à direita e o partido que normalmente ocupava parte do centro e centro esquerda desta feita não aguentou.
O Partido Socialista incompatibilizou-se frontalmente com políticas seguidas pelo executivo de Passos Coelho e Portas. Por eles enxovalhado e desprezado, o PS não conseguiu servir de moleque ou muleta a uma direita tão extremada, a políticas tão anti-pessoas, a um regime de "quanto mais pobres melhor", a um governo que cortou nos salários, pensões e prestações sociais para financiar a banca, a um governo que colocou os portugueses outra vez na crista da onda da emigração.
O caldo ficou entornado. 
Com toda a esquerda a querer viabilizar uma alternativa de governo liderado pelo PS, com políticas diferentes e com múltiplos pontos em comum, se dúvidas houvesse, logo se esfumaram.
Passos Coelho e a sua política de direita apadrinhada pelo sr. Presidente da República desde o 1.º momento, parecem encontrar-se num beco sem saída.
Ante a arrogância com que, PR e governo presentearam a esquerda, menorizando-a e maltratando-a, arriscam-se agora a engolir alguns sapos, pois a alternância democrática tem que se aceitar doa a quem doer. 
E nota-se que está a doer mesmo muito a quem se convenceu, talvez por imaturidade, talvez por má fé, não sei bem, que o "caminho único" eram favas contadas.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


quinta-feira, abril 24, 2014

Uma anedota ou...os trocadilhos do Poder!


Nosso comentário:

Em vésperas de mais uma comemoração do 25 de Abril de 1974, data que ficou especialmente célebre pelo derrube de uma ditadura férrea, tenebrosa e longa, a ditadura de Salazar &Caetano, publico uma anedota neste blogue.
Porquê, perguntarão...
Publico a anedota que deixo abaixo porque, ao lê-la, me fez lembrar uma nova forma de fazer política (o regime atual) em que o significado das palavras e das expressões pode mudar consoante as conveniências. Ou seja, a mentira deixou de existir, porque contornada com supostas novas verdades que dão cobertura às mentiras.
Assim é na anedota, assim manifesto mais uma vez o meu descontentamento pela maneira como estamos a ser (des) governados neste Portugal que pareceu uns anos atrás estar no caminho dos melhores, no chamado grupo da frente, na chamada Europa dos valores, solidária, próspera, democrática.
Divididos e mal pagos, roubados e espezinhados, até a comemoração do 25 de Abril, a mais linda revolução do mundo, vai ser feita em dois lugares distintos: 
-Uma, a oficial, na Assembleia da República, com cravos a fazer de conta, outra, a não oficial, no Largo do Carmo, com cravos sentidos nos corações.
Lamento que este país se desagregue a olhos vistos. Que crie feridas aonde as não havia, que se ajoelhe em vez de se fazer respeitar. 
E não há quem nos queira valer...
Desejo a todos um óptimo 25 de Abril.

António Esperança Pereira

Anedota:

Manuel estava na aula quando a professora pergunta:

- Manuel, quantos são dois e dois?
- DEPENDE stôra. Se os números estão na horizontal são 22 se estão na vertical são 4 -   responde o Manuel.
- Muito giro, você parece que é mesmo do contra! Diga lá agora: quem descobriu o Brasil?
- DEPENDE stôra. Se se refere a 1500 foi Pedro Álvares Cabral; se se refere antes de 1500, foi o Índio que já lá estava...
- Ah!... Você se julga muito inteligente, não é Manuel? Você se acha um superdotado, certo?  Agora diga-me: quantos são os mandamentos da Lei de Deus?  
- Bom... DEPENDE stôra...
- Irra!! Como é que é DEPENDE?...
- DEPENDE, porque se for para homens são dez, mas se for para mulheres são nove, porque as mulheres não podem desejar a mulher do próximo!
- "DEPENDE "... sussurra a professora...

quarta-feira, março 05, 2014

O Silêncio de Passos Coelho e...uma anedota!


Nosso comentário:

Hoje na Assembleia da República o senhor primeiro ministro, no tradicional debate quinzenal, chegou a uma altura em que deu uma nega nas respostas aos senhores deputados.
Mais propriamente aos senhores deputados do Bloco de Esquerda que têm a mania de fazer perguntas que lhe estragam o ramalhete.
Estava a deputada Catarina Martins a querer obrigar Passos Coelho a dizer as verdades que ele tem dificuldade em dizer. Questionava-o sobre a verdadeira durabilidade dos cortes nos salários, pensões, prestações sociais, etc. que, ao contrário do que fora afirmado pelo líder laranja, seriam definitivos e não provisórios.
Ou seja, o emagrecimento de Portugal e dos portugueses veio mesmo para ficar e seguramente para sofrer ainda um tratamento mais profundo, tendo em conta o ideário subjacente à governação e seus mentores externos.
Tipo cavar mesmo até ao osso.
O senhor primeiro ministro remeteu-se pois ao silêncio, evitando assim afirmações chocantes no que foi apoiado pela senhora presidente da Assembleia da República: sim senhor, tem todo o direito a calar-se (mais ou menos isto)
Bom, que já estamos habituados a acontecer de tudo um pouco e impunemente, lá isso é verdade... mas desta vez a pouca vergonha faz saltar a tampa a qualquer pacato e adormecido cidadão.
Esta é a altura de perguntar: 
Caso o senhor primeiro ministro não responda às perguntas dos senhores deputados, eleitos pelo povo para as fazerem, e caso o senhor primeiro ministro não responda na AR perante os seus actos,  razões principais para governo e deputados ali estarem, o que estão todos lá a fazer?

PS. O silêncio de Passos Coelho na AR fez-me lembrar uma anedota que alguém me houvera enviado e que tem a ver com esquecimento: Parkinson e Alzheimer. Não tem nada a ver com o caso, que é mais de silêncio, mas partilho na mesma, para desanuviar.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


No Alentejo!!!


 Um alentejano idoso começou a ter umas maleitas, que lhe afectavam o andar.
 Preocupado, foi ao Centro de Saúde e marcou uma consulta.
 O clínico recebeu-o, auscultou, fez-lhe perguntas.
 Olhou para ele, fixamente, e inquiriu-o:
 - Sr. Zé, se pudesse escolher, preferia ter Parkinson ou Alzheimer?  
- Parkinson, Sr. Doutor! Prefiro entornar metade do copo do que esquecer onde está a garrafa do vinho!...

domingo, janeiro 19, 2014

Crianças abandonadas e a coadoção

Nosso comentário:

Muito deu que falar na semana que findou o tema da coadoção de crianças por pais do mesmo sexo. 
Há quem diga que o tema foi introduzido pelo PSD, partido principal da governação em queda abrupta nas sondagens, para, talvez por esse mesmo facto, desviar as atenções de temas bem mais candentes e gritantes da atualidade nacional.
Há quem acuse esse partido, o PSD, de mais um fiasco no campo das atitudes de quem deveria ter mais estaleca para governar um país, ainda por cima numa conjuntura de crise internacional.
Há ainda os que afirmam que tal tentativa, é tão só e simplesmente mais um passo atrás dado pelo partido que governa em coligação com o PP/CDS.
Seja como for, pessoalmente falando, não me parece assunto, especialmente a marcação de um referendo nacional (com as despesas que tal acarreta) e com os passos já dados sobre uma matéria praticamente consensual na Assembleia da República, que se tornasse necessário referendá-lo. 
Muito menos nesta fase...
Deixo um texto muito a propósito sobre "os enjeitados", crianças que eram abandonadas e colocadas discretamente numa roda que ficou conhecida como "roda dos expostos ou dos enjeitados" que amavelmente me foi enviado por um contato, via e-mail.
 
Fiquem bem, Um Bom Início de Semana

António Esperança Pereira


"A  Roda dos expostos ou dos enjeitados"


Desde muito jovem que ouvia contar histórias "tristes" de crianças que eram abandonadas na "Roda".Os tempos foram passando e hoje relembrei me dessas histórias ao ouvir debater na Assembleia da República, e nos orgãos de comunicação social, a adoção ou coadoção de crianças. Porque julgo que muitos não terão conhecimento do que era "a roda" achei com algum interesse escrever umas linhas sobre o assunto, até para um eventual paralelismo (ou não) com a atualidade...

A "roda" era um mecanismo utilizado para abandonar os recém nascidos, que ficavam ao cuidado de instituições de caridade. O mecanismo tinha a forma de um tambor giratório, embutido numa parede. 
Era construído de tal forma que quem colocava lá a criança, não era visto por quem a recebia. Este modelo de "acolhimento" existia em toda a Europa, principalmente na Europa Católica. 
A primeira "roda " teve origem na Itália (Idade Média). Seguiu-se Portugal. 
A mais conhecida ficava no Convento dos Cardaes, na Rua do Século-Lisboa. 
As crianças depositadas nas rodas eram fruto de "amores ilícitos", muitas delas tinham junto a si o nome que a Mãe lhe dera, poemas, bilhetinhos justificando porque tinham deixado as suas crianças. 
Também ainda hoje se pode ver uma roda de expostos em Almeida, na rua da Muralha. Nesse local há também um Museu onde se podem ver alguns objetos relacionados com essa época. Vários são os escritores portugueses que fazem alusão a este facto, nomeadamente Camilo Castelo Branco.

terça-feira, novembro 26, 2013

Orçamento da miséria para Portugal 2014


OE2014: Discurso da ministra das Finanças no parlamento interrompido por gritos de “demissão!”


Nosso comentário:

Foi dia de aprovação na Assembleia da República do Orçamento de Estado para 2014, bomba atómica lançada sobre este país.
Dele constam as medidas mais atrozes que se pode imaginar. Isto, na sequência de outras que têm vindo já a ser implementadas com o programa de austeridade imposto do exterior.
Um país a fechar, a definhar, tal o sufoco e desânimo em que o vêm pondo.
Hoje nas ruas de Lisboa e um pouco por todo o país protesta-se tal acontecimento efusivamente. A população está revoltada com o empobrecimento generalizado do todo nacional.
É triste e humilhante ver um Portugal que descobriu o mundo, que lutou, que teimou ser livre e independente, sem rumo, à deriva, perdido, sem ninguém ao leme que lhe valha.
Há buzinões de taxistas, concentrações de milhares e milhares de pessoas junto à Assembleia da República, ocupação simbólica e ordeira de comissões de trabalhadores em alguns Ministérios  pedindo audiência aos responsáveis pelos mesmos para serem ouvidos.
São entregues petições nesses Ministérios.
As estruturas sindicais representativas dos professores queimam simbolicamente exemplares do Orçamento de Estado 2014.
Os reitores das Universidades cortam relações com o governo.
Enfim...  
Pede-se sobretudo e veementemente que o governo se demita: pede-se isto insistentemente desde há muito, dentro e fora de cada português.
Mas "eles" não querem saber.
Acham que a legitimidade do voto lhes confere todos os poderes, até o poder de aniquilarem uma Nação.
A cada mês que passa o salário chega mais reduzido, a cada dia que passa se perde o emprego, a cada dia que passa mais portugueses emigram.
A cada dia que passa mais crianças e idosos passam fome.
A cada dia que passa, apesar de tantos e tamanhos sacrifícios, a dívida nacional aumenta...
Para onde vai o produto ($$$) de tantos sacrifícios das populações?
E assistimos diariamente a um governo e um presidente da República que consentem que do exterior cheguem ordens e orientações de como conduzir as políticas em curso de destruição maciça desta Nação.  
Um governo, sem contatos próximos com as populações por logo por elas ser vaiado, mas que se mantém nas suas funções de "cortes e mais cortes" sem sequer ser beliscado pelo presidente da República. 
Um governo déspota e autista sem soluções para o seu povo.

PS. Para que o estimado leitor tenha uma ideia do que se passa no Portugal de hoje, deixo este link (endereço) onde pode ser visionada a revolta nacional generalizada. Copiar e colar basta!

http://video.pt.msn.com/watch/video/dia-de-protestos-na-rua/295gk3lur


Fiquem bem,

António Esperança Pereira


sábado, novembro 23, 2013

Os "iluminados dos cortes" ou Pátria sem Alma...


Nosso comentário:

Num país de nome Portugal, de tudo um pouco vai acontecendo. Resta algum humor às suas gentes para poderem resistir a tanta ausência de verdade e de caminhos não apontados pelo governo.
Contorna-se a verdade, em vez de se ser verdadeiro, já ouvi esta expressão algures, que assenta que nem uma luva à atitude política da maioria dos responsáveis, políticos e não políticos.
A confiança está desaparecendo bem como a solidariedade social e o diálogo. 
Dizem uma coisa, fazem outra. O povo olha para eles e já só pensa coisas feias.
E de tal forma isto se tornou prática corrente, contornar a verdade, que é já ponto assente que se é mandado/governado por gente sem palavra nem carácter. 
Logo, a população anda atordoada, não sabe bem o que fazer nem o que dizer perante o que vem vivendo nos últimos tempos.
"Os mandantes batem, dizem que é preciso bater mais" e bico calado. Que este é o único caminho, acrescentam os iluminados dos "cortes".
Isto numa democracia onde é suposto governar-se com o povo e para o povo...
Cortam nos salários, nas pensões, aumentam o tempo de reforma, aumentam impostos, assustam as pessoas dizendo que só se forem cordeirinhos é que terão direito a mais tranches (chama-se assim aos cheques com que a TROIKA vai ofertando a governação com juros altos para que ela se mantenha em funções e sacrifique cada vez mais o POVO) extorquindo-o de tudo, bens materiais, intelectuais, espirituais entre outros.
O Povo Português com esta gente arrisca-se a ficar sem Pátria e sem Alma, o que seguramente é bem pior do que ficar sem uns dinheiros fugazes, que aliás emagrecem de dia para dia como salta à vista, tal a gula manifestada pelos "chefes internos e externos". 
A única nota positiva com a aplicação das políticas ultratroikistas, é que anda tudo revoltado, sinal de que ainda há sinais vitais bem acesos e determinados em cada Português.
Por isso mesmo, pela revolta instalada, há quem vaticine que, se a coisa continuar assim, é capaz de acabar mal e, quem sabe, à trolha... 
Oxalá que não, oxalá que o bom senso prevaleça, que quem está a mais no barco, que o deixe a tempo, evitando males maiores.
Mas lá que tudo estão a fazer para que algo de menos desejável possa acontecer a este NOBRE POVO, lá isso estão.


PS. Deixo-lhes uma imagem do Director da PSP, que se demitiu na sequência da gigantesca manifestação das forças políciais (todas) em frente à Assembleia da República. Os leitores tirem as suas próprias ilações do acontecimento...


"O "eleito" saiu da direcção da PSP - "Paulo Valente Gomes não era apenas mais um director nacional da Polícia de Segurança Pública. Além de duas licenciaturas, um doutoramento e um mestrado, é o primeiro e único polícia de carreira totalmente formado na PSP que chegou ao topo da hierarquia. 




Fiquem bem,

António Esperança Pereira

quinta-feira, junho 13, 2013

Governo, Descontrolo e Borda D'água


Nosso comentário:


Tempo de algum humor na Assembleia da República provocado pela intervenção de um deputado comunista. 
Escuso-me comentar o sucedido, pois são seguramente mais os leitores que presenciaram a cena do que os que o não fizeram. 
Especialmente os leitores portugueses...
Aos outros, falantes de português "de outras nacionalidades", bem como portugueses que não tiveram oportunidade de visionar, deixarei o link das imagens no final do post para que não percam.
Vale a pena ver.
Certamente todos acharão imensa piada, não só ao deputado comunista e à maneira por ele arquitetada para achincalhar o ministro das finanças, Vitor Gaspar, como também à risada histérica provocada no ministro Álvaro dos Santos Pereira (ministro da economia, embora não pareça) que perdeu as estribeiras de tanto rir.
A mim acontecia-me muitas vezes rir assim como o ministro Álvaro, quando era adolescente e ouvia alguém contar uma boa anedota. 
Ria ria ria até mais não poder. 
Depois de crescer, ao contrário do ministro Álvaro, consegui passar a controlar aquele meu histerismo adolescente.
Porque se trata de um dia que dedico ao humor, para além do link que dá acesso à bizarra cena do "borda d'água " na Assembleia da República, deixo também duas piadas com sotaque brasileiro, mas que se adaptam na perfeição à nossa crise.

  1. Fiquem bem,

    António Esperança Pereira




Assunto: Chuvas torrenciais...
 
Para aqueles que perderam o programa...




Amizade
 

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quinta-feira, abril 25, 2013

Nota escolar "Mau Menos" Senhor Presidente!


Nosso comentário:


Ouvi hoje alguns discursos proferidos na Assembleia da República aquando da sessão solene que assinalou o 25 de Abril de 1974.
Apesar de não ser nada fácil engolir palavras ocas ditas por quem pouco ou nada sente aquela data, e dela pouco ou nada gosta, ouvi. 
Consegui aguentar, porque um ou outro orador quebrava a espaços a monotonia instalada pelos defensores da desgraça vigente.
Um 25 de Abril de Assembleia da República sem cravo com brilho, sobretudo sem chama na alma. Até um vaso se precipitou no chão, um dos muitos que adornavam as entidades presentes, possivelmente enfastiado com a comemoração balofa de uma data tão importante para Portugal.
De resto, algumas palavras "bonitas", emolduradas aqui e ali por citações "eloquentes" de nomes ilustres, mundialmente sonantes. Nada mais.
Finalmente o discurso aguardado do senhor Presidente da República.
Era o último da cerimónia a usar da palavra .
Em outras datas haveria expetativa sobre o que iria dizer o mais alto magistrado da nação. Muita mais expetativa poderia haver nesta data, Abril/2013, quando o país enfrenta graves problemas a vários níveis. Seria humano esperar algo dele com vista a empurrar a Nação Lusa para um rumo melhor. 
Rumo que tendesse a liderar a sua gente, o seu povo, dar algo de si, àqueles que o elegeram para presidir ao leme deste "Nobre Povo".
Pois desenganem-se os que ainda esperavam algo de Cavaco Silva.
Sem nada para dizer, sem empatia alguma com a sua gente, com uma popularidade que ronda o "Mau menos" em nota escolar do tempo dele, mais não fez que colar-se ao seu governo. 
Defendeu-o. 
Foi tão partidário quanto o são os políticos em comício. Mais parecia o porta voz desse mesmo governo, um ministro adjunto do 1.º ministro ou um 2.º primeiro ministro.
Resumindo, Cavaco Silva, se alguém ainda tinha dúvidas sobre a sua postura, a partir de hoje pôde desfazê-las. Ficou a saber que este homem é o Presidente do PSD e do CDS, a sua coligação de direita no poder. Nunca o Presidente de todos os portugueses.
Para ele, Cavaco Silva,  não há alternativas a esta situação. Logo, se não há alternativas, não há democracia.
E a não haver democracia, tudo não passa de um embuste. Os partidos só servem para enfeitar meia dúzia de "eleitos" que agem por conta própria, ou a mando de terceiros, não em sintonia com o POVO que representam.
Constou-me agora mesmo, que um deputado ousou afirmar, tão estarrecido ficara com o discurso infeliz, agressivo, despropositado, do Presidente da República, que o mesmo endoidara.
Vou confirmar.

PS. A propósito de "défice de democracia" deixo-lhes um apontamento sobre a "censura de antes do 25 de Abril", o lápis azul. Oxalá não deixemos que Portugal volte a regredir a esse ponto.



Fiquem bem, António Esperança Pereira


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O LÁPIS AZUL


"O lápis azul foi o símbolo da censura e da época da ditadura portuguesa do séc.XX.
Os censores do Estado Novo usavam um lápis de cor azul nos cortes de qualquer texto, imagem ou
desenho a publicar na Imprensa. Para proteger a Ditadura, os cortes eram justificados como meio de
impedir e limitar as tentativas de subversão e difamação.
Desde o Golpe Militar de 28 de Maio de 1926, aos regimes de Salazar e Caetano o "lápis azul" servia para os censores decidirem o que devia ser noticiado ou divulgado.
A censura durou até 25 de ABRIL de 1974.

sexta-feira, março 22, 2013

Um modesto tributo a Catarina Martins, deputada.



Nosso comentário:


Apenas meia dúzia de palavras como tributo a uma das mais promissoras deputadas da nossa praça. Melhor dizendo, da nossa Assembleia da República. 
Não lhe presto este modesto tributo por ser deste ou daquele partido, ou por conhecer algo a seu respeito, para além do trivial, mas tão só pela observação de quem já viu muita gente discursar, de quem já viu muita gente arrebatar plateias, de quem já viu muita gente não ter jeito nenhum "para a coisa".
A Catarina Martins tem postura corporal, fluidez, sentimento, muita lucidez, qualidades estas que empresta ao seu discurso de uma forma natural. 
Tresanda proximidade, humanismo, curiosidade, vontade, simplicidade.
É corajosa e usa uma performance narrativa com tal naturalidade que cativa. Seja quando mete travões no discurso, com espaço em si, da cabeça aos pés, para ouvir os outros, seja quando acelera o discurso e mete a sexta velocidade com inflamada convicção, indo por ali fora em apaixonada cavalgada.
Sem desprimor para outros deputados, de inegável qualidade, Catarina Martins sobressai.
Auguro-lhe por isso um futuro promissor na política.
Que o Passotroikismo retrógrado ceda lugar a qualquer coisa de esperançoso, de lusitano, de nosso. 
Que a tristeza mórbida parta para longe e ceda lugar à alegria sã num país onde felizmente o sol abunda. 
Lá porque alguém de quando em vez aparece e teima convencer-nos de que só noite de breu merecem os portugueses, não é verdade que Portugal esteja condenado à infelicidade, ao triste fado.
Portugal merece, pode ser feliz.
Vamos a isso, Catarina!


PS. Divulgo a notícia que dá conta da participação de Catarina Martins hoje no debate quinzenal. Também em video a sua interpelação ao Primeiro Ministro, que poderão visionar clicando no link abaixo.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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BE anuncia apoio à moção de censura ao Governo que PS vai apresentar


Votaremos pelo fim deste Governo e lutaremos por um Governo de esquerda contra a ‘troika'", disse a deputada do BE Catarina Martins, durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro na Assembleia da República, referindo-se à moção de censura ao Governo que o PS anunciou que irá apresentar.
Catarina Martins não deixou, contudo, de recordar que em setembro o PS se recusou a acompanhar a moção de censura então apresentada pelo BE, questionando o que o país ganhou com esta demora.
"O que o país ganhou com esta demora? Cem mil novos desempregados, roubo de mais dois meses de salários e pensões. Se há dois meses tínhamos razões para censurar este Governo, 100 mil desempregados depois a conclusão só pode ser a mesma", sustentou.
A coordenadora do BE deixou ainda um desafio ao primeiro-ministro, sugerindo de forma irónica que Passos Coelho ofereça a si próprio uma das oportunidades que quer oferecer aos funcionários públicos.
"Rescinda, vai ver que os portugueses vão ficar contentes por se ver livre de si. Demita-se, não tenha medo dessa nova oportunidade", referiu, considerando que o Governo está "completamente isolado".
"O CDS, o seu parceiro de coligação, hoje esteve tão animado como num velório e o seu parceiro de coligação Paulo Portas anda escondido a inaugurar ginásios e a batizar eventos desportivos. Não há ninguém que possa já suportar este Governo", acrescentou.
Catarina Martins sublinhou ainda que não são os credores que avaliam a ação do Governo, mas sim "os portugueses que vão demitir" o executivo.
O desafio da coordenadora do BE não mereceu qualquer resposta por parte de Passos Coelho, que se limitou a corroborar a afirmação de Catarina Martins acerca de quem avalia o Governo.
"Concordo com a última afirmação, de que são os cidadãos que avaliam politicamente os seus Governos", declarou.



quarta-feira, março 06, 2013

Lamentações de Tugas para cegos surdos e mudos...




Nosso comentário:

Passos Coelho, primeiro ministro do governo de Portugal teve hoje na Assembleia da República mais um debate quinzenal.
Debate com nada de novo.
Diz o senhor primeiro ministro que tudo vai bem neste país, mais ou menos isto, a oposição e o povo português, ao contrário, nas praças e nas ruas, em todo o lado, diz-lhe que só ele é que acredita nisso. 
Dizem-lhe que fala sozinho.
Dizem-lhe alto e bom som que se demita. 
Dizem-lhe que não o querem. 
Nem a ele nem aos que com ele vêm fazendo mais do que a troika exige, e nada do que as pessoas de Portugal precisam e têm direito.
Creio ter ouvido mesmo um líder da oposição, apesar de o mesmo primar por exagerada boa educação para meu gosto (A. J. Seguro) dizer-lhe que não poderá estar em seu perfeito juízo ao dizer as coisas que diz.
Os outros líderes partidários pedem-lhe que se demita, caso lhe reste ainda um assomo de dignidade.
Pela minha parte, nunca tinha visto em Portugal nada de parecido.
Roubalheira, falta de futuro, falta de esperança, destruição do presente que ainda temos.
Portugal está assim uma espécie de desfiladeiro estreito onde os portugueses deambulam, com um abismo ao fundo. Dos lados, muros de lamentações (governantes) cegos, surdos e mudos.


PS. Deixo-os com algo que recebi digno de se passar os olhos. Um poema dedicado ao banqueiro Fernando Ulrich, que disse que os portugueses aguentam ainda mais austeridade... também uma cópia de um despacho de nomeação de uma senhora Ulrich, em devido tempo.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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>           O BANQUEIRO, A SUA ISABEL E O SENHOR PRESIDENTE
>
>
> Era uma vez um banqueiro
> a Dona Isabel ligado.
> Vive do nosso dinheiro,
> mas nunca está saciado.
>
> Vai daí, foi a Belém
> E pediu ao presidente
> que à sua Isabel também
> desse um job consistente.
>
> E o bom do senhor Cavaco
> admitiu a senhora,
> arranjando-lhe um buraco
> e o cargo de consultora.
>
> O banqueiro é o Fernando,
> conhecido por Ulrich,
> e que diz, de vez em quando,
> «Quero que o povo se lixe!».
>
> E o povo aguenta a fome?
> «Ai aguenta, aguenta!».
> E o que o povo não come
> enriquece-lhe a ementa.
>
> E ela, Dona Isabel,
> com Cavaco por amigo.
> não sabe da vida o fel
> nem o que é ser sem-abrigo.
>
> Cunhas, tachos, amanhanços,
> regabofe à descarada.
> É fartar, que nós, os tansos,
> somos malta bem mandada.
>
> Mas cuidado, andam no ar
> murmúrios de madrugada.
> E quando o povo acordar
> um banqueiro não é nada.
>
> É só um monte de sebo,
> bolorento gabiru.
> Fora do banco é um gebo,
> um rei que passeia nu.
>
> Cavaco, Fernando Ulrich,
> Bancos, Troikas, Capital.
> Mas que aliança tão fixe
> a destruir Portugal!
>  
> (Autor desconhecido) 



Despacho n.º 5776/2011

Nos termos dos artigos 3.º, n.º 2, e 16.º, n.os 1 e 2, do Decreto-Lei n.º 28-A/96, de 4 de Abril, nomeio consultora da Casa Civil Isabel Diana Bettencourt Melo de Castro Ulrich, funcionária do Partido Social Democrata, com efeitos a partir desta data e em regime de requisição, fixando-lhe os abonos previstos nos n.os 1 e 2 do artigo 20.º do referido diploma em 50 % dos abonos de idêntica natureza estabelecidos para os adjuntos.
9 de Março de 2011. - O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
204517584







quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Novo Acordo Ortográfico, um NIM na orfandade Lusa


Nosso comentário:


Divulgo hoje esta tomada de posição da Sociedade Portuguesa de Autores quanto à adopção ou não adopção do NAO (Novo Acordo Ortográfico)
Esta divulgação destina-se em particular, como é óbvio, aos leitores que não tiveram conhecimento anterior de tal posição da SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) que data do passado mês de Janeiro.
No nosso caso pessoal, de há um tempo a esta parte vínhamos praticando com alguma dificuldade mas também afinco, a escrita de um português mais ou menos semelhante ao aconselhado pelo Novo Acordo.
Como tudo neste país anda à deriva, ninguém sabe nada de nada, o que se passa com as falhas de previsão governamental, passa-se com os feriados, com os impostos, com as autarquias, com a refundação do Estado, com os subsídios de natal e de férias, com as fundações, com as polícias, com as forças armadas, com o Acordo Ortográfico, com os duodécimos, com, com, com...
Eu sinceramente, neste país adiado e sem rei nem roque, fico agora também sem saber como escrever na minha Língua Materna: 
A LÍNGUA PORTUGUESA.
Como me considero um tanto rebelde e como nada é o que era dantes, vou dar-me ao luxo de escrever como me der nas ganas. Umas vezes escreverei parecido com as regras do Novo Acordo Ortográfico, outras vezes escreverei como meus professores das primeiras letras me ensinaram.
Oxalá algo aconteça para melhor neste nosso querido Portugal.
Porque se nada acontecer, se todo e qualquer um se sentir cada vez mais entregue aos bichos, baralhado, confundido, num sentimento de insegura e doentia orfandade, tenho por certo que a população portuguesa passará um longo, pesado, fatídico calvário sem salvação à vista.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/







SPA não adopta o novo acordo ortográfico perante as posições do Brasil e de Angola sobre a matéria




A SPA continuará a utilizar a norma ortográfica antiga nos seus documentos e na comunicação escrita com o exterior, uma vez que o Conselho de Administração considera que este assunto não foi convenientemente resolvido e se encontra longe de estar esclarecido, sobretudo depois de o Brasil ter adiado para 2016 uma decisão final sobre o Acordo Ortográfico e de Angola ter assumido publicamente uma posição contra a entrada em vigor do Acordo.
Assim, considera a SPA que não faz sentido dar como consensualizada a nova norma ortográfica quando o maior país do espaço lusófono (Brasil) e também Angola tomaram posições em diferente sentido. Perante esta evidência, a SPA continuará a utilizar a norma ortográfica anterior ao texto do Acordo, reafirmando a sua reprovação pela forma como este assunto de indiscutível importância cultural e política foi tratado pelo Estado Português, designadamente no período em que o Dr. Luís Amado foi ministro dos Negócios Estrangeiros e que se caracterizou por uma ausência total de contactos com as entidades que deveriam ter sido previamente ouvidas sobre esta matéria, sendo a SPA uma delas. Refira-se que também a Assembleia da República foi subalternizada no processo de debate deste assunto.
O facto de não terem sido levadas em consideração opiniões e contributos que poderiam ter aberto caminho para outro tipo de consenso, prejudicou seriamente todo este processo e deixa Portugal numa posição particularmente embaraçosa, sobretudo se confrontado com as recentes posições do Brasil e de Angola.


Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...