Mostrar mensagens com a etiqueta BCE. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta BCE. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, janeiro 21, 2021

Dívida portuguesa: taxas negativas!

 

Cristina Casalinho

Duas semanas, dois leilões de dívida portuguesa e dois recordes de baixos juros. Portugal emitiu, desde o início do ano, 2.750 milhões de euros em bilhetes (BT) e obrigações do Tesouro (OT) e dois terços tiveram yields negativas, o que significa que não só o país não vai pagar como os investidores é que vão dar dinheiro a Portugal nos próximos anos.

O atual enquadramento para emitir dívida é ideal, já que conta com um forte suporte técnico de procura, impulsionado pelos vários pacotes de quantitative easing do Banco Central Europeu que, a par do nível extremamente baixo das taxas de juro nos países europeus, cria uma dinâmica de procura favorável a quem tem de emitir”, explica João Zorro, head of fixed income da gestora de ativos GNB GA.

Na primeira emissão de dívida deste ano, na semana passada, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP emitiu 500 milhões de euros em obrigações a 10 anos, com uma taxa de juro de -0,012%. Este é um marco histórico para o país que nunca se tinha financiado em mercado primário a 10 anos (que é a maturidade benchmark) com juros negativos. O ministro das Finanças, João Leão, atribuiu o “elevado sucesso” da operação ao “trabalho e estratégia” do país, num cenário de forte apoio do BCE.

No mercado secundário, este marco já tinha sido alcançado no início de dezembro, com a yield nacional a saltar entre “terreno” positivo e negativo deste então, beneficiando da bazuca de 1,85 biliões de euros que o BCE tem para comprar divida pública e privada emitida nos países da Zona Euro. Esta quarta-feira esta taxa negoceia em 0,024%, enquanto toda a dívida até aos nove tem juros negativos.

“Se compararmos os leilões de dívida de longo prazo, no ano de 2019 emitimos cerca de 9.493 milhões euros com uma taxa média ponderada de 0,95%, enquanto em 2020 a colocação já foi de cerca de 11.132 milhões euros com uma taxa média ponderada de 0,39%”, lembra Filipe Silva, diretor de investimentos do Banco Carregosa. “À medida que o custo da dívida vai baixando para certas maturidades, o IGCP tem aproveitado para emitir para prazos em que o custo/benefício seja vantajoso para Portugal, e quando tal é feito com taxas negativas, ainda melhor. Neste momento Portugal tem taxas negativas até aos 10 anos, sendo que nos leilões realizados em 2020, três tiveram taxa negativa, enquanto em 2019 tal não tinha sido possível“.

Esta semana, o IGCP voltou ao mercado, mas desta vez para uma emissão de dívida de curto prazo. Colocou 750 milhões de euros em BT a 12 meses com um juro de -0,522% e outros 750 milhões de euros a uma taxa de -0,554%. “Ambos os leilões fixaram as taxas mais baixas de sempre para ambas as maturidades. Este novo mínimo histórico mostra bem o suporte que o BCE tem vindo a dar a todos os países através do seu programa de compra de ativos”, sublinha Silva.

Fazendo as contas às três linhas de títulos em que Portugal conseguiu juros negativos, o “cheque” que o Tesouro terá de devolver aos investidores será encurtado: país obtém uma poupança de 60 mil euros por ano nas obrigações a 10 anos, enquanto nos bilhetes a 12 meses serão 3,915 milhões de euros ao ano e a seis meses de 2,025 milhões pelo período em questão. Além dos 2.000 milhões com juros negativos, o IGCP colocou igualmente este ano 750 milhões de euros a 15 anos com um juro de 0,319% (equivalente a 2,4 milhões de euros), o que — apesar de ser positivo — é o mais baixo de sempre para esta maturidade.

Esta redução das yields tem sido determinante para conter a despesa pública com a gestão da dívida, apesar do disparo no endividamento. O Governo espera um recorde de 134,8% do PIB em 2020 e uma descida para 130,9%, mas irá em ambos os anos poupar com juros em grande parte pelo efeito que as condições favoráveis das novas emissões têm no stock.

Este ano, se nada fizesse, o Governo contaria logo com uma poupança de 161 milhões de euros a menos na fatura dos juros, segundo o cenário de João Leão em políticas invariantes, mas a gestão da dívida pública deverá gerar ainda mais poupanças. No total, na proposta do Orçamento do Estado para 2021, o Ministério das Finanças prevê uma poupança de 332 milhões de euros, menos 5,7% do que no ano passado. O Estado pagará 5.487 milhões de euros em juros em 2021, em comparação com 5.819 milhões de euros que prevê pagar até ao final deste ano.

Com as constantes quebras a pressionarem o custo do stock, a despesa poderá ser ainda menor, sendo que a expectativa dos analistas é que os investidores continuem disponíveis para comprar dívida portuguesa a baixos custos (ou menos negativos).

A tendência de emitir a taxas negativas vai-se manter por mais algum tempo, pelo menos enquanto durar os programas de quantitative easing do BCE e as maturidades mais longas tenderão também a sentir este efeito”, acrescenta Zorro, do GNB GA. “O IGCP está com certeza atento às oportunidades e não deixará de aproveitar o atual momento de forte necessidade de financiamento que todos os países agora atravessam por fruto dos impactos e das respostas à pandemia”.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

sexta-feira, novembro 27, 2020

Itália sugere perdão da dívida

Banco Central Europeu devia cancelar as obrigações de dívida ou torná-las perpétuas. A opinião é de um dos mais próximos conselheiros do primeiro-ministro italiano. Citado pela agência Bloomberg, Riccardo Fraccaro afirma que "a política monetária deve apoiar as políticas fiscais expansionistas dos Estados-membros de todas as formas possíveis". O secretário do conselho de ministros italiano defende por isso "o cancelamento das obrigações soberanas adquiridas durante a pandemia ou o prolongamento perpétuo da sua maturidade".

Espera-se que dívida da zona euro chegue a níveis de 2014. Portugal é dos países em que a dívida está a aumentar face à riqueza produzida muito acima da média europeia. Mais grave apenas o cenário na Grécia e na Itália.

Rácio da dívida sobre o PIB Euronews



Fornecido por Euronews

O BCE não se pronunciou sobre o apelo do responsável italiano, mas analistas duvidam de uma resposta positiva. O Ministro francês das Finanças já veio sublinhar que o princípio do pagamento da dívida é o princípio do próprio mercado da dívida. Bruno Le Maire lembra que agora é possível "vender obrigações públicas a taxas muito baixas, graças à política monetária do BCE".

Philip Lane, economista-chefe do Banco central Europeu, põe água na fervura. Admite que as dívidas públicas vão ser mais elevadas, mas diz que esta é a resposta certa à pandemia. As taxas de juro muito baixas tornam estes empréstimos sustentáveis. Um cenário muito diferente da crise de 2008.

A presidente do BCE veio entretanto reforçar os rumores de que em dezembro o regulador pode comprar mais obrigações dos estados-membros.

Christine Lagarde quer preservar condições de financiamento favoráveis durante o tempo necessário. Considera que esta é a forma certa de apoiar as despesas das pessoas, para manter o crédito a fluir e para desencorajar despedimentos em massa.

Os governo europeus têm usado a ferramenta para proteger e mitigar os efeitos da pandemia nas economias.

Nota: Notícia retirada da Internet e partilhada aqui no blog.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


quinta-feira, julho 02, 2015

Europa: Quem tem a pilinha maior?


Nosso comentário:


Assiste-se actualmente a uma espécie de caos na União Europeia. Basta para tal confirmar as declarações sobre a actual situação grega, quase em simultâneo, de Hollande, por um lado, e dos responsáveis máximos da Alemanha, por outro.
São afirmações contraditórias. Como contraditórias são as afirmações do FMI, do BCE (Banco Central Europeu) entre muitas outras.
Pode afirmar-se que esta "União" entrou numa espécie de jogo. Só que me parece um jogo perigoso, atendendo aos antecedentes dos países que a integram.
Disse e repito que me afirmo como um europeísta convicto, desde que o projecto começou a ter pernas para andar.
Corri com a família à fronteira da vizinha Espanha, para celebrar o primeiro dia em que foi possível atravessar a dita fronteira que finalmente se abrira, sem polícia, sem passaporte, sem medo. 
Por tudo isso e mais alguma coisa, custa-me ver uma "União", mesmo que invocadas razões candentes e difíceis, incapaz de solucionar por si os seus problemas.
Custa-me sobretudo ver os "europeus" outra vez divididos, de costas voltadas, sem conseguirem, de uma forma consistente, prosseguir com o projecto europeu.
É uma Europa sem solidariedade, uma Europa metida novamente nos seus nacionalismos toscos e mesquinhos (tipo a ver quem é que tem a pilinha maior) mais nada.
Onde está a Europa das Pessoas? onde está a Europa da solidariedade? onde estão os ideais que a fundaram? de paz, de convergência, de livre circulação de mercadorias e bens. num espaço amplo e unido? uma Europa capaz de ser igual para todos os povos que aqui nasceram?
Onde está a Europa onde eu nasci e a que queria pertencer de pleno direito?


PS. Resta aguardar as cenas dos próximos capítulos, pode ser que a minha ida recente a Hamburgo (Alemanha) dê sorte e faça renascer algum bom senso nessa grande nação e em todas as outras igualmente grandes a ela ligadas por uma União: A União Europeia
Deixo mais uma das minhas fotos tiradas em Hamburgo, na circunstância o grande lago Alster, dentro da cidade.


Fiquem bem,

António Esperança Pereira

sábado, maio 18, 2013

Tirar o cavalinho da chuva, "cidadões"...


Nosso comentário:

Não é novidade para ninguém, especialmente para quem seja português, que continua a acontecer de tudo um pouco na vida política deste país.
O Senhor Presidente da República em ato público chama "cidadões" aos cidadãos lá por terras do Alto Minho. Isto enquanto resguarda as asneiras dos últimos tempos com a intervenção da Troika preferindo chamar-lhe "milagre de N.ª Sr.ª de Fátima"... 
Depois, convoca um Conselho de Estado de caráter premonitório, ou seja, tendo por tema o período pós-troika... 
Isto em vez de agendar falar do presente bem negro e difícil, com o intuito de tentar com inteligência contornar as dificuldades, ajudar a encontrar soluções, pôr fim a este pesadelo.
A sua popularidade está pelas ruas da amargura, podendo dizer-se que nunca nenhum outro PR tivera uma popularidade tão baixa.
Por outra banda, embora seja tudo farinha do mesmo saco, são os governantes que não se entendem, não têm um rumo, não têm um plano. 
Dizem e desdizem, apregoam medidas desconexas, umas que era para serem mas já não são, outras são mas não se sabe como vão ser, outras ficam em estudo, outras só serão se tiverem que ser...
Enfim, uma confusão pegada que traz a população assustada, incapaz de saber o que fazer a curto e médio prazos. Anunciam-se e aplicam-se cortes, impostos, nunca suficientes para satisfazer os glutões que enviam amiúde os seus técnicos medianos (técnicos dos credores, UE, BCE, FMI) técnicos esses que vêm dizer ao governo de Portugal o que tem que fazer.
Nem sequer é gente de gabarito que dá ordens a Portugal. São uns técnicos quaisquer apenas nomeados para fazerem o trabalhinho.
Ao que nos deixámos chegar!
Tudo manda em Portugal.
É a OCDE, a União Europeia, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu, o ministro das finanças alemão, etc.etc.
Assustam os governantes, os governantes assustam-nos a nós, o medo paira e impera na vida de um país que era soberano e progredia a olhos vistos até há pouco tempo.


PS. Pois, tal como Portugal está mudado, mudado também está o sentido da expressão que lhes apresento abaixo. Leiam e confirmem: "


Fiquem bemAntónio Esperança Pereira







"Tirar o cavalinho da Chuva"


No séc. XIX, quando uma visita ia ser breve, o visitante deixava o seu cavalo ao relento, em frente à casa do anfitrião.
Caso a visita fosse demorada, o cavalo era conduzido para os fundos da casa, para um lugar protegido da chuva e do Sol.
Contudo o convidado só podia pôr o seu cavalo abrigado da chuva, se o anfitrião achasse que a visita era simpática e agradável.
Então o anfitrião dizia ao seu convidado:
-Tire o seu cavalo da chuva...
Com o tempo, a expressão passou a designar a desistência de algo.

sexta-feira, janeiro 25, 2013

O "corvo e o jarro", com Obama em destaque.


Nosso comentário:


Aí está mais uma história bem engraçada, que tem tudo a ver com os tempos difíceis que se vivem.
Em boa hora a mesma me foi enviada, pelo que nem hesito em divulgá-la aqui no blogue, aproveitando para prestar meus sentidos agradecimentos a quem ma enviou. 
Na verdade trata-se de um corvo, o da história, que teve que se desenrascar sozinho perante um problema candente e que parecia irresolúvel e de consequências vitais para o próprio.
Assim estamos nós, muitos a terem mesmo de buscar a sorte noutras paragens, para resolverem seu problema de sobrevivência, outros a multiplicarem-se em contas para esticarem seu magro pecúlio, à medida que mais austeridade lhes pedem para cobrar os juros da dívida e a própria dívida.
Isto num país que está em recessão e nada é feito para dar à manivela da Economia e po-la a funcionar.
Um poço sem fundo de desembolso do cidadão que não tem culpa nenhuma.
Ontem os governantes cantaram vitória com uma suposta ida aos mercados. Bom parece que o mérito, isto a haver algum mérito, nada tem a ver com eles, pois para isto acontecer tiveram de violar direitos adquiridos,  assaltar carteiras de velhinhos com descontos chorudos de longa duração para o Estado, contar também com as costas quentes do BCE (Banco Central Europeu) entre outras ajudas (como por exemplo a de 4 bancos metidos na operação)
Verdade verdadinha tudo continua pior do que estava e o país no lixo como o puseram.
Só querem convencer-nos de que estão no bom caminho porque se as pessoas acreditarem nisso, eles não serão apeados do poder tão cedo quanto merecem.
Fica a história do corvo que, no fim de contas, caso o discurso de tomada de posse de Obama não seja ouvido pela governação deste país, esse corvo simboliza o retrocesso de décadas, "o desenrasca-te como e se puderes".
Poderá esse corvo ser futuramente todo e cada um de nós.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/



O CORVO E O JARRO


Um corvo estava com tanta sede que mal tinha forças para voar.
Encontrou um jarro de água fresca. 
Ao aproximar-se o corvo, viu que a água que estava no jarro era muito pouca, só um fundinho...
Ora o seu bico era curto demais para conseguir beber a água.
O corvo ficou desesperado. 
Pensou até em tombar o jarro para que a água saísse...mas era tão pouca que ele ficou com medo de desperdiçá-la. 
Então teve uma ideia:
-Com as forças que lhe restavam recolheu várias pedrinhas e foi pondo-as cuidadosamente no jarro uma a uma.
Quanto mais pedras punha lá dentro, mais o nível da água subia, até chegar à boca do jarro. 
O corvo pode finalmentematar a sede...
Moral da História: 
-A Necessidade é a mãe da Criatividade!!!

domingo, novembro 04, 2012

Merkel não manda aqui, Golpe de Estado Palaciano


Nosso comentário:


Temos pena de ver o nosso Portugal após tantos séculos de história ocupado de forma inglória e imprecisa.
Inglória, porque as armas que são usadas ($$$$$$$) nem sequer permitem que uma qualquer valente padeira de Aljubarrota dê uma vassourada/pazada no invasor.
O invasor é invisível. Tem funcionários que dão a cara é certo, há entidades que dizem estar por detrás da ocupação, mas, em boa verdade se diga que não é tolerado em "democracia" dar um pontapé nessa pérfida gente que nos tirará o pão da boca se não fizermos tudo como eles dizem e querem.
Tempos estranhos, homens estranhos, guerras novas.
A padeira de Aljubarrota terá  pois de aparecer renovada, com armas adaptadas a estas guerras novas, a estes homens novos, a estes tempos estranhos.
Aqui entra a Alemanha, o parceiro da União Europeia economicamente mais poderoso, que pura e simplesmente, pela voz da sua chanceler, avança pelo menos mais cinco anos de intensa austeridade para os seus parceiros em maiores dificuldades.
Ou seja decreta para esses parceiros em dificuldades que hoje já estão magrinhos, perdendo a cada ano a sua força social e económica em depressão e recessão, que dentro de cinco anos estarão definhando, mirrando, claudicando, morrendo.
Alemanha esta da sr.ª Merkel que me atrevo a chamar de "parceira amiga da onça".
Alemanha esta cujo comportamento sinceramente não entendo após o que historicamente fez passar ao mundo em tempos bem recentes.
Tinha quanto a nós neste preciso momento uma boa oportunidade de lavar de vez a sua imagem de triste memória. 
Tinha quanto a nós uma óptima oportunidade agora de por os interesses da Europa acima dos da Alemanha.
Não o faz, porquê?
Financia-se a juros quase de borla no BCE (Banco Central Europeu) não pressionando por exemplo o dito BCE para que esses juros quase simbólicos que paga pudessem ser os mesmos para os tais parceiros e amigos em maiores dificuldades.
O que já ajudaria um pouco...
Mas ajuda o tanas!
O lema é vergar os povos do sul, fazê-los ter medo de ficarem sem pão.
Medo, terror, um beco sem saída, uma potência europeia a impor a sua lei com armas novas. 
A lei da regulação do pão chamar-lhe-ia eu.
O pão que a sr.ª Merkel regula como dona da torneira dos euros.
Permitam-me dizer isto caros leitores, indignados como eu, assistimos a uma vergonha de lideranças nesta Europa que começou com um sonho, está ficando com insónias, e seguramente com gente desta a mandar acabará num profundo e sério pesadelo.


PS. Completo meu desabafo de hoje com dois assuntos que chamaram a minha atenção: "declarações de Marinho Pinto (incompletas) e o anúncio de uma manifestação convocada para 12 de Novembro, pelos organizadores que convocaram a célebre manifestação do 15 de Setembro "Que se lixe a Troika".



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
http://lusito.bubok.pt/


-------------------------------------------------------------------------------------------------

MOVIMENTO 'QUE SE LIXE A TROIKA'

Manif 'A Merkel não Manda Aqui' convocada para 2.ª

por Lusa02 novembro 2012
Graffiti contra Angela Merkel feito por portugueses num mural da zona das Amoreiras em Lisboa
Graffiti contra Angela Merkel feito por portugueses num mural da zona das Amoreiras em LisboaFotografia © Vitor Rios - Global Imagens
O movimento "Que se Lixe a Troika"convocou hoje uma manifestação para o dia 12, segunda-feira, em Lisboa, sob o lema "A Merkel Não Manda Aqui", para repudiar a presença em Portugal da chanceler alemã.


A concentração está marcada para as 16:00, no Largo do Calvário, seguindo o protesto para os jardins de Belém, frente à Presidência da República.
Os autores da iniciativa defendem que a presença de Angela Merkel em Portugal, a 12 de novembro, deve merecer "todo o repúdio" da sociedade, em particular num momento social e economicamente crítico como o que o país atravessa.
"Nas vésperas de uma greve geral internacional contra a austeridade e os governos que a implementam, diremos nas ruas à sua passagem: Que se Lixe a Troika, a Merkel Não Manda Aqui", lê-se num comunicado hoje emitido.
Apela-se à mobilização da população em todo o país para que o dia fique marcado por protestos nos locais de trabalho, nas escolas, nas ruas e nos estabelecimentos comerciais, "com braçadeiras negras ou panos negros das casas e carros".
Os autores do protesto sustentam que Angela Merkel representa a Europa da austeridade, nas mãos do poder financeiro, "a Europa dos diretórios, do poder político não sufragado" e cada vez mais sujeita a instâncias internacionais que "promovem a destruição" das economias e sociedades vizinhas.


BASTONÁRIO DA ORDEM DOS ADVOGADOS

Marinho e Pinto denuncia "golpe de Estado palaciano"

por Lusa, texto publicado por Paula MouratoHoje
Marinho e Pinto denuncia "golpe de Estado palaciano"
Fotografia © Paulo Spranger
O bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho e Pinto, afirmou hoje que se está a querer "subverter" e não rever a Constituição, estando em curso no país uma "espécie de golpe de Estado palaciano".


"É uma espécie de golpe de Estado palaciano. Quer-se destruir a Constituição, quer-se alterar radicalmente a fisionomia do Estado constitucional por um Estado que corresponde aos modelos ideológicos de quem hoje tem as rédeas do poder", salientou António Marinho e Pinto, à margem da Universidade da Juventude Popular (JP) que termina hoje em Vila Real.
Para o bastonário, quer-se "subverter, não é rever a Constituição". "Porque para isso era preciso respeitar as regras de revisão que estão na própria Constituição, designadamente as maiorias da Assembleia Constituinte", acrescentou.
O debate à volta da "refundação" foi lançado pelo primeiro-ministro, no encerramento das jornadas parlamentares do PSD e do CDS-PP.

sexta-feira, outubro 05, 2012

Revolução na zona euro contra a Alemanha...



Nosso comentário:


Depois de contemplar na televisão o que hoje contemplei, já dou por tudo.
Uma República Portuguesa de rastos, uma cerimónia sem alma no dia comemorativo da sua implantação o 5 de Outubro), sem POVO, feita numa sala fechada, cercada de polícia, vedadas todas as ruas limítrofes à população. Apenas um discurso a quebrar a monotonia da rendição dos outros ao inevitabilismo da mortífera austeridade atual: o de António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Uma República moribunda dir-se-ia.
Um dia 5 de Outubro matado já por este governo, tirando-lhe o direito a ser FERIADO NACIONAL.
Uma República sem imaginação, sem a consciência do orgulho nacional, sem políticos à altura de darem uma sapatada, um chega para lá na DESGRAÇA instalada, imposta por quem quer que seja, sim porque a gente quer viver, não morrer.
Caros leitores, de mais longe ou de mais perto, portugueses ou não, deixem-me dizer-lhes: Portugal é uma Pátria de muitos séculos que não precisa de lições, muito menos de notas classificativas de um qualquer país armado em professor, seja ele qual for.
Ainda por cima um professor à moda antiga, como muitos de nós ainda conhecemos: com régua, vara, palmatória, para dar porrada da grossa ao aluno.
NÃO!
É mau de mais.
Talvez por isso até compreenda as palavras duras deste senhor ex-vice da agência Moody's.
Por sentir neste momento, nesta Europa, muito do que Mahoney diz, embora contra o meu ideário assente numa outra postura de uma outra Alemanha.
Escrevi coisas sobre as vantagens da Europa Unida, gostava e ainda gosto do sonho desses grandes homens quando intentaram ir com ele por diante: para que nascesse uma Europa livre, solidária, pacífica, unida, que aglutinasse povos até então beligerantes entre si.
Sinto-me obrigado a dizer isto: ou a Alemanha e o seu ideário arrepiam caminho (não sei se será ainda a tempo) ou admito concordar com este senhor ex-diretor da Moody's.
Partilho o artigo deste senhor publicado no Expresso.
 
 
PS. Fotos dos textos recolhidas aleatoriamente da internet apenas para ilustrar os mesmos.
 
 
 
Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Ex-vice da Moody's apela a revolução na zona euro

O tempo para uma discussão "educada" terminou. O que está em causa no "Sul" da Europa é a diferença entre um futuro de prosperidade ou depressão. Palavras duras de Christopher T. Mahoney, ex-vice presidente da agência Moody's.



"Está na hora de uma revolução na zona euro, o tempo para uma discussão educada terminou. O que está em causa não são um ou dois por cento de crescimento económico no Sul, mas, pelo contrário, a diferença entre um futuro de prosperidade e um de depressão", refere hoje Christopher T. Mahoney, ex-vice presidente da agência de notação Moody's, num artigo intitulado "Southern Europe Must Revolt Against Price Stability", publicado no "Project Syndicate".
Essa "revolução" deve ser "liderada pela França, Itália e Espanha", com a França à cabeça, e os seus alvos principais são a Alemanha e o Bundesbank. "O tempo é agora, antes que a Espanha e Itália sejam forçadas a capitular à estricnina e ao arsénio da troika", sublinha.
Mahoney é um veterano de Wall Street que saiu de vice-presidente da Moody's em 2007. Considera-se um "libertário do mercado livre".
"Se o Sul continuar a permitir que o Norte administre o remédio envenenado da deflação monetária e da austeridade orçamental, sofrerá, desnecessariamente, anos e anos", adverte Mahoney, para, depois, apelar à "revolução" do Sul.
"A zona euro é uma república multinacional em que cada país, independentemente da sua notação de crédito, pode atuar como um hegemonista. A Alemanha tem apenas dois votos no conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE), não tem controlo e não tem poder de veto. A Alemanha é apenas mais outro membro da união e o Bundesbank apenas mais outra sucursal regional do sistema do euro. O Tratado do BCE não pretendeu ser um pacto de suicídio, e pode ser interpretado de um modo suficientemente aberto para permitir que seja feito o que tem de ser feito. Se o Tribunal Constitucional objetar, então a Alemanha pode sair."
E reforça: "O que advogo é uma rutura pública com o Bundesbank e com os seus satélites ideológicos".
A finalizar, diz: "Talvez seja mais prudente conduzir esta revolta em privado, mas o que acho é que só funciona como ultimato público".


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/ex-vice-da-moodys-apela-a-revolucao-na-zona-euro=f758145#ixzz28SHJkw56

quarta-feira, setembro 26, 2012

Alemanha culpada pela dor europeia 2.º Paul Krugman


Nosso comentário:


 Época de grandes convulsões nesta Europa de hoje que nada faria prever uns tempos atrás. Pelo menos com esta intensidade, esta perigosidade.
Já nem falo na Grécia, país desde o início da crise atirado às urtigas. Prova bem provada da grande solidariedade que praticam estes povos europeus "unidos"...não haja dúvida!!!
A Irlanda para lá anda, tem-te não caias. Mais para "o caias" do que para "o tem-te"
Na Espanha problemas de arrepiar os pelos de um careca. Já não faltava a crise financeira e os problemas sociais que ela acarreta, desemprego, conflitualidade, empobrecimento, desespero, havia também de aparecer um enorme problema político: uma anunciada cisão da Catalunha, com a dissolução do Parlamento regional e convocação de eleições.
Diariamente chegam novidades daqui e dali, quase sempre novidades de má catadura, ouvia ontem que a FIAT ameaça o governo italiano de sair de Itália se não lhe for concedido apoio por banda do governo italiano.
Em Portugal à venda, ouvem-se cada vez mais os entendidos em consenso sobre o buraco sem saída em que estamos metidos com a terapêutica da TROIKA que vem sendo aplicada.
A dívida em vez de reduzir aumenta, o crescimento económico em vez de subir, desce, o desemprego em vez de baixar sobe exponencialmente, a conflitualidade social está aí à vista de todos.
A palavra de ordem que mais se ouve nas ruas é: GATUNOS.
Não há um governante que saia à rua sem ser apupado, insultado pelo povo. Populações fartas disto, da mentira permanente, desgastadas, roubadas, enxovalhadas.
A incapacidade, a impotência, a falta de soluções dos governantes, a corrupção, a injustiça, a ausência de equidade, são cada vez mais visíveis. Os portugueses estão abandonados, distanciados cada vez mais dos poderes políticos, eu diria, talvez a breve trecho, obrigados a terem de tomar em suas mãos os destinos da Pátria Lusa.
Como? ninguém sabe,  há que esperar pelas cenas dos próximos capítulos.
Mesmo agora acabo de ter conhecimento de que da manifestação de ontem em Madrid resultaram largas dezenas de feridos, dose que ameaça repetir-se hoje e no futuro próximo, até que as respostas, se as houver, convençam as populações de que isto não é mesmo um holocausto... aguentando-se as populações com medidas perversas, falseadas até que o pior aconteça (!!!???)
Seremos nós, Portugal, um dos países em fase laboratorial de "técnicos robot", de cujas motivações sabemos pouco?
 
PS. Deixo-lhes um texto e um link de um reputado economista da Universidade de Princeton, que retirei do facebook. Trata-se de Paul Krugman que diz de sua justiça sobre a dose que está a ser aplicada na Europa.


 
Fiquem bem, António Esperança Pereira

---------------------------------------------------------------------------------------------------------

Krugman: o tempo de as pessoas dizerem basta está a aproximar-se rapidamente


O Banco Central Europeu (BCE) "esteve muito bem" tanto no programa LTRO, a bazuca que permitiu os bancos financiarem-se a baixo custo no início do ano, como no novo programa de compra de dívida anunciado no início deste mês, defende o economista Paul Krugman.

Draghi esteve muito bem. Mas ele não pode fazer desvalorização interna por si só, e ele não pode salvar a Europa se os seus líderes continuam a pensar que o infligimento gratuito de dor deve servir de política

O economista aponta o dedo à Alemanha que considera ser a grande culpada de encarar esta crise como um problema orçamental. "Os alemães continuam convencidos de que os preguiçosos europeus do Sul continuam a mandriar. Devido a isso, a política é continuar a infligir dor só pelo prazer de infligir dor".

O professor da Universidade de Princeton voltou a criticar a austeridade e avisa que assim a Europa não vai conseguir sair da crise.

"Onde é que a austeridade entra nesta história? Na maior parte não entra. Tirar uns quantos pontos do défice estrutural não vai fazer diferença na solvência a longo prazo". Pelo contrário, os riscos são muitos, avisa: "Vai, contundo, deprimir ainda mais o emprego e infligir muito sofrimento directo através de cortes nos programas sociais".

http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO061614.html

quinta-feira, março 24, 2011

ANGELA MERKEL, SÓCRATES E EU


Angela Merkel diz que está "grata a Sócrates"

A NOTÍCIA

“Estou grata a Sócrates” por tomar a responsabilidade das contas públicas do seu país, disse Angela Merkel, citada pela agência de informação financeira Bloomberg.

A líder alemã lembrou que as novas medidas tomadas pelo Governo português para reduzir o défice orçamental foram de “longo alcance” e apoiadas pelo Banco Central Europeu (BCE) e pela União Europeia.

Para Angela Merkel, Sócrates esteve “correcto” e foi “corajoso” em levar as novas medidas de austeridade ao Parlamento português para votação.

José Sócrates apresentou ontem à noite a demissão ao Presidente da República por considerar que ficou sem condições para governar, depois de o Parlamento ter aprovado resoluções de rejeição de toda a oposição ao chamado PEC IV, proposto pelo Governo.

O pedido de demissão foi anunciado pela Presidência da República que, contudo, salienta que o Governo se mantém “na plenitude de funções até à aceitação daquele pedido”. Cavaco Silva irá promover na sexta-feira audiências com os partidos com assento parlamentar.

Entretanto, os analistas do Royal Bank of Scotland (RBS) temem que um eventual vazio de governo possa atrasar a negociação de um pacote de ajudas para Portugal, que estimam num montante de cerca de 80 mil milhões de euros.

“É praticamente inevitável” que Portugal irá precisar de ajuda externa, afirmou um economista do RBS, Jacques Cailloux. “O mercado irá deteriorar-se na ausência da aplicação de outras medidas. Existe obviamente o risco de downgrades, que serão antecipados pelo mercado tornando-se numa profecia que se cumpre a si própria”, acrescentou o mesmo responsável.
-----------------------------------------
MEU DESABAFO

Caia Sócrates e do caos alguém há-de virar um salvador da Pátria deitada nos escombros.
Uma depressão é o que nos resta.

Um longo inverno de reduções mais que muitas, salariais, de emprego, de 13.º mês, de benefícios sociais, de escolas públicas, assistência médica e medicamentosa, etc etc. desta vez com doses cavalares.

Uma machadada na imagem do país moderno.
FMI SEGURAMENTE, com a tragédia que isso encerra.

Estávamos quase a ser valentes, com a conjuntura desfavorável. Sócrates é um português valente, decidido, determinado, trabalhador.
Segue-se o quê?
Os herdeiros de outro tempo, viciados na governação de um país tosco e maltrapilha: uns sem sonhos, outros sem projecto credível para Portugal, abutres do "quanto pior melhor".

Há quem acredite ainda na EUROPA, a minha mensagem pessoal vai nesse sentido, apesar de eu perceber que muitos dos líderes deste país nasceram apenas para ser galos de capoeira, não participantes maiores de uma história NOVA e GRANDE.

Ontem pude constatar no Parlamento Português que, EUROPA EUROPA a bem dizer... poucos estão interessados em verdadeiramente defendê-la.
Eles não sabem o que fazem, eu fiquei finalmente mais esclarecido.
Tanto deputado sem nada para dar assim que se veja, que saia das palavras de retórica, da cassete ensaiada que garanta o tacho.

Que constrangimento de assembleia da República...
Que falta de coragem senhores, derrubar-se assim um líder democrático, unanimidade da extrema direita à extrema esquerda! que ganância e que ânsia pelo poder... que imensa dor de cotovelo!

A acicatar mais minha desilusão, um PR "financista e sabedor da coisa" mais que calado.
Pois que venha o FMI para gáudio de alguns, para tristeza dos PORTUGUESES.

Desejo um futuro em liberdade a todos.

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...