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sábado, dezembro 10, 2011

Pr'a onde stás a olhar?

Conhecidas pelos seus protestos com poucas roupas, as activistas do grupo ucraniano FEMEN deslocaram-se até Moscovo para mostrar a sua indignação sobre a forma como decorreram as eleições russas. Depois de manifestações nas ruas, que terminaram com centenas de detenções, as mulheres foram mais além e 'deram' o corpo à luta. (Reuters)

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Comentário feito por: Anónimo               
Isto afinal é que é, aquela expressão que diz "está um calor da Rússia" (LOL)

Comentário feito por: Anónimo
tenho receio que se a moda pega, os poderosos vão fazer cada v~es mais absurdos só para veros seios da mulherada

Comentário feito por:Ricardo
Esta era mais uma razão para eu não votar no partido que este tipo de gente apoia... Uma sociedade de pessoas que gostam de se passar por prostitutas não é o que eu quero para o Mundo...
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Nosso comentário:

Por muito menos vistas, em tempos não muito recuados, nossas mães nos puxariam pela orelha se ficassemos embasbacados a mirar galdérias destas (lol)
(na circunstância, belas ucranianas mercenárias, organizadas para fazer manif's)
Dir-nos-iam com severidade e até ameça de trolha:

Pr'a onde stás a olhar?

Logo nos virando as cabecinhas tontas do rabo da menina boazona que ousava mostrar-se em mini-saia, para sítios mais próprios como o sino da igreja, a cruz da capelinha de cima, ou até a batina nova que o senhor prior vestia.
Tempos de imberbe descoberta ficávamos embasbacados e com olhar fixo em coisas bem pequeninas, mesmo assim logo reprimidas:

Pr'a onde stás a olhar?

Reparavamos afinal em coisas tão pequeninas e ingénuas como esta: no tempo das vindimas, as raparigas, mulheres do campo, pisavam os cachos nos lagares.
Ao fazê-lo, arregaçando as saias, mostravam o início da coxa , cuja brancura por não exposta ao sol, era alvo da tal fixação do olhar, do tal ar embasbacado com que o jovem aprendiz de vida se distraía. Talvez por curiosidade, por não ter nada que fazer, por tendência inata, não sei.

Se nossas mães aparecessem no lagar, nos vissem assim feitos basbaques, logo berrariam:

Pr'a onde stás a olhar?

Não se desfilava então como na foto, desfiles desse tempo só me lembro dos militares tristes que iam para Goa, na longínqua Índia, sem televisão, sem filmes eróticos, sem pornografia, sem sem...
Mesmo assim, com mães e adultos zelando sempre pela nossa educação, uns eram pais, outros padres, outros não, evitando todos a todo o custo que caissemos nas mãos do mafarrico, diabo ou berzebu.
Nos caminhos a que modernamente chamam, não sei se com propriedade, "o eixo do mal".

Apesar das poucas vistas, sobrevivemos com muita imaginação na tola.
Hoje quer a vida que até em protestos sérios, como o da foto, nos deleitemos com abundância de vistas.
Esqueço o Putin, esqueço críticas, esqueço o frio da Rússia, a razão e a não razão, sinto só a liberdade de ver.
Apenas lembro minha mãe que, se aqui estivesse, com preocupações de educação, me diria:

Pr'a onde stás a olhar?
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Fiquem bem, mas indignados!

António Esperança Pereira


http://nucleo.netlucro.com/clique/13276/602/

domingo, fevereiro 06, 2011

A minha mãe, a todas as mães deste país


Minha última colectânea de poemas "60 Poemas por ordem alfabética" assim a designei. Como sinopse da mesma escrevi:
"Inspirações variadas: o que vai na alma, o momento, a necessidade de escrever, o grito, o desabafo, a crença, a crítica, a opinião, a saudade, a mensagem que nasce às vezes sem se saber porquê… "
Ela é dedicada a minha mãe em particular, pelo que deixo abaixo um poema que consta do livro: "A MINHA MÃE", introduzindo-o com umas palavrinhas saídas ao sabor da pena, ou se preferirem, das teclas.
O livro pode, a partir de hoje, ser visto, consultado ou adquirido CLICANDO AQUI
Pode também clicar no ícon do livro ali sobre o lado direito do blogue.
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Em meia dúzia de palavras quem foi minha mãe?

Segunda grande guerra mundial, 1939/45, quatro filhos nascidos em pleno decurso do conflito. Dos quatro, só eu nasci após o fim das hostilidades.
Heroína à sua maneira, mulher forte, determinada, com um sentido apurado e exacto de futuro.
Com muita inteligência sentia que o futuro seria melhor do que o "presente" que lhe era dado viver.
Empenhou-se por isso em dotar os filhos com estudos suficientes para que melhor se defendessem dos desafios da vida e a enfrentassem com mais sucesso. Deu quase tudo para o conseguir.
Num tempo em que tudo era pouco, difícil, atrasado, o dinheiro escasseava, os estabelecimentos de ensino que existiam ficavam longe de casa... mesmo assim, conseguiu!
Para além de ser forte, determinada, ter sentido de futuro, gostava de flores. Gostava muito de flores.
Na terra semeada que rodeava a casa de habitação não lhe bastava ver crescer batatas, nabos, hortaliça, vinha, cereal. Aí plantou, semeou, não poucas vezes, canteiros de amores, violetas, crisântemos, ervilhas de cheiro, rosas, que depois dava a quem lhas pedisse.
Vincadamente herdei dela a minha crença nas FLORES! também o mundo mais colorido, com mais modernidade, oportunidades, prosperidade, com que sempre sonhou.
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O poema:

A MINHA MÃE

Beira Alta florida
nos canteiros espalhados pelos quintais
tantas pétalas meu Deus
que aqueles olhos viram
semearam
onde ás vezes só pedras havia
nada mais

o sol aquecia pelo verão
as cores das flores das rosas
eram sonhos de amores
sei lá que mais

o que aquelas mãos tiradas do regaço
faziam!
moldavam cortavam semeavam
com traços de artista
a beleza quase infantil
de quem tanto bem lhes queria

Beira Alta florida
perfume eterno amálgama de ser
Mulher flor quintal
Mulher mãe
que quis que a vida fosse
um sonho lindo
com as cores do arco-íris…

espelhadas no maravilhoso amor
único
eterno
doce
semeado no pólen depois mel
dos seus quintais.

António Esperança Pereira, Bubok Editora

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...