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terça-feira, dezembro 20, 2022

Lula da Silva relata conversa com Putin e diz que Brasil quer mundo sem fome e com paz




São Paulo, 20 dez 2022 (Lusa) – O Presidente eleito do Brasil, Lula da Silva, disse hoje que conversou com o Presidente russo, Vladimir Putin, e frisou que o seu futuro Governo buscará diálogo e trabalhará a favor de um mundo sem fome e com paz.

“Conversei hoje com o Presidente russo Vladimir Putin, que me cumprimentou pela vitória eleitoral, desejou um bom governo e o fortalecimento da relação entre nossos países”, escreveu o futuro governante brasileiro na rede social Twitter.

“O Brasil voltou, buscando o diálogo com todos e empenhado na busca de um mundo sem fome e com paz”, acrescentou.

Já o Kremlin informou num comunicado oficial que "em conversa telefónica com o Presidente eleito da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, Putin o parabenizou pela vitória nas eleições (...) e desejou-lhe sucesso em seu trabalho de Estado”.

A nota acrescentou que ambas as partes manifestaram a certeza de que a cooperação estratégica entre o Brasil e a Rússia - que fazem parte do grupo BRICS juntamente com a Índia, China e África do Sul - continuará a se fortalecer em diversas áreas.

Putin e Lula da Silva também esperavam consolidar os laços no BRICS e no âmbito da participação em organismos internacionais.

O líder progressista brasileiro venceu as eleições presidenciais em outubro, depois de receber mais da metade dos votos na segunda volta que disputou contra o atual Presidente, Jair Bolsonaro.

A posse de Luiz Inácio Lula da Silva está marcada para 01 de janeiro de 2023.


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Net...Net...Tempo Incerto | António Esperança Pereira - Bubok

sábado, abril 16, 2011

BRICS avisam dólar, FMI e Banco Mundial


Desenvolvimento da notícia

A necessidade de um novo sistema monetário internacional menos dependente do dólar americano e em que a relação de forças dentro das instituições saídas do velho acordo de Bretton Woods (como o FMI e o Banco Mundial) e da ordem do pós 2ª Guerra Mundial seja alterada a favor das novas realidades geoeconómicas foram as duas tónicas principais de mais uma cimeira dos líderes dos quatro BRIC - Brasil, Rússia, Índia e China - que, desta vez, agregou formalmente a África do Sul, e passaram a designar-se formalmente de BRICS (incluindo, no final do acrónimo, a primeira letra de South Africa, a designação em inglês).

Os BRICS pretendem claramente afirmar-se como uma "plataforma" e avançar "pragmaticamente", lê-se no comunicado final. FMI (que, na mesma altura, se reunia em Washington), Banco Mundial e Conselho de Segurança das Nações Unidas são destinatários da posição conjunta destes cinco países do chamado mundo "emergente". Durante este ano, estes cinco países estarão presentes no Conselho de Segurança e prometem agir articuladamente.

Agora reunidos em Sanya, na ilha chinesa de Hainão (que fica no Mar do Sul da China), um dos mais populares destinos turísticos na zona, os BRICS rebelaram-se, também, contra a especulação financeira nas commodities, exigindo uma maior regulação nesta área cuja volatilidade tem um impacto arrasador no campo alimentar e da energia, induzindo inflação importada e miséria em largas camadas da população. E, segundo os líderes dos BRICS, podem colocar em risco a retoma da economia mundial em 2011 e 2012.

Estiveram presentes nesta première formal dos BRICS, o presidente chinês Hu Jintao, o primeiro-ministro indiano Manmohan Sing, a presidente brasileira Dilma Rousseff, o presidente russo Dmitry Medvedev e o "novato" Jacob Zuma, presidente da África do Sul.
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O nosso comentário

Estou pasmado com o que está a acontecer a este "ocidente". Escrevi com letra pequena "ocidente" porque o termo se já era de difícil sentido até aqui, a partir de agora está mesmo carente de um sentido mínimo. Porque, ao que parece, nada mesmo nada voltará a ser como dantes.

Não é a Grécia, não é a Irlanda, não é Portugal ou outro qualquer país incluindo os EUA, com este ou aquele problema que surja, é o sistema que encalhou. É a solidariedade entre amigos e aliados que encalhou. É o salve-se quem puder num mundo de números, que não olha mais a pessoas.

A notícia escolhida hoje sobre os BRICS é apenas um exemplo disso mesmo, de uma resposta séria a esse sistema encalhado. Tal aliança estratégica, BRICS, afirma-se como uma alternativa ao domínio do dólar. Muito por força do desnorte das economias ocidentais, lideradas pelos E.U.
A avaliar pela pujança das economias que as integram, Rússia, China, Brasil, Índia, África do Sul, não me espantaria que tal alternativa aconteça a breve prazo.

Se somarmos a isto a falta de respostas efectivas a problemas conjunturais de aliados e amigos, Grécia, Irlanda, Portugal, etc. vítimas eles da expansão desenfreada das macro economias, temos que considerar que o "ocidente" como era entendido na geopolítica dos espaços, é um caso sério de difícil sobrevivência.

Veja-se o que se passa com a articulação de forças na Líbia por parte da NATO, com problemas básicos de definição de uma estratégia, de um querer, de uma aliança determinada.
Assim está a NATO, assim está a União Europeia, assim está o "ocidente": nas mãos de forças que o fizeram crescer desmesuradamente, uma banca gigantesca fora de controle, uns mercados invisíveis, uma ideologia com capital inesgotável, agora queixosa, com banqueiros a pedir dinheiro aos Estados por descapitalizados.

O que está a acontecer com a Grécia, Irlanda, Portugal, teria que ter sido evitado.
Em nosso entender, esta Europa de pseudo maus e bons, trabalhadores e preguiçosos, Norte e Sul, Este e Oeste, só aumenta divisões, dúvidas, renovação de querelas antigas.
Quem sonhou um espaço amplo, enorme, solidário, europeu, alargado tanto quanto possível, com nações grandes e pequenas convivendo finalmente em paz e prosperidade, sente neste momento que algo está a falhar.
Ou algo é mudado já, ou a EUROPA dentro de algum tempo não passará de um sonho que existiu, dando lugar a ódios e ressentimentos de inúmeros países orgulhosos, recheados de histórias velhas para as agitarem e se atasanarem uns aos outros.

Por isso os BRICS aparecem na altura certa, uma resposta natural ao sinal dos tempos.
EM jeito de "brincadeira séria", e para quebrar o sério da análise, diríamos que, como o Brasil faz parte dos BRICS e fala Português, até poderá ser uma mais valia para Portugal, quem sabe? será mais fácil negociar com eles na nossa língua, do que com este "ocidente" desnorteado, desunido, momentaneamente desacreditado.
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Um bom resto de fim de semana,

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...