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quarta-feira, outubro 30, 2013

Acordem pessoas de todas as raças...


Guerra


O estilhaço dispara
A VIDA é matada

na fome de sangue
na cegueira instalada
o ódio grassa
no nada que deixa

ceifeira de vidas
a guerra
é choro o que traz
é negro o que veste
é cinza o que faz

o que se ganha?

um pedaço de chão
um poço de petróleo
uma qualquer razão?

e o filho partido
a irmã violada
a casa queimada
tudo destruído?

nada há que pague
esta oportunidade

A VIDA

vida que é festa
vida que é dança
vida que é amor
vida que é tudo
menos matança

acordem pessoas
de todas as idades
de todas as raças
de tantas verdades


conversem respeitem
respeitem-se
se não se entenderem
na solução
se ficarem tensos
escravos de uma “razão”
esperem um tempo
parem
e em vez de matarem
de arma na mão…

NÃO!

enquanto esperam
a solução
dêem as mãos
façam uma roda
e dancem
que o sorriso vem!



Fiquem bem,

António Esperança Pereira


sábado, janeiro 12, 2013

Só o tempo é capaz de entender o amor...


Nosso comentário:


Mais um contributo de um leitor do blogue. Desta feita foi-me enviada uma história que, como todas as histórias, começa por ERA UMA VEZ...
História que vale a pena ler pois faz todo o sentido num tempo em que de pouco parece servir ser-se pessoa, muito menos ser-se uma pessoa com alguma idade.
Não vou falar outra vez nos direitos dos reformados que, como se sabe, entregaram ao Estado uma enorme quantidade de dinheiro durante toda a sua vida de trabalho, para terem direito a uma "mesada" digna, calculada pelos peritos para o efeito. Que depois a vêem extorquida por esse mesmo Estado assim sem mais nem menos, tendo-lhes ficado com o dinheiro.
Que fez o Estado ao dinheiro? 
Bom, em vez de honrar os compromissos assumidos com os fiéis depositantes e pagantes de uma vida, os então trabalhadores...gastou-o, deu-o aos bancos para se aguentarem de pé, em suma fez com ele tudo aquilo em que o leitor está seguramente a pensar.
É triste, desumano, escandaloso, mas é verdade.
Mas...
leiam a história que me foi enviada, bem bonita por sinal. 
Os meus sentidos agradecimentos a quem ma enviou.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/





A ILHA DOS SENTIMENTOS



Era uma vez uma Ilha onde moravam todos os sentimentos: a ALEGRIA, o AMOR, a SABEDORIA, a TRISTEZA e todos os outros Sentimentos.
Um dia avisaram os moradores da Ilha que ela se iria afundar.Todos os moradores se apressaram a sair.
Pegaram nos seus barcos e partiram rapidamente. Só o Amor ficou pois queria estar mais um bocadinho
com a Ilha. Quando, por fim, estava quase a afogar-se, o Amor começou a pedir ajuda....
Passou a Riqueza num lindo barco, e o Amor disse:
-Riqueza leva-me contigo!

 

-Não posso. Há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para ti.
Entretanto veio a Vaidade.
-Vaidade por favor ajuda-me!
-Não posso Amor, está todo molhado e estragava o meu barco.
Então o Amor pediu ajuda à Tristeza:
-Tristeza leva-me contigo, por favor!
-Ah! Amor estou tão triste, que prefiro ir sózinha.
Também passou a Alegria, mas ia tão contente que nem ouviu o Amor.
Já desesperado o Amor começou a chorar. Então ouviu uma voz chamar:
-Vem Amor, eu levo-te.
Era um velhinho...o Amor ficou tão feliz que se esqueceu de perguntar o nome do Velhinho. 
Ao chegar ao outro lado perguntou à Sabedoria:
-Sabedoria quem era aquele Velhinho que me trouxe até aqui?
A Sabedoria respondeu:
-Era o TEMPO!!!

-O TEMPO? mas porquê só o Tempo me trouxe???
-Porque só o tempo é capaz de entender o "AMOR"!!!!

quinta-feira, janeiro 10, 2013

Parábola do Rei e da Omelete, cozinheiro licenciado!


Nosso comentário:


Uma bela parábola que recebi de uma leitora. A ela os meus agradecimentos sinceros. Tenho muito gosto em publicitá-la.

Apenas quero dizer duas ou três coisas quanto à mesma. Após a sua leitura e dado que muito se questiona a real valia dos "assessores e especialistas" acabados de licenciar, que são pagos a peso de ouro pelos gabinetes da governação, fiquei com uma meia-resposta para esse facto que incomoda os portugueses:
-os tais boys e girls luxuosamente contratados a quilates de euros, que recebem subsídios de natal, de férias e tudo.
Seguramente se trata de boy's e girl's (para quem não sabe inglês e lê o blogue, boy's, significa "rapazes" e girl's", raparigas") com a acutilância intelectual do cozinheiro da PARÁBOLA.
Se não for esse o caso e não se tratar de "cozinheiros" desta estirpe, pois faço minhas as palavras de tantos comentadores televisivos ilustres sobre os escandalosos contratos milionários de "boy's especialistas".
Eu, tal como esses comentadores televisivos ilustres, também acho que não se pode ser especialista e auferir logo salários chorudos na flor da idade profissional...


PS. Leiam a parábola que vale a pena. Se revirem nela personagens da atualidade política portuguesa, o problema é vosso.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/





PARÁBOLA DO REI E DA OMELETE


Era uma vez um rei que tinha todos os poderes e tesouros da terra, mas apesar disso
não se sentia feliz. Um dia chamou o seu cozinheiro e disse-lhe:
-Tem cozinhado muito bem para mim, tem trazido para a minha mesa as melhores iguarias
do mundo. Agora, porém, quero que me dê uma última prova da sua arte. Quero que me prepare
uma omelete de amoras igual aquela que há 50 anos, comi na minha infância.
Naquele tempo, o meu Pai tinha perdido a guerra e nós tivemos de fugir. Viajámos dia e noite através da floresta, acabando por nos perder.
 Estávamos famintos e cansados, quando chegámos a uma cabana onde morava uma pobre que
nos acolheu. 
Preparou-nos uma omelete de amoras. Era deliciosa...e trouxe-me esperança ao coração...
Mais tarde, já no trono, tentei encontrar a mendiga, mas não consegui. Queria recuperar a esperança e a alegria que perdera ao longo dos anos...
Agora quero que faça uma omelete de amoras igual à dela. Se conseguir dou-lhe muito ouro, se não mando-o matar...
Então o cozinheiro disse:
-Pode mandar matar-me já. É claro que sei fazer omeletes de amoras, iguais à que Vossa Majestade comeu. Só que elas  não terão o sabor picante do perigo, a emoção da fuga, a doçura da hospitalidade inesperada e calorosa...
Não terão o sabor do Presente estranho nem do futuro incerto...
O Rei ficou calado!!!!
Meditou nas palavras sábias do cozinheiro....elas fizeram eco no seu coração.
Resolveu então que a partir desse dia o cozinheiro seria nomeado Conselheiro Real!!!

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...