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sexta-feira, julho 11, 2014

Ironia da história...Grande verdade!


Nosso comentário:

Recebi de um contacto, via e-mail, o "Pensamento da semana" que hoje divulgo.

Não o divulgo nem pelo prazer que tal me poderia dar, nem pela crueldade que pareceria uns tempos atrás fazer tamanha comparação entre os dois sistemas políticos: capitalismo e comunismo.
Mas falando bem e depressa, a realidade vem comprovando que o que se diz abaixo, ou seja, o que diz o escritor australiano Jeff Sparrow, tem muito de verdade.
Vale a pena ler.

Tenham um bom fim de semana,

António Esperança Pereira



Pensamento da semana (quem diria?)


  
Grande verdade!...

Ironia da história

 
"Tudo o que temíamos acerca do comunismo – que perderíamos as nossas casas e as nossas poupanças e nos obrigariam a trabalhar eternamente por escassos salários e sem ter voz no sistema – converteu-se em realidade com o capitalismo."
Jeff Sparrow 
(Escritor e activista australiano, nascido em 1969)
AFINAL SÃO IGUAIS

e esta... hein ???

domingo, dezembro 09, 2012

Apagão Nacional, cartão vermelho ao governo.




Apagão Nacional...Vamos desligar os nossos televisores, quando o Passos Coelho estiver a transmitir a tradicional mensagem de Natal 2012.
Apagão Nacional...

Vamos desligar os nossos televisores, quando o Passos Coelho estiver a 
transmitir a tradicional mensagem de Natal 2012.






Nosso comentário:



Dou hoje especial realce ao "Apagão Nacional". Uma ideia sugerida nas redes sociais, puramente simbólica, mas a que aderi pelo significado que a mesma representa.
Porque havemos nós de ouvir quem não nos ouve a nós?
Porque há de o povo português ouvir uma mensagem supostamente mansa imbuída de um hipócrita espírito natalício, quando o governo trata os portugueses com uma dureza, uma frieza, uma falta de ética, de humanismo, inexplicáveis?
As depressões nos jovens a aumentarem, os pais com dificuldade de educar seus filhos, os adultos com dificuldades de arranjarem e/ou manterem os empregos, os mais velhos espoliados do dinheiro que depositaram toda uma vida para terem uma velhice digna...
Roubados, desgovernados, abandonados, ludibriados, enganados pela gente que governa.
Que esperam os portugueses de um governo eleito "democraticamente" que "impõe despoticamente" as suas medidas?
Valeu a pena passar-se uma vida inteira com o fantasma do "comunismo mauzão", o tal que nos diziam que comia criancinhas, que nacionalizava tudo o que fosse dos privados, que defendia só o que é público, que tira tudo do bolso do cidadão, que lhe tira até a liberdade?
Afinal de contas o que estão estes senhores a fazer senão o mesmo que diziam que o comunismo fazia, encapotado com uma roupagem de direita?
Acham que eu prefiro a TAP nas mãos de um qualquer estrangeiro, colombiano ou não, do que nacionalizada?
Acham que eu prefiro a RTP nas mãos de um angolano, ou outro qualquer privado, do que nacionalizada?
Acham que eu prefiro a EDP nas mãos dos chineses, ou quaisquer outros, do que nacionalizada?
Acham que um regime comunista tira mais às classes médias e aos mais fracos do que este tira?
Quanto à liberdade, atente-se nas notícias, em tantos casos de pressão e saneamento na comunicação social, na distribuição desleal de tempos de antena, nas cargas policiais desproporcionadas, etc etc.
Que liberdade? liberdade de fachada? liberdade de opinião quando eles fazem o que querem, como querem?
Decididamente meus amigos leitores, os extremos tocam-se. 
A extrema direita governa de forma semelhante à extrema esquerda. 
A nós "povo que lava no rio" resta discernir um pouco, tomar depois uma de duas opções disponíveis, pelo menos para já, ou pelo enriquecimento do ESTADO ou pelo enriquecimento de uns tantos GRANDES CAPITALISTAS.
Com mágoa o digo porque tenho acreditado que no meio é que está a virtude...
Mas neste momento, com a destruição maciça das classes médias por parte deste governo, com a manifesta prepotência dos poderes instituídos, não vislumbro, em boa consciência, que exista  um MEIO entre aquelas duas hipóteses.
Haverá eleições dentro em breve, e a opção do cidadão comum irá cada vez mais ser uma destas: ou MAIS PODER AO ESTADO, ou MAIS PODER AO GRANDE CAPITAL.


PS. Ilustro o meu post com as últimas quatro capas do JN (Jornal de Notícias) que aleatoriamente retirei da Internet, para dar aos leitores uma fotografia do país Portugal, Dezembro/2012



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/




09 de dezembro de 201208 de dezembro de 201207 de dezembro de 201206 de dezembro de 2012

domingo, setembro 23, 2012

Uma coligação de gente perigosa...

Nosso comentário:


Para os menos informados sobre a situação que o nosso país vive, com menor acesso a fontes de informação, por este ou por aquele motivo, especialmente os residentes no estrangeiro, também os falantes de língua portuguesa que vêm acompanhando as diabruras por que estamos passando....
deixamos hoje um mail simples mas elucidativo q.b. que corre pela internet. Ele versa o desprezo a que foram votados e estão a ser os reformados, os mais velhos de Portugal. Uma frieza chocante, insensibilidade, rutura social dos que nos governam, veja-se só, eleitos por este povo em eleições democráticas e livres (só pelos que votaram claro) 
São infringidos tudo o que é direitos adquiridos, ligando-se pouco ou nada ao que o orgão máximo da justiça portuguesa recomenda: O TRIBUNAL CONSTITUCIONAL.
Uma vergonha nacional!
Leiam o email e divulguem na medida do possível. Ao menos que se reflita sobre o mundo atual, com este exemplo vergonhoso de um país do mundo "dito livre e democrático".
Será tempo de se repensarem os fundamentos, fucionamento e lacunas destas democracias?
Um pouco mais abaixo, depois do texto do email, poderão ler um artigo publicado no semanário Expresso, sob o título: "Uma coligação de gente perigosa".
Vale a pena ler.
 
 
Fiquem bem, António Esperança Pereira


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Reformados.....Obrigado, Querido Governo! - repasse urgente (corre na net)
 

Obrigado, Querido Governo!


Agradeço ao governo pelo que tem feito pelos reformados, pois eles não precisam de aumento (e podem muito bem viver sem 13º e 14º mês), pois não pagam luz, gás, rendas, remédios ou alimentação, como o resto da gente - nem precisam de ajudar, cada vez mais, os filhos e netos no
desemprego, que todos os meses aumenta e que nunca se sabe quando irá melhorar.

Tudo lhes cai do céu, ao contrário de parlamentares, juízes, ministros, autarcas, etc., que têm de trabalhar duro para conseguir o pouco que têm.

O Aposentado só trabalhou, duramente, por 30, 35, 40 ou mais anos, descontando anualmente sobre 14 salários durante esses anos todos para uma Segurança Social que hoje o acha culpado de todos os males..

O Reformado  tem a teimosia de sobreviver à falta de respeito e incompetência, pois já não se precisa mais dele, agora que ninguém quer o seu trabalho; o Governo julga-o um vagabundo que só serve para receber o valor da reforma e, por isso, vai-lha tirando, passo a passo, por agora.


Depois, a única greve que os reformados podem fazer é a de nunca mais morrerem e entupirem um pouco mais os hospitais públicos, com suas doenças e achaques.

Cordiais saudações.

Nós, os reformados, agradecemos o carinho e respeito deste Governo - afinal, não optaram pela "solução final". Quando será ?



segunda-feira, setembro 03, 2012

"Um canhão pelo cu", texto incendeia a Espanha...


O texto que está a incendiar Espanha
O seguinte texto foi publicado recentemente no El País, tendo-se tornado absolutamente viral em Espanha. Reflecte sobre o terrorismo financeiro e a captura económica. Chama as coisas pelos seus nomes e faz uma análise sobre o capitalismo actual que está a incendiar não só Espanha como todo o mundo. O título é "Um canhão pelo cú", e é escrito por Juan José Millas.
 
 
Um canhão pelo cú
Se percebemos bem - e não é fácil, porque somos um bocado tontos -, a economia financeira é a economia real do senhor feudal sobre o servo, do amo sobre o escravo, da metrópole sobre a colónia, do capitalista manchesteriano sobre o trabalhador explorado. A economia financeira é o inimigo da classe da economia real, com a qual brinca como um porco ocidental com corpo de criança num bordel asiático.
Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de sequer ser semeada. Na verdade, pode comprar-te, sem que tu saibas da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que durante esse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, apesar de te deixar na merda se descer.
Se o preço baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que estejas - e não há nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.
Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta compra geralmente é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita à meia-noite. Um país que, da perspetiva do terrorista financeiro, não é mais do que um jogo de tabuleiro no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.
A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional: o tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe todo o caráter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para uma competição. Nada disso conta para a economia financeira ou para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país - este, por acaso -, e diz "compro" ou "vendo" com a impunidade com que se joga Monopólio e se compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.
Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno dos milhares ou milhões de pessoas que antes de irem trabalhar deixaram na creche pública - onde estas ainda existem - os filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas sobreprotegidos, desde logo, por essa coisa a que chamamos Europa ou União Europeia ou, mais simplesmente, Alemanha, para cujos cofres estão a ser desviados neste preciso momento, enquanto lê estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres.
E não são desviados num movimento racional, justo ou legítimo, são-no num movimento especulativo promovido por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro.
Tu e eu, com a nossa febre, os nossos filhos sem creche ou sem trabalho, o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Somos simples mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.
A ti e a mim, estão a pôr nos carris do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com ruturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas ações terroristas que passam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até ganham, e porque há atrás deles importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.
A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos certos. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A atividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam dos gráficos.
Aqui se modifica o preço das nossas vidas todos os dias sem que ninguém resolva o problema, ou mais, enviando as autoridades para cima de quem tenta fazê-lo. E, por Deus, as autoridades empenham-se a fundo para proteger esse filho da puta que te vendeu, recorrendo a um esquema legalmente permitido, um produto financeiro, ou seja, um objeto irreal no qual tu investiste, na melhor das hipóteses, toda a poupança real da tua vida. Vendeu fumaça, o grande porco, apoiado pelas leis do Estado que são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.
Na economia real, para que uma alface nasça, há que semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, há que a colher, claro, e embalar e distribuir e faturar a 30, 60 ou 90 dias. Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora nos são retirados porque a economia financeira tropeçou e há que tirá-la do buraco. A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está nele, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passo a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do sequestrado.
Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo. E com a cumplicidade dos nossos.
Juan José Millas
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Fiquem bem, António Esperança Pereira


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Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...