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terça-feira, fevereiro 07, 2012

Ao viajar, esvazie a bexiga...

Recebemos via email a informação que seque. Dada a importância da mesma, resolvemos utilizar o nosso espaço para divulgar pelo maior número de pessoas possível o seu conteúdo. Acrescentaríamos apenas que nem as multas do autarca Rui Rio devem impedir quem viaja de urinar devidamente, mesmo que seja na via pública. Em primeiro lugar a saúde... quem resida no Porto e não esteja a par das medidas recentes do autarca da cidade desa cidade, chamamos a atenção para linkar aqui e ficar atualizado sobre os prós e os contras das medidas de RR: http://www.minhapoesia.net/#!/2012/02/proibido-cuspir-urinar.html
Mas caros leitores, leiam a informação que segue que é de extrema importância e à qual nem sempre damos a devida atenção:

PASSE NO BANHEIRO ANTES DE VIAJAR ...Utilidade pública Algumas vezes uma informação sobre saúde ouvida uma única vez pode ser relembrada por toda a vida, gerando um comportamento preventivo.
Esse foi o impacto de uma palestra, proferida por um cirurgião de um pronto socorro cujo tema era a ruptura de bexiga por acidentes automobilísticos.
Após a palestra, os banheiros estavam repletos e os comentários sobre ir ao toalete antes de entrar em
um veículo eram enfáticos, demonstrando que o recado fora ouvido.
Através de dados estatísticos e imagens precisas, o especialista demonstrou como, num acidente que pode ser até banal, estando a bexiga cheia, há risco dela literalmente 'estourar'.
Fatos assim, bem demonstrados, são suficientes para, uma vez conhecidos, jamais serem esquecidos.
Ao informar a platéia atenta sobre a freqüência de atendimentos de urgência para sutura de bexiga derivadas de acidentes de carro, percebeu-se rumores e olhares de temor no público em geral.
A causa mais comum das lesões da bexiga é a contusão (golpe externo), a qual ocorre, sobretudo,
devido a acidentes automobilísticos, podendo também decorrer de quedas ou lesões esportivas.
A maioria das rupturas da bexiga ocorre pelo trauma externo e tem como
causa principal a bexiga cheia durante o acidente.
A bexiga cheia de urina absorve o impacto do golpe externo e não tendo resistência suficiente, explode como um balão de ar.
Através da fenda que se abre, a urina e o sangue invadem a cavidade peritoneal, onde se encontram os intestinos, podendo provocar uma peritonite química e infecciosa com enorme dor.
Os principais sintomas são a presença de sangue na urina e a dificuldade de micção.
O diagnóstico precoce é importantíssimo, requerendo procedimentos radiográficos para delimitar as lesões e avaliar os escapes de urina.
Portanto, bexiga cheia e acidentes automobilísticos podem ter sérias consequências
causando desde internações e até mesmo morte.
As lacerações menores requerem internação, pois será necessário tratamento com sondas uretrais para drenar a urina, o que dura entre 7 a 10 dias.
Nesse tempo, o tecido da bexiga pode cicatrizar sem intervenção.
As lesões maiores com conseqüente descontrole de sangramento ou o extravasamento de grandes volumes de urina para os tecidos vizinhos podem exigir uma reparação cirúrgica.
A sutura de bexiga não é um procedimento trivial.
Requer um trabalho delicado em um tecido difícil.
Complicações podem ocorrer como inflamação da área suturada e até infecções hospitalares, não muito raras em grande parte dos hospitais.
Entre os riscos de uma lesão grave está uma pressão arterial perigosamente
baixa que pode acarretar choque e morte. Assim, é sempre bom passar no banheiro e esvaziar a bexiga antes de entrar em qualquer veículo (automóvel, motocicleta, ônibus etc.), pois, se estiver vazia, o risco de rompimento diminui drasticamente.
Informação dessa natureza deve ser repassada, e aqui o boca a boca pode salvar vidas.

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Fiquem bem,



Cursos na Área de Administração

quinta-feira, maio 12, 2011

Geração à rasca




Sei que estamos todos um pouco zangados, frustrados, Portugal parecia em breve estar entre os melhores, se não num top 10 pelo menos num top 20, afinal...
uma crise mal entendida, mal explicada também, tirou-nos alguma inspiração, crença na Europa, no sistema financeiro, no presente e no futuro de Portugal e do mundo.
Eu já o tenho dito, fiquei triste com o pedido de ajuda externa, sinto o vexame, não estava à espera, ficamos por conta de outrem, vigiados como meninos de escola primária...

Mesmo assim tento compreender a necessidade dessa ajuda externa.
A gente tem que comer, habituámo-nos ao dinheirinho no fim do mês, há contas para pagar, família para sustentar, vícios a precisar de alimento, etc, etc.

Mas, e há sempre um mas, recebi um email muito a propósito, que fala no tema "geração à rasca", em quem esteve realmente muito à rasca numa época muito próxima desta, que divulgo em baixo.
Uma coisa é certa: seja em que circunstâncias for, há sempre que saber separar o essencial do acessório.

Creio que, nesta nova era, habituados a uns tempos de vacas gordas, nos custa pensar com realismo que a vida nem sempre são vacas gordas.
Nem a felicidade cai do céu aos trambolhões, nem a saúde, nem o dinheiro, nem coisíssima nenhuma.

A vida meus amigos é difícil!
Daí o interesse do email que recebi: simples, não ofensivo, que diz umas verdades de um tempo bem recente, que podem ajudar, ou os que esqueceram delas, ou os mais novos que não tiveram oportunidade de vive-las, a dar valor ao mundo abundante de hoje.

Mesmo que agora com a crise em vez de três carros, três telemóveis, três plasmas, cinco leitores de mp3 só possamos ter dois carros, dois telemóveis, dois plasmas, quatro leitores de mp3... não é nada mau, acreditem.
Leiam o email e meditem:
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O email que recebi

Geração à rasca foi a minha. Foi uma geração que viveu num país vazio de gente por causa da emigração e da guerra colonial, onde era proibido ser diferente ou pensar que todos deveriam ter acesso à saúde, ao ensino e à segurança social.

Uma Geração de opiniões censuradas a lápis azul. De mulheres com poucos direitos, mas de homens cheios deles. De grávidas sem assistência e de crianças analfabetas. A mortalidade infantil era de 44,9%. Hoje é de 3,6%.

Que viveu numa terra em que o casamento era para toda a vida, o divórcio proibido, as uniões de facto eram pecado e filhos sem casar uma desonra.
Hoje, o conceito de família mudou. Há casados, recasados, em união de facto, casais homossexuais, monoparentais, sem filhos por opção, mães solteiras porque sim, pais biológicos, etc.

A mulher era, perante a lei, inferior. A sociedade subjugava-a ao marido, o chefe de família, que tinha o direito de não autorizar a sua saída do país e que podia, sem permissão, ler-lhe a correspondência.

Os televisores daquele tempo eram a preto e branco, uns autênticos caixotes, em que se colocava um filtro colorido, no sentido de obter melhores imagens, mas apenas se conseguia transformar os locutores em "Zombies" desfocados.

Hoje, existem plasmas, LCD ou Tv com LEDs, que custam uma pipa de massa.

Na rádio ouviam-se apenas 3 estações, a oficial Emissora Nacional, a católica Rádio Renascença e o inovador Rádio Clube Português. Não tínhamos os Gato Fedorento, só ouvíamos Os Parodiantes de Lisboa, os humoristas da época.

Havia serões para trabalhadores todos os sábados, na Emissora Nacional, agora há o Toni Carreira e o filho que enchem pavilhões quase todos os meses. A Lady Gaga vem cantar a Portugal e o Pavilhão Atlântico fica a abarrotar. Os U2, deram um concerto em Coimbra em 2010, e UM ANO antes os bilhetes esgotaram.

As Docas eram para estivadores, e o Cais do Sodré para marujos. Hoje são para o JET 7, que consome diariamente grandes quantidades de bebidas, e não só...

O Bairro Alto, era para a malta ir às meninas, e para os boémios. Éramos a geração das tascas, do vinho tinto, das casas do fado e das boites de fama duvidosa. Discotecas eram lojas que vendiam discos, como a Valentim de Carvalho, a Vadeca ou a Sasseti.

As Redes Sociais chamavam-se Aerogramas, cartas que na nossa juventude enviávamos lá da guerra aos pais, noivas, namoradas, madrinhas de guerra, ou amigos que estavam por cá.

Agora vivem na Internet, da socialização do Facebook, de SMS e E-Mails cheios de "k" e vazios de conteúdo.

As viagens Low-Cost na nossa Geração eram feitas em Fiat 600, ou então nas viagens para as antigas colónias para combater o "inimigo".

Quem não se lembra dos celebres Niassa, do Timor, do Quanza, do Índia entre outros, tenebrosos navios em que, quando embarcávamos, só tínhamos uma certeza... ...a viagem de ida.
Quer a viagem fosse para Angola, Moçambique ou Guiné, esses eram os nossos cruzeiros. Ginásios? Só nas coletividades. Os SPAS chamavam-se Termas e só serviam doentes.
Coca-Cola e Pepsi, eram proibidas, o "Botas", como era conhecido o Salazar, não nos deixava beber esses líquidos. Bebíamos, laranjada, gasosa e pirolito.

Recordo que na minha geração o País, tal como as fotografias, era a preto e branco.
A minha geração sim, viveu à rasca. Quantas vezes o meu almoço era uma peça de fruta (quando havia), e a sopa que davam na escola. E, ao jantar, uma lata de conserva com umas batatas cozidas, dava para 5 pessoas.

Na escola, quando terminei o 7ºano do Liceu, recebi um beijo dos meus pais, o que me agradou imenso, pois não tinham mais nada para me dar. Hoje vão comemorar os fins dos cursos, para fora do país, em grupos organizados, para comemorar, tudo pago pelos paizinhos..

Têm brutos carros, Ipad's, Iphones,PC's, .... E tudo em quantidade. Pago pela geração que hoje tem a culpa de tudo!!! Tiram cursos só para ter diploma. Só querem trabalhar começando por cima. Afinal qual é a geração à rasca?
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...