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sábado, junho 23, 2018

Professor quem és tu?

Nota breve do autor do blog:

Foi-me remetida, via e-mail, uma definição de "Professor", atribuída a Jô Soares.
Veio mesmo a propósito, pois, de há um tempo a esta parte, existe um diferendo entre professores e governo deste país. 
Entre outras questões que justificam tal diferendo, conta-se uma que tem merecido maior destaque: 
-Trata-se de uma contagem de determinado tempo de serviço que não teria sido contado e que a classe reivindica que efetivamente o seja.
Como tenho muitos professores/as na família, achei por bem divulgar esta "definição de professor" de Jô Soares, servindo a mesma de motivo para chamar a atenção do Governo para encontrar uma solução para tal diferendo.

Desejo um ótimo domingo para todos.
António Esperança Pereira




Jô Soares, define... o que é ser "Professor" 


O material escolar mais barato que existe na praça é o professor! 
É jovem, não tem experiência. 
É velho, está superado. 
Não tem automóvel, é um pobre coitado. 
Tem automóvel, chora de "barriga cheia". 
Fala em voz alta, vive gritando. 
Fala em tom normal, ninguém escuta. 
Não falta à escola, é um "Adesivo". 
Precisa faltar, é um "turista". 
Conversa com os outros professores, está "malhando" nos alunos. 
Não conversa, é um desligado. 
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos. 
Dá pouca matéria, não prepara os alunos. 
Brinca com a turma, é metido a engraçado. 
Não brinca com a turma, é um chato. 
Chama a atenção, é um grosso. 
Não chama a atenção, não se sabe impor. 
A prova é longa, não dá tempo. 
A prova é curta, tira as hipóteses do aluno. 
Escreve muito, não explica. 
Explica muito, o caderno não tem nada. 
Fala corretamente, ninguém entende. 
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário. 
Exige, é rude. 
Elogia, é parvo. 
O aluno é retido, é perseguição. 
O aluno é aprovado, deitou "água-benta".
O professor está sempre errado mas, se conseguiu ler até aqui, a ele o deve.

quarta-feira, outubro 04, 2017

Mudam-se os tempos mudam-se as vontades


Nosso comentário:

Aí está um documento que, apesar da sua simplicidade, mostra bem a evolução dos tempos.
Agora é assim, logo será de outra forma, amanhã de outra, e assim sucessivamente.
Tudo muda, tudo se transforma. 
Daí que nos sintamos incomodados tantas vezes com a resistência à mudança, ao óbvio, ao que simplesmente é.
Não queremos que as coisas sejam como são. Resistimos. Temos esse direito evidentemente. Só que ao fazer isso, nem reparamos que perdemos o comboio.
Não se pode ficar lá atrás. Há que deitar mão a um esforço de adaptação quase permanente que nos ajude a permanecer no sítio da vida. 
O antigamente não vai a lado nenhum, já foi. Só que muitos de nós nos agarramos ao passado como se ele fosse efetivamente um tempo vida do presente.
E não é.
Mas não quero maçar com mais delongas sobre o tema.
Lembrei-me tão só de debitar algumas palavras ao correr da pena sobre a resistência "ao que é", por ter lido umas palavras de Cavaco Silva na imprensa.
Já não bastava Cavaco Silva ter saído de funções como saiu...não poderia agora ao menos poupar os portugueses a "bocas" de quem não está neste sítio da vida?
Só quem não quer ver a realidade teima em não aceitar o veredicto dos tempos.
Como diz a canção "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"...

PS. Para ilustrar o que digo, acham que era possível em 2017 redigir-se o contrato que partilho?

Desejo um ótimo feriado do 5 de Outubro (Implantação da República) aos portugueses. Aos outros...aquele abraço!

António Esperança Pereira



terça-feira, setembro 27, 2016

Contrato de Professores de 1923


Nosso comentário:

Sem dúvida alguma outros tempos, outras mentalidades.
Vale a pena ler.
Recebi via email este interessantíssimo contrato de uma Professora datado de 1923.
Tem imensa piada o acento tónico que à época era dado à moral e bons costumes, se assim se pode dizer.
Era mais importante a senhora professora (senhorita) ser uma boa rapariga, bem comportada e com conduta social irrepreensível do que apelar-se ao seu mérito profissional, por exemplo.
Bom, mas vale a pena ler, pois, em comparação com os tempos de hoje, menos de um século volvido, há umas diferençazitas do caraças!

Fiquem bem,

António Esperança Pereira




segunda-feira, outubro 20, 2014

A Troika, a Maioria e a geografia da mulher.


Nosso comentário:

Continuação de tempos conturbados, a gente já nem sabe o que há-de dizer a respeito.
Liga-se a televisão. é cada vez mais do mesmo. A gente a ver que as coisas vão de mal a pior, que este país daqui a pouco já não tem nada de seu, tal a sangria do seu património...
Todavia, não falta a propaganda em contrário, enchendo-nos os olhos com comentadores do "regime" dizendo-nos a torto e a direito que assim é que é o caminho certo, que há que empobrecer ainda mais e mais os portugueses.
Tratam-nos assim como se fossemos tolos.
Mas hoje sabem-se as verdades por meios diversificados e pelo menos duas notícias não passaram em branco. Duas notícias que dizem bem de como está o nosso Portugal.
Já nem falo no estado da Justiça e da Educação, que considero no limiar de uma vergonha nacional institucionalizada.
-Uma, foi o aumento da pobreza, segundo dados insuspeitos do INE (Instituto Nacional de Estatística) 
-Outra, o aumento de milionários (pasme-se só) nestes anos de governação e de Troika.
Por tudo isto, continuo a pensar que enquanto não se vislumbrar algo melhor, que nos devolva a esperança, a auto-estima nacional em grande risco, que o humor pode ser um bálsamo neste deserto obrigatório. Sim porque eles estão todos do mesmo lado: Troika, Presidente da República, Governo e Assembleia da República...apesar de uma popularidade reduzida a quase ZERO.
Aí fica então, para quebrar a seriedade e fealdade destes tempos, um extracto de um e-mail que me foi enviado e que tem a sua piada.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


Geografia da Mulher:


Entre 18 e 25 anos,
a mulher é como o Continente Africano:
uma metade já foi descoberta e a outra metade
esconde a beleza ainda selvagem e deltas férteis.


Entre 26 e 35,
a mulher é como a América do Norte:
moderna, desenvolvida, civilizada
e aberta a negociações.


Entre 36 e 40,
é como a Índia:
muito quente, relaxada e consciente da sua própria beleza.

Entre 41 e 50,
a mulher é como a França:
suavemente envelhecida, mas ainda desejável de se visitar.


Entre 51 e 60,
é como a Jugoslávia:
... empenha-se na reconstrução...


Entre 61 e 70,
ela é como a Rússia:
espaçosa, com fronteiras sem patrulha.
A camada de neve oculta grandes tesouros.


Entre 71 e 80,
a mulher é como a Mongólia:
com um passado glorioso de conquistas,
mas com poucas esperanças no futuro.


Depois dos 81,
ela é como o Afeganistão:
quase todos sabem onde está,
mas ninguém quer ir até lá.




Geografia do Homem:

Entre os 15 e os 80 anos,

o homem é como CUBA:
governado por um só membro...!!!



sexta-feira, agosto 15, 2014

Homenagem de um professor a Robin Williams...


Ser professor como John Keating
JOSÉ MANUEL PUREZA
por JOSÉ MANUEL PUREZA
(No "DN Opinião" de hoje)
Para mim, Robin Williams foi John Keating. Também foi Patch Adams, Parry, Adrian Cronauer ou Peter Pan. Mas, mais do que tudo, foi como Keating, professor de Literatura da Academia de Welton, mentor da criação do Clube dos Poetas Mortos pelos seus alunos, que Williams entrou na minha vida e não mais saiu. Devo a minha paixão de ser professor a uma pequena meia dúzia de testemunhos de vidas totalmente determinadas pela vocação de formar para um conhecimento que não se cansa de interrogar o mundo. E devo a Robin Williams que Keating faça parte dessa meia dúzia. Era uma personagem de ficção? Ficção é crer que professores condenados a ser burocratas podem algum dia ser fonte de paixão pelo conhecimento.
Um professor de Literatura que manda os alunos, na sua primeira aula, rasgar a página do manual oficial em que se define tecnicamente o que é a poesia, que faz do desafio de Horácio - carpe diem - uma lição de vida dos clássicos à adolescência de todos os tempos, que mostra aos seus estudantes, adolescentes talhados para uma existência funcional e acrítica, a morte profunda que há nela, que trivializa os cânones e sacraliza o pulsar dos dias, um professor assim é um provocador. Um professor que põe a aquisição da consciência de si de cada um dos seus alunos acima do cumprimento escrupuloso do programa será inapelavelmente punido por um sistema que é suposto produzir engenheiros, gestores ou médicos muito competentes mas não homens e mulheres críticos, sensíveis e com convicções.
Aprendi com John Keating que o primado da inquietação pessoal é o tesouro de cada jovem que a cada professor é confiado administrar. E com a sua inevitável expulsão da escola aprendi que a inquietação não é coisa boa para os sistemas educativos normalizadores que são os nossos. Aprendi com John Keating que as Humanidades são fonte de um conhecimento que interpela a vida toda a partir de um saber sábio e que nenhuma tecnocracia, por mais sofisticada tecnologicamente e por mais top-of-the-ranking que consiga ser, tem condições de assumir a educação como formação de cada um para o seu diálogo pessoal com os anseios profundos da sua condição humana. Aprendi com Keating que a transmissão de conhecimentos está longe de ser a mais decisiva das missões de quem educa e que os valores - e, por isso, o relacionamento, a insatisfação e a abertura - são pilares da vida a que toda a tarefa educativa tem que dar prioridade. Tudo isto aprendi com Keating. E toda esta aprendizagem devo, por isso, a Robin Williams.
Preocupam-me os erros ortográficos dos professores na prova de avaliação a que foram sujeitos. Preocupam-me muito mais os erros que sucessivos ministérios têm cometido na formação para a fidelidade à vocação para ser professor. E preocupa-me que o ministério nunca tenha sido sujeito a uma avaliação sobre o que faz e o que não faz para identificar expressões e estimular percursos de reforço dessa vocação.
Se John Keating fosse avaliado por um zeloso comité examinador da 5 de Outubro, certamente seria excluído do sistema por não cumprir os mínimos indicadores de responsabilidade docente. Os seus alunos não estariam, por certo, preparados para os exames que o ministério faz equivaler a rigor e seriedade do sistema. E as famílias, preocupadas com o êxito social dos seus rebentos, logo se encarregariam de processar o irresponsável professor. Anima-me a certeza de que só esses alunos impreparados se poriam de pé, em cima das carteiras, e saudariam o seu professor incumpridor com um "O captain, my captain!" feito de cultura e insubmissão. É essa certeza que dá razão à minha paixão por ser professor.


Fiquem bem,

António Esperança Pereira


quarta-feira, agosto 21, 2013

Menos alunos, menos professores, menos Portugal...


Nosso comentário:


O aproximar das eleições autárquicas em Portugal e a necessária captação de votos, faz com que o governo exiba argumentos otimizados por si próprio, vendendo gato por lebre, argumentos que só à lupa conseguem entender-se como positivos.
Hoje deixo uma notícia divulgada pela agência Lusa. Notícia aliás bem preocupante, tendo em conta os factos que apresenta no concernente ao estado da educação e sua degeneração a toda a velocidade.
Fala-se muito em favorecimentos de entidades escolares privadas por parte do Ministério da Educação, parece que este Ministério terá de responder em tribunal por isso mesmo. 
Por um lado, haverá dinheiro público para dar a privados, ao invés, queixam-se as escolas públicas de redução de orçamentos que lhes tornarão a vida bem dificultada.
Contradições e leituras do atual sistema político que teima em buscar todas as desculpas possíveis e mais algumas à conjuntura difícil que atravessamos, para impor um caminho que arquitetou como sendo o único caminho para os portugueses (repare-se, único, embora vivamos em democracia...)
Enfim, tardam medidas sérias que devolvam a confiança a todos nós, com inovação, com imaginação, com liderança credível, com mais equidade na distribuição dos sacrifícios, com respeito pela Lei Fundamental da Nação.
Insiste-se em cortes e mais cortes pura e simplesmente. 
Cortes cegos e sem escrúpulos. 
Cortes esses que qualquer merceeiro mediano seria capaz sem esforço de implementar com iguais ou até melhores resultados.
Quanto aos custos com que o faria não tenho dúvidas de que seriam indubitavelmente menores.
Dito isto, deixo-os com os números a que eu chamo de confirmação de uma "marcha à ré", tão do agrado deste executivo. O que é pena!
Fiquem bem,

António Esperança Pereira



Lusa, terça-feira‎, ‎20‎ de ‎agosto‎ de ‎2013

"Como a Fenprof sempre afirmou, não há professores a mais nas escolas. O que há, com as atuais políticas de redução e corte cego, é cada vez menos escola", sublinha a FENPROF, em comunicado veiculado após a divulgação de estatísticas do Ministério da Educação e Ciência do ano letivo de 2011/12.
Os números, avançados pelo jornal Público, indicam uma redução de 13.000 alunos comparativamente com o ano letivo anterior, apesar de "se verificar um ligeiro aumento no 3.º ciclo do ensino básico e, sobretudo, no secundário".
"A mais na Educação não estão os professores, mas uma equipa ministerial e um Governo que decidiram destruir a escola pública e o futuro de milhares de crianças e jovens, no quadro da derrocada que estão a tentar provocar a Portugal e à Democracia que Abril recuperou e a Constituição da República consagra", pode ler-se no comunicado.

A Fenprof considerou que "fica provada a fragilidade do argumento" de redução do número de alunos "para justificar a brutal redução do número de professores nas escolas".
"Recorda-se que, de janeiro de 2011 a junho de 2013, o número de professores contratados foi reduzido em mais de 20.000, aposentaram-se cerca de 9.000 professores e o número de professores sinalizados com horário-zero passou dos 13.000 em agosto de 2012 para 18.000 em agosto de 2013", referiu a Fenprof.
Salientou a estrutura sindical que "é fácil compreender que um decréscimo de 20.000 alunos nunca se poderia traduzir numa redução de 47.000 horários de trabalho de professores", pelo que constitui "mais uma trapaceira manipulação estatística" de "mais de dois professores por cada aluno o que significaria, em média, uma relação de um docente por 0,5 aluno.
"Menos 20.000 alunos, ainda que em turmas de 20 alunos – recorda-se que o MEC impôs até 26 e 30 alunos por turma, respetivamente no 1.º ciclo do ensino básico e nos 2.º e 3.º ciclos e secundário – daria uma redução do número de professores na ordem dos 1.000", acentuou a Fenprof.

sábado, junho 15, 2013

Ele lá saberá porque o faz...


Nosso comentário:


Dia 15 de Junho, dia de sol e de uma gigantesca manifestação de professores em Lisboa.
A unidade das populações contra as políticas do atual governo vem sendo cada vez mais um facto, deixando a governação como que a governar sozinha como fazem os ditadores, contra o seu próprio país.
Hoje todos os sindicatos apoiaram o protesto, naquilo que pode chamar-se de "braço de ferro" com o governo.
É cada vez mais difícil fazer passar uma imagem democrática a um regime que tudo faz para contestar as leis que não favorecem as políticas que quer levar a cabo custem elas o que custarem ao povo português.
Vale na circunstância ao executivo, um Presidente da República da sua cor, que o apadrinha e defende com unhas e dentes.
Ele lá saberá porque o faz.
Isto porque em circunstâncias idênticas, um tecido social cada vez em maior risco de explosão, um governo que insiste em não respeitar a Lei, um piorar de tudo a cada dia que passa, qualquer Presidente da República que fosse um árbitro isento, como mandam as boas regras da Constituição da República, já teria no mínimo dissolvido a Assembleia da República e chamado o POVO a pronunciar-se em eleições.
Segundo o PR diz, não o faz, em nome da estabilidade governativa. Só que, para quem observa este nosso Portugal, e nem é preciso ser-se muito atento, estabilidade governativa é coisa que Portugal não tem.
Podem fechar os olhos e não ver. Tapar os ouvidos e não ouvir. Congelar o coração e não sentir. Desligar a mente e não pensar.
Só que o processo histórico é imparável. Tem o seu curso próprio. 
Todo o regime mais cedo ou mais tarde acaba. Como tudo na vida. 
O dia chegará em que, a bem ou a mal, este momento degradante, insólito, inóspito, falso, revoltante, que se vive, terá o seu fim. 


PS. Por ser dia de protesto e de luta de uma categoria de profissionais do "SABER", os Professores, e porque o saber não ocupa lugar, deixo-lhes uma pequena curiosidade que me enviaram. Vale a pena ler...

  1. Fiquem bem,

    António Esperança Pereira



A ORIGEM da palavra NOITE   (muito curiosa...)


Em todos os idiomas europeus a palavra "noite" é formada pela letra N+ 8.
A letra N é o símbolo Matemático de infinito, o oito deitado também simboliza infinito, ou seja, noite significa, em todas as Línguas, a união do infinito!!!

Português: noite= n+oito
Espanhol:noche= n+ocho
Inglês: night=n+ eight
Alemão:nacht= n+acht
Francês: nuit= n +huit
Italiano:notte =n+ otto

Realmente é curioso, faz pensar, até porque o Inglês tem uma raiz diferente, não é uma Língua Românica.

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Plano de Ação de Brasília e a Língua Portuguesa


Nosso comentário:


A amabilidade e simpatia com que o Observatório da Língua Portuguesa nos tem tratado desde a primeira hora, aliadas a uma profunda crença de que a "Língua de Camões" merece um especial destaque no mundo, independentemente de nacionalismos, de politiquices, de sectarismos, divulgo hoje a conferência "A Sociedade Civil no Plano de Ação de Brasília", que teve lugar no passado dia 31 de Janeiro na capital brasileira.
Os leitores que estiverem interessados no tema, poderão fazer uma visita ao site do OLP (Observatório da Língua Portuguesa" em http://observatorio-lp.sapo.pt/pt para um aprofundamento das questões com ele relacionadas. 
Outros link's de interesse poderão ser encontrados com facilidade quer pesquisando no meu blogue, clicando nas etiquetas respectivas, quer seleccionando o que for mais interessante e útil de saber no link do próprio OLP.
Dito isto, desejo muita saúde e longa vida à Língua Portuguesa, pelo que caberá aos principais responsáveis tudo fazer para preservar, divulgar e espalhar este património histórico e cultural, unificador e integrador, no entendimento a na ação do MUNDO DA LUSOFONIA.


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/






Conferência “A Sociedade Civil no Plano de Ação de Brasília”





A decisão de cerca de duas dezenas de organizações da sociedade civil de promoverem uma jornada de reflexão com vista a coordenarem e reforçarem os seus esforços em prol da Língua Portuguesa foi a base da realização da conferência “A Sociedade Civil no Plano de Ação de Brasília” que decorreu na Academia das Ciências de Lisboa no passado dia 31 de Janeiro.


Para Eugénio Anacoreta Correia, Presidente do OLP – Observatório da Língua Portuguesa, a Conferência visou “sensibilizar a Sociedade Civil portuguesa para a relevância da II Conferência Internacional sobre a Língua Portuguesa no Sistema Mundial que vai decorrer no nosso País este ano”.

Pretendeu-se “não só fazer um balanço do grau de implementação já alcançado do Plano de Ação de Brasília, como propor medidas e iniciativas futuras e, também, um mais significativo envolvimento da sociedade civil nos programas e iniciativas em prol da promoção, difusão e projeção da Língua Portuguesa no Mundo.
Estudiosos e profissionais que diariamente lidam e trabalham com a Língua (comunicação social, editores, escritores, professores, empresas e outras entidades interessadas na matéria) devem ser mais implicados nesta tarefa que a todos respeita”, acrescentou.

A sessão inaugural da Conferência teve intervenções do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação (em representação do Ministro Paulo Portas), do Presidente da Academia das Ciências e do Presidente do OLP – Observatório da Língua Portuguesa.
Os temas em debate no encontro foram os quatro eixos do Plano de Ação de Brasília: “O ensino da Língua Portuguesa no Mundo”, “A Língua Portuguesa na Comunicação Social”, “A Língua Portuguesa nas Organizações Internacionais” e “A Sociedade Civil nas estratégias de afirmação da Língua Portuguesa”.


Notícias sobre a Conferência


terça-feira, dezembro 11, 2012

A bem da Nação, Nuno Crato copia o modelo alemão...


Nosso comentário:


Mesmo que para já não seja verdade que a carga horária dos professores vá ser aumentada, é já uma verdade assumida que o ensino alemão é modelo a importar para Portugal.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. 
Oxalá esta orientação governamental seja a mais indicada para o sistema escolar português. Oxalá fiquem professores, alunos e pais mais felizes e mansos com a refundação da escola portuguesa à maneira alemã.
Nada há a fazer com gente autista, que faz o que quer, que tem ideias fixas no seu ideário, que obedece a quem pode.
Calo-me portanto com as opções, o povo vai mirrando mas consentindo, e enquanto lá estiverem estes habilidosos, eleitos democraticamente, teremos de os aturar.
Se se perpetuarem no poder, acabaremos no mínimo a falar alemão.
Ficará eventualmente o Brasil a defender os pergaminhos da língua portuguesa, alguma cultura em língua portuguesa, que o património, esse irá sendo vendido ao desbarato. Nem ossos restarão daquilo que foi a cultura e civilização de um país que teimou ser independente e livre, ter uma história própria durante uns quantos séculos. 
Que teve até a ousadia de dividir o mundo ao meio, pasme-se só!!!
De qualquer forma, oxalá não se perpetue esta gente no poder, que depressa a lusa gente corra com eles.
Porque neste momento é pura perda de tempo criticá-los. 
É que eles não ouvem. 
Sejam mil, seja um milhão, sejam todos. 
Eles não ouvem.
De pouco por isso serve criticá-los: dizer que falam uma coisa e fazem outra, dizer que está tudo pior, que eles continuarão o seu caminho iluminado. De pouco serve dizer-lhes que estão errados, que eles continuarão a sentir-se obstinadamente certos, de pouco serve dizer-lhes que violam a Constituição da República, que eles continuarão a violar seja o que for, designadamente a Constituição da República, e fa-lo-ão... 
A BEM DA NAÇÃO.
Pois foi a bem da Nação que nos tramámos com o Salazar, para seguirmos o rumo que ele marrara ser o único para Portugal...
Foi o que se viu.
É a bem da Nação que nos tramamos com este regime patético sem rumo nem ideias próprias a marrar num destino trágico como sendo o único para Portugal.
É o que se está vendo.


PS. Podem ler a notícia sobre o aumento da carga horária dos professores. Também algum humor retirado do Facebook, sobre a subserviência do regime em relação à sr.ª Merkel.



 Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/


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Aumento da carga horária dos professores é "especulação"

Sindicatos temem que um aumento em cinco horas semanais leve à redução de 15 mil docentes. 




O ministro da Educação disse ser prematuro falar em aumento da carga horária dos professores em cinco horas. Questionado sobre uma notícia neste sentido, avançada pelo “Diário Económico”, Nuno Crato classificou de especulação o aumento da carga horária dos professores em cinco horas. 

A declaração do ministro foi feita à margem de um encontro, em Berlim, dedicado ao ensino e formação técnico-profissional, convocado pela ministra germânica da Educação, Annette Schavan. "São tudo especulações", disse sobre este possível aumento da carga horária dos professores, no quadro da reforma do Estado. 

Para Nuno Crato, é prematuro qualquer abordagem deste tema neste momento, mas admite estar tudo em aberto. "Estamos a discutir uma série de medidas que podem ser tomadas no que se refere à educação e a outros sectores", afirmou Crato, sublinhando que relativamente ao aumento da carga horária, "tudo está em aberto, tudo está a ser discutido". 

Segundo o jornal, o Governo prepara-se para aumentar a carga lectiva dos professores e os sindicatos temem que um aumento em cinco horas semanais leve à redução de 15 mil docentes. 

Adaptação ao sistema de ensino dual alemão? 
O ministro da Educação afirmou ainda que não pretende "importar" o sistema de ensino dual em vigor na Alemanha, mas sim adaptar algumas das suas características ao sistema português. 

"O sistema alemão apresenta bons resultados como todos sabemos. Nós temos um sistema dual mais modesto, numa escala diferente e uma forma de desenvolver o nosso sistema de ensino é introduzirmos um sistema semelhante ao que existe na Alemanha", disse o ministro da Educação, durante uma visita com a sua homologa alemã a uma escola em Berlim, que tem este sistema dual em funcionamento. 

Contudo, confrontado com a hipótese de Portugal introduzir um sistema de ensino profissional igual ao alemão, Nuno Crato afirmou que Portugal não vai "importar este sistema". 

"Nós estamos aprender com este sistema e estamos a estudar o que pode ser adaptado", disse. 


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Humor no Facebook:

quarta-feira, setembro 05, 2012

Portugal uma arena, bandarilhados como touros...

Nota do autor do blog/site:

Indignações diferentes, sujeitos da indignação diferentes, causas diferentes, leitores e amigos com opiniões políticas diferentes... uma coisa em comum: a apreensão. Sim uma apreensão de quem está atento, vê o desenrolar deste filme trágico "Portugal" e todo um povo estranho sem qualquer capacidade de reação, de manifestação, de soluções, seja perante roubos de subsídios, seja perante a corrupção generalizada, o desemprego nunca antes visto, violência contra animais que em pleno séc. XXI continua a banquetear aficionados com banhos de sangue vertidos nas arenas de touros. Perda geral de riqueza nacional, recessão sem fim à vista, subida da dívida nacional apesar do saque deste bom povo para a reduzir. Professores apaziguados, médicos apaziguados, desempregados conformados, jovens que emigram em vez de se indignarem, velhos e crianças entregues a boas vontades, dinheiro escasso para lhes valer...
Saúde e Educação seguindo o Emprego em queda vertiginosa.
Em suma um país irreconhecível, sem uma ideia, um caminho, um sonho!!! 
Deixamos dois exemplos de apreensão como ilustração, poderíamos deixar 30, 300, 3.000, mas só deixamos dois: um sobre os professores, retirado do Facebook, outro sobre as touradas, recebido via email.
Para reflexão...
 
António Esperança Pereira
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Veja-se o que sucedeu com os professores, por...
Lara Ferraz 4 de Setembro de 2012 
Veja-se o que sucedeu com os professores, por causa de uma treta da avaliação fizeram tudo o que se viu.
Agora não só aceitaram a avaliação tal qual estava como ainda aceitam milhares de despedimentos e resta saber o que mais. Quanto terão “pago” aos líderes dos professores ou aos responsáveis por alguns blogues guerrilheiros para que estejam calados ou se limitem a alguns arrufos de namorados?

Veja-se também o que se passou com os camionistas nos últimos anos, com o anterior governo tudo fizeram para desestabilizar o país, fizeram boicotes de estradas e seguira uma estratégia de confronto com as autoridades, numa clara tentativa de provocar conflitos. Não admira que um conhecido opinion maker e militante destacado do PSD tenha manifestado alguma desilusão com a falta de autoridade da polícia que não recorreu à bordoada.
Agora que o gasóleo é bem mais caro, que a economia está em recessão e que uma boa parte dos camiões estão parados não se ouve um único protesto.

São exemplos entre muitos, que poderiam ser dados que mostram como a nossa democracia não está lá muito bem de saúde.

Há grupos mafiosos a manipular a informação e a ajudar a derrubar ou a manter governo recorrendo a truques sujos.
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Os fãs do Dr. Barra da Costa

Como resposta ao mail que me enviou, aqui temos a resposta para aqueles que gostam de touradas....


DURANTE UMA TOURADA O TOUREIRO SENTIU-SE MAL, TEVE TONTURAS E PRECISOU SENTAR-SE. ANTES QUE ALGUÉM INTERFERISSE, O TOURO, QUE ESTAVA SENDO AGREDIDO PELO TOUREIRO NESSE ESPETÁCULO QUE SERVE PARA ENCHER OS BOLSOS A CASTAS PRIVILEGIADAS, APIEDOU-SE DO HOMEM, PAROU DIANTE DELE E, PARA SURPRESA GERAL, SIMPLESMENTE FICOU A OLHAR PARA ELE.
O TOURO, COMO QUE SENTINDO O PROBLEMA, FOI SOLIDÁRIO E FICOU AO LADO
DESSE HOMEM, SEM NENHUMA REAÇÃO DE VIOLÊNCIA. NORMALMENTE UM SER
HUMANO, NUMA SITUAÇÃO DESSAS TERIA REAGIDO DE FORMA DIFERENTE. OBSERVE QUE O ANIMAL JÁ TINHA RECEBIDO DIVERSAS FARPAS NO DORSO.
Eu (Barra da Costa) pergunto: - AFINAL, QUEM É O ANIMAL?!
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Fiquem bem, António Esperança Pereira

quinta-feira, agosto 23, 2012

Professores só até 2020, prevista extinção da classe!

Breve nota do autor do blog/site:
 
 
Caro leitor, talvez seja um daqueles otimistas que não acreditam que certas coisas aconteçam. Por exemplo, esta ideia que alguém pôs a circular por aí, que também chegou até nós, de poderem vir a acabar com os professores até ao ano de 2020...
Bom devemos confessar que pecamos do seu otimismo e somos daqueles que muitas vezes só acreditamos no que é, depois do que diziam que ia ser, já ser.
Importa é o momento não é? isso mesmo. E no momento que nos é dado viver (ESTE) na realidade existem os ditos professores. Portanto, esta é a verdade do momento, o resto que se dane, são só más línguas que não sabem o que dizem... porque o futuro, esse, como diz o povo, a Deus pertence.
Se por acaso for daqueles leitores mais realistas, que acreditam que nada, mesmo nada existe para sempre, e se é professor, oxalá a leitura deste texto o ajude a tomar uma ou outra atitude concernente a colmatar a apregoada realidade de 2020.
Homem prevenido vale por dois, e da maneira que as coisas estão não arriscamos vaticínios: é que em boa verdade se diga, distiguem-se com dificuldade a mentira e a verdade que nos impingem.
 
PS. Fica abaixo publicado o texto tal como o recebemos via email.
 
 
António Esperança Pereira
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Ano 2020: A extinção dos professores.
O ano é 2020 D.C. - ou seja, daqui a nove anos - e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação:
-
Vovô, por que o mundo está acabando?

A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E no mesmo tom vem a resposta:
-
Porque não existem mais PROFESSORES, meu anjo.

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Professores? Mas o que é isso? O que fazia um professor?

O velho responde, então, queprofessores eram homens e mulheres elegantes e dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas. Principalmente, ensinavam as pessoas a pensar.
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Eles ensinavam tudo isso? Mas eles eram sábios?

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Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos.

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E como foi que eles desapareceram, vovô?

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Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado aos poucos por alguns vilões da sociedade. O vovô não se lembra direito do que veio primeiro, mas sem dúvida, os políticos ajudaram muito.Eles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação. Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam aprender alguma coisa.

Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos. Estes foram ensinados a dizer "eu estou pagando e você tem que me ensinar", ou "para que estudar se meu pai não estudou e ganha muito mais do que você" ou ainda "meu pai me dá mais de mesada do que você ganha". Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores nas escolas. Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas particulares, as quais, mais interessadas nas mensalidades que na qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais, pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo "gerenciar a relação com o aluno". Os professores eram vítimas da violência - física, verbal e moral - que lhes era destinada por pobres e ricos. Viraram saco de pancadas de todo mundo.
Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação do filho no vestibular, para qualquer faculdade que fosse. "Ah, eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular", diziam os pais nas reuniões com as escolas. E assim, praticamente todo o ensino foi orientado para os alunos passarem no vestibular. Lá se foi toda a aprendizagem de conceitos, as discussões de idéias, tudo, enfim, virou decoração de fórmulas. Com a Internet, os trabalhos escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, enunca mais ninguém precisou ir à escola para estudar a sério.

Em seguida, os professores foram desmoralizados. Seus salários foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria se dedicar à profissão. Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor.As pessoas também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas "bem sucedidas" eram políticos e empresários que os financiavam, modelos, jogadores de futebol, artistas de novelas da televisão - enfim, pessoas sem nenhuma formação ou contribuição real para a sociedade.

ATENÇÃO: Qualquer semelhança com a situação deste País ultrajado e saqueado por políticos quadrilheiros e mafiosos, não é mera coincidência.
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Fiquem bem, António Esperança Pereira
 

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Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...