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segunda-feira, agosto 26, 2024

PSP diz que restrições a jornalistas no incêndio na Madeira foram pedidas pela Proteção Civil

 

Incêndio Madeira (Getty)© TVI Notícias

A PSP da Madeira informou esta segunda-feira que a restrição aos acessos na freguesia do Curral das Freiras, denunciada pelo Sindicato dos Jornalistas, foi realizada a pedido da Proteção Civil, de forma a ter liberdade de atuação.

“Estamos em condições de confirmar que houve efetivamente restrição aos acessos, por pedido expresso da Proteção Civil, que pretendia ter liberdade de atuação e garantia de perímetro de segurança, de forma a que a população residente pudesse retirar os seus bens, alimentar os seus animais e que os mais renitentes estivessem preparados para evacuação de emergência”, adianta a PSP, numa resposta escrita à agência Lusa.

Esta situação ocorreu na madrugada de sábado, acrescenta a polícia, “obrigando a que, ao longo do dia, tenha resultado numa presença policial permanente a auxiliar a Proteção Civil”.

“O avanço e recuo das chamas foi inconstante, motivando por isso mesmo que os pedidos de colaboração da Proteção Civil fossem variando consoante a perigosidade e proximidade das chamas”, explica a PSP na mesma informação.

Quanto à outra situação de impedimento, que o Sindicato dos Jornalistas diz ter ocorrido no domingo, na Fajã dos Cardos, a PSP diz que se reporta a segunda-feira.

“Naquele local, a Proteção Civil solicitou que na zona onde se encontravam os órgãos de comunicação social, deveriam apenas permanecer moradores, de forma a que pudessem retirar os seus bens e acudir aos moradores mais necessitados e debilitados, já que os demais presentes que se encontravam naquele local estavam a condicionar as operações de combate aos incêndios e nessa zona ocorreria dentro de momentos a concentração dos restantes meios que se concentrariam para atacar aquela frente do incêndio, sendo consequentemente aumentado o perímetro de segurança”, esclarece a força policial.

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sexta-feira, agosto 11, 2023

Governo está a avaliar danos do fogo que deflagrou em Odemira

 

Imagem do incêndio retirada da Internet

O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo está a avaliar os danos do incêndio que deflagrou no sábado em Odemira, que se encontra em fase de rescaldo, para depois decidir os apoios para quem foi afetado.

"Neste momento o que estamos a fazer é o que fazemos sempre: a avaliação dos danos e, em função da avaliação dos danos, a aplicação das medidas de apoio", afirmou António Costa, que falava aos jornalistas à margem de uma visita às obras do Teatro D.Maria II, em Lisboa.

O primeiro-ministro realçou que, "felizmente, o incêndio foi dominado e o rescaldo foi concluído".

"Neste momento, estamos na fase de levantamento dos danos e, perante isso, o Governo tomará as decisões que costuma tomar", indicou.

O chefe de Governo notou que, para a agricultura, "os apoios são regulados a nível europeu" e o Governo tem de "aplicar as regras da Política Agrícola Comum", mas isso não acontece noutras áreas também afetadas, como a do turismo.

"Noutros setores não estamos sujeitos às regras europeias e, portanto, temos as regras que temos praticado mais ou menos com estabilidade todo os anos nas diferentes circunstâncias", afirmou.

O incêndio rural numa área de mato e pinhal deflagrou no concelho de Odemira (distrito de Beja), a meio da tarde de sábado e entrou nos concelhos algarvios de Monchique e Aljezur (distrito de Faro)

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domingo, junho 18, 2017

Impotência ante "a besta"


Nosso comentário:

Deflagrou um incêndio medonho em terras do distrito de Leiria. Uma catástrofe. Há várias dezenas de mortos, outros tantos feridos anunciados.
Estes "fogos de verão", que acontecem em Portugal, um pouco à semelhança de todo o mediterrâneo, acontecem devido a elevadas temperaturas que se fazem sentir na época estival. São normalmente fogos com origem criminosa, ou fruto de um qualquer descuido humano.
Todavia este incêndio pavoroso não foi desses. Até nisso foi diferente.
Teve origem natural.
Segundo fonte oficial teria sido uma faísca que se abateu sobre uma árvore a causadora natural deste terrível pesadelo. 
Alguns concelhos do distrito de Leiria estão num autêntico caos.
À hora a que escrevo estas linhas, esse caos infelizmente continua sem fim próximo à vista. Calor excessivo, ventos fortes com rajadas imprevisíveis, ausência de humidade no ar, estão fazendo horrores a que estamos pouco habituados.
E o incêndio medonho vai galgando terreno, parecendo não haver meios suficientes que consigam parar a "besta".
Nem bombeiros, nem populares, nem aviões, nem helicópteros, nem vontade, nem solidariedade, nem...nem...
Labaredas e fumos espessos sem controlo, assassinos, um autêntico inferno que se montou numa zona extensa que ainda não sabemos ao certo delimitar.
Segundo notícia de última hora, parece que o mesmo se teria expandido ao distrito de Castelo Branco com toda a sua destruição e força.
Que grande desastre!
Oxalá a Natureza acalme sua fúria.
Oxalá as famílias mais atingidas, mais fustigadas, mais martirizadas, consigam recuperar de tamanho pesadelo.
Que tudo seja feito para elas conseguirem minimizar o danos e sem demora.


António Esperança Pereira


sexta-feira, agosto 05, 2016

Foram só os carros, do mal o menos!


Nosso comentário:

Fiquei no mínimo atónito com a falta de mediatização deste terrível acontecimento.
Tratou-se de um incêndio invulgar que consumiu em pouco mais de uma hora cerca de 422 viaturas.
Tudo isto se passou no decurso de um festival em Castelo de Vide, como se pode ler na notícia abaixo.
Todavia, ao ver na televisão os diretos da notícia onde nem um "ai", um "e agora?", "ai que desgraça". em suma, um grito, um choro de desespero, um "ai Jesus quem me acode"...
Não, pelo contrário. Tudo calmo, parecia que nada tinha acontecido, nem um queixume, tudo sossegado, e a gente a ver as terríficas imagens de um cemitério de carros acabadinhos de torrar num valente e monstruoso incêndio.
Bom, ou as mentalidades mudaram muito ou afinal aquilo que parece afinal não é.
O pessoal continuou com o festival, tipo "siga a dança" e afinal não há crise num cenário dantesco de fazer arrepiar o observador mais desatento e otimista.
Dito isto, a minha já decadente ideia de "jornalismo" mais ligado a fofoquices e casos do arco da velha, piorou substancialmente.

PS. Deixo notícia dos desenvolvimentos após o incêndio de Castelo de Vide

Fiquem bem,

António Esperança Pereira



Andanças. Depois do fogo, as dúvidas. Irão as seguradoras pagar?



A dança continua em Castelo de Vide, mas quem irá pagar os estragos ainda não é líquido. As seguradoras esperam pelo final das investigações.
As imagens, desoladoras, falam por si e mostram que o parque de estacionamento do festival Andanças, em Castelo de Vide, se tornou num cemitério de carros. Um cemitério com 422 viaturas. O incêndio que deflagrou na quarta-feira - e que terá começado num dos veículos -, durou pouco mais de uma hora e um quarto. Tempo mais do que suficiente para deixar um rasto destrutivo e, consequentemente, muitas dúvidas dos lesados.
Preocupações legítimas. A dimensão da ocorrência é inédita no país e calcula-se que a resolução do problema não seja assim tão simples. A associação PédeXumbo, promotora do festival, garantiu que o seguro cobre a área do parque mas até serem apuradas as causas do incêndio, as seguradoras dizem que vão aguardar. E a seguradora CA, da Caixa Agrícola, chegou a admitir ontem ao “Expresso” que o seguro de responsabilidade civil contratualizado pela organização do Andanças “pode ou não ser suficiente para cobrir os danos”. Embora não tenha revelado o valor da apólice em causa, fonte da empresa referiu ainda que “o melhor será esperar sem criar alarmismos”. Mais tarde, afirmaram que iam “cumprir com as responsabilidades”.
Seguros pessoais A Associação Portuguesa de Seguradores (APS)  e também a Deco aconselharam todas as pessoas que tenham um seguro de danos próprios que inclua incêndios que façam uso do mesmo. Já os restantes lesados, e caso o contrato entre a seguradora e a organização do festival inclua mesmo parque de estacionamento, também deverão poder contar com a situação resolvida. É uma questão de perceber, portanto, o que está contratualizado.  
De qualquer dos modos, este poderá ser um processo longo. Ainda para mais se se apurar que a culpa do acidente partiu de uma pessoa ou entidade e, nesse caso, já falamos de seguros de responsabilidade. Portanto, é imperativo que cheguem os resultados conclusivos da investigação em curso a cargo da Polícia Judiciária e da GNR para que haja decisões. As primeiras indicações sugerem, segundo a GNR, que não se tratou de fogo posto. 
O primeiro veículo já foi identificado e a causa provável avançada pelas autoridades recai num problema elétrico nesse mesmo veículo. 
Organização agradece Em comunicado, a associação PédeXumbo lamentou ontem a ocorrência e os danos psicológicos e materiais resultantes, bem como todos os transtornos ainda existentes que afetaram, direta ou indiretamente, todos os participantes e a própria organização”. Mas também agradeceu aos festivaleiros a “forma cívica e consciente como as pessoas se comportaram e colaboraram no processo de evacuação”. 
Para além dos participantes, a associação também as congratulou as autoridades pelo “o esforço e a capacidade de articulação e resposta em uníssono” e ainda a população local. 
“Expressamos também o nosso agradecimento pelo apoio e solidariedade prontamente manifestada por outros parceiros, entidades, fornecedores e população local”, escreveu a direção.  
O Andanças decorre, como previsto, até domingo. Facto que PédeXumbo também reconhece ser possível “pela compreensão e colaboração conjunta de todos os artistas, voluntários e participantes que estão a permitir a continuação do festival”.
Afinal, já diz o ditado: do mal, o menos. Foram só carros. 

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Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...