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terça-feira, fevereiro 19, 2013

"Pobre Povo Nação Demente" na sexta avaliação...


De avaliação em avaliação: 
esta é a 6.ª com TROIKA
Nosso comentário:


Desconfiada como toda a gente anda não admira que circulem mail's como o que a seguir divulgo.
Os políticos da área do poder, cada vez que se mostram, convém repetir isto, são vaiados, insultados, vistos pelo cidadão comum como pessoas "não gratas".
Eles são, a par da TROIKA, o inimigo do povo.
Chamam-lhes nomes feios que me escuso referir, de tal maneira o leitor já se lembrou deles.
Assim sendo, prometendo alhos, fazendo bugalhos, enganando-se a eles próprios e enganando os outros, vão pedindo sacrifícios aos portugueses bem acima das suas possibilidades.
Não admira, pois, que haja um divórcio total entre quem governa com tantas e tais doses cavalares e o povo tramado, humilhado, empobrecido.
Desacreditado o rumo do governo e a sua acção, ninguém de boa fé espera que algum dia esta governação que age com prepotência e aos solavancos venha a ter o aplauso "do pobre povo nação demente", em que estão a tornar Portugal.
Pobre Povo Nação Demente até quando, caros leitores?


PS. Deixo abaixo o mail, tal como recebi, que aborda o problema das facturas e a armadilha, mais uma, que tal medida governamental poderá representar.




Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/







Realmente há que desconfiar, habituados como estamos à mentira, desta gente espera-se tudo.

É a maior armadilha de todos os tempos, e a maior espionagem de sempre senão vejamos:

1- O governo tem transmitido a ideia de todos os consumidores exigirem a referida factura em todas as aquisições que fazem, criando a falsa ideia da mesma ser para evitar fuga aos impostos.

2- O consumidor ao pedir a referida factura e ao dar o nº de contribuinte, está a dizer ás finanças não só as compras que faz mas também que no dia tal ás "x" horas onde esteve, e se, por exemplo, estiver de baixa, como justifica que aquela hora foi á cabeleireira, ao café ou mudar o óleo ao carro?? estou a falar no cruzamento de dados.

3- Se por acaso pedir facturas de tudo e com o nº de contribuinte, estará a dizer ás finanças quanto faz de compras, porque todas as facturas com nº de contribuinte serão registadas no portal das finanças, e se, por acaso, o ou a compradora fizer umas limpezas ou umas horas extras no emprego sem as declarar e as compras forem superiores aos rendimentos declarados em IRS como irá o comprador justificar os rendimentos extra?

Esta é a maior armadilha feita a todo ao povo português, não um controle a quem vende mas sim a quem compra.
 

sábado, fevereiro 16, 2013

Obrigado querido governo, cordiais saudações...


Nosso comentário:


Em dia de manifestações gigantescas e calorosas, um pouco por todo o país, aproveito para divulgar um mail que recebi e que circula na Internet.
É um mail simpático para com os governantes, tendo em vista as diabruras que eles (governantes) estão a fazer aos que trabalharam uma vida inteira descontando forte e feio do seu bolso para o Estado Português em quem confiaram...
Confiaram que o Estado Português fosse honesto para com seus descontos chorudos e cuidasse deles honestamente para que, quando fossem mais velhos, pudessem usufruir do dinheiro quando dele mais precisassem.
Infelizmente é o que se vê.
Cuidam dos banqueiros com o dinheiro que lhes roubam. Tiram às regalias sociais para preservarem seus tachos e favorecimentos de familiares e amigos.
Mandam emigrar os jovens, vêem como oportunidade (!!!???) o desemprego que começa a atingir mais de um milhão de portugueses.
Acrescentam uns impostos, taxas e não sei que mais para sangrarem bem o empobrecido tecido social português.
Põem o fisco a perseguir quem já não tem cheta, despejam pessoas de suas casas, algumas  no fim da vida,  por verem as rendas aumentadas e não terem com que pagá-las.
Um verdadeiro pesadelo caros leitores.


PS. Deixo abaixo o mail que recebi, hoje dedicado aos reformados de longos e duros anos de descontos.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/



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Obrigado, Querido Governo!


Agradeço ao governo pelo que tem feito pelos reformados, pois eles não precisam de aumento (e podem muito bem viver sem 13º e 14º mês), pois não pagam luz, gás, rendas, remédios ou alimentação, como o resto da gente - nem precisam de ajudar, cada vez mais, os filhos e netos no desemprego, que todos os meses aumenta e que nunca se sabe quando irá melhorar.

Tudo lhes cai do céu, ao contrário de parlamentares, juízes, ministros, autarcas, etc., que têm de trabalhar duro para conseguir o pouco que têm.

O Aposentado só trabalhou, duramente, por 30, 35, 40 ou mais anos, descontando anualmente sobre 14 salários durante esses anos todos para uma Segurança Social que hoje o acha culpado de todos os males..

O Reformado  tem a teimosia de sobreviver à falta de respeito e incompetência, pois já não se precisa mais dele, agora que ninguém quer o seu trabalho; o Governo julga-o um vagabundo que só serve para
receber o valor da reforma e, por isso, vai-lha tirando, passo a passo, por agora.

Depois, a única greve que os reformados podem fazer é a de nunca mais morrerem e entupirem um pouco mais os hospitais públicos, com suas doenças e achaques.

Cordiais saudações.

Nós, os reformados, agradecemos o carinho e respeito deste Governo -
afinal, não optaram pela "solução final". Quando será ?

sábado, fevereiro 02, 2013

Sócrates e o socratismo na vida do PS e dos Tugas


Nosso comentário:


É fim de semana, logo um tempo de lazer e meditação para retemperar forças para os dias de azáfama vindouros.
Por falar em azáfama, apenas abro um parêntesis no meu comentário, para dizer apenas o seguinte: confesso que os últimos acontecimentos no seio do partido socialista, mexe não mexe, muda não muda, lidero não lidero, me deixaram ainda mais com a convicção (convicção pessoal claro) de que o PS se confronta com um sério problema que terá de resolver: 
José Sócrates.
Se houver um líder que se preze dentro do partido deverá de uma vez por todas assumir um "sim" ou um "não" a Sócrates.
Sabemos as dificuldades inerentes em suceder a um líder carismático, determinado, empreendedor, hábil, popular, capaz de levar tudo e todos atrás de si.
Os políticos (todos sem excepção, da extrema esquerda à extrema direita) e a crise financeira, fizeram a Sócrates o que hoje é sabido. 
Mas nem por isso deixa de ter incontáveis seguidores, admiradores e simpatizantes.
Talvez por isso mesmo, mais difícil se torne lidar com a situação.
Ouvindo os comentadores de direita percebe-se que ele, José Sócrates e o socratismo são a sua maior dor de cabeça. 
Basta ver como tratam António José Seguro, com luva branca e plumas de veludo, eu diria até com piropos; piropos esses que a mim me levantam as mais fortes suspeitas sobre a real e efetiva oposição ao regime neo liberal em funções por parte da atual liderança do PS.
Pouco ou nada se lhe tem ouvido contra os roubos sectários e as atitudes divisionistas e vingativas perpetradas sobre amplos setores da população portuguesa.
Por tudo isto e muito mais, o PS vai ter de lidar com a situação e bom seria que o fizesse. 
Porque os muitos simpatizantes e eleitores fiéis ao ex-líder socialista estão sem referência política. Pelo que o seu apego a Sócrates e aos tempos da governação determinada e progressista daquele português, poderá tender a aumentar.
Digo eu...


PS. Para aliviar as politiquices que consomem o dia a dia do comum dos cidadãos deste país, deixo dois toques de humor que me enviaram. Espero que gostem. 



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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sexta-feira, janeiro 25, 2013

O "corvo e o jarro", com Obama em destaque.


Nosso comentário:


Aí está mais uma história bem engraçada, que tem tudo a ver com os tempos difíceis que se vivem.
Em boa hora a mesma me foi enviada, pelo que nem hesito em divulgá-la aqui no blogue, aproveitando para prestar meus sentidos agradecimentos a quem ma enviou. 
Na verdade trata-se de um corvo, o da história, que teve que se desenrascar sozinho perante um problema candente e que parecia irresolúvel e de consequências vitais para o próprio.
Assim estamos nós, muitos a terem mesmo de buscar a sorte noutras paragens, para resolverem seu problema de sobrevivência, outros a multiplicarem-se em contas para esticarem seu magro pecúlio, à medida que mais austeridade lhes pedem para cobrar os juros da dívida e a própria dívida.
Isto num país que está em recessão e nada é feito para dar à manivela da Economia e po-la a funcionar.
Um poço sem fundo de desembolso do cidadão que não tem culpa nenhuma.
Ontem os governantes cantaram vitória com uma suposta ida aos mercados. Bom parece que o mérito, isto a haver algum mérito, nada tem a ver com eles, pois para isto acontecer tiveram de violar direitos adquiridos,  assaltar carteiras de velhinhos com descontos chorudos de longa duração para o Estado, contar também com as costas quentes do BCE (Banco Central Europeu) entre outras ajudas (como por exemplo a de 4 bancos metidos na operação)
Verdade verdadinha tudo continua pior do que estava e o país no lixo como o puseram.
Só querem convencer-nos de que estão no bom caminho porque se as pessoas acreditarem nisso, eles não serão apeados do poder tão cedo quanto merecem.
Fica a história do corvo que, no fim de contas, caso o discurso de tomada de posse de Obama não seja ouvido pela governação deste país, esse corvo simboliza o retrocesso de décadas, "o desenrasca-te como e se puderes".
Poderá esse corvo ser futuramente todo e cada um de nós.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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O CORVO E O JARRO


Um corvo estava com tanta sede que mal tinha forças para voar.
Encontrou um jarro de água fresca. 
Ao aproximar-se o corvo, viu que a água que estava no jarro era muito pouca, só um fundinho...
Ora o seu bico era curto demais para conseguir beber a água.
O corvo ficou desesperado. 
Pensou até em tombar o jarro para que a água saísse...mas era tão pouca que ele ficou com medo de desperdiçá-la. 
Então teve uma ideia:
-Com as forças que lhe restavam recolheu várias pedrinhas e foi pondo-as cuidadosamente no jarro uma a uma.
Quanto mais pedras punha lá dentro, mais o nível da água subia, até chegar à boca do jarro. 
O corvo pode finalmentematar a sede...
Moral da História: 
-A Necessidade é a mãe da Criatividade!!!

quarta-feira, janeiro 02, 2013

Divorciados, distanciados, casal em barco à deriva.



Nosso comentário


Ainda naquele estado letárgico provocado por esta quadra natalícia e de fim de ano, tento ligar a ignição do meu motor pessoal, para arrancar neste Novo Ano.

Mas basta abrir os olhos, os ouvidos, não faltam em redor assuntos deprimentes que os noticiários das televisões, das rádios e dos media em geral portugueses nos fazem chegar aos olhos e aos ouvidos.
Ninguém se entende.
Ouço comentaristas de várias tendências políticas, uns a tentar deitar água na fervura, embora com dificuldades de argumentação para o fazer, outros, mais incendiários, a despejar o que lhes vai na alma.
Completamente distanciados, divorciados da população e sem ideias que colem em empatia com o comum dos portugueses, vão-se mantendo ao leme os elementos do elenco governativo.
Um leme que conduz um barco completamente à deriva. 
Não sei bem porque se mantêm, pois o próprio Presidente da República na sua mensagem de Ano Novo, foi muito crítico e falou bastante sobre o desacerto da governação. Realçou mesmo, entre inconstitucionalidades pelo meio, falta de rumo, sentido de equidade, capacidade de união, o isolamento a que se votou o 1.º ministro.
O Presidente da República, com sérias dúvidas sobre a constitucionalidade de várias alíneas do Orçamento de Estado para 2013, decidiu-se pela fiscalização da constitucionalidade do mesmo, remetendo-o para o Tribunal Constitucional a fim de este se pronunciar. 
Falam já os analistas políticos nas várias hipóteses constitucionais pelas quais o governo pode cair. 
Os portugueses, esses, de uma forma geral, desgastados com o discurso deprimente instalado e as medidas arrasadoras que se sucedem em catadupa, muitas delas desajustadas da realidade, só desejarão mesmo que o governo atual caia. 
Clama-se por gente competente, conhecedora da realidade profunda de Portugal. Que pugne pelo seu povo, não pelos de fora.
Portugal é hoje um país sobre brasas. 
Se essas brasas pegam fogo ou não, se se seguem capítulos em lume brando ou em banho maria, isso é impossível adivinhar. 
Mas, na rota que isto leva, tudo pode acontecer.


PS. Via email recebi o texto que vos deixo abaixo, e que divulgo...



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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Banquete de Natal do FMI
ofereceu de tudo, menos austeridade


24/12/2012 10:54
Por Redação, com agências internacionais - de Washington


Poul Thomsen, executivo do FMI, sugere a demissão em massa de funcionários públicos gregos, entre uma mordida e outra no coquetail de caviar
O recente banquete oferecido para 7 mil funcionários e convidados na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington durou das 20h até à 1h da madrugada e custou 380 mil euros aos cofres da instituição que cobra dos países pobres cada vez mais cortes nos benefícios às populações carentes e trabalhadores de baixos salários. O menu, de quatro páginas, anunciava entradas de caviar, salmão e ostras, cozinha de cinco países, bebidas à vontade.
No jantar do FMI para o Natal, houve de tudo, menos austeridade. Já sabemos que a entidade lucra tanto mais quanto melhor esmaga os países que caem na rede dos seus empréstimos (só com a Grécia, este ano, espera obter de juros US$ 899 milhões, lembra o diário norte-americano Washington Post), mas começa a ser marca registada do Fundo deixar bem marcado que aqueles que forçam os outros a ser austeros distinguem-se por fazer exatamente o oposto.
O menu indicava que as entradas foram servidas entre as 20h e as 21h30 no 1º andar da sede e incluía uma lista de seis acepipes onde não faltaram os tradicionais Caviar Crème Fraiche, as ostras e o salmão defumado. Os comensais podiam depois escolher entre as “estações” indiana, tailandesa/vietnamita, mediterrânica e do Médio Oriente, espanhola, mexicana e até “norte-americana”, espalhadas pelos diversos andares e salões de dois edifícios.
Os cocktails especiais tinham nomes como Cumprimentos do Paraíso, ou Mr. Grinch (?). E as sobremesas foram as mais variadas, de fina pastelaria francesa, bolos e frutas. O jantar, em dólares, chegou aos US$ 500 mil.
Não é novidade que o Fundo se oriente por regras opostas àquelas que prescreve para os que supostamente ajuda. Veja-se o caso do alto funcionário Poul Thomsen, dinamarquês que já chefiou a missão do FMI para Portugal e agora está à frente da missão para a Grécia. O homem que mais defendeu a proposta de aumentar o horário de trabalho em meia hora e insistiu em cortes de benefícios para Portugal, que foi mais longe na defesa das demissões de funcionários públicos, ganha mais de US$ 309 mil por ano, de acordo com o nível B05 do FMI.
Segundo o jornal grego Eleftheros Typos, como funcionário do FMI não-norte-americano residente nos Estados Unidos, grande parte dos seus rendimentos são livres de impostos – uma das benesses garantida pelo FMI aos seus empregados. Thomsen terá tido um aumento no seu vencimento, em 2011, de 4,9% – garantido pelo FMI. 

terça-feira, dezembro 25, 2012

Bispo de Setúbal fala na necessidade de um governo competente


Nosso comentário:


Quase a terminar mais um dia de natal, 25/12/12, com a respetiva noite da consoada do dia anterior, dou hoje relevo a afirmações proferidas por D. Manuel Martins, Bispo de Setúbal.
E assim porque no nosso país, é quase impossível dissociar a quadra natalícia da religião católica. Aquela que entre nós mais divulga as coisas da fé, designadamente o culto desta quadra festiva que é o natal.
Não são todavia opções religiosas que motivam este post, cada um é livre de fazer a escolha mais indicada para si, em termos religiosos e espirituais, de acordo com as suas crenças profundas.
O que motiva este post é sobretudo o conteúdo do discurso de uma personalidade (mais uma) que manifesta publicamente o seu desagrado profundo para com a atual governação.
Trata-se na circunstância, em época natalícia, de uma personalidade da Igreja Católica:
O Bispo de Setúbal.
Este tipo de afirmações são já o pão nosso de cada dia dos portugueses, uns mais famosos outros menos famosos.
São palavras contundentes, corajosas, realistas, humanas, as que D. Manuel Martins profere dando um cheque mate à valia dos atuais governantes.
Disse o bispo de Setúbal, entre outras coisas, que todos os dias somos surpreendidos por medidas que nos ofendem.
Tendo em conta o mau desempenho de quem governa, aconselha que um governo, antes de entrar em funções deveria ser submetido a testes de sanidade clínica.
A falta de experiência dos governantes, leva-o a afirmar que é impossível governar-se um país sem o conhecer, sem ter experiência nenhuma, nem conhecer nada desse país.
Indo mesmo ao ponto de aconselhar um governo de gente competente que saiba governar, numa alusão direta à falta de competência do atual executivo.
Em sua opinião, e considerando o "Código do Trabalho" um monumento de agressão, emanação de uma política neoliberal, afirma que, se fosse presidente, nomearia um governo de gente competente para governar Portugal.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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D.Manuel Martins

"Julgo que haverá pessoas competentes para governar"

por Elisabete Silva




"Julgo que haverá pessoas competentes para governar"O Bispo de Setúbal disse que, se fosse presidente, nomearia "um governo de pessoas competentes, que soubessem governar". Salientou ainda que um ministro deveria ir a uma junta de especialistas para ser avaliado, antes de ser nomeado.
D. Manuel Martins mostrou-se muito crítico com a atual política do Governo. O Bispo de Setúbal afirmou, em entrevista ao Jornal de Notícias, que "tal como, para tirar a carta de condução, temos que ir ao médico, um ministro, antes de ser nomeado, antes de aceitar esse encargo de governar, havia de ir a uma junta de especialistas independentes que fosse capaz de avaliar as capacidades desse pessoas em governar". "Como é que uma pessoa sem experiência nenhuma vai governar um país sem conhecer nada? Nem tem capacidade de perguntar, nem pergunta àqueles que, em teoria, estão interessados quanto ele no bem do país, que são os chefes das oposições", salientou.
Acrescentou que "todos os dias somos surpreendidos por medidas que nos ofendem, na medida que nos tornam menos capazes de viver ou de sobreviver", fazendo a comparação de Portugal a um indivíduo que tenha caído num poço, ou seja, este "já nem sequer tem dinheiro para comprar a corda para sair de lá".
Vai mais longe nas críticas: "Os ministros não dominam os conteúdos, não têm pedagogia na relação com os governados." Se fosse presidente, D. Manuel Martins referiu que nomearia "um governo de pessoas competentes, que soubessem governar". "Julgo que os há em Portugal."
Afirmou que as pessoas são muito gozadas e manipuladas por todo o poder e considera o Código do Trabalho "um monumento à agressão." "É uma uma emanação dessa filosofia neoliberal."

sexta-feira, dezembro 21, 2012

Houve mesmo fim do mundo em Portugal.


Nosso comentário:


O humor, especialmente humor negro, já se vê, dadas as circunstâncias do quanto pior melhor que se vão instalando, vai proliferando pelo mundo da Internet. 
Há quem diga que estamos nas mãos de nazis, há quem diga que estamos nas mãos da banca, há quem receie o perigo amarelo, há quem repudie com veemência os árabes e sua persistência em serem diferentes, há quem chame nomes aos (des)governantes, há quem, talvez pelo vómito que causa ouvir-se falar outra vez em fantasmas de outras eras, prefira brincar com o fim do mundo anunciado.
Hoje destaco estes últimos, com dois textos "soft" porque é natal.
Natal em que há que esquecer quem nos governa e nos quer por a pão e água.
Pura e simplesmente ignorar a governação, dar-lhes o desprezo que eles nos dão a nós.
Tal como para eles eu sou um número, o leitor é outro número, cada português é um número, não uma pessoa ou pessoas, resolvi de mim para mim, que um qualquer governante desta estirpe não merece igualmente ter nome: é ele também um número.
Pessoalmente, embora seja um exercício difícil, de ora em diante e porque é natal sem subsídio e sem emprego, com muita fome e emigração à mistura, com muito atropelo à Constituição da República, evitarei ao máximo tratar os governantes em exercício pelos nomes.
Quanto ao humor sobre o fim do mundo anunciado para hoje, dia 21/12/12, retirei da Internet dois textos: os tais textos "soft" de que falava acima.
Um deles faz uma associação humorística entre o fim do mundo e a perda da soberania de Portugal.
Na óptica deste humorista, Portugal, outrora soberano, acabou mesmo: 870 anos deitados fora num ápice, acrescenta o humorista.
Portanto, para ele, houve mesmo fim do mundo em Portugal.
Já um outro cidadão brinca de outra maneira com o fim do mundo anunciado para hoje.
Diz ele, com piada sem dúvida, que o mesmo foi cancelado em Portugal já que, segundo fontes oficiais do governo, o país não tem capacidade financeira para receber um  evento de tal envergadura.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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quinta-feira, dezembro 20, 2012

TAP fica, orçamento bomba a contrapartida?



Nosso comentário:


É melhor não deitar foguetes antes da festa.
Refiro-me, claro está, ao volte face da negociata da TAP em favor do empresário German Efromovich.
Vimo-nos habituando com estes governantes a darem o dito por não dito, de anunciarem algo que não se cumpre, também de cumprirem o que não anunciaram. 
De forma que o que hoje é, amanhã pode não ser.
Quem diz amanhã, diz depois de amanhã, diz para a semana que vem, diz para o mês que vem.
Nunca seriam cortados os subsídios de natal aos funcionários públicos, reformados e pensionistas, disse-se em tempos... lembram-se?
Foi o que se viu.
O mesmo com os impostos, com a TSU (taxa social única) com as gorduras do Estado, com o desemprego, e assim por diante.
Mas, pelo menos para já no que à TAP diz respeito, parece ter sido adiada a sua privatização.
Deito apenas uma bombita de carnaval pequenina para mostrar o meu receoso contentamento. Um minúsculo júbilo em tanta desgraça junta.
pum!
Este "pum" foi o barulho da bombita pelo meu contentamento receoso e minúsculo júbilo, de terem dado o dito por não dito quanto à TAP. 
Os caros leitores nem devem ter ouvido o ruído da bombita... era de fraquíssima potência, dado o estado a que chegou a minha confiança nesta gente... 
Culpa deles. Azar o nosso.
Mas há vida para além do subsídio de natal, há vida para além do desemprego, há vida para além da emigração, há vida para além das privatizações, há vida para além das troikas e baldroikas...
Que não seja por isso que vamos perder uma alegria sã e fé nas instituições de caridade...(!!!???)
Outra privatização choruda em curso e bem apetecida é a da RTP (Radiotelevisão Portuguesa)
Há muitos interesses em jogo, estratégicos, mas sobretudo financeiros. 
A RTP é um negócio da China como se costuma dizer. 
Os leitores que tiverem dúvidas consultem a imagem ilustrada que deixo abaixo, retirada da Internet, que ficarão completamente esclarecidos: 150 milhões em taxas pagas pelos contribuintes na factura da electricidade, 50 milhões vindos da publicidade....
À partida, 20 milhões de euros/ano de lucro.
A ver vamos como será ou não desprezada a Portugalidade, a Lusofonia, as Comunidades espalhadas pelo mundo, todo o potencial de divulgação de Portugal no mundo que a RTP representa.
Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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Governo recua na privatização da TAP

O Governo decidiu não aceitar a proposta apresentada por Gérman Efromovich pela totalidade do capital da TAP, indicou o Executivo no final da reunião do Conselho de Ministros. A falta de garantias bancárias levou ao recuo no negócio.

«O Governo decidiu hoje não aceitar a proposta apresentada para a adjudicação da TAP», anunciou Marques Guedes, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.

Apesar de perto de dez investidores terem consultado o memorando de informação, apenas Efromovich chegou a apresentar uma oferta concreta.

Após uma proposta inicial entregue a 7 de Dezembro, que previa o pagamento de 35 milhões de euros ao Estado português, 166 milhões para recapitalizar a empresa e a assunção da dívida da companhia (que ronda os mil milhões de euros), Efromovich subiu a oferta na semana passada, comprometendo-se a injectar 316 milhões de euros na companhia aérea.

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Quanto à possível privatização da RTP:



quarta-feira, dezembro 19, 2012

Obama nos EUA, Relvas por cá...



Capa da revista Time mostra a escolha do presidente americano, Barack Obama, como a personalidade do ano de 2012Nosso comentário:


O ministro Relvas anda entusiasmado com a venda da RTP. Ao que parece e é noticiado, o processo será pouco transparente para a oposição pelo que esta chamara à fala o dito ministro.
Relvas não compareceu a fim de prestar os esclarecimentos suplementares sobre a transparência do processo RTP, solicitados pelo PS, daí que os deputados deste partido da oposição terão abandonado o Parlamento em sinal de protesto.
Os principais atores do governo andam por fora, dizem os media que andam no estrangeiro à cata de investidores. Gente com dinheiro que compre aqui, que invista aqui, neste nosso Portugal.
Oxalá por lá ficassem como emigrantes.
Nas ruas de Lisboa, há hoje uma vigília dos trabalhadores da TAP, que não parecem conformados com a venda da companhia de bandeira portuguesa a um cidadão sul-americano de nome German Efromovich.
Apesar de uma venda em nada entusiasmante, quer pelos valores em causa, quer pelo futuro sempre incerto de uma companhia deste calibre ( a TAP é só a maior exportadora portuguesa...) tudo leva a crer que neste Portugal  à venda a preços de saldo, a mesma se deve consumar.
Uma pena.
Sobre o joelho, mais ou menos como tudo o que vem sendo feito, também se tenta redesenhar o mapa de Portugal, designadamente a refundação do território com menos freguesias.
Aqui ao que parece não será pelos benefícios que tais cortes nas freguesias trarão, já que, ao que parece, é quase tudo pessoal voluntário quem nelas trabalha...portanto, será mais uma medida para chatear o povo já de si tão consumido com o desnorte em que se vive.
Dito assim por palavras redondas, andam a por tudo o que é "lusa gente", uns contra os outros. Coisa que não acontecia dantes.
Triste.
Neste capítulo, de dividir tudo e todos, a última que consta é de que os papéis das polícias vão ser redistribuídos. Em causa portanto os papéis da PSP e da GNR.
Ao que consta, a primeira, a PSP, ficaria com ações mais ligeiras, armamento portanto a condizer, mais levezinho... a GNR dotada de meios mais pesados, com maior potencial de fogo.
Eles lá sabem...
Bom, vou terminar por aqui o meu retrato deste nosso Portugal de agora, no dia em que Barack Obama, presidente dos EUA  foi eleito, pela Revista Time, a personalidade do ano 2012.


PS. Como ilustração de algo que dizemos no texto, fica o anúncio da concentração das freguesias a 22 de Dezembro em frente ao Palácio de Belém.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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Contra a Extinçao de Freguesias - Concentraçao  - Palacio de BelemFREGUESIAS CONCENTRAM-SE
DIA 22 DE DEZEMBRO
Palácio de Belém


... ÀS FREGUESIAS, SEUS ELEITOS, SUAS POPULAÇÕES, SEUS AMIGOS E APOIANTES

A todos, sem distinção, a ANAFRE vem dizer uma vez mais:
O “PODER” não se tem cansado de apoucar, desprezar, triturar as FREGUESIAS e seus ELEITOS.
Agora, são as ATRIBUIÇÕES e COMPETÊNCIAS que estão em causa!
Serviram de couraça para que o legislador, invocando-as, pudesse legitimar a extinção de FREGUESIAS!
Não se extinguiria nenhuma delas! Apenas se juntavam para ganharem ESCALA e, assim, por descentralização, lhes pudessem ser atribuídas outras, novas, diferentes, substanciais e significativas competências.
E meios financeiros, também.
A Proposta de Lei das Atribuições e Competências para as Freguesias já peregrina pelo Parlamento, em discussão, rumo à sua aprovação.
OUTRAS, NOVAS, DIFERENTES, SUBSTANCIAIS COMPETÊNCIAS PARA AS FREGUESIAS?
MAIS RECURSOS FINANCEIROS?
Pura quimera!
O nosso inconformismo deve ser manifestado.
A concentração de TODOS, junto do Palácio de Belém, deve mostrar, também, ao Sr. Presidente da República, este nosso descontentamento.
Não falte!
VIVAMOS UNIDOS ESTA DURA PROVA DA VIDA DAS FREGUESIAS!

terça-feira, dezembro 18, 2012

Portugal terceiromundista, TAP em terra de vigília


Nosso comentário:


As grandes empresas, dantes emblemáticas de um Portugal afirmativo, esperneiam, tentam evitar a venda iminente.
Quase inevitáveis os despedimentos que tais passagens de testemunho representam, também o rombo incomensurável em uma patente que nos habituámos a ver como embaixatriz de Portugal no estrangeiro.
A TAP, transportadora aérea portuguesa, está entre essas empresas emblemáticas.
Haja compradores, parece que para a TAP há só um, mesmo assim, seguramente que a mesma lhe irá parar às mãos. 
É que nem tempo há  para regatear melhor oferta ou aguardar por outros eventuais interessados. Tal é a fome de dinheiro vivo por parte dos credores e seus mandantes.
Há que vender depressa que os abutres esperam esfomeados os dinheiros e respetivos juros relativos às vendas.
O futuro dono da TAP, após um período de contestação dos trabalhadores da empresa que está em curso, e de cujo êxito duvidamos, será um empresário de nome German Efromovich.
O nome assim à primeira vista faz lembrar o do milionário russo dono do Chelsea (clube de futebol inglês) mas não é.
Este Efromovich não é russo, trata-se de um empresário sul-americano, de origem judaica.
Outra empresa emblemática cuja venda iminente dá fortes dores de cabeça aos setores de opinião deste país em derrocada, é a RTP (Radio Televisão Portuguesa)
O ministro Relvas parece empenhado em despacha-la, pelo que, salvo que algo aconteça ao governo, o que parece improvável com o Presidente da República em funções,  lá irá também parar às mãos de um qualquer comprador.
O país, em termos globais, para mal dos nossos pecados, continua a passos largos para uma vivência terceiro-mundista a avaliar pelas declarações do presidente da rede europeia anti pobreza.
Isto porque, segundo  Jardim Moreira, presidente daquela rede europeia contra a pobreza, há dois milhões e quase 500 mil portugueses a viver, ou em pobreza absoluta, ou no limiar da pobreza.
É verdadeiramente triste, horripilante mesmo.
Diz o povo que "de hora a hora Deus melhora" e nós acreditamos nos ditames sábios do povo.
Talvez de um momento para o outro haja uma qualquer surpresa, quem sabe?
Algo que ao menos "venha animar a malta", que possa elevar o moral abalado de uma população deprimida, injustiçada, dividida, humilhada, roubada, desgovernada.
Como não há memória.
 

PS. Em baixo duas notícias a complementar o comentário: uma referente à TAP, outra ao "terceiro-mundismo luso".



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/

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Trabalhadores da TAP fazem vigília quarta-feira frente ao Conselho de Ministros

 

 
Os trabalhadores da TAP, que se reuniram, esta terça-feira, em plenário e realizaram uma marcha em Lisboa contra a privatização da empresa, convocaram uma vigília para quarta-feira com destino ao Conselho de Ministros.
 
foto REUTERS
Trabalhadores da TAP fazem vigília quarta-feira frente ao Conselho de Ministros
Protesto dos trabalhadores da TAP
 
Algumas centenas de trabalhadores da transportadora aérea portuguesa desfilaram, esta terça-feira, entre a sede da TAP, perto do aeroporto de Lisboa, e o terminal das partidas, no final de um plenário onde estiveram cerca de 800 trabalhadores, número avançado pela Comissão de Trabalhadores (CT) da empresa.
O porta-voz da CT, Vítor Baeta, anunciou, esta terça-feira, uma vigília para quarta-feira, com saída das instalações da TAP e com destino à presidência de Conselho de Ministros, uma iniciativa para a qual a CT não pediu o aval das autoridades, reconheceu o próprio.
De acordo com o responsável, o receio dos trabalhadores é "o fim da TAP tal como ela é hoje": "Estamos a falar de cerca de 15 mil pessoas que vivem quase em exclusivo do trabalho da TAP, estamos a falar de um país que tem dificuldades a nível de segurança social e de uma empresa que põe nos cofres da segurança social cerca de 100 milhões de euros por ano. Estamos a falar de um Governo preocupadíssimo com a greve dos portos e estamos a falar de um Governo que quer privatizar a maior exportadora nacional", afirmou Vítor Baeta aos jornalistas.
O representante dos trabalhadores da TAP manifestou também preocupações com eventuais despedimentos decorrentes da venda da empresa, recordando a situação da espanhola Ibéria: "Vejam bem o que se passou aqui ao lado. Quando foi a junção [da Ibéria] com a British Airways foram logo 4.000 trabalhadores para a rua e também havia um caderno de encargos", referiu.
Em entrevista à Lusa, o empresário German Efromovich, único candidato à privatização da TAP, afirmou que a proposta final do grupo para a compra da TAP é "muito agressiva" e "melhor" do que a oferta da fase inicial, remetendo para o Governo a divulgação dos valores que estão em cima da mesa.
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Portugal terceiro-mundista:
 
 
a austeridade está a ter reflexos sobretudo na classe média do país
 
A austeridade está a ter reflexos sobretudo na classe média do país.
O presidente da rede europeia anti pobreza, Jardim Moreira, considera que Portugal caminha para uma espécie de terceiro mundo. “segundo as últimas estatísticas, eles estão a pensar [os responsáveis de um seminário que irá debater hoje em lisboa a relação entre a austeridade e a pobreza] em dois milhões e perto de 500 mil portugueses a viver no limiar da pobreza ou na pobreza absoluta. isso é um país que se vai tornar terceiro mundista. baixarmos os braços acho uma enorme irresponsabilidade colectiva”, lamentou
o responsável adiantou ainda, citado pela tsf, que a austeridade está a ter sobretudo reflexos na pobreza da classe média portuguesa, pelo que está cada vez mais a passar por dificuldades.
 

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Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...