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terça-feira, setembro 12, 2023

António Costa no Chile evoca o 25 de Abril e afirma que as ditaduras têm sempre um fim

 

O primeiro-ministro evocou esta segunda-feira o 25 de Abril em Portugal nas cerimónias dos 50 anos do golpe de estado do general Augusto Pinochet que derrubou a democracia chilena e defendeu que as ditaduras têm sempre um fim. António Costa assumiu estas posições à chegada ao Palácio de La Moneda, sede do Governo chileno, onde estão a decorrer as cerimónias dos 50 anos do golpe militar que, em 11 de setembro de 1973, pôs fim ao regime democrático do Chile.

"Foi com muito gosto que aceitei o convite do Presidente do Chile, Gabriel Boric, para estar presente nestas cerimónias. Hoje é um dia muito importante -- um dia para se recordar que a democracia se conquista todos os dias e que todos os dias temos de reforçar a democracia para que permaneça viva", declarou o primeiro-ministro, numa breve mensagem em espanhol.

António Costa considerou que hoje "é um dia para se recordar que, se as democracias nunca estão adquiridas, também as ditaduras têm sempre um fim". "Podem durar mais, podem durar menos, mas as ditaduras nunca são solução e, por isso, sempre têm um fim", sustentou, antes de mencionar o caso português com o 25 de Abril de 1974 e o fim do regime do Estado Novo.

"Neste ano, em que celebramos os 50 anos do golpe militar no Chile, vamos também celebrar dentro de alguns meses os 50 anos da revolução dos cravos, que pôs fim a uma ditadura de 48 anos em Portugal e que abriu o país ao desenvolvimento, à integração europeia, à paz e a uma relação com todos os países do mundo, numa cooperação multilateral muito intensa", declarou.


IVAN ALVARADO/Reuters

O primeiro-ministro referiu-se depois a Salvador Allende, Presidente chileno democraticamente eleito, socialista, que, no dia do golpe militar, pôs termo à sua vida, antes de ser apanhado pelas tropas do general Pinochet no Palácio de La Moneda. "O espírito de Salvador Allende será sempre uma referência para todos os que amam a liberdade e a democracia. Essa é a mensagem mais importante que hoje temos a dar. A democracia precisa sempre de quem a defenda, de quem a promova. Só se defende a democracia com mais democracia", acrescentou.

Além de António Costa, estarão presentes nas cerimónias os presidentes do México, López Obrador, da Colômbia, Gustavo Petro, da Argentina, Alberto Fernández, e do Uruguai, Luís Lacalle Pou, assim como dezenas de destacadas figuras políticas, caso do antigo líder do Governo espanhol Felipe González.

O programa começou com uma receção por parte do chefe de Estado chileno no Palácio La Moneda. Juntamente com outros convidados estrangeiros, António Costa tomou aí o seu pequeno-almoço e esteve depois num passeio conjunto pelo palácio. O primeiro ato solene comemorativo dos 50 anos do golpe vai incluir um momento cultural e uma breve intervenção da senadora Isabel Allende. Hora e meia depois, terá então início um segundo ato comemorativo, na Praça da Constituição, com o discurso do Presidente do Chile.

Ainda na manhã desta segunda-feira em Santiago do Chile, será assinada pelos chefes de Estado presentes na cerimónia e pelo primeiro-ministro português uma "Declaração de Compromisso com a Democracia".

Antes de regressar a Lisboa, ao início da tarde, António Costa reúne-se a sós com o Presidente do Chile. Um encontro onde o líder do executivo português espera discutir as condições para um aumento da cooperação económica ao nível bilateral, sobretudo em domínios como as energias e o agroalimentar.


Fiquem bem

Visitem o meu novo livro clicando abaixo. Partilhem ou deixem "gosto". Obrigado

UM PAÍS SUBMISSO - PORTUGAL DA TROIKA | António Esperança Pereira (bubok.pt)




sexta-feira, janeiro 03, 2020

Tango para a Liberdade




A RTP2 estreou a 1 de janeiro a minissérie italiana em 2 episódios "Um Tango para a Liberdade", inspirada na autobiografia do vice-cônsul Enrico Calamai, "Niente asilo politico", que conta como o diplomata italiano salvou mais de 300 homens e mulheres perseguidos pelo regime argentino.
Ano de 1976. Marco Ferreri, o jovem e inexperiente diplomata italiano, está na Argentina com o cargo de vice-cônsul da embaixada. Em Buenos Aires, Marco reencontra Diego Madero, grande amigo dos tempos da universidade, em Itália.
O clima político é tenso. Durante uma receção na embaixada, na mesma noite em que conhece Anna Ribeiro, a mais famosa intérprete de Tango argentino, o governo é derrubado por um golpe militar.
Ferreri toma conhecimento de muitos casos de pessoas desaparecidas, vítimas do novo regime ditatorial, e com a colaboração de uma rede de amigos, entre eles o jornalista Sereni e o advogado Solanas, decide ajudar centenas de pessoas a escapar à perseguição.
P.S. Gostei muito da minissérie italiana da RTP2 e aconselho a ver. As ditaduras não trazem nunca nada de bom. Só morte, mordaça, separação, corrupção, miséria. violência, medo. Que sejam combatidas e que nunca se esqueçam os seus terríveis protagonistas e maléficos efeitos.
Fiquem bem,



sexta-feira, janeiro 04, 2019

meninos de azul, meninas de rosa

Cartaz de propaganda eleitoral presidencial de 1949 com os elementos principais do salazarismo: família, ênfase na figura paterna e a religião católica.

Nosso comentário:

Apesar de algumas luzes no fundo do túnel aparecerem nos EUA e trazerem alguma esperança democrática ao mundo, o autoritarismo, o populismo e outros "ismos" não param de multiplicar-se. Dos muros ao racismo, da xenofobia ao fascismo, vemos o mundo como que a andar para trás nos direitos humanos e tantos avanços conquistados nas últimas décadas.
Povos outra vez vergados aos exageros de governantes sem escrúpulos, envenenados por discursos inflamados de violência e nacionalismo .
Hoje mesmo via eu as notícias no meu televisor e tudo o que atrás digo estava nas notícias. Muros, violência, nacionalismo, racismo, fascismo. Não fora a minha continência verbal e moderação nas minhas convicções, poderia quase adivinhar um holocausto, naqueles discursos, na bandeira de Israel a emoldurar discursos, ódios na cultura da governança, mais armas para o povo, violência, violência, violência.
A acabar comigo uma senhora ministra do nosso amado Brasil entoava em júbilo,  desfasada da realidade atual, qualquer coisa como: "as meninas de rosa, os meninos de azul".
Isto quando toda a gente sabe que o seu líder já "proibira" o vermelho.
Que cores restarão ao povo brasileiro para vestir?

PS. Relembro a propósito o que foi o Salazarismo em Portugal. São breves palavras inseridas num contexto maior, assinadas por uma professora de história, Juliana Bezerra.

Crianças uniformizadas e em posição militar numa reunião da Mocidade Portuguesa



O Salazarismo é uma das denominações do “Estado Novo” português (1926-1974), regime político liderado por Antônio de Oliveira Salazar (1889-1970).
Esta ideologia era inspirada no fascismo italiano, no integralismo lusitano e na Doutrina Social da Igreja.

Características

O Estado Novo ou o Salazarismo foi inaugurado em 28 de maio de 1926, com um golpe de Estado articulado pelos militares.
O Estado Novo pôs fim ao liberalismo em Portugal e inaugurou um período histórico de 41 anos de governo com aspetos fascistas como o corporativismo e o anticomunismo.
Nestas quatro décadas de existência, Salazar esteve à frente do governo durante 35 anos. Por isso, o Estado Novo também é chamado de Salazarismo.
Suas principais características são:
  • nacionalismo
  • tradicionalismo
  • corporativismo
  • autoritarismo
  • antidemocrático
  • colonialismo
  • anticomunismo
  • antiparlamentarismo



segunda-feira, abril 25, 2016

25 de Abril em modo "light"


Nosso comentário:

Apenas meia dúzia de palavras para introduzir uns "versinhos" que fiz a mais um 25 de Abril, neste ano de 2016.
Na altura, 1974, eu não estava cá, ou seja em Portugal, pois encontrava-me destacado no cumprimento do serviço militar obrigatório em terras da Guiné-Bissau.
Não tive por isso o privilégio de viver esse dia memorável em Lisboa.
Acompanhavam-se os acontecimentos como se podia, via rádio sobretudo, também através de outras fontes que nos contavam o que se passava na capital.
Eram as canções do saudoso músico e cantor Zé Afonso que nos aqueciam os corações nas longínquas paragens em que nos encontrávamos.
A alegria e a esperança de um futuro melhor eram grandes. A ditadura durara tempo demais. O país estava exausto, empobrecido e atrasado.
Havia que encontrar um novo rumo para as então "províncias ultramarinas" numa altura em que todos os impérios já tinham feito as respetivas descolonizações.
O nosso dia chegou enfim a 24 de Abril de 1974.
Caía finalmente um regime caduco, repressivo, ditatorial, que nos atrasara tempo demais face à Europa.
A Liberdade foi a maior conquista. Especialmente a liberdade de pensamento e expressão que abriria as portas a todas as outras liberdades.
Com essas liberdades chegou a Democracia.
Portugal passava a ser um país moderno. Tinha todas as condições para seguir um rumo novo.
Ficou por isso célebre a frase "As portas que Abril abriu"
Hoje celebrou-se mais um aniversário sobre essa inesquecível data.
As celebrações foram singelas, sem grandes cartazes nem palavras de ordem. Tentaram ser conciliadoras por toda a parte, tal como o foram as palavras do Presidente da República.
Talvez por isso os meus "versinhos" desta feita também sejam "versão light". Deixo-os abaixo e é o meu contributo para lembrar e festejar este dia.


Fiquem bem,

António Esperança Pereira



Abril sempre



Estou feliz com o que tenho
E querer mais não é pecado
Saboreio o grande engenho
De sair do triste fado

De deixar de ser tacanho
Esquecer o que sofri
Nos registos do passado
Em que outrora me perdi

Eram feridas desesperanças
Tempos negros falsas glórias
Chega de elogiar andanças
Com sangue de palmatórias

Escola velha violenta
Que frequentei quando novo
Pancada e água benta
Eram práticas que reprovo

Por isso repito a crença
Que estou feliz em Abril
Esse mês de águas mil
Esse mês que fez diferença

Esse mês que fez soltar
Um povo triste amarrado
Um povo enfim libertado
De mãos dadas a cantar.




quarta-feira, abril 20, 2016

Brasil e o "impeachment"


Nosso comentário:


Alguém que esteve comigo ontem mesmo, confrontou-me, no meio de conversa havida, com o que se passara no Brasil no passado Domingo. Ou seja, a votação "a favor" ou "contra o "impeachment" da Presidente Dilma Rousseff.
Eu por acaso, já que se tratava de um país da importância do Brasil, a que nos ligam afetos intermináveis, tinha estado atento e presenciei a par e passo os acontecimentos a que ele se referia.
Respondi-lhe por isso que sim que tinha visto.
Logo ele retorquiu:
-Então e desta vez, tu que escreves tanto, não disseste nada?
Dado conhecer as ideias do próprio, embora de política não falemos muito, do seu alinhamento político, etc. percebi logo que queria que eu tivesse escrito um panegírico à vitória dos "libertadores" ou qualquer coisa parecido (!!!???)
Ora, eu que tivera visto a votação em direto, deputado a deputado, que fora deprimido para a cama depois de ver o espetáculo bizarro e sombrio que os senhores deputados iam dando à medida que votavam...
Eu que ficara quase sem pio com a maneira intimidatória com que os deputados iam falando entre algazarras e apupos, alguns deles exprimindo-se num tom de tal maneira agressivo que faziam lembrar os tempos macabros e pidescos de Portugal e os tempos do Brasil da ditadura...
Fiquei literalmente sem opinião.
Como poderia eu alinhar, escrever, empolgar-me, com uma situação daquelas, fazer um panegírico a algo que não só me chocou como me surpreendeu amargamente pela negativa? 
Quem são os maus? quem são os bons? que alternativa se viu ali? o que muda,se mudar?
Daí que a melhor resposta para a situação confusa e enviesada que se vive no nosso querido Brasil, a quem desejo prosperidade, paz, democracia e liberdade, encontrei-a numas palavras atribuídas a Fernando Pessoa:



Fiquem bem,

António Esperança Pereira


quarta-feira, outubro 21, 2015

Retorno ao tempo de Salazar e Marcelo?


Nosso comentário:

Pelas notícias que lemos e que vão saindo amiúde sobre a tentativa de formação de um novo governo, não parece nada fácil nesta democracia portuguesa respeitar-se o próprio significado da palavra "Democracia".
As pressões para que tal não aconteça são mais que muitas, ele são os media, ele são os comentadores ao serviço do poder, ele são os "cavalos de Tróia" infiltrados nos partidos a desferirem jogada sobre jogada, enfim...
é nestas alturas que se toma consciência que parecemos condenados ao "caminho único" chame-se o que se chamar a estes regimes políticos em que vivemos.
Está cada vez mais provado que de "democráticos" quase só já têm o nome.
Agora mesmo assistimos em Portugal a uma tentativa de intoxicação da opinião pública para que esta se convença de que tudo o que for diferente desse tal "caminho único", imposto ou a impor, será perigoso e impossível de intentar.
O medo está outra vez aí. 
Digo outra vez porque ainda me foi dado viver alguma juventude em plenos regimes de Salazar e Marcelo e sei o quanto custava usar publicamente uma simples palavra reprovada pelo regime ditatorial.
O medo está de volta. 
Medo de perder o salário, medo de não arranjar emprego, medo que falte o dinheiro nos bancos, medo de Bruxelas, medo de não ter futuro, medo de não ter presente, medo, medo, medo... 
Até quando? será que este medo veio para ficar, ou restará ainda aos homens eleitos para serem líderes uma ponta de coragem, de independência, de brio, para contrariar a tendência tenebrosa de um sórdido, insípido, desconhecido "caminho único"?
Certo que restam ainda umas pontas de liberdade, mesmo considerando que vivemos em uma sociedade cada vez mais controlada e policiada.
Porém, ante o que vejo, receio bem que mesmo estas preciosas pontas de liberdade se vão secando, uma após outra, já que nem uns meros resultados eleitorais de eleições livres podem ser aplicados na formação de um governo legítimo delas resultante.
Outra vez os "perigosos esquerdistas", expressões a fazer lembrar o mórbido tempo de Salazar e Marcelo. Outra vez o perigo dos comunistas. Outra vez a falta de democracia. Outra vez a manipulação da informação. Outra vez o desrespeito pela vontade popular.
Será possível meus senhores, contrariar ainda um tal retrocesso?

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira



quinta-feira, abril 24, 2014

Uma anedota ou...os trocadilhos do Poder!


Nosso comentário:

Em vésperas de mais uma comemoração do 25 de Abril de 1974, data que ficou especialmente célebre pelo derrube de uma ditadura férrea, tenebrosa e longa, a ditadura de Salazar &Caetano, publico uma anedota neste blogue.
Porquê, perguntarão...
Publico a anedota que deixo abaixo porque, ao lê-la, me fez lembrar uma nova forma de fazer política (o regime atual) em que o significado das palavras e das expressões pode mudar consoante as conveniências. Ou seja, a mentira deixou de existir, porque contornada com supostas novas verdades que dão cobertura às mentiras.
Assim é na anedota, assim manifesto mais uma vez o meu descontentamento pela maneira como estamos a ser (des) governados neste Portugal que pareceu uns anos atrás estar no caminho dos melhores, no chamado grupo da frente, na chamada Europa dos valores, solidária, próspera, democrática.
Divididos e mal pagos, roubados e espezinhados, até a comemoração do 25 de Abril, a mais linda revolução do mundo, vai ser feita em dois lugares distintos: 
-Uma, a oficial, na Assembleia da República, com cravos a fazer de conta, outra, a não oficial, no Largo do Carmo, com cravos sentidos nos corações.
Lamento que este país se desagregue a olhos vistos. Que crie feridas aonde as não havia, que se ajoelhe em vez de se fazer respeitar. 
E não há quem nos queira valer...
Desejo a todos um óptimo 25 de Abril.

António Esperança Pereira

Anedota:

Manuel estava na aula quando a professora pergunta:

- Manuel, quantos são dois e dois?
- DEPENDE stôra. Se os números estão na horizontal são 22 se estão na vertical são 4 -   responde o Manuel.
- Muito giro, você parece que é mesmo do contra! Diga lá agora: quem descobriu o Brasil?
- DEPENDE stôra. Se se refere a 1500 foi Pedro Álvares Cabral; se se refere antes de 1500, foi o Índio que já lá estava...
- Ah!... Você se julga muito inteligente, não é Manuel? Você se acha um superdotado, certo?  Agora diga-me: quantos são os mandamentos da Lei de Deus?  
- Bom... DEPENDE stôra...
- Irra!! Como é que é DEPENDE?...
- DEPENDE, porque se for para homens são dez, mas se for para mulheres são nove, porque as mulheres não podem desejar a mulher do próximo!
- "DEPENDE "... sussurra a professora...

sábado, janeiro 04, 2014

Não entendo patavina...


Nosso comentário:

Apesar de cada vez mais empobrecidos, com independência limitada, há uns que se atrevem a dizer que isto está bem, ou seja no bom caminho. São os herdeiros da direita e extrema direita portuguesas, os saudosistas dos tempos de antes do 25 de Abril de 1974.
Dizem outros que nunca esteve tão mau desde o tempo do fascismo, ou seja, desde a ditadura Salazarista do antes da revolução dos cravos (25 de Abril de 1974) 
Há quem, entre estes, chame até de nazis aos da governação, o que pode ler-se amiúde por aí, quer em artigos de opinião, quer nas redes sociais.
A palavra nazi parece-me demasiado forte, pelo menos para já, pois apesar de contribuírem  para umas mortezitas na casa dos milhares em consequência das medidas duríssimas e impiedosas que tomam "a bem da nação", ainda os não vi exibirem quaisquer símbolos semelhantes ao da sinistra cruz gamada da Alemanha nazi. 
Há pois que esperar um pouco para ver no que a Europa vai dando. 
Uma coisa porém parece certa: os partidos de extrema direita, designadamente na França, sobem de tom, o que não deixa de causar arrepios...
Basta lembrar as imagens recentes da II Guerra Mundial, designadamente do holocausto, para sentir bem esse arrepio e o susto só de imaginar uma Europa do século XXI supostamente metida em aventuras tenebrosas como as do famigerado Adolfo Hitler.
Recentemente falou ao país o presidente da República Portuguesa. 
O senhor de Belém, suposto líder máximo da nação nada disse ao seu povo e o pouco que disse deixou-o mais vazio ainda, mais preocupado, mais à deriva.
Sinceramente, com este rumo de terra queimada, não entendo patavina do que se passa em Portugal. 
Para aliviar as minhas preocupações seguramente infundadas de um retrocesso aos tenebrosos tempos nazis, deixo abaixo a explicação da origem da expressão "não entendo patavina". 
Deixo também imagens de um senhor ministro da governação, a inventar terminologias da elástica língua de Camões, para atirar poeira para os olhos dos portugueses.

E não há quem nos queira valer...

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


Não entender Patavina


Na Idade Média os Portugueses tinham muita dificuldade em entender o que diziam os frades italianos patavinos, naturais de PATAVIUM (hoje Pádua) . Daí surgiu o PATAVINISMO, ou seja não entender Patavina...não entender nada.




Gente que se dedica a brincar com as palavras quando anuncia um novo saque aos reformados

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

O Zé Povinho, o Manguito e a Grândola Vila Morena


Nosso comentário:


Nunca é demais lembrar a figura imortalizada por Rafael Bordalo Pinheiro, ZÉ POVINHO, para caraterizar o português típico da sua época.
Para o seu tempo Rafael Bordalo Pinheiro foi aquilo que se pode chamar um HOMEM DE VANGUARDA.
Em vésperas de grandes movimentações de portugueses por tudo quanto é cidade no próximo Sábado, dia 2 de Março, lembrei-me de evocar a figura do "ZÉ POVINHO". 
E assim porque o seu criador, Rafael Bordalo Pinheiro foi um homem com ideias sobre ricos e pobres. 
Sobre a política opressora que maltratava o povo.
À época vivia-se sob a égide da Monarquia mas a história tem sempre aspectos que repete. Daí que o célebre "manguito" da sua época continua a fazer todo o sentido e, por esse facto, a ser exibido, quer em manifestações políticas, quer em movimentações sociais dos dias de hoje.
Estou certo de que o veremos (ao manguito) algures em uma das cerca de 40/50 cidades em que se concentrarão portugueses, em Portugal e no estrangeiro.
Veremos e ouviremos muitas outras coisas mais, entre elas, seguramente cânticos de Zeca Afonso, tais como GRÂNDOLA VILA MORENA.
Agradeço a quem me enviou a história do Zé Povinho (embora sucinta e curta) pois não podia vir mais a calhar para ilustrar os tempos conturbados que o nosso querido país vem vivendo ultimamente.
Oxalá as manifestações de 2 de Março possam contribuir para que sejam respeitados os altos valores da Democracia, para que não haja lugar para ditadores perversos e autistas conduzindo os seus povos para becos sem saída. 
Que seja intentada e reposta a soberania nacional.


PS. Deixo a breve história do Zé Povinho


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/





ZÉ POVINHO


A "figura"do Zé Povinho foi criada por Rafael Bordalo Pinheiro, e surgiu pela primeira vez em público em 1875. 
Representava o português típico da época: barrigudo, gostando de vinho e de açorda, vestindo calças remendadas e botas rotas. 
Vivia oprimido, critico e maldizente da politica económica capitalista. 
Estava sempre do lado dos que não tinham voz nem poder. Crítico quanto à politica da sua época, que na altura era monárquica.
A sua cara metade era a Maria Paciência. 
Era representada por uma figura de mulher "alfacinha", esposa resignada numa sociedade machista.
A figura típica do Zé Povinho, ainda se mantém com toda a atualidade.
Não raras são as manifestações de protesto politico/social, em que vemos a figura do Zé Povinho fazendo o seu gesto tão peculiar...
O imortalizado "manguito".


Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...