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quinta-feira, setembro 11, 2025

Conhecimento, poema

 António Esperança Pereira - Livros deste autor - Bubok

antonio esperanca pereira - Procurar


 Para além dos links acima referenciados para alguém dar comigo na Internet, deixo uns versinhos com a atualidade inerente ao autor.


Conhecimento

 

Se lembrasse o que sabia

E juntasse o que hoje sei

Outro galo cantaria

Com tanta sabedoria

 

Na verdade contas feitas

Sei menos do que sabia

Guardo pior o que sei

Emagrece a sabedoria.

 

E não há voltas a dar

Às voltas que são do tempo

Tempo que não para de andar

Levando o conhecimento.

AEP/


Fiquem bem, desfrutem, 

que "o tempo não parar de andar"


terça-feira, maio 05, 2020

Hoje: Dia Mundial da Língua Portuguesa


Palavras ditas em Paris (2019) 

"A ratificação pela UNESCO do 5 de Maio como o dia oficial da língua portuguesa “é um passo muito importante para o reconhecimento global desta língua que é falada oficialmente em nove países, quatro continentes, e é a quinta mais utilizada no espaço da internet”, disse António Costa aos jornalistas, em Paris, citado pela Lusa. À RTP, o primeiro-ministro lembrou também que o Português é “a língua oficial de 260 milhões de pessoas, e a mais falada no hemisfério Sul”. E realçou ainda que a língua portuguesa vai ter “um forte crescimento”, prevendo-se que, no “final do século, serão 500 milhões" a falá-la, tornando-a uma “língua cada vez mais global”. É, por essa razão, uma “prioridade fundamental na nossa política externa”, acrescentou António Costa."
____________________
Dia da Língua Portuguesa, também chamado de Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP, é comemorado a 5 de maio.
Esse é o dia internacional, pois todos os países cuja língua materna é o português (os chamados lusófonos) celebram essa data.
São eles: Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Homenagens à Língua Portuguesa

Frases

  • "Minha pátria é a língua portuguesa." (Fernando Pessoa)
  • "Suas palavras, mesmo em alto e bom português, parecem não mais falar minha língua." (Gabito Nunes)
  • “A língua fala por si. A importância de tratar da língua seja através dos museus, dos programas, dos acordos ortográficos, seja através dos processos de liberalização das falas novas, a língua é importante. A língua é nossa mãe. O museu cuida de todos os aspectos da língua escrita, falada, da língua dinâmica, a língua da interação, a língua do afeto, a língua do gesto, e de tudo isso este museu vai cuidar.” (Gilberto Gil)

quinta-feira, maio 31, 2018

Angola e a francofonia


Acontece muita coisa que aborrece, entristece e enfraquece as nossas mentes, os nossos corações, as nossas expetativas. 
Depende muito de pessoa para pessoa, da sua história de vida, daquilo a que deu e dá maior atenção e significado.
Em poucas palavras, pode dizer-se que, muitas vezes, e sem darmos conta, se entranharam em nós como que ideias base, conceitos pessoais sobre isto e aquilo que reputamos como imprescindíveis da suposta formação da nossa "personalidade".
É assim que surgem as reações mais ou menos arreigadas a certos factos políticos, nacionais e internacionais, religiosos, sociais, que manifestamos a nossa maior ou menor tolerância ante o diferente, o novo, o inesperado, e assim por diante.
Há realmente coisas que nos chocam. Com as quais nem sempre é fácil lidar.
A uns poderá ser uma parada gay, a outros poderão ser imagens de violência brutal por esse mundo fora, a outros um apego exacerbado ao seu EU político, a outros esse mesmo apego exacerbado à sua clubite (futebol por exemplo)
E não pararia de citar exemplos de preconceitos registados na nossa mente com lugar cativo, eu diria.
Mas para não maçar os leitores, queria referir apenas duas coisas que chocaram o meu apego mental nestes últimos tempos: uma referente a um certo sentir político, a outra a um certo sentir clubístico.
No primeiro caso, eu que tenho defendido como posso aquilo que chamo de "Pátria da Língua Portuguesa", vi-me confrontado com um facto que me chocou. A escolha da França por parte do atual Presidente de Angola como primeira viagem a um país do dito Ocidente.
Não gostei.
Diria mais, fiquei fulo, tendo-me passado pela cabeça coisas que nunca me tinham passado. Se a CPLP vale a pena, se a aposta nos PALOP vale a pena.
Se defender a Língua Portuguesa como língua universal e una vale a pena.
O Presidente de Angola até quer ser membro da francofonia!!!
Pois que seja e que lhe faça bom proveito. Digo eu, sem qualquer ofensa. 
Cada um é livre de fazer as escolhas que melhor entender.
Todavia, creio que vivemos cada vez mais num mundo cão. Num mundo de amigos da onça, num mundo em que cada vez mais se vende a alma ao diabo pelo melhor preço oferecido. Cheguei a pensar que dentro em breve terminarão os idealistas e os poetas.
Será?
A completar o ramalhete, e ligado ao meu sentir clubístico, vejo-me nos últimos tempos confrontado com um clima de ódio inter clubes em Portugal como não tenho memória de ter vivido antes. O desporto, afinal uma das atividades mais nobres, mais bonitas, mais livres dos cidadãos, a transmitir esse mesmo mundo cão de que falava atrás, os tais amigos da onça, a tal venda da alma ao diabo pelo melhor preço oferecido.
E mais não digo, pedindo desculpa pelo desabafo deste Português e lusófono, também simpatizante de Desporto.

António Esperança Pereira








quarta-feira, março 07, 2018

Maior circulação no espaço lusófono


Maria do Carmo Silveira: Aproximar-se dos cidadãos é “um dos grandes desafios da CPLP” 


A secretária executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) considerou hoje que “um dos grandes desafios” da organização é “aproximar-se dos cidadãos”, propondo a facilitação da mobilidade e a promoção da cooperação económica e empresarial.“A CPLP é hoje uma organização muito distante dos seus cidadãos.
Para a maioria dos cidadãos dos nossos Estados-membros é uma organização inexistente, abstrata”, sustentou, em entrevista à agência Lusa, Maria do Carmo Silveira, defendendo que “um dos grandes desafios é aproximar-se cada vez mais dos seus cidadãos para que eles possam sentir a comunidade”.
Para a secretária executiva da comunidade, a aproximação passa pela facilitação da circulação no espaço lusófono, uma medida que “desenvolve esse sentimento de pertença”.Reconhecendo tratar-se de uma matéria “complicada”, devido a “limitações a que estão sujeitos alguns Estados-membros”, Maria do Carmo Silveira considerou que a aplicação das medidas deve ser faseada.
A responsável assinalou que já se observaram progressos, como a isenção de visto para passaportes diplomáticos e passaportes especiais de serviço; mobilidade estudantil; acordos bilaterais para facilitar a circulação das pessoas e também facilidade da obtenção de vistos para turistas, doentes para tratamento médico e para homens de negócios. No entanto, é preciso “ir além”, porque “não há um tratamento uniforme sobre esta questão”, disse, defendendo uma solução “no quadro multilateral”.
Portugal e Cabo Verde estão a preparar uma proposta para facilitar a circulação no espaço lusófono e a secretária executiva adiantou que no próximo mês vai realizar-se um primeiro encontro técnico para discutir esta iniciativa.
“Atendendo à necessidade de uma abordagem faseada, a mobilidade para empresários deve ser o próximo passo”, advogou.
Por outro lado, a aproximação dos cidadãos também deve passar pela cooperação económica e empresarial, sublinhou.
“Todos os Estados-membros reconhecem a importância da promoção da cooperação económica e empresarial até para reforçar os laços de amizade e laços históricos, porque já toda a gente diz que a língua portuguesa não basta”, comentou.

Para Maria do Carmo Silveira, é necessário “um quadro económico e jurídico que facilite que o comércio e os investimentos possam fluir entre os países para criar emprego e promover o desenvolvimento”.

Questionada se o secretariado executivo poderá levar essa proposta à próxima cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP, prevista para julho próximo em Cabo Verde, Maria do Carmo Silveira disse que a iniciativa cabe aos países.

“Quando iniciei as minhas funções [em janeiro de 2017], ousei fazer uma proposta nesse sentido, de algumas medidas de política que me parecem extremamente importantes para que se crie um ambiente propício ao desenvolvimento do comércio e dos negócios no espaço da CPLP. Mas infelizmente apercebi-me que esta é uma matéria que decorre muito da vontade política dos Estados-membros.

Temos de esperar que sejam os próprios Estados a tomarem a iniciativa nesta matéria”, descreveu, confessando “alguma frustração”.
“Estava à espera de poder dar um contributo mais efetivo a esta temática, mas acredito que haverá uma evolução”, disse.

Entre as medidas defendidas por Maria do Carmo Silveira estão a assinatura de um acordo multilateral de proteção mútua de investimentos; a celebração de acordos para evitar a dupla tributação, e a criação de uma rede de árbitros para dirimir conflitos, em língua portuguesa, já que atualmente os países lusófonos recorrem a arbitragem em inglês ou francês, o que obriga a custos acrescidos com traduções.

Propostas que, admitiu, não deverão ser ainda abordadas na próxima cimeira, já que “neste momento não há um tratamento que faça pensar que possa ser discutido” em julho.
Fiquem bem,
António Esperança Pereira


quarta-feira, janeiro 24, 2018

Aprenda a redigir uma "Carta de apresentação"


Prepare-se para escrever uma carta de apresentação surpreendente

Escrever uma boa carta de apresentação é saber vender-se de forma sábia e inteligente sem eufemismos. Ela é, sem dúvida, o seu cartão de visita; é a sua oportunidade de criar uma boa impressão na pessoa que o irá avaliar, por isso, além de exímia do ponto de vista gráfico e linguístico, deve ter sempre o seu cunho pessoal.

Siga estas 5 dicas e prepare-se para escrever uma carta de apresentação surpreendente!

DICA 1 - PROCURE CONHECER BEM A EMPRESA

A carta de apresentação não é um curriculum vitae abreviado, por isso, deve ser adequada a cada empresa, a cada função, a cada futuro empregador e, repito, deve ser sempre personalizada.
Assim, sempre que preparar uma carta de apresentação, faça uma pesquisa exaustiva sobre a empresa na qual pretende trabalhar: a sua história, a sua visão, os valores qua a norteiam, a sua missão. Procure saber quais os objetivos que a empresa pretende alcançar e mostre como os seus conhecimentos e competências podem ser uma mais-valia para a conquista dessas metas.
Feita essa pesquisa, ponha mãos à obra: escolha criteriosamente a informação pessoal e profissional que pretende incluir, o vocabulário e o registo linguístico em função do espírito e cultura da empresa: para empresas mais conservadoras, o seu léxico e registo linguístico deverão ser mais formais; para empresas mais modernas e com uma cultura menos rígida, já poderá arriscar um tom mais informal e “fora da caixa”.

DICA 2 - SEJA SEDUTOR, MAS CAUTELOSO

“Porque é que devemos contratá-lo?”
Esta é a pergunta central à qual uma carta de apresentação deverá responder. Mostre quais os benefícios que a empresa terá em contratá-lo, realçando as competências que poderão trazer valor à empresa. Procure fazer uma boa articulação entre essas competências e os motivos que o levaram a candidatar-se.
Mas atenção: seja cauteloso. A fronteira entre a autovalorização e o exibicionismo é muito ténue, por isso, deve ser sábio e prudente nas palavras que escolhe para caracterizar os seus talentos e capacidades.

DICA 3 - SEJA CLARO, BREVE E OBJETIVO

Diga muito em poucas palavras! Isto é, fale sobre a sua formação académica, experiência profissional, interesses e capacidades de forma breve e clara.
A clareza e objetividade são qualidades centrais numa carta de apresentação. Antes de o avaliador iniciar a apreciação das suas qualidades, há um objetivo essencial: captar a sua atenção. Textos longos e demasiado palavrosos são a desculpa perfeita para fazê-lo desistir da leitura, por isso, se quer prendê-lo do princípio ao fim, então seja claro, breve e objetivo!
Evite o uso exibicionista de palavras demasiado eruditas e pomposas e opte sempre por um vocabulário acessível e descomplicado. O segredo está em revelar os seus melhores atributos de forma simples e equilibrada.

DICA 4 - SEJA AUTÊNTICO E CRIATIVO

Uma carta de apresentação só convence o avaliador se for genuína, por isso não refira nada sobre si que não seja verdade. Lembre-se que no momento da possível entrevista tem de haver coerência entre o que diz e o que escreveu.
Seja autêntico, sempre, e generosamente criativo! Alinhe-se com o espírito das empresas modernas. Os empregadores querem, cada vez mais, pessoas com competências que vão além das adquiridas nos bancos das universidades. Desejam avidamente pessoas com inteligência emocional, com boa capacidade de gestão de emoções e, sobretudo, com elevada criatividade. Vale a pena relembrar Einstein: “A lógica leva-nos do ponto A ao ponto B; a imaginação leva-nos a qualquer lugar”.
Portanto, escreva uma carta de apresentação “out of the box”, super criativa, que espelhe esta tão valorizada qualidade. Por exemplo, guarde no baú as introduções clássicas que cheiram a mofo “O meu nome é...; sou licenciado/a em...; Exerci funções de...”. Porque não terminar a carta como provavelmente começaria? “O meu nome é Sandra Duarte Tavares e tenho x anos de uma vida feliz e repleta de propósito. Seria uma honra poder trazer o meu valor à Vossa Empresa.”
Revele-se em cada palavra, em cada frase, em cada tópico. Seja único!

DICA 5 - FAÇA UMA REVISÃO ATENTA DA SUA CARTA

Rever o que escreveu tem um objetivo valioso: mostrar ao avaliador que apesar de criativo e autêntico, também é rigoroso. Acredite: continuará a somar pontos.
Uma carta de apresentação sem gralhas, sem erros ortográficos, gramaticais e de pontuação revela muito sobre si: primor, dedicação, excelência. Qual o empregador que não aprecia estes atributos?
Incorreções linguísticas, como “ir de encontro às expectativas” (em vez de ir ao encontro das expectativas), “enviarei-lhe o CV” (em vez de enviar-lhe-ei o CV), “estou melhor preparado” (em vez de mais bem preparado) não só mancham a sua imagem como podem excluir de imediato a sua candidatura.
Se pretende projetar uma imagem profissional credível, a sua carta deve espelhar um elevado padrão de excelência linguística e, acima de tudo, o seu caráter.
Sandra Duarte Tavares
LINGUÍSTICA PORTUGUESA

É mestre em Linguística Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e professora no Instituto Superior de Educação e Ciências (ISEC Lisboa). É consultora linguística e formadora de Comunicação, e colabora ainda com a RTP em programas televisivos e radiofónicos sobre Língua Portuguesa. É autora dos livros “Falar bem, Escrever melhor” e “500 erros mais comuns da Língua Portuguesa” e coautora dos livros “Gramática Descomplicada”, “Pares Difíceis da Língua Portuguesa”, “Pontapés na Gramática”, “Assim é que é falar!”, “SOS da Língua Portuguesa”, “Quem tem medo da Língua Portuguesa?” e de um manual escolar de Português: “Ás das Letras 5”.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira 


quarta-feira, janeiro 10, 2018

A Língua Portuguesa no Mundo

Nosso comentário: Aí estão dois documentos bem interessantes sobre aquilo que se pode chamar de distribuição mundial da influência da Língua Portuguesa.
Caramba!
Se alguma coisa me põe os cabelos em pé, sem quaisquer laivos de nacionalismo serôdio, é a valia adquirida pela nossa língua: o Português.
Retirei estas preciosidades do OLP (Observatório da Língua Portuguesa) e quando penso no que poderia ser feito em prol da Língua Portuguesa, acho sempre pouco.
Sim, porque quer na Internet, quer através de Institutos, Escolas espalhadas por toda a parte, assistimos ao empenho que os diversos países faladores de outras línguas importantes põem na divulgação das mesmas. Será que Portugal e demais países de Língua Portuguesa farão o mesmo?

Fiquem bem,
António Esperança Pereira 

Cartografia da Língua Portuguesa






Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...