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quinta-feira, agosto 22, 2013

Dívida Pública porque cresces com austeridade?


Nosso comentário:

É muito difícil encontrar uma ponta por onde se pegue na atual governação.
Nós sinceramente bem gostávamos que assim não fosse.
Que para além dos cortes cegos e pouco mais que isso, houvesse visão política, inteligência, dinâmica, vocação para bem servir os interesses dos portugueses.
Mas não.
Falta tudo a este conjunto de ministérios comandados não se sabe bem por quem. Conjunto de ministérios esse que vai mudando ao sabor dos ventos, num governo que começou por fazer a apologia de um "governo pequeno"em ministérios.
Acabou por ser pequeno em ministérios e também em obra.
Por isso mesmo tem vindo a crescer, a mudar, a conceder mordomias, a meter os pés pelas mãos e as mãos pelos pés a toda a hora. 
Sem norte!
Agora está um governo grande. Aumentou o número de pastas, distribuíram-se novas competências na recente lei orgânica, os resultados é que continuam pequeninos.
Sobre estes resultados pequeninos, de quem tanto prometeu antes de ser eleito, chamo a atenção dos estimados leitores para o sítio do poço sem fundo onde a dívida pública já vai... isto apesar dos tais cortes chorudos em todo o dinheirinho que mexe e que não mexe. Cortes em tudo o que é direito adquirido. Cortes no Serviço Nacional de Saúde. Cortes na Educação. Cortes na Segurança Social. Despedimentos...
O resultado é o que se vê na notícia abaixo.
Parece certa a tese de que a receita para o país de austeridade em cima de austeridade, só pode destruir Portugal. Acabar com os circuitos naturais da economia pelo fechar da torneira do dinheiro, do investimento, do emprego.
Já se viu um rio correr se lhe cortarem a água na nascente? assim este país está: como um rio que seca à nascença, sem confiança, sem incentivo, sem liderança que mobilize os portugueses, sem se vislumbrarem soluções sérias e credíveis que mudem o rumo das coisas.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


A dívida pública portuguesa voltou a aumentar, superando os 130% do produto interno bruto (PIB), no final de Junho. Em termos nominais, o valor supera os 214 mil milhões de euros, ultrapassando, em ambos os casos, as metas acordadas com a troika.

A dívida pública atingiu os 131,4% do PIB no final do primeiro semestre deste ano, segundo os dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal através do Boletim Estatístico.

Este valor compara com a estimativa de 122,9% incluída na última avaliação da troika às contas nacionais para o final deste ano. 

Em termos nominais, a dívida nacional atingiu os 214,57 mil milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 1,43% face ao primeiro trimestre do ano, altura em que a dívida cresceu para os 211,5 mil milhões de euros.

Comparando com os números que constam na sétima avaliação do programa de ajustamento português, este número supera as estimativas para o acumulado do ano, cuja previsão é de 202,1 mil milhões de euros para este ano.

Considerando a dívida líquida de depósitos da administração central, a dívida nacional cresceu de 115,8% no primeiro trimestre para 118,4% no final de Junho. Em termos nominais, este indicador encontra-se nos 193,3 mil milhões de euros, segundo os dados do Banco de Portugal.

Esta tendência de aumento foi transversal a todos os segmentos que são contabilizados. Entre as empresas públicas verificou-se um aumento de 28,8% do PIB para 29,5%, entre o primeiro e o segundo trimestre do ano.

sexta-feira, outubro 05, 2012

Revolução na zona euro contra a Alemanha...



Nosso comentário:


Depois de contemplar na televisão o que hoje contemplei, já dou por tudo.
Uma República Portuguesa de rastos, uma cerimónia sem alma no dia comemorativo da sua implantação o 5 de Outubro), sem POVO, feita numa sala fechada, cercada de polícia, vedadas todas as ruas limítrofes à população. Apenas um discurso a quebrar a monotonia da rendição dos outros ao inevitabilismo da mortífera austeridade atual: o de António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Uma República moribunda dir-se-ia.
Um dia 5 de Outubro matado já por este governo, tirando-lhe o direito a ser FERIADO NACIONAL.
Uma República sem imaginação, sem a consciência do orgulho nacional, sem políticos à altura de darem uma sapatada, um chega para lá na DESGRAÇA instalada, imposta por quem quer que seja, sim porque a gente quer viver, não morrer.
Caros leitores, de mais longe ou de mais perto, portugueses ou não, deixem-me dizer-lhes: Portugal é uma Pátria de muitos séculos que não precisa de lições, muito menos de notas classificativas de um qualquer país armado em professor, seja ele qual for.
Ainda por cima um professor à moda antiga, como muitos de nós ainda conhecemos: com régua, vara, palmatória, para dar porrada da grossa ao aluno.
NÃO!
É mau de mais.
Talvez por isso até compreenda as palavras duras deste senhor ex-vice da agência Moody's.
Por sentir neste momento, nesta Europa, muito do que Mahoney diz, embora contra o meu ideário assente numa outra postura de uma outra Alemanha.
Escrevi coisas sobre as vantagens da Europa Unida, gostava e ainda gosto do sonho desses grandes homens quando intentaram ir com ele por diante: para que nascesse uma Europa livre, solidária, pacífica, unida, que aglutinasse povos até então beligerantes entre si.
Sinto-me obrigado a dizer isto: ou a Alemanha e o seu ideário arrepiam caminho (não sei se será ainda a tempo) ou admito concordar com este senhor ex-diretor da Moody's.
Partilho o artigo deste senhor publicado no Expresso.
 
 
PS. Fotos dos textos recolhidas aleatoriamente da internet apenas para ilustrar os mesmos.
 
 
 
Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
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Ex-vice da Moody's apela a revolução na zona euro

O tempo para uma discussão "educada" terminou. O que está em causa no "Sul" da Europa é a diferença entre um futuro de prosperidade ou depressão. Palavras duras de Christopher T. Mahoney, ex-vice presidente da agência Moody's.



"Está na hora de uma revolução na zona euro, o tempo para uma discussão educada terminou. O que está em causa não são um ou dois por cento de crescimento económico no Sul, mas, pelo contrário, a diferença entre um futuro de prosperidade e um de depressão", refere hoje Christopher T. Mahoney, ex-vice presidente da agência de notação Moody's, num artigo intitulado "Southern Europe Must Revolt Against Price Stability", publicado no "Project Syndicate".
Essa "revolução" deve ser "liderada pela França, Itália e Espanha", com a França à cabeça, e os seus alvos principais são a Alemanha e o Bundesbank. "O tempo é agora, antes que a Espanha e Itália sejam forçadas a capitular à estricnina e ao arsénio da troika", sublinha.
Mahoney é um veterano de Wall Street que saiu de vice-presidente da Moody's em 2007. Considera-se um "libertário do mercado livre".
"Se o Sul continuar a permitir que o Norte administre o remédio envenenado da deflação monetária e da austeridade orçamental, sofrerá, desnecessariamente, anos e anos", adverte Mahoney, para, depois, apelar à "revolução" do Sul.
"A zona euro é uma república multinacional em que cada país, independentemente da sua notação de crédito, pode atuar como um hegemonista. A Alemanha tem apenas dois votos no conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE), não tem controlo e não tem poder de veto. A Alemanha é apenas mais outro membro da união e o Bundesbank apenas mais outra sucursal regional do sistema do euro. O Tratado do BCE não pretendeu ser um pacto de suicídio, e pode ser interpretado de um modo suficientemente aberto para permitir que seja feito o que tem de ser feito. Se o Tribunal Constitucional objetar, então a Alemanha pode sair."
E reforça: "O que advogo é uma rutura pública com o Bundesbank e com os seus satélites ideológicos".
A finalizar, diz: "Talvez seja mais prudente conduzir esta revolta em privado, mas o que acho é que só funciona como ultimato público".


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/ex-vice-da-moodys-apela-a-revolucao-na-zona-euro=f758145#ixzz28SHJkw56

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...