Mostrar mensagens com a etiqueta vaca. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta vaca. Mostrar todas as mensagens

sábado, fevereiro 23, 2013

Alemanha dá carne de cavalo a pobres


Nosso comentário:


É um facto que esta notícia lida assim a frio soa a algo de estranho. Parece tratar-se de algo rejeitado pela maioria, tipo sobras, coisas de menor valia, restos, que este senhor alemão, Dirk Niebel, pensa impingir aos pobres, esses seres pouco bafejados pela sorte que, como têm fome, até osso comem à falta de melhor.
Quanto mais, carne de cavalo!!!
Informei-me minimamente sobre a dita carne que, não fora pelos vistos, a tradição católica,  nada se lhe apontaria de estranho. Parece que todo o mundo a come e a vende como qualquer outro produto do género.
Isto pode ser constatado abaixo num artigo brasileiro intitulado "10 curiosidades sobre a produção de cavalos".
Não estou aqui a falar em "ondas e práticas alimentares" de rejeição de carnes, isso é outra coisa, mas de quem tem fome e não olha a ideais ou outra coisa qualquer para se manter vivo.
Toda a gente sabe que qualquer tipo de animal é comido, até o próprio homem.
Portanto, caso a carne de cavalo não esteja estragada,  isso já seria ofensivo e badalhoco por parte do mentor da ideia, e caso tenha procura objectiva entre os pobres esfomeados, parece-nos acertada a ideia de não alienar bens que afinal dão jeito a muitos carentes de alimento.
Repito que não é minha intenção abordar a questão da carne como alimento, pois sei que muitos são os que repudiam tal comportamento. Defendo em tal matéria o livre arbítrio e as liberdades individuais.
Apenas e objectivamente, perante um facto consumado, a existência de carne de cavalo posta no mercado como sendo de vaca, quero expressar a minha compreensão pela decisão do senhor Dirk Niebel.
Quanto à confusão de se vender cavalo por vaca, que é o cerne da polémica que começou no Reino Unido,  já seria uma outra questão, possivelmente um caso de fraude de quem vende "gato por lebre" como diz o povo.




Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/







Ministro do Desenvolvimento, Dirk Niebel, deu uma entrevista ao jornal 'Bild'
Em entrevista ao 'Bild'

Ministro alemão sugere dar a carne de cavalo aos pobres

por AFP, Patrícia Viegas


O ministro alemão do Desenvolvimento, Dirk Niebel, teve uma ideia para aproveitar os produtos feitos à base de carne de cavalo que forem retirados do mercado por estarem falsamente rotulados como contendo carne de vaca: redistribuir esses produtos aos pobres, sugeriu em entrevista ao jornal 'Bild', hoje publicada, noticia a agência noticiosa AFP.
"Mais de 800 milhões de pessoas morrem de fome no mundo. Infelizmente, na Alemanha também há pessoas com dificuldades financeiras, mesmo para se alimentarem (...) Acho que não podemos, aqui na Alemanha, deitar fora alimentos que estão bons", declarou Dirk Niebel, que é membro dos liberais-democratas do FDP, partido que é parceiro de coligação da CDU da chanceler Angela Merkel no Governo federal da Alemanha.
Esta é a primeira vez que um ministro se manifesta sobre o destino a dar aos produtos retirados. A sua ideia vai ao encontro de declarações feitas por Hartwig Fischer, deputado conservador que, para convencer os mais necessitados, fez-se fotografar num jornal a provar uma lasanha de carne de cavalo e a dizer: "É bom! (...) Não consigo ver diferenças em relação às outras lasanhas", explicou.
Ursula von der Leyen, ministra alemã dos Assuntos Sociais, membro da CDU, considerou, por sua vez, que este debate é "absurdo". E disse: "Quer sejamos ricos ou pobres temos o direito de saber o que comemos".
O escândalo da carne de cavalo começou no Reino Unido e na Irlanda, quando foi detetada carne deste tipo de animal em produtos que diziam conter apenas carne de vaca. Estendeu-se depois a outros países, com a Roménia a ser acusada de estar na origem da fraude. A Alemanha, tal como outros países da UE, teve que ordenar o reforço dos controlos de qualidade feitos a produtos para tentar despistar a presença de carne de cavalo nos mesmos. 

------------------------------------------------------------------------------------------------

10 curiosidades sobre a produção de cavalos

1. A carne de cavalo é muito apreciada na Europa e na Ásia. No Brasil e em países tradicionalmente católicos, a carne já foi fortemente associada ao pecado. É que, por volta do ano 700, ela era muito consumida em festas pagãs. Por causa disso, a igreja católica proibiu seu consumo. Mesmo depois de liberada aos fiéis, a carne do cavalo continuou longe das mesas católicas por muito tempo.
2. Mesmo com um consumo muito pequeno, o Brasil é um dos maiores exportadores de carne de cavalo do mundo. O país exporta, em um ano, cerca de 15 mil toneladas, o que gera um faturamento médio de 35 milhões de dólares.
3. Os países que mais consomem a carne de cavalo brasileira são França, Bélgica e Itália. Ela é usada principalmente na produção de embutidos, como salames, mortadelas e salsichas. Quem já comeu salame ou mortadela italianos legítimos provavelmente já experimentou carne de cavalo.
4. Quase todas as partes do cavalo são aproveitadas. O sangue e os ossos são usados para a produção de farinha de ração, enquanto a crina serve para fabricar pincéis.
5. Um cavalo ideal para ser abatido pesa, em média, 300 quilos, o que corresponde a cerca de 100 quilos de carne.
6. Em comparação com a bovina, a carne de cavalo tem mais água, mais ferro - o que a deixa mais vermelha - e sabor mais forte e levemente adocicado.
7. No Japão, como o atum ficou muito mais caro nos últimos anos, os japoneses passaram a adotar a carne de cavalo para preparar seus famosos sashimis.
8. Os cavalos não são criados especificamente para serem abatidos. Os animais mortos são, normalmente, os cavalos mais velhos de criadores e fazendeiros. Diferentemente do que acontece com os bovinos, a idade não deixa a carne mais dura. Já os cavalos de corrida não são comprados pelos abatedouros por causa da grande quantidade de remédios que tomam ao longo da vida.
9. O quilo da carne de cavalo custa, em média, 25 reais. Diferentemente dos cortes bovinos, as áreas mais nobres, como o filé mignon e a alcatra, não custam mais caro.
10. Os nomes dos cortes de carne de cavalo são iguais aos da carne bovina: filé mignon, alcatra, contrafilé, fraldinha, patinho, lagarto, coxão duro e coxão mole.

terça-feira, outubro 02, 2012

Lição do ratinho...



Nosso comentário:


Excelente texto este sobre o problema de um ratinho em face dos perigos de uma ratoeira... e que bem ele se adapta à situação de crise que se vive, em Portugal e não só!!!
Este texto chegou-nos via email, de um dos nossos contatos, pelo que a sua divulgação será feita tal e qual como nos foi enviado.
A quem o enviou o nosso obrigado.
Aconselha-se a sua leitura, muito interessante mesmo, a qual, no máximo, fará perder um minuto do seu tempo.
Como hoje é dia de jogo grande em Portugal, o Benfica-Barcelona para a "Liga dos Campeões", com início marcado para daqui a cerca de meia hora, poupá-los-ei caros leitores a grandes delongas sobre os tempos conturbados que se vivem.
Tendo em conta que o Barcelona é talvez a equipa do mundo que melhor futebol pratica no momento, e tendo em vista que o bom futebol é um desporto com muitos adeptos, justifica-se da minha parte este destaque.  
Até esqueci que o 1.º ministro, tal como é noticiado hoje nos meios de comunicação social, se esquivará às comemorações do 5 de Outubro...(???!!!)
Bom oxalá esteja, ou longe, ou em um lugar recatado onde pelo menos seja poupado aos habituais apupos, sempre que se mostra em público.
Deixo-os com a lição do ratinho.


Fiquem bem, António Esperança Pereira

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

> Lição do Ratinho.>
>
> Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa
>
> abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.
> Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.
> Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
> - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!
>
> A galinha disse:
> - Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema
> para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
> O rato foi até o porco e disse:
> - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
>
> - Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa
> fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. Será lembrado nas
> minhas orações.
> O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse:
> - O que ? Uma ratoeira ? Por acaso estou em perigo? Acho que não !
>
> Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.
> Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.
> A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.
> No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra
>
> venenosa. E a cobra picou a mulher... O fazendeiro a levou
> imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.
> Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que
> uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar
> o ingrediente principal.
>
> Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
> Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
> A mulher não melhorou e acabou morrendo.
> Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca,
> para alimentar todo aquele povo.
>
>
>
> Moral da História:
> Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um
> problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se
> que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco.
>
> O problema de um é problema de todos!

terça-feira, julho 03, 2012

O Silva das vacas, fixação da Professora...

Nota breve do autor do blog/site:

Este texto, "O Silva das vacas", foi a seu tempo publicado no "Jornal de Barcelos". Porque nos foi dado lê-lo novamente, fruto do envio de um prezado leitor, também porque em nosso entender é imbuído de um sentido de humor brilhante, aqui o divulgamos para quem o quiser ler ou reler.
Vale mesmo a pena dispensar-lhe dois ou três minutos do seu tempo.
A quem nos relembrou este pedaço de humor nascido na cidade de Barcelos, o nosso sentido obrigado.
Aqui fica tal qual nos foi enviado,

António Esperança Pereira
------------------------------------------------------

Felizmente que ainda resta o HUMOR

Esta "pérola" jornalistica merece ser lida até ao fim.


O Silva das vacas

Algumas das reminiscências da minha escola primária têm a ver com vacas. Porque a D.ª Albertina, a professora, uma mulher escalavrada e seca, mais mirrada que uva-passa, tinha um inexplicável fascínio por vacas. Primavera e vacas. De forma que, ora mandava fazer redacções sobre a primavera, ora se fixava na temática da vaca. A vaca era, assim, um assunto predilecto e de desenvolvimento obrigatório, o que, pela sua recorrência, se tornava insuportavelmente repetitivo. Um dia, o Zeca da Maria "gorda", farto de escrever que a vaca era um mamífero vertebrado, quadrúpede ruminante e muito amigo do homem a quem ajudava no trabalho e a quem fornecia leite e carne, blá, blá, blá, decidiu, num verdadeiro impulso de rebelião criativa, explicar a coisa de outra forma. E, se bem me lembro ainda, escreveu mais ou menos isto:
"A vaca, tal como alguns homens, tem quatro patas, duas à frente, duas atrás, duas à direita e duas à esquerda. A vaca é um animal cercado de pêlos por todos os lados, ao contrário da península que só não é cercada por um. O rabo da vaca não lhe serve para extrair o leite, mas para enxotar as moscas e espalhar a bosta. Na cabeça, a vaca tem dois cornos pequenos e lá dentro tem mioleira, que o meu pai diz que faz
muito bem à inteligência e, por não comer mioleira, é que o padre é burro como um tamanco. Diz o meu pai e eu concordo, porque, na doutrina, me obriga a saber umas merdas de que não percebo nada como as bem-aventuranças. A vaca dá leite por fora e carne por dentro, embora agora as vacas já não façam tanta falta, porque foi descoberto o leite em pó. A vaca é um animal triste todo o ano, excepto no dia em
que vai ao boi, disse-me o pai do Valdemar "pauzinho", que é dono do boi onde vão todas as vacas da freguesia. Um dia perguntei ao meu pai o que era isso da vaca ir ao boi e levei logo um estalo no focinho. O meu pai também diz que a mulher do regedor é uma vaca e eu também não entendi. Mas, escarmentado, já nem lhe perguntei se ela também ia ao boi."
Foi assim. Escusado será dizer que a D.ª Albertina, pouco dada a brincadeiras criativas, afinfou no pobre do Zeca um enxerto de porrada a sério. Mas acabou definitivamente com a vaca como tema de redacção. Recordei-me desta história da D.ª Albertina e da vaca do Zeca da Maria "gorda", ao ler que Cavaco Silva, presidente da República desta vacaria indígena, em visita oficial ao Açores, saiu-se a certa altura
com esta pérola vacum: "Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante"! Este homem, que se deixou rodear, no governo, pelo que viria a ser a maior corja de gatunos que Portugal politicamente produziu; este homem, inculto e ignorante, cuja cabeça é comparada metaforicamente ao sexo dos anjos; este político manhoso que sentiu
necessidade de afirmar publicamente que tem de nascer duas vezes quem seja mais honesto que ele; este "cagarola" que foi humilhado por João Jardim e ficou calado; este homem que, desgraçadamente, foi eleito presidente da República de Portugal, no momento em que a miséria e a fome grassam pelo país, em que o desemprego se torna incontrolável, em que os pobres são miseravelmente espoliados a cada dia que passa, este homem, dizia, não tem mais nada para nos mostrar senão o fascínio pelo
"sorriso das vacas", satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante"! Satisfeitíssimas, as vacas?! Logo agora, em tempos de inseminação artificial, em que as desgraçadas já nem sequer dispõem da felicidade de "ir ao boi", ao menos uma vez cada ano! Noticiava há dias o Expresso que, há mais ou menos um ano e aquando de uma visita a uma exploração agrícola no âmbito do Roteiro da
Juventude, Cavaco se confessou "surpreendidíssimo por ver que as vacas, umas atrás das outras, se encostavam ao robô e se sentiam deliciadas enquanto ele, durante seis ou sete minutos, realizava a ordenha"! Como se fosse possível alguma vaca poder sentir-se deliciada ao passar seis ou sete minutos com um robô a espremer-lhe as tetas!! Não sei se o fascínio de Cavaco por vacas terá ou não uma explicação
freudiana. É POSSÍVEL. Porque este homem deve julgar-se o capataz de uma imensa vacaria, metáfora de um país chamado Portugal, onde há meia-dúzia de "vacas sagradas", essas sim com direito a atendimento personalizado pelo "boi", enquanto as outras são inexoravelmente "ordenhadas"! Sugadas sem piedade, até que das tetas não escorra mais nada e delas não reste senão peles penduradas, mirradas e sem proveito.
A este "Américo Tomás do século XXI" chamou um dia João Jardim, o "sr. Silva". Depreciativamente, conforme entendimento generalizado. Creio que não. Porque este homem deveria ser simplesmente "o Silva". O Silva das vacas. Presidente da República de Portugal. Desgraçadamente.

Luís Manuel Cunha in «Jornal de Barcelos», 5 de Outubro, 2011.
------------------------------------------------------------------------
Fiquem bem, António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...